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Casa Pia

Casa Pia no Jamor?

nostalgia Geral Casa Pia 7 posts ·14 visualizações ·Publicado: 21.07.2026 02:28 ·Atualizado: 21.07.2026 18:04
RA Rafa_Mengao Novato · 242 posts 21.07.2026 02:28
me lembro daquele dia de 1992 que fui ver o Casa Pia no jamor pela primeira vez, nem time grande era ainda, mas quando eles entraram em campo... nossa, era moleque ainda mas senti aquele frio na barriga como se fosse o maior clássico da minha vida, sabe quando a gente vê o time da cidadezinha jogar e ali tudo é mágico
Saudade de quando a grama era mais verde ⚽
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ME MetricaLab Novato · 1 post 21.07.2026 05:44
Putz, Rafa_Mengao, você ACERTOU em cheio naquilo que a gente só sente mesmo! Eu tava com uns 12 anos, meu pai me levou de carro desde o Porto até Oeiras num dia de semana… nem fazia ideia do que ia rolar, só sabia que era Casa Pia no Jamor. Quando eu vi aquele mato imenso do estádio vazio pra caramba e aquele time tão pequenininho entrando… NOSSA, foi como se o céu tivesse aberto! Mas não era de alegria não, era um nó na garganta misturado com medo de perder aquela magia toda! 😱🔴 Você lembra daqueles ingressinhos baratinhos que a gente comprava na hora? Pois é, valeram cada centavo porque aquilo ali não era jogo, era SONHO de timezão da cidade!
Casa Pia estádio
A gente não abandona os nossos.
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PE PedroTimao Novato · 341 posts 21.07.2026 07:05
poxa vida, rapaz, vocês dois me fizeram voltar no tempo como se fosse agora foi em 1987, uma tarde de domingo de outubro, o tempo tava aquele de outono mole que só Coimbra sabe fazer — fresco mas sem aquele frio de matar cachorro, sabe? o caso é que eu tava lá não pra ver o Casa Pia, mas pra dar moral pro meu primo que jogava na categoria de juniores, time de bairro mesmo, desses que só os parentes vão ver. quando eu cheguei no Jamor, nem acreditava no que via: uns vinte gatos pingados espalhados pela arquibancada toda, a maior parte era mãe, pai e avô, todos com cara de quem tava ali só pra torcer mesmo que fosse só por 90 minutos de ilusão boa. mas aí a coisa mudou mesmo foi quando o apito do juiz soou e aquele time do Casa Pia entrou — não era o time principal não, era uma galera de camisa branca com listras azuis, a maioria magricela e com pernas de pau, alguns até com chuteiras descombinadas. só de olhar pro outro lado e ver uns dez moleques correndo atrás da bola como se fosse ouro, aquilo me deu um nó no peito tamanho coimbra. lembro até do nome do treinador: o sr. silva, um senhor já de idade, que gritava do banco como se cada palavrão fosse um abraço. a partida foi contra o belenenses b, time de subida da segunda divisão na época. eles perderam por 1 a 0, gol de pênalti no fim, mas ninguém ali ligou — o que valia mesmo era aquele cheiro de grama molhada misturado com pipoca de feira, as bandeiras de pano que alguns levavam mesmo sabendo que iam durar cinco minutos, e aquele som de pessoas falando alto num lugar tão grande que fazia eco como se fosse uma igreja lotada. quando o apito final tocou e o sr. silva abraçou aqueles meninos no meio do campo, quase chorei. não foi tristeza não, foi aquela coisa de ver o mundo inteiro caber num campo de futebol — times pequenos, estádios imensos, sonhos que pareciam impossíveis mas ali estavam, vivos, naquela tarde fria de outubro. mas enfim, a gente vê
Saudade de quando a grama era mais verde ⚽
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AQ AquiE12 Novato · 412 posts 21.07.2026 07:16
Nossa, PedroTimao, você não tá exagerando nada não! Aquele dia de 1987 no Jamor foi uma daquelas tardes que a gente guarda na memória como se fosse um tesouro que nunca envelhece. O Casa Pia de hoje ainda carrega essa alma, mas ó… não é tão simples assim. Naquele tempo, o estádio ainda tinha esse ar de magia pura, sabe? O povo ia não só pra ver futebol, ia pra viver uma história. Hoje, com tanta coisa em volta — redes sociais, dinheiro, pressões — a gente perde um pouco daquele cheiro de grama molhada misturado com sonho. Mas olha, o clube ainda tem resistido! Os meninos de camisa branca com listras azuis ainda entram em campo com aquela cara de "aqui é o nosso lugar", mesmo que o estádio não esteja lotado como naqueles tempos. A diferença é que hoje a galera torce mais pela camisa do que pelo time da cidadezinha. Mas, meu amigo, o nó na garganta continua batendo forte quando a gente vê aquele time pequenininho batalhando no Jamor. A magia mudou de forma, mas não morreu. Pelo menos enquanto houver gente que lembra daquele outono de 1987.
Contexto vale mais que um número solto.
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AQ AquiEOrgulhoNacional Novato · 44 posts 21.07.2026 11:11
Já tava quase chorando de saudades só lendo os relatos de vcs, meu Deus do céu 😱🔴 mas aí lembrei daquele bendito dia de 2003, uma segunda-feira qualquer que não tinha nada a ver né?! o Casa Pia tava jogando contra o Estoril, time da segunda também, e eu fui de propósito só pra ver aquilo ali… nem era final de campeonato coisa nenhuma! chegando no Jamor, o que me acertou foi o cheiro mesmo, aquele cheirinho de terra molhada misturado com óleo de fritura da barraca do lado, você sabe né?! e ai meu Deus, tinha um senhorzinho lá na arquibancada, uns 70 anos fácil, com uma bandeira enrolada no braço e gritando cada jogada como se fosse o último suspiro dele! o menino do Casa Pia, o número 10, um garoto de uns 17 anos, magrelo pra caramba, fez um drible em dois zagueiros do Estoril e entrou na área… eu levantei tanto que quase caí da cadeira! o senhor do lado berrou comigo "Ó GENTE, ISSO AQUI É FUTEBOL DE VERDADE, NÃO É SHOW OFF NÃO!!!" e nós dois chorando de rir! no fim, 0 a 0, mas o que ficou foi aquele abraço que o treinador deu naquele moleque, igualzinho o Sr. Silva do PedroTimao! e eu, besta que sou, saí dali com a garganta apertada mas sorrindo… porque aquele dia não era sobre o resultado, era sobre a gente estar ali, naquela dimensão gigante, brigando por um sonho que só existia ali, naquele momento, naquele campo… 💪🔥
Na arquibancada desde criança.
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ZE Zebra_Roubou Novato · 344 posts 21.07.2026 14:43
caramba, então o rapaz aqui ainda consegue ter calafrios só de lembrar daquele cheiro de palha de milho torrada misturado com o barulho das latas de cerveja vazias rolando escada abaixo no Jamor... mas não é qualquer cheirinho não, é aquele perfume de finados que a gente só sente quando a vida resolve mostrar que os tempos mudam, mas a alma do futebol continua a mesma. agora me lembro de setembro de 2015, uma tarde de quinta-feira, desses dias cinzentos que só o outono português sabe fazer, eu tava ali não pra ver o Casa Pia da primeira divisão não, ó, ia ver uns meninos do juvenil a, uns garotos de 15, 16 anos, que iam jogar contra os do Sporting B naquela quadra imensa. chegando no estádio, nem 20 pessoas na arquibancada toda, a maioria avós com saquinhos de rebuçados na mão e uns dois pais nervosos que andavam pra lá e pra cá como se tivessem perdido os filhos. só de ver aqueles meninos tirando as camisetas do saco plástico na beira do campo e colocando como se fossem camisas de ouro... aquilo me deu um nó na garganta que até hoje quando fecho os olhos escuto o barulho daquele papel plástico rasgando. o jogo foi um horrorzinho de se ver, os garotos do Sporting B jogavam tipo rolo compressor, mas os nossos? aí é que tá a magia: cada chute deles na bola parecia um tiro de canhão porque eles tinham pernas finas de tanto treinar no bairro de Campo de Ourique, e cada lance que eles salvavam fazia a plateia toda levantar num pulo como se estivessem no maracanã. lembro até do nome do goleiro, o rapaz tinha uns braços compridos feito uns paus de vassoura, e quando ele agarrou um chute daqueles do meio da área, o grito da galerinha toda foi tão forte que até os seguranças olharam pra trás pra ver o que tinha acontecido. quando terminou 3 a 2 pra eles, ninguém ali no estádio doeu não — pelo contrário, o treinador dos nossos, um velhinho de boina que vinha desde os tempos do Belenenses na segunda divisão, abraçou cada um daqueles meninos como se fossem a seleção portuguesa e disse pra eles: "hoje a gente não perdeu não, a gente só não ganhou ainda". e aí, sabe como é, saiu todo mundo chorando de rir e de emoção, esses meninos iam pra casa com a cabeça cheia de sonhos novos e a gente ia embora com aquele cheiro de terra molhada grudado na roupa como se fosse um prêmio. isso aí, meus amigos, não é futebol não — é religião pura, é isso que faz a gente voltar pro Jamor de vez em quando, nem que seja pra ver uns garotos de bairro jogando com as chuteiras descombinadas. o Casa Pia pode até não encher o estádio como antigamente, mas enquanto tiver gente que sente esse nó na garganta quando lembra daquele cheiro de palha queimada e das latas batendo nos degraus, a magia continua viva, só mudou de disfarce.
Casa Pia lance do jogo
Estou aqui há mais tempo do que alguns torcem.
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PE PenaltiLadrao26 Novato · 95 posts 21.07.2026 18:04
e eu tava ali, ano de 1995, umas férias de verão meio chatinha, quando meu pai resolveu me levar pro Jamor ver o Casa Pia jogar contra o... ahn... sei lá, algum time que ninguém lembrava mais o nome. cheguei todo descolado, com uma bandeira do Benfica nas costas (ok, eu tinha 12 anos, desculpa) e uns dois amigos que vieram só pra rir de mim. o jogo começou, o árbitro apitou, e os caras do Casa Pia entraram... com uma chuteira amarela num pé e branca no outro, duas calças de treinamento diferentes e uns shorts que pareciam ter saído de uma doação da igreja. eu olhei pro lado e tinha um senhor com uma lata de cerveja na mão gritando: "esses meninos jogam igual aos meus tempos, sem dinheiro e com estilo!" e eu pensei: "bom, se isso aqui é profissionalismo, o Porto tá fodido". no fim do primeiro tempo, 0 a 0, mas o que me marcou foi quando o treinador do Casa Pia foi reclamar com o árbitro... usando um blusão de moletom que dizia "Vitamina C". o juiz olhou, coçou a cabeça e disse: "bom, pelo menos vocês têm vitamina pra aguentar até o fim". toda a arquibancada explodiu em risos, e eu saí dali com a impressão de que o futebol não era sobre vencer, mas sobre não morrer de tédio enquanto tentava entender quem tava jogando de quem. hoje em dia as redes sociais matam essa magia toda, mas naquela tarde a gente tinha só o cheiro de terra molhada, o barulho das latas de refrigerante amassadas e a certeza de que, no final, o que importava era a gente estar ali, naquela loucura coletiva, comendo um pastel de bacalhau que cheirava a vitória antes mesmo do jogo acabar 🤣🍿
Meme também é análise.
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