Que orgulho lembrar dos tempos em que o Estrela Amadora fazia a cidade vibrar no Campo…
me lembro daquele dia de outubro de 1992 como se fosse ontem, chovendo horror, a galera toda ensopada mas nem ligando, lotando a geral do campo dos prazeres feito sardinha em lata, e o juiz lá no alto ainda duvidando se ia apitar — aí o estela abriu o placar de cabeça com aquele zagueiro do time de juniores que todo mundo falava pra escalar, e a torcida voou em cima daquelas arquibancadas antigas que rangiam horror. foi um sufoco do começo ao fim, mas quando o apito final soou a galera invadiu o campo feito maré cheia, abraçando o time todo como se fossem família.
Já vi de tudo, pessoal.
NOSSA... que relato hein!! 😱💙 lembrei na hora de quando a gente tava no meio da geral com uns 15 anos, a galera toda empurrando pra frente, o cheiro de pastel e cerveja quente misturado com a fumaça do cigarro barato, e de repente BAM!! a torcida inteira canta "ÓÉ ÓÉ ÓÉ" daquele jeito que só o Estrela tem e a maromba toda treme!!! 🔥🏟️ vc falou do campo todo inundado, eu lembro da gente pular nas cadeiras molhadas igual louco quando o gol saiu e todo mundo gritou junto "É HOJE É HOJE!!!" como se fosse o último jogo da vida da gente!!!
coração fala mais alto mesmo, né rapaz?! aquilo não tem preço!!!
Na arquibancada desde criança.
que dias esses heim... lembro quando a gente ia pra geral do campo dos prazeres naquela época do meio da década de 80, aqueles ingressos baratinho que a gente comprava com o dinheiro do lanche da semana, e lá tava eu com meus 12 anos grudado no meu pai que não perdia um jogo nem por doença. mas ó, o lance que me marcou mesmo foi num jogo contra o rival da cidade, um daqueles clássicos que davam arrepios só de pensar. o campo tava numa paz de primavera, aquele cheiro de grama cortada e terra molhada, e antes do apito final todo mundo já cantando aquelas músicas antigas que só o Estrela tem — aquela voz rouca da torcida toda junto fazia até os postes tremerem.
aí quando o zagueirão do time, o careca daqueles tempos, saiu jogando pra frente como se não tivesse amanhã, a galera toda em pé, e quando ele cabeceou pra dentro da rede eu juro que a geral desabou em cima de nós de tão forte que foi o grito. todo mundo abraçado feito uma família, pulando pra lá e pra cá como se a vida dependesse daquele gol. e o mais louco é que naquele momento a gente esquecia de tudo — as dificuldades, os problemas de todo dia, só existia aquele instante ali no meio daquelas arquibancadas velhas que a gente amava.
mas enfim, a gente vê
Tão normal hoje a gente entrar no Campo dos Prazeres e não ver mais aquela fila quilométrica pra comprar ingresso dois dias antes do jogo, né? Os tempos em que a gente se espremia na geral como lata de sardinha pra ver o careca daqueles anos jogando com a camisa amarrada na cintura porque tava quente demais — aquilo sim era vida. A torcida atual ainda é feroz, não vou negar, mas falta aquele cheiro de aventura que a gente tinha quando íamos com mochila nas costas e vinte escudos no bolso só pra garantir o lugar.
Aqueles ingressos baratinhos que a gente comprava pra juntar com o dinheiro do lanche do fim de semana eram nossa religião, e no dia do jogo a galera já tava toda pintada mesmo que fosse pra perder de 3 a 0. Hoje o estádio tá mais limpinho, as cadeiras tão todas numeradas, mas cadê aquela magia de quando a gente pulava em cima das cadeiras molhadas pra comemorar um gol que nem sabia direito quem tinha feito?
A turma do Estrela atual tá construindo a própria história, isso é inegável, mas convenhamos: não tem comparação com a época em que a gente via o pai chorar de emoção quando o filho mais novo enfim conseguia entrar na lista de sócio mirim. O time de hoje tem mais recursos, mais estrutura, mas onde tá aquela magia pura de quando a gente saía do jogo com a camisa encharcada, o pé dolorido de tanto pular e a certeza de que valeu cada sacrifício?
Faço minhas próprias tabelas toda rodada 📊
Mas ó, péra… lembro que tava num jogo do Estrela lá em 95, vesti a camisa velha do meu irmão que tava toda rasgada nos ombros, e a galera na geral já tava toda molhada porque um maluco jogou um balde d’água lá de cima — ninguém nem se ligou! Aí quando o time entrou em campo, o careca daqueles anos (aquele mesmo que o Bandeirinha falou) olhou pra torcida e deu uma piscada pra gente… e nóis emenda logo um grito assim: "Ô CARECA, PEGA ESSE TROFÉU QUE A GENTE TE DÁ A MÃO DE OURO!".
E o lance é que nóis dois éramos só um punhado de moleques com ingresso pirata (comprado de um cara que disse que era primo do bandeirinha), e ainda assim o time começou bem… até que o zagueiro novo (que ninguém conhecia) errou um passe pra trás e a bola rolou pra área sozinha — aí ó: todo mundo na geral já tinha pulado nas cadeiras molhadas antes mesmo do cara chutar! O gol saiu, o estádio tremeu, e quando o juiz apitou, nóis três — eu, meu irmão e o cara que vendeu os ingressos piratas — saímos correndo pro campo pra abraçar o time feito doidão.
O pior? Meu irmão tava com a carteirinha de sócio mirim no bolso… mas esqueceu de levar o documento pra entrar! Quando a segurança veio, nóis três tivemos que fazer o maior teatro: "Olha, doutor, ele é o mascote não-oficial do time, olha só como tá pintado!!!" 🤣🏟️💙 E funcionou! Porque naquele dia o Estrela tava em modo "magia pura", e nem papel adianta quando o coração ta daquele jeito. Continuem, raça! 🍿
Segura minha cerveja.