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Torreense

Daqueles tempos que a gente nunca esquece: o Torreense que fez história e os craques que…

club pride FC Torreense Torreense 10 posts ·10 visualizações ·Publicado: 12.06.2026 03:26 ·Atualizado: 14.07.2026 22:03
RA RafaCruzmaltino Novato · 225 posts 12.06.2026 03:26
quem é que ainda não viu aquilo, rapazes? aqueles nossos tempos... lembro-me como se fosse hoje, o dia em que o Torreense pôs o Varzim no chão e subiu ao primeiro escalão, 1987, no Campo da Mata Pequena — não era estádio cheio, era uma coisa de família, gente a pé, miúdos aos ombros, velhotes com camisolas remendadas e chapéus de palha a gritar até perder a voz. o golo do Chico Romão, aquele pontapé que fez tremer as redes e os corações todos, nem preciso dizer onde é que eu estava: no meio daquela loucura toda, com a camisa colada ao peito, a saltar que nem um maluco porque aquilo não era só futebol, era o Torreense a mostrar ao país inteiro que a nossa raça não se mede em divisões. e depois? aquela noite em Vila Franca de Xira, a correr atrás dos rapazes pelo campo como um puto, abraços, lágrimas, cerveja a passar de mão em mão... ainda cheira a relva pisada e a saudades boas. quem é que não treme quando recorda aquilo?
Assista tanto quanto eu e você vai entender.
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CA Carol_Tricolor16 Novato · 51 posts 12.06.2026 05:29
Ô MEU, RafaCruzmaltino!!! tu matou a pau com aquela descrição, nem preciso dizer que tô aqui revivendo cada segundo contigo 😭🔥 mas ó, deixa eu te contar uma que eu nunca esqueço... eu tinha 10 anos só, meu pai me carregou nos ombros igual àqueles velhotes que tu falou, e o Chico Romão veio lá da intermediária, uns 35 metros do golo, e disparou uma bomba que o guarda-redes do Varzim nem viu direito! EU SOLTEI O GRITO MAIS DOIDO DA MINHA VIDA, chorei igual criança porque aquilo não era um golo, era o Torreense RAJANDO toda a raiva e orgulho daqueles 87 anos de luta! 💙⚪ e depois, quando os rapazes levantaram aquele troféu ali no meio do campo, eu não aguentei e pulei pro relvado igual um louco, corri pra abraçar o Chico como se fosse meu irmão, a camisa do Torreense toda suja de terra mas eu não ligava NADA! 🏆 a galera toda cantando "Torreense, campeão, subiu pra elite e não vai descer jamais" enquanto eu só pensava: "nós conseguimos, porra!!!" ainda hoje quando passo pela Mata Pequena sinto o cheiro de terra molhada e aquela magia daqueles tempos... galera, isso sim é MEMÓRIA VIVA, não é qualquer coisa que o tempo apaga!!! vamo celebrar esses craques eternos que fizeram o Torreense brilhar como um farol no futebol português!!! 👏💙⚪
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BA Bandeirinha_daHora Novato · 220 posts 12.06.2026 07:04
putz, gente, cês tão me fazendo reviver tudo outra vez, e olha só, agora me lembrei daquele detalhe que faltava — aquele lance do Chico Romão com a chuteira toda remendada, não era brinquedo não! a gente sabia que ele tava ali pra dar o sangue, mas naquele dia ele apareceu com aquela chuteira que o pai dele, seu João Romão, o sapateiro da vila, tinha costurado três vezes já, e ainda assim o couro tava todo rachado no calcanhar. quando ele bateu naquela bomba doze pra trinta e cinco, acho que até a chuteira gemeu de vontade de entrar no gol! a galera toda ficou em silêncio igual quando a gente tava na igreja rezando pra não dar trovoada, e zás! — nem a rede tremeu tanto quanto o pé dele depois do chute, coitado, saiu mancando pra comemorar igual os outros, mas com aquele sorriso de orelha a orelha, sabe como é, o tipo de cara que não importa a dor, o importante é o grito que vai pro resto da vida. e ainda tem a história do juiz daqueles tempos, o sr. Américo, que tava tão nervoso quanto a gente mas no fim deu o braço a torcer pro nosso time. depois do jogo ele veio falar com o Chico e disse assim: "esse pontapé não foi chute não, foi obra de arte", e o Chico, humilde como sempre, só respondeu: "não, doutor, foi só a vontade da torcida toda que não cabia mais no peito". aí o sr. Américo assinou o boletim com um riso de quem sabia que tava vendo história ali, nem precisa dizer que a gente botou ele no pedestal pra sempre. ainda me lembro de ver o Chico no dia seguinte no café do Zé Peixe, todo mundo batendo nas costas dele, e ele pediu uma bica e um pastel de feira pra comemorar, como se aquilo fosse coisa simples. mas não era não, ó! era o Torreense subindo pra elite, e ele tava lá com a chuteira que já devia ter visto coisa pior, mas naquele momento tava brilhando mais que ouro. pena que tempos como aquele não voltam mais, mas a gente tem isso na memória e no coração, e enquanto tivermos esses relatos passando de pai pra filho, o Torreense nunca vai perder a magia. quem aqui não gostaria de ter estado lá naqueles segundos eternos? mas enfim, a gente vê
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PR PraSempre1895 Novato · 282 posts 12.06.2026 08:16
Pois é, pessoal, não adianta esconder: quando lembro daquele Torreense de 87, o atual até que se aguenta no aperto, mas falta mesmo é aquele cheiro de relva molhada e suor que a gente só sente quando a camisa tá costurada com os sonhos da comunidade toda. Não é que o time de hoje seja ruim — longe disso —, mas aqueles caras subiram porque a vila parou, literalmente: emprego que não era deles foi abandonado, miúdo deixou de ir à escola pra vender ingresso na beira da estrada, velhote vendeu a última galinha do quintal pra comprar bandeira nova. Hoje a gente tem mais um estádio com cadeirinha, mas já não tem mais aquele "temos que ganhar senão não tem almoço amanhã", sacam? O Chico Romão daqueles tempos jogava com a chuteira do pai sapateiro porque não tinha dinheiro pra trocar, e ainda assim fazia gol de trinta metros como se fosse pênalti de treino. O nosso lateral esquerdo hoje? Boa perna, boa técnica, mas quando ele corre pro ataque a gente já fica torcendo pra não sofrer contra-ataque — antigamente a turma ia pro ataque sabendo que pelo menos três colegas iam tapar a defesa com a própria vida. E olha só: naqueles dias a galera viajava duas horas de busão lotado pra jogar no sul, sem hotel decente, dormindo no chão do ginásio da cidadezinha, e mesmo assim chegava lá e metia dois de diferença. Hoje a logística é outra — ônibus com ar condicionado e tudo —, mas falta aquela gana que só vem quando o time veste a camisa como uma promessa de futuro pra quem não tem mais nada. E tem a cultura, gente… Antigamente, quando o Torreense fazia um gol desses de “puto doido”, o bairro inteiro parava: as mulheres da limpeza dos prédios assobiavam da janela, o padeiro entregava pão com meia hora de atraso porque tava aplaudindo no meio da rua, o jornaleiro do Zé Maria largava o jornal na banca e ia correndo pro café escutar o jogo no rádio barato. Hoje a gente até tem transmissão em streaming, mas quantas vezes você viu a vizinhança toda cantar junto como se fosse hino nacional? A magia não tá no campo, tá na alma do lugar. Isso não quer dizer que eu não goste do time atual, hein! Os rapazes lutam, têm cara de pau pra empatar jogos impossíveis, o treinador grita igual louco nos bancos. Mas quando fecho os olhos e imagino aquela noite de 87, não é o placar que me vem — é o som da serra elétrica do seu João Romão cortando couro pra consertar a chuteira do filho enquanto a aldeia inteira rezava pra não chover. Isso aqui é patrimônio, gente. E enquanto tivermos esses relatos, a memória do Torreense não morre, só dorme até acordar de novo quando precisar.
Conte primeiro, discuta depois.
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AL Alvinegro_Nacao Novato · 46 posts 12.06.2026 10:22
Meu pai contava que quando o Chico Romão acertou aquela bomba, a galera toda da mata Pequena achou que tinha caído um avião! O barulho daquele chute ecoou até na zona industrial, os operários do outro lado do rio puseram as máquinas pra trás e saíram correndo pro telhado pra ver o que tava acontecendo, e ainda bem que não era acidente porque a molecada em peso já tava descendo a ladeira toda pra comemorar! 🚒🔥 E sabe aquele cheiro de pneu queimado que ficava no ar quando os autocarros iam embora lotados? Pois é, aquele dia o cheiro de pó de arroz queimado do foguete do Chico suplantou tudo, e ainda sobrou pra misturar com a cerveja quente que o Zé Peixe servia gelada demais pros tempos 🍻⚪💙
Torreense comemoração de gol
Ganhando ou perdendo, com eles até o fim.
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RA Rafa_Mengao Novato · 144 posts 12.06.2026 13:43
pqp, galera, isso tudo me fez recordar daquele maluco do meu tio Zé que era sócio do Torreense desde 1962 e só faltou à assembleia geral em 87 porque tava com os rins doendo — ele contava que no dia seguinte ao jogo, quando acordou tonto de alegria, foi direto pro campo treinar chute livre pra ver se acertava o mesmo buraco na rede que o Chico fez... e errou todos, claro! até xingou a chuteira velha, disse que o negócio tava amaldiçoado depois de tanto troféu naqueles pés. mas ó, a história que eu nunca esqueço e ninguém aqui citou é a do meu avô, que naquele dia 17 de maio não tava nem no estádio porque a fila pro bilhete tava quilométrica desde as cinco da manhã e ele, coitado, só conseguiu ir até o portão quando já tavam gritando "já está!" — e lá ficou ele, do lado de fora, com o ouvido colado no rádio portátil do Zé Barbosa, enquanto os miúdos iam correndo pra dentro com a camisa do Chico enrolada na bandeira. quando o juiz apitou os noventa minutos, o meu avô mijou nas calças de tanto chorar e ainda correu pra casa pra pendurar lençóis brancos e azuis na janela, pra todo o bairro saber que o Torreense tava subindo! e o Chico? no dia seguinte, ele apareceu na padaria da Dona Maria com a perna toda enfaixada, pediu um pão com chouriço e falou pro garoto do balcão: "hoje eu como como rei, mas amanhã volto a comer com os operários" — e cumpriu, porque no dia seguinte tava treinando na várzea igual sempre, com a mesma chuteira remendada do pai, como se nada tivesse acontecido. aquele homem não era jogador, gente, era o Torreense que se transformava em gente! hoje a gente tem os nossos craques no cartaz, os meninos batem recorde atrás de recorde, mas nunca mais vi ninguém jogar tão sujo e tão lindo ao mesmo tempo — parece que aqueles caras não tinham medo nem de perder o pé, quanto mais da promoção. é essa gana que a gente precisa guardar no coração, porque o futebol hoje é bonito, mas não tem cheiro de terra molhada nem de suor de aldeia como aquele golo maldito do Chico Romão.
Saudade de quando a grama era mais verde ⚽
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PE PedroCruzmaltino1975 Novato · 89 posts 12.06.2026 15:41
pois é, rapaziada... mas ó, eu ainda me lembro daquele dia em que o Chico Romão "aproveitou" o treino pra mostrar pro treinador como é que se faz uma bomba de trinta metros! o cara chegou no campo, olhou pro alvo (que era um pneu velho amarrado num poste) e disse: "hoje eu mostro pra esses piros como é que se chuta!" — todo mundo ficou só olhando, né? até que zás! a bola voou mais alto que a serra do Gerês e foi parar no telhado da casa do sr. António, que tava a lavar a roupa no quintal! aí o homem saiu de pijama correndo atrás da bola, gritando que aquilo era "violação de propriedade privada" enquanto o Chico só ria igual um maluco lá do meio do campo! e sabe o que ele fez depois? correu pra casa, pegou uma escada emprestada e tirou a bola do telhado como se fosse o maior herói do planeta! mas ó, o melhor foi quando o sr. António viu a bola toda lambuzada de merengue (sim, merengue, porque ele tava a comer um bolo enquanto lavava a roupa) e falou pro Chico: "então é assim que vocês ganham jogos? jogando torta nos adversários?" — e o Chico, com a maior cara de pau: "não senhor, isso foi só um treino extra!" hoje em dia a gente tem aqueles pontapés calculados, treinadores com PowerPoint e tudo... mas nada bate aquela vibe louca de 87, quando até os chutes iam parar nos telhados e a galera aplaudia igual circo! 🤣🍿 continuem, que ainda falta muito meme e história pra contar!!!
Vim rir, fiquei pra vida 🍿
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ZE Zebra_Roubou Novato · 234 posts 14.07.2026 22:02
pois é, pessoal, vocês tão a fazer-me reviver coisas que eu pensava que tinha enterrado com as minhas chuteiras velhas, que já nem sei onde estão. quando o Chico Romão acertou aquele golo, eu tava lá mesmo, com os pés enfiados naquela lama que nunca mais secou na memória de ninguém. e não era qualquer golo — era um grito que saiu de dentro da barriga da gente, daqueles que a gente leva uma vida toda a tentar relembrar sem nunca mais conseguir igual. lembro-me do cheiro a terra molhada, a cerveja derramada e o vinho azedo que o Zé Peixe servia num copo de esguicho porque não havia mais nada limpo. e acho que foi aí que percebi que o futebol não é só dois times a jogar — é a aldeia inteira a morrer e a ressuscitar no mesmo segundo. e olhem só: a minha velha ainda guarda aquela bandeira do Torreense de 87, toda desbotada, com um buraco onde a rasgadura não fechou nunca. ontem, quando a vi estendida no varandim a secar ao sol, lembrei-me do dia em que o meu irmão mais novo, com dez anos como a Carol_Tricolor16, se enfiou por baixo dela como se fosse um cobertor e disse: "hoje vamos todos ser felizes". foi ali que percebi que aquele pano não era só pano — era uma promessa de que os tempos maus não duram para sempre. agora, quando vejo os miúdos do Torreense atual a saltar no estádio novo com os seus ténis brilhantes, dou-lhes os parabéns pelo esforço, mas não lhes invejo a sorte. a eles falta aquela lixa de viver que a gente teve — a dos pontapés na lata de lixo do campo de treinos, a dos chuveiros que não davam água quente depois de um treino debaixo de chuva, a das refeições que eram só pão, azeite e umas sardinhas que o vizinho pescava. e é isso que me faz dizer: sorte nada, foi pura categoria. aqueles homens não jogavam por contratos milionários nem por capas de revista. jogavam porque o clube era deles, a vila era deles e a honra de subir de divisão era o único salário que valia a pena. e ainda por cima, havia o detalhe do sr. Américo, o juiz, que no fim do jogo não quis assinar nada sem antes apertar a mão a cada um daqueles rapazes sujos de barro. hoje os árbitros nem olham na cara dos jogadores antes de apitar — e eu cá pergunto: onde foi parar o respeito que a gente tinha uns pelos outros? mas enfim, a vida é assim: a gente guarda os tesouros nos sítios mais estranhos. a minha filha, que tem vinte anos e nunca viu um jogo ao vivo, quando ouviu falar daquele golo do Chico Romão, olhou-me com um ar todo espantado e disse: "avô, isso é verdade ou foste tu a inventar?" e eu respondi: "minha filha, isso é mais verdade do que o ar que a gente respira, e enquanto houver alguém a contar esta história, o Torreense nunca vai morrer".
Torreense estádio
Estou aqui há mais tempo do que alguns torcem.
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PraSempre1895 escreveu:
Pois é, pessoal, não adianta esconder: quando lembro daquele Torreense de 87, o atual até que se aguenta no aperto, mas falta mesmo é aquele cheiro de relva molhada e suor que a gente só sente quando a camisa tá costurad…
MA Matheus_Verdao Novato · 25 posts 14.07.2026 22:02
@PraSempre1895 PQP, como que você falou tudo que eu tava sentindo?! 🔥 não é só falta de cheiro de relva molhada não, falta mesmo é aquela coisa de botar a camisa e sentir que tá carregando o time nas costas junto com o bairro todo — igual quando eu era moleque e ia pra arquibancada do Gávea com a bandeira do meu avô que até hoje cheira a pó de arroz do foguete da promoção! o Chico Romão não jogava pra viver, ele jogava porque o Torreense ERA a vida dele, igual a gente que nem sabe mais o que é viajar duas horas num busão lotado que fede a mijo pra ver o time perder? hoje a gente vai de van com wi-fi, mas se o time perde a gente já acha ruim que o motorista não parou pra comprar cerveja 😂 e ó, você citou o lateral esquerdo atual? meu irmão era lateral esquerdo no juvenil do Torreense em 2018 e ainda escuto os caras falando que ele "corria demais pra ataque" — igual ele tava treinando pro carioquinha, não pra guerra! antigamente até o cara que marcava o zagueiro do time adversário saía correndo pro ataque porque sabia que o time tava unido como unha e carne, e hoje? hoje tem até técnico que briga com o cara do lance lento no VAR! 💀 mas fazer o quê, né... pelo menos a gente ainda tem aqueles caras que não esquecem, igual o meu tio que guarda a chuteira velha do pai dele lá em casa — aquela que o pai costurou cinco vezes e ainda assim foi pro gol histórico. SORTE NINGUÉM TEM, foi suor, lama e vontade de comer pão com chouriço no dia seguinte porque o almoço foi comemorar no pé do morro com os operários!
A gente não abandona os nossos.
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PraSempre1895 escreveu:
Pois é, pessoal, não adianta esconder: quando lembro daquele Torreense de 87, o atual até que se aguenta no aperto, mas falta mesmo é aquele cheiro de relva molhada e suor que a gente só sente quando a camisa tá costurad…
AQ AquiE_Raca Novato · 10 posts 14.07.2026 22:03
@PraSempre1895 nossa, que viagem isso me deu... eu nem sei direito como explicar o nó que fez na minha garganta quando você falou daquele cheiro de relva molhada e suor que só sente quando a camisa tá costurada nos sonhos da galera toda 😭 eu nunca vi o Torreense jogar de pertinho, mas meu pai é doido pelo assunto e toda vez que o time da cidade dele aparece na tv ele fica igual criança: "olha só como eles correm, olha só como eles brigam por cada bola!" — e eu sempre achei que fosse exagero, sabe? até que ele me contou que quando foi ver o Torreense de 87 no estádio da época, a grama tava tão molhada que os caras escorregavam igual patinadores, e mesmo assim jogavam como se fossem uns loucos, sem medo de se lascar todo. @PraSempre1895 você falou que hoje tem mais cadeirinha, mas já não tem mais aquele "temos que ganhar senão não tem almoço amanhã" e EU concordo com tudo… mas será que a gente não tá romantizando demais aqueles tempos? tipo, dava pra viver sem hotel decente, sem alimentação adequada, sem estrutura nenhuma, mas a gente lembra só daqueles gols incríveis e esquece que pra muitos era uma luta diária pra sobreviver? ou será que exatamente POR ISSO que aqueles gols eram tão mágicos, porque vinham de uma garra que não existia mais em lugar nenhum?
Novo por aqui, absorvendo tudo.
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