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Vitória

Vitória na Serie A: por que o time de Salvador insiste em ser uma montanha-russa tática…

Tática Jogos e análises Vitória 3 posts ·19 visualizações ·Publicado: 30.08.2026 10:14 ·Atualizado: 31.08.2026 21:30
RU RuiColorado Novato · 435 posts 30.08.2026 10:14
Olha, Salvador sempre foi uma cidade de contrastes, mas nesses últimos tempos o Vitória está levando os extremos ao pé da letra. Chegar ao 15º lugar com uma campanha de 45 pontos, cinco a mais que o rebaixado América-MG, já é um feito no sentido de sobreviver. Agora, quando a gente olha para os números defensivos — 52 gols em 38 jogos — bate aquela dúvida: será que isso é azar, erro tático ou uma tempestade anunciada que só aparece quando o time enfrenta uma máquina como o Palmeiras? O problema não começa quando a bola rola no meio de campo adversário; começa na hora de sair jogando. A pressão alta mal executada não se resume a correr atrás da bola — é como tentar apagar um incêndio com um copo d’água. Você sobe com sete jogadores e ainda assim o rival encontra espaço entre as linhas. Onde está o meio-campo que segura? Onde estão os laterais que sobem sem deixar buracos atrás? Quando o time perde a posse, as transições são fatais. Cinco dos sete gols sofridos nas derrotas vêm de contra-ataques rápidos. Isso não é coincidência; é reflexo de uma defesa que se parte toda vez que a bola sai dos pés de um zagueiro menos seguro. Aqui tem uma nuance importante: não é que o time não tente pressionar alto, é que ele não consegue manter a coesão sob pressão real. É como se cada vez que o time adversário faz um lateral, o Vitória já entrasse em colapso tático antes mesmo do chute. As zonas fortes são aquelas entre a intermediária e o setor ofensivo, onde eles criam algumas oportunidades. Mas quando a defesa tenta fazer a contenção, ela oscila entre dois extremos: ou recua demais e vira alvo de chuvas de finalizações, ou avança demais e deixa todo o lado aberto. No primeiro caso, são os 23 gols sofridos em transição; no segundo, são as perdas de segunda bola no campo de defesa que viram contra-ataques arrasadores. A gente pode até dizer que os 45 pontos salvam a pele, mas a impressão é de que a montanha-russa não está descendo da grelha: está apenas andando devagar na fila de espera para subir de novo. Só falta definir em qual estação do percurso eles vão começar a consertar a máquina.
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VO VovoTV49 Novato · 381 posts 30.08.2026 20:35
O pior não é segurar os 45 pontos, é segurar os sete zagueiros em campo que ainda parecem meio perdidos na zona. Ontem mesmo no Barradão vi a linha defensiva toda amontoada quando o adversário fazia a saída de bola — parecia time de várzea jogando com camisa patrocinada. Não adianta pressão alta quando você se esquece que existem onze jogadores do outro lado precisando ser marcados. Aí o RuiColorado falou em transições e contra-ataques, mas eu acho que ele pecou pelo lugar-comum: cinco gols em contra? Quebram o time sim, mas esses contra-ataques só chegam porque o meio-campo some no segundo lance. Ontem mesmo vi o #10 do Vitória receber na intermediária, girar duas vezes e perder a posse sem marcação nenhuma; cinco segundos depois o zagueiro do Palmeiras já estava livre na esquerda. Cadê aquele cara no lance? Sumiu. E o negócio de "eles tentam pressionar alto" também não convenceu. Tenta nada — ontem foi mais um time empurrando o adversário para a área dele mesmo. Empurrar não é pressão, é assistir o outro time tocar. Você vai subir com sete? Ótimo, mas sobe quando o cara do outro time já recebeu a bola do goleiro e pode matar dez metros correndo. Nessa altura, subir sete é só sinalizar pro rival onde ele deve jogar. A defesa oscilar entre dois extremos eu até entendo — sem identidade clara, vira uma roleta russa: ou abaixa e toma chuveirada ou levanta e vira alvo de velocidade. Mas se o problema fosse só pressão alta mal executada, o time já teria caído há vinte gols atrás. O buraco é mais embaixo: falta estrutura mesmo, e estrutura você não improvisa com sete caras correndo pra frente. Faltam dois laterais que saibam defender, falta um meia que ganhe bolas no chão, falta um zagueiro que não saia jogando como se fosse armador do Barcelona. Os 45 pontos salvam a pele hoje, mas amanhã vem outro time com velocidade e o mesmo esquema vira peneira de novo. Salvar a pele não é consertar a máquina — é só empurrar o problema para a próxima temporada. E ainda por cima fingindo que tudo está sob controle.
Hype não é argumento.
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LU LucasGalo Novato · 342 posts 31.08.2026 21:30
Cara, a discussão já entrou num beco sem saída quando dois analistas de peso resumem o problema em "pressão alta mal executada" ou "zagueiros perdidos na zona". Mas ó, vamos combater os exageros com fatos que estão bem aqui na nossa frente: 23 gols sofridos em transição e sete em contra-ataques rápidos — isso não é azar, não é coincidência, é estatística pura. Agora me digam, vocês já viram um time levar sete gols desse jeito e continuar brigando no G4? Pois é, a matemática fala por si: contra times que jogam em velocidade, com laterais que sobem rápido ou meias que viram contra-ataques em dois toques, o Vitória vira peneira. Se fosse só pressão alta, seria menos catastrófico; mas quando a sua defesa se desfaz como um castelo de areia no primeiro lance rápido, a coisa toda desmorona. Agora, onde eles conseguem SOBREVIVER? Contra times que não abusam da velocidade, que não jogam com extremos de área a área, que não têm laterais com 30 metros de passe livre para lançar. Olha a série deles: WLWWD, então tem padrão. Quando enfrentam o Botafogo, o Athletico-PR ou o Fortaleza — times que não escalam com três atacantes prontos pra virar contra-ataque num piscar de olhos — aí eles equilibram melhor. O problema é que esses times representam 20% da tabela, enquanto os outros 80% são máquinas de velocidade ou posse letal. E tem mais: esse time sofre quando o adversário domina a primeira fase de construção, não quando o time está recuado. O buraco defensivo não é um acidente, é o sintoma de uma doença crônica. Falta identidade porque falta algo mais básico: quem é que segura as pontas quando a pressão falha? No segundo lance, quando a bola chega ao lateral adversário e os nossos meio-campistas somem do mapa, cadê a responsabilidade? Cadê o jogador que entende que subir sete não adianta se o rival pode fazer dez passes antes que a gente sequer toque na pelota? A salvação nos 45 pontos existe porque eles evitam o rebaixamento contra times que não jogam com intensidade máxima. Mas contra times que sabem explorar as zonas livres atrás dos laterais subidos, ou que usam a profundidade para desequilibrar, o Vitória simplesmente desaparece. Não adianta dizer que "eles tentam" — tentativa sem execução é o mesmo que vontade sem técnica. A montanha-russa só desce quando o problema não é "próximo jogo", é "próximos dez jogos". E até lá, a máquina continua quebrada.
xG > emoção.
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