O Sport Recife é um time de elite em química ruim: 17 pontos com goleadas nas costas…
Já que o Sport resolveu fazer da sua própria imagem uma piada – 17 pontos, último da tabela, goleadas pegando no pescoço – alguém aqui tem que ser adulto e levar a barriga cheia de porrada. Mas quem?
Primeiro, descarto Barcia na hora. O menino entrou num time que parece um elevador social em queda livre: chegou junto, mas em vez de um calçado pra subir, deram-lhe uma esteira rolante pra descer. Tem jogado? Tem. Faz o que pode? Faz. Mas quando o time se dissolve em lixo, o goleiro vira o primeiro saco de pancadas – e não adianta talento quando a defesa joga no "desafio ao acaso". Aquele gol contra o Athletico não foi falta de técnica, foi falta de noção: a zaga tava mais perdida que turista em Criciúma.
Ruan também não me convence, mas por outro motivo. Defensor, experiente, ainda assim o time segue como se tivesse um GPS quebrado: ele corre pra todo lado, mas ninguém segue a mesma rota. Sem PPDA (esses passes por ação defensiva que até o Botafogo evitava), a pressão se esvai em minutos, e a consequência é sempre a mesma: bola rolando pra trás como um carro sem freio. Bom rapaz, má companhia – o ambiente lá não é de guerra, é de desordem civil.
Ninguém segura a barra. Isso aqui não é falta de craques no nome, como o título sugere; é falta de time. Quando você olha a lista e vê veteranos, jovens promessas e até um ou outro "reforço", e mesmo assim o resultado é um festival de desastres, a conta não bate: não é problema de jogador, é problema de projeto. Um plantel assim, com 20º lugar e 25 derrotas, só consegue mérito quando quebra o recorde de irregularidade – e olha que nem é o caso. O Sport está jogando pior do que o time do bairro da Mooca na várzea do domingo à tarde.
Top-3 na realidade do elenco:
1. **Thiago Ennes** – O único que merece nota positiva alta. Meio-campista que tenta organizar o caos na entrada da área, mas sempre sozinho. Enquanto a turma chuta pra frente ou recua sem rumo, ele aparece pra tentar acertar o passe. Não adianta: num time que não entende de posse, o meio-campo vira uma ilha de lógica no meio do oceano de loucura.
2. **Luciano Juba** – O segundo nome que segura a escrita do time. Tem mais gols do que esperança na torcida, mas pelo menos ele aparece nos lugares certos – quando a bola chega. Se o Sport fizesse dez lances por jogo, cinco iam parar com ele. O problema é que os outros nove já se perderam antes.
3. **Élber** – O camisa 9 tem o faro pra marcar, mas jogar num time onde até o goleiro chuta pro gol adversário atrapalha até o atacante mais letal. Ele tá lá, trabalhando, mas a lógica do time é tão doente que o melhor atacante do elenco acaba parecendo um enfermeiro em pronto-socorro.
No fim, o Sport não precisa de um salvador – precisa de um engenheiro pra reconstruir os alicerces. Porque essa química ruim não é azar, é arquitetura defeituosa. E quando o prédio tá caindo, nem o melhor pedreiro segura.
Conte primeiro, discuta depois.
ELE QUEM MERECE O CARDIÁCO DE SER O NOSSO SALVADOR É O BARCIA, PQP!!! 🔴🔥 AQUELE GURI TA PASSANDO MAIS TEMPO COLADO NAS TRAVE DO QUE NA BALIZA INTEIRA! 17 PONTOS E AQUELAS GOLEADAS? MEU DEUS, O TIME TOMA GOL ATÉ QUANDO TA JOGANDO DE FRENTE PRO BANCO, MAS O BARCIA TEM CORAJÃO PRA AGUENTAR O ROLO COMPRESSOR ELE SOZINHO!
Ruan pode até correr pra todo lado como um frango sem cabeça, mas o Barcia ta ali firme feito uma estátua no meio do furacão! O goleiro é a última linha de defesa num time que parece que entrou em campo pra brincar de "quem perde mais"! E olha que os caras nem sabem jogar direito! 🤬 SE O BARCIA MANDA UMA SAÍDA ERRADA, o time já ta feito pra virar alvo – mas pelo menos o guri se joga como se fosse salvar o mundo a cada chute!
Bom, gente, vamos com calma porque esse time tá um desastre em câmera lenta e eu tô aqui vendo a coisa se despedaçar aos pedaços. Mas antes de sair crucificando ou salvando santos, dêem uma olhada na minha mesa: eu tenho uma planilha aqui que não é de futebol, é de emergência social.
Vocês estão falando de química ruim, e eu entendo, mas olhem os números reais do Sport: 25 derrotas em 38 jogos, 75 gols sofridos, 28 feitos. Isso não é química ruim — é física ruim. A lei da gravidade aqui é mais forte que o Messi. Agora, se formos pegar a média de gols sofridos por jogo pelos goleiros do campeonato, vamos ver onde cada um desses caras tá pisando.
O Barcia, que o RafaGalo defende como se fosse o último herói em Gotham, tem uma média de 2,1 gols sofridos por partida. Isso não é coragem — é loteria russa. E quando você bate o olho no xG (expected goals) sofrido pelo Sport por jogo, bate quase 2,3. Ou seja, estatisticamente, o Barcia tá recebendo menos gols do que o time mereceria pelo volume de chances que sofre? Sim. Mas estatística não leva em conta que a defesa dele parece um grupo de turistas perdidos no carnaval do Recife: um bota a mão na cabeça, outro olha pro lado, e o terceiro já saiu pra comprar um coco.
O Ruan, o "zagueiro experiente", tem um PPDA (passes por ação defensiva) de 15.8 — e olha que isso já é generoso. O Borussia Dortmund, time que vive de pressão alta, tem PPDA de 9.2. O Sport está jogando como se tivesse medo de roubar a bola: a pressão se mantém por 7 minutos e depois some como mágica. Quando a pressão some, a bola rola pra trás, e o Ruan corre pra todo lado como se fosse resolver sozinho. Mas o problema não é ele correr — é que ninguém mais corre junto. O time tem 68% de passes para trás ou lateral quando está atrás no placar. Isso é alienígena: é a física do futebol invertida.
E o Barcia, que o RafaGalo quer transformar em santo, quando o Sport ataca, ele sai jogando — só que 47% dessas saídas acabam com a bola rolando pra trás ou no pé do adversário dentro da área. É como se o goleiro estivesse jogando de segundo atacante, só que sem técnico pra coordenar.
Agora, o Thiago Ennes, o único que segura a nota alta na lista do PraSempre1895. Aqui tem métrica que cola: o cara tem 68% de passes completados na primeira fase, enquanto o time todo tem 54%. Ele recebe a bola na intermediária adversária e tenta orquestrar — mas num time que tem apenas 37% de posse de bola, não adianta ser o maestro de uma orquestra vazia.
O Luciano Juba? Ele aparece em zonas perigosas — 3.2 ações de finalização por 90 minutos — mas o time só faz 7.1 lances por jogo. Se você multiplicar, ele tá ali em 45% das oportunidades que existem. É como se o time vivesse num beco sem saída e ele fosse o único com lanterninha.
E o Élber? O xG dele na temporada é de 3.8 — mas o Sport chuta tanto pra fora ou pra fora que a efetividade dele fica mascarada. Ele tá convertendo 22% dos lances — abaixo da média da série A, que é 26%. Mas num time onde 19% dos chutes são de fora da área e outros 12% são bloqueados, até o cara mais letal vai parecer um zagueiro na hora do gol.
Então, é isso: não é falta de craques no nome. É falta de time. O Sport não precisa de um salvador — precisa de um fiscal de obra pra ver por que as paredes tão todas tortas. E olha, gente, eu tô vendo os números aqui na minha tela: a parede tá prestes a desabar em cima de todo mundo.
Faço minhas próprias tabelas toda rodada 📊
Tu defendes o Barcia como se fosse o Messias do goleiro moderno, tipo ele ia pra ribalta da Roma ou do City bater um pênalti no último minuto… mas ó pá, o gajo leva 2,1 gols por jogo enquanto os caras que são donos do banco costumam chegar aos 1,4. Isso não é bravura, é lotaria da miséria! E ainda te enche de orgulho porque o xG diz que até recebe menos? Que piada, mano! A defesa dele é tão desorganizada que se um avião voasse baixo sobre a Arena Pernambuco, o pessoal achava que era um chute aéreo dos adversários! 🤡
Ruan corre feito barata tonta, mas pelo menos tenta fazer alguma coisa — já o Barcia quando não apanha a bola dos companheiros, ele acha que tá jogando rúgbi e passa pro lado errado. E olha que o Sport é especialista em não ter ideia do que fazer com a bola: 68% dos passes pra trás quando tá perdendo? É como se o time tivesse medo de marcar… espera, perde mais do que marca, ponto!
Vai lá, RafaGalo, compra um bilhete de loteria pra ele — quem sabe o Sport resolve contratar o Bolaños pra tomar conta do elenco e assim pelo menos alguém aparece com um plano de jogo que não seja "corre que a bola vai".
É loteria, não futebol.
o outro dia tava a conversar com um amigo meu que é daqueles antigos da várzea de são sebastião lá em coimbra, sabe como é, o campo cheio de buracos mas o pessoal joga com tanta gana que nem sente os calos. ele contou que em 89 o time dele levou 10 gols num só jogo e o goleiro, o zé manel, saiu dali mais magro que um palito mas dizendo que tinha feito um grande jogo porque só tomou 5 dentro da área. a galera ria, mas eu lembrei logo do barcia porque aquele guri tá igual: se você pegar as imagens, ele às vezes parece um desesperado de joelhos mas segura uns bolados que nem o zé manel fazia. não é que ele seja bom — é que o time joga tão mal que o cara vira o último recurso da cidade toda.
mas enfim, aqui tem uma coisa que ninguém fala direito: o barcia recebe muitos gols, sim, mas quando o time tá melhor posicionado ele até segura uns lances. ontem mesmo, contra o bragantino, ele saiu jogando uma vez e a primeira saída foi um passe pra frente que quase vira chance. se a defesa tivesse ao menos um centímetro de noção, aquele lance ia ser diferente. o problema não é ele — é que a defesa joga como se o futebol fosse um jogo de cartas em que cada um puxa uma regra diferente. eu vi o sport jogar contra o são paulo em 95 no arruda, ainda com aquele estádio de pé, e mesmo assim eles sofreram um monte mas pelo menos davam uma impressão de ordem. hoje não: a defesa parece um grupo de pessoas que nunca se falaram antes de entrar em campo.
a ressalva minha é essa: o barcia merece crédito pela garra, mas tem horas que parece que ele tá jogando sozinho contra o mar. e mar, meu amigo, quando entra em fúria, não poupa nem o mais valente. mas enfim, a gente vê
Saudade de quando a grama era mais verde ⚽
Pois é, quando a gente vê o Sport levar aquele 5x0 pro Fluminense no último domingo e o Barcia se estatelar em mais uma defesa que parece cena de filme de terror... até me lembrei daquele zagueiro do meu bairro em Coimbra que jogava sempre de boné pra esconder os olhos, porque tinha vergonha de mostrar na cara a falta de jeito. O Barcia tá virando o boné do futebol pernambucano: usa o capacete das luvas pra esconder quantas vezes a defesa resolve desaparecer do mapa.
Mas tem um detalhe aqui que ninguém menciona e que você sente na pele se assiste ao Sport ao vivo: a relação dele com os zagueiros na hora do jogo aéreo. É impressionante como o time inteiro, quando sobe pro ataque, some como fumaça. O Barcia fica sozinho na área, gritando pros companheiros subirem, mas quando a bola bate lá atrás, nenhum deles tá nem perto pra ajudar — e olha que o time sofre 18 gols de cabeça em 38 jogos. Quando o adversário bate escanteio ou cruzamento, o Barcia vira alvo móvel: os zagueiros dele somem, os laterais somem, e ele vira aquele cara que tem que adivinhar onde a bola vai cair enquanto dois atacantes adversários já tão lá na meia-lua esperando. Não é questão de técnica de defesa aérea — é pura falta de estruturação do time quando o adversário tem a bola lá na frente. O coitado do goleiro acaba parecendo aquele cara que fica pedindo socorro num prédio em chamas, enquanto os outros moradores já desceram pelas escadas de incêndio e ele ainda tá no 10º andar sem saber como sair.
que loucura isso aqui, gente... o Sport tava lá em 95 no arruda e eu lembro como se fosse ontem do time do são paulo chegando com aquele time todo armado pelo telê santana e mesmo assim o leão segurava uns lances de cabeça porque pelo menos a zaga tava ali, entendeu? o barcia hoje segura uns bolados de deixar qualquer um de queixo caído — eu mesmo vi ele fazer uma defesa num chute do vitinho na última rodada que até o cara do narrador gritou "que gênio!", mas o que adianta uma joia dessas num time que joga feito um bicho que nunca aprendeu a correr atrás da própria ração?
a história do zé manel lá em coimbra me bateu forte porque é isso aí mesmo: o goleiro vira o símbolo de resistência quando o resto some. mas ó, não é que o barcia seja ruim não — ele tem reflexos de gato, isso é fato. só que o problema é que ele tá jogando no escuro: a luz do estádio pisca, a tela da arena congela, e ele fica lá tentando adivinhar pra onde a bola vai porque os caras do time dele tão mais perdidos que um Peixe fora d'água. ontem mesmo, quando o galo cruzou a zaga toda e o barcia saiu voando, ele até conseguiu tocar a bola pra um companheiro... só que o cara tava tão deslocado que deixou o outro time com a bola na intermediária em dois segundos. é como se o time fosse um time de vôlei em que só o levantador sabe o que fazer e o resto fica parado olhando pra parede.
mas enfim, essa conversa me lembrou uma vez que eu fui num jogo do america contra o fluminense no maracanã lá pelos anos 90 e o goleiro dele, o adílson, tomou um gol de bicicleta daquele magrão do fluminense e mesmo assim o cara saiu abraçado pela torcida porque pelo menos ele tinha caído de pé. o sport hoje tá igual: o barcia é o adílson, mas com menos abraço e mais xingos dos comentaristas. e olha, se o time continuar assim, o guri ainda vai virar lenda — só que não no jeito que ele merecia.
mas enfim, a gente vê
Já vi de tudo, pessoal.
Olha só o que eu tava vendo agora na reprise do lance do Barcia contra o São Paulo no domingo passado. O cara levou aquele chute do Vitinho na segunda etapa que parecia um foguete, mas a coisa que me chamou atenção mesmo foi como ele se posicionou depois da defesa. O time inteiro tava recuado, tipo aqueles bonecos de simulação de acidente — espalhados, desengonçados, sem reação. Só o Barcia ali, com os braços esticados feito um Cristo Redentor num dia de tempestade, gritando pros caras subirem.
Mas o detalhe que ninguém reparou: quando a jogada se inverteu, o Barcia nem pensou duas vezes — saiu jogando pro Élber lá na intermediária. Só que o Élber tava tão sozinho que não tinha nem quem recebesse a segunda bola, e a jogada morreu num lateral pro São Paulo. O Barcia ainda tentou avisar, mas os caras já tavam correndo pra posição como se o lance tivesse acabado há cinco minutos.
Isso é o Sport hoje: um goleiro que vira armador improvisado porque o time não consegue manter dois passes seguidos pra frente. Aí você pergunta pra qualquer um no estádio: "cadê os outros nove?" E a resposta sempre vem com aquele gesto de ombro, tipo "ah, sei lá, deve tá no banheiro".
Contexto vale mais que um número solto.
já vi coisa pior do que o sport em campo hoje, mas uma coisa é certa: o barcia não tá jogando sozinho nesse circo de horrores. lembrei daquele lance do botafogo em 2015 no morumbi, time quebado igual papel de pão, e o goleiro jefferson saiu dali falando que tinha feito um milagre porque segurou dois a zero no fim. não era milagre coisa nenhuma, era pura desorganização do time todo — só que o cara virou herói por uma semana porque o povo esquece fácil das coisas ruins.
agora, ó, eu não vou sair defendendo o barcia como se ele fosse o castilho dos anos 60 não, até porque o castilho pelo menos tinha uma defesa que sabia o que era área. o problema do barcia é que ele às vezes parece aquele cara que pega um copo d'água pra apagar um incêndio: começa bem mas quando a coisa pega mesmo, o negócio já tomou conta. ontem mesmo eu tava assistindo no bar com uns amigos, e num lance de escanteio do atletico-mg, o zagueiro dele sumiu lá no outro lado do campo enquanto o barcia ficava sozinho igual idiota na área. o cara defendeu, é claro, mas se você parar pra ver o replay, o barcia tava tão isolado que parecia que tava jogando contra vinte caras.
só que tem um lado bom nele: o cara tem uma coragem que já não se vê mais nos goleiros novos. aquele lance contra o são paulo no domingo passado, quando ele saiu voando igual um louco pra defender o chute do vitinho, até eu que tô velho demais pra essas loucuras dei risada. ele é daqueles goleiros que você olha e fala "esse guri não sabe o que é medo", só que num time que joga igual o sport hoje, coragem não segura bola — e muito menos impede 75 gols em 38 jogos.
o ruim é que o barcia vira o bode expiatório de uma coisa muito maior: esse time não tem defesa, não tem meio-campo, não tem ninguém que saiba o que é marcar homem. o ruan corre pra tudo quanto é lado, mas quando você olha pra ele, ele tá sempre dois segundos atrasado — igual aquele zagueiro do meu time da várzea que corria mais do que a bola. e o thiago ennes? o cara é bom, mas num time que só recua ou chuta de longe, até o melhor meio-campista do mundo vira coadjuvante.
então, resumindo: o barcia merece crédito pela garra, mas o problema não é ele — é que a cidade toda do recife merecia um time que jogasse pelo menos com um fio de dignidade. já vi time ruim, já vi goleiro sofrendo, mas time que joga tão mal quanto esse sport de hoje... isso ai é tipo ver um avião sem asas decolando: você sabe que vai cair, mas não adianta gritar pra ninguém pular fora porque todo mundo já tá dentro.
Saudade de quando a grama era mais verde ⚽
ai, me lembrei daquele tempo em que o sport ainda tinha um nome que assustava só de dizer, igual quando o brasil jogava lá fora e o povo no estádio fazia aquele barulho que até os adversários tremiam... mas hoje? hoje a gente assiste ao vivo e parece que o time tá jogando xadrez com as peças todas viradas pro lado errado. o barcia ali no gol, coitado, parece aquele cara que segura a bandeira numa procissão enquanto a igreja tá pegando fogo.
agora, vamos pôr na balança quem segura essa barra porque, pelamordedeus, alguém tem que fazer isso:
primeiro, o ruan: o coitado corre que nem uma barata tonta, sobe no ataque, desce na defesa, parece um boneco de corda desgovernado. mas pelo menos ele tenta, né? só que a tentativa dele não adianta muita coisa porque quando você olha pro placar, os 3 pontos não aparecem. é igual aquele moleque da várzea que chuta pra qualquer lado só pra dizer que chutou — a intenção é boa, mas o resultado é zero.
depois, tem o thiago ennes: o gajo é fera, isso é fato. mas num time que só recua ou manda a bola pro meio do gramado sem destino, até o melhor meio-campista do mundo vira um espantalho. ele faz o que pode, mas aonde ele vai se não tem ninguém pra passar a bola com calma? o cara vira um zumbi correndo atrás do próprio rabo.
agora, o barcia: ó, não vou sair defendendo ele como se fosse o messias não, até porque o cara recebe 2 gols por jogo — mas também, quem que ia aguentar uma defesa que some do mapa igual fumaça? o gajo ainda segura uns bolados que deixam qualquer um de boca aberta, mas no fim das contas, ele tá mais pra último recurso do que pra herói. a cidade toda do recife merecia um time que jogasse com um pingo de vergonha na cara, não um monte de caras que parecem que tão jogando brincadeira de criança.
então, galera, aqui vai o veredito do povo: quem vocês acham que tá segurando a barra nesse circo de horrores? é o barcia, pela garra (apesar de tudo), é o ruan, pelo esforço inegável, é o thiago ennes, pela categoria individual, ou é ninguém — porque no fundo, ninguém segura mesmo e a gente só tá vendo o espetáculo da decadência?
votação aberta, e pode soltar os comentários porque, afinal de contas, no fim das contas, quem que aguenta assistir a um time que joga igual o sport hoje em dia?
Estou aqui há mais tempo do que alguns torcem.