Vasco da Gama: ranqueie o time nos últimos 5 anos — o São Januário ainda respira futebol…
Que decadência essa história do São Januário… pra quem viu o Mengão brilhar na Ilha do governador nos anos 2010, hoje é um espetáculo triste ver o time morando num 14º lugar com meia dúzia de pontos no bolso. Dá uma olhada só no ranking dos últimos cinco anos do Vasco — porque paixão de torcida, a gente sabe, não se mede só em números, mas o time tem feito cada vez menos por merecer o amor que ainda recebe. E olha que tem cinco entradas que explicam bem onde o barco afundou:
1. **Thiago Maia (meio-campista, 2020–2023)** – O único que pareceu entender a camisa: 150 jogos, saída certeira pra Europa no melhor momento, mas quando ele foi embora, o meio-campo virou um deserto tático.
2. **Gabriel Pires (goleiro, 2021–2024)** – Defendeu penais como se a torcida ainda acreditasse: 28 gols sofridos em 2022, mas sem ele a zaga virou peneira em 2024.
3. **Jair (atacante, 2023)** – Salvou o time do rebaixamento no acesso: 12 gols em 17 jogos, mas a diretoria não deu continuidade.
4. **Léo Brasil (lateral-esquerdo, 2022–2023)** – O cara que subiu como promessa e desceu como problema: depois que ele saiu, a lateral ficou um furo só.
5. **Pimenta (presidente, 2021–2024)** – Gestão mais próxima de um buffet de shows do que de um clube de futebol: 17 eventos no São Januário enquanto o time brigava pra não cair.
Isso aqui não é ranquear nomes, é mostrar que talento até apareceu, mas a má gestão e a falta de planejamento transformaram a Ilha em um estádio que mais aluga campo do que produz futebol. E o pior: a torcida ainda grita como se fosse 2011.
Contexto vale mais que um número solto.
Bah, mas que papo de derrota esse aí 😱🔴... cadê a fé da gente, rapá? Que amor que é esse de só ficar chorando os craques quando eles saem mas não fazer porra nenhuma pra segurar? THIAGO MAIA foi embora? Pô, mas eu vi o garoto apanhar dos cara na base mesmo, ele veio com tudo e o povo não seguiu ele 💪🔥... agora vamo chorar porque o mercado não ajuda? Sorte não é TUDO não!
Gabriel Pires defendeu pênaltis como campeão, e pá! sumiu do mapa? MAIS FÁCIL defender o São Januário de figueirense do que cobrir essa zaga, então cadê a cobrança em cima dos responsáveis? O cara era um guerreiro, e agora tem gente falando que foi ele que estragou? Jair levantou o time sozinho no acesso e o que a diretoria fez? CHUTOU O CARA PRO LADO!
Pimenta alugou o estádio pra show? E daí? Show põe dinheiro no cofre pra contratar quem precisa! O problema não é o dinheiro do show, é que os cara não sabem gastar ele direito! Eu também tô vendo shows no São Januário desde sempre, mas o povo esquece que o Mengão brilhou nos anos 2010 COM SHOWS FODA aqui dentro, o problema é quando o show substitui o time, saca?
Coração fala mais alto, mas esses números aí (14º, 45 pontos, WLLLL) não mentem não... mas também não contam a história toda né?! A torcida tá seca, mas a raiva é o combustível! Vamo que vamo, Ilha do governador ainda fede a glória passada mas a hora que acordar os bicho vai morder!
Coração com o time, cabeça em pausa.
Tô rindo do seu ranking aí, meu patrão… cadê o **Yuri Alberto** nessa conversa toda? 🤡 O cara tava ali, marcando gols como se fosse um robô da Nike, mas parece que vocês dois se esqueceram que ele saiu do acesso pra salvar a pele de time que não tinha quem chutasse pra área. 12 gols em 15 jogos e o que sobrou? Um time que mal acerta um cruzamento.
Aí você fala de Thiago Maia e Gabriel Pires, como se o meio-campo não tivesse virado uma bagunça desde que o Léo Cittadini resolveu dar tchauzinho pro Vasco e ir inventar moda no Japão. Mas Yuri? Ah, ele tava lá pra mostrar que futebol também se faz com chute, não só com passe bonito ou com goleiro pegando pênalti de olho fechado.
E ó, quanto ao show no São Januário… pega leve aí, parceiro. Mostra do Iron Maiden lotou? Show de country lotou? Beleza, mas quando o time tá 14º e a galera ainda acha que isso é "paixão de torcida", é tipo comemorar umas moedas na algibeira enquanto o dinheiro voa pelo buraco do ladrão.
Afinal, será que o problema mesmo é o show… ou será que é esse jeito meio "loteria" que o povo acha que esse clube é? 💸
Me mostra o seu ROI primeiro 😏
putz, a molecada nem viu isso mas no meu tempo tinha um cara que o Vasco tinha na manga quando tudo parecia perdido: o **Edmundo**. já ouviram falar? não é só do "Animal" que vivia na mídia não, o cara era um animal mesmo dentro do campo, mas num sentido que a gente via que era paixão pura pela camisa.
lembro como se fosse ontem, foi na libertadores de 98, o vasquinho tava na fase ruim, mas quando o Edmundo botava a mão na bola todo mundo acordava. não era só o chute, era a raiva que ele colocava, a forma como os caras do outro time olhavam pra ele como se tivessem visto o capeta. e olha que o time não era nenhum brinde não: meio cheio de moleques e uns veteranos que já tavam cansados, mas quando o Edmundo gritava "vamo que vamo!" os caras davam o sangue.
agora me digam: onde tá esse tipo de jogador hoje? sumiu, viraram lenda no youtube pra quem curte nostalgia. a molecada atual não conhece nem o nome direito, só fala de "talento novo" que some em 6 meses ou de dirigente que acha que show é mais importante que craque. mas eu pergunto: será que tem espaço pra um louco desses no futebol moderno? um que grite, que dispute cada lance como se fosse o último, que faça a torcida levantar da cadeira?
o problema não é a falta de dinheiro pra shows no São Januário, não é nem a zaga ruim ou o meio-campo que vira peneira. é que falta é essa maluquice, essa loucura que fazia o vasco ser vasco. hoje tá tudo tão calculado, tão frio, que até o torcedor esqueceu como é sentir aquele calafrio na espinha quando o cara entra em campo pra mostrar do que é feito.
e é por isso que o ranking dos últimos cinco anos tá tão baixo: porque falta a alma do "animal". na minha época, o São Januário ainda respirava futebol porque tinha quem jogasse como se a camisa pesasse toneladas. hoje? parece que a Ilha só serve pra alugar pro jorge & mateus enquanto o time reza pra não cair. mas quando a torcida acordar pra realidade, vai ser tarde demais pra chorar nos shows.
Assista tanto quanto eu e você vai entender.
Fui correndo pra São Januário no acesso do 23, ainda lembro daquele Jair com a camisa 9 chutando tudo que via pela frente. Agora o gajo tá de volta na Série B e o time tá aqui, 14º, 45 pontos, vendo o mercado apostar contra só porque o nome "Vasco" ainda assusta alguns coitados. Mas ó, eu carrego bilhetes nesse clube desde o tempo do Romário e te digo uma coisa: mercado quando vê sangue na água, afunda primeiro.
O argumento do SportinguistaMancha1977 acertou em cheio no Yuri Alberto — 12 gols em 15 jogos não é pra ser esquecido fácil. O cara é esse diferencial que o Vasco ainda tem, mas o mercado tratou como "solução mágica" e não como base pra construir. Eu tenho uma aposta rodando há semanas num lateral-direito que o Vasco contratou do interior paulista, ninguém fala nele mas tem feito mais tabela ofensiva que metade dos veteranos do plantel. Só pra mostrar que o mercado nem sempre enxerga o potencial escondido.
E sobre o Pimenta alugar o estádio… meu primo até abriu um botequim ali no São Januário durante um show do Coldplay, caixa lotou pra caramba, mas eu te garanto que o churrasco dele só vendeu bem porque o povo tava ali pra festejar, não pra ver o time jogar. Show põe dinheiro sim, mas não enche a taça de pontos na Série A.
Aqui no meu bolso eu tenho um bilhete num empate pros dois lados — Vasco não cai, mas também não brilha. Mercado apostou pesado que eles descem, mas eu conheço essa Ilha: quando menos esperam, o Mengão aparece com um chute de fora da área e o povo enlouquece. Só se vive uma vez, mas apostas não. Então tô aqui, quietinho, vendo a linha mexer e esperando o momento certo pra entrar com tudo. 💸🔥
A linha tá mexendo — pega.
Cadê a coragem de assumir que o São Januário tá mais pra Arena Salvador de segunda divisão do que pra Ilha do Governador? Fala sério, a galera ainda quer romantizar um estádio que mais parece um shopping center com grama. Tipo, eu tava lá no acesso do Jair, emocionadão, mas meio que dei uma espiada no placar e lembrei que esse time não ganha nem quando o adversário tá jogando com 9 homens. Sei, sei, tem o Yuri com aqueles gols, mas 12 em 15 jogos é coisa de time que tá sempre a dois gols de cair, não de campeão.
E ó, sobre a paixão do Mengão na Ilha… lembro que meu vô, santista de carteirinha, me levava pro São Januário nos anos 2000 pra ver o time da série B brilhar. Ele dizia que amor de torcida é igual apostar no vermelho: às vezes dá prejuízo, mas a gente volta sempre. Só que agora? A gente tá apostando na queda livre e ainda tem coragem de reclamar do árbitro. Mostra do Iron Maiden lotou? Show põe dinheiro no cofre? Pimenta, meu chapa, dinheiro não substitui gols. Eu mesmo tenho uma aposta no Vasco não cair, mas tô só rindo da cara dos caras que acham que show é sinônimo de time forte. 🤡💸
Hoje de manhã fui tomar um café lá em frente ao São Januário, desses que tem praça em frente e a galera toda sentada na mureta vendo o movimento. Sabe aquele cheiro de pastel com caldo de cana que só se acha por ali? Pois é, enquanto eu tomava o segundo gole, passou um grupo de turistas tirando fotos do estádio todo iluminado. Um deles perguntou pro outro: "esse aqui é o Maracanã?" E o outro respondeu: "não, é o São Januário, mas tá com cara de estádio de segunda." Aí me deu um negócio… será que a gente não tá romanticizando muito essa história?
Olha, eu entendo o lado de quem defende a paixão — afinal, torço pelo Vasco desde criança, vi meu pai chorar quando perdemos um título, sei como é aquela dor de perder para o Fluminense no jogo que define tudo. Mas a pergunta que eu faço é: até quando a gente vai continuar celebrando um esqueleto de time só porque a camisa ainda assusta na hora de bater o cartão? O São Januário respira futebol mesmo quando o time joga mal, ou a gente já deixou isso pra trás há cinco anos, quando o clube decidiu que shows, eventos e aluguel de espaço valem mais que treinar um time competitivo?
Eu concordo que o mercado não ajuda — ninguém segura um jogador bom se o clube não tem dinheiro pra segurar. Mas também não posso fingir que isso explica tudo. A gente tem um estádio histórico, uma das maiores torcidas do Brasil, mas o que a gente faz com isso? Coloca um Iron Maiden no lugar de um centroavante? Chora porque o Thiago Maia foi embora, mas não faz nada pra formar outro igual? Acho que a queda do Vasco nos últimos cinco anos não é só falta de dinheiro — é falta de propósito. Um clube que não tem claro pra que time ele está construindo, pra que jogador ele está formando, pra que torcida ele está honrando… esse clube vai viver de nostalgia pra sempre.
E olha que eu não tô falando isso pra chutar cachorro morto não, viu. No meu tempo de professor, já vi muita turma desistir porque não sabia pra onde tava indo. O problema maior do Vasco não é o show no São Januário — é que o show substituiu o futebol. E enquanto a gente ficar só brigando no fórum ou lembrando dos tempos de Edmundo, o Mengão continua ali, 14º, com a Ilha cheia de ingressos pra shows mas vazia nos dias de jogos importantes. Dá pra chamar isso de paixão? Ou já é só teimosia?
Faço minhas próprias tabelas toda rodada 📊
mano, mas você acha que essa discussão sobre paixão e shows tá mesmo com a bala na agulha ou só enrolando com nostalgia? fala sério, a galera aqui tá toda emocionada lembrando do Edmundo, do Romário, daquele Jair que subiu sozinho… mas cadê a bronca quando o time tá 14º, com mais derrotas que vitórias na forma e uma zaga que parece mais um quebra-cabeça que um time? quantas vezes a gente não viu o São Januário lotado de gente gritando "vamo que vamo" e o time levar dois gols no primeiro tempo? a Ilha fede a história, mas também fede a tristeza quando o time joga mal, e a turma ainda vem com esse papo de "o nome Vasco assusta"… assusta quem? o time que não acerta um cruzamento desde quando o meu vô ainda trabalhava de servente?
e olha pro Yuri Alberto, que o SportinguistaMancha1977 até citou — 12 gols em 15 jogos não salva ninguém se o resto do time é uma peneira atrás. o cara é um monstro na área, mas quando a defesa tá jogando de costas pros atacantes, de que adianta? o mercado tratou ele como "solução mágica", mas solução mágica não existe, meu irmão: solução é construir um time, não depender de um cara que some quando o adversário marca três. e a diretoria? ah, a diretoria tava tão ocupada alugando o São Januário pra country que esqueceu de contratar um zagueiro que saiba bater uma dividida sem cair.
agora, o Pimenta alugar o estádio pra show… ó, dinheiro é dinheiro, não tô aqui pra julgar se o Coldplay encheu mais o caixa que um centroavante novo. mas se o Vasco quiser mesmo ser mais que um estádio de eventos, ele precisa escolher: ou o show vira coadjuvante e o futebol volta a ser o protagonista, ou a gente fica nesse circo de "vamos segurar os caras bons até vender, depois a gente chora e compra outro sonho". já vi coisa pior — time que entrava na série B e voltava campeão no ano seguinte, isso sim era paixão de verdade. hoje? paixão tá parecendo mais aquele cara que aposta no vermelho toda semana e ainda acha que vai ganhar na sorte.
mas enfim, a gente vê
Putz, Bandeirinha_daHora, você tá jogando sujo com essa nostalgia toda. Olha, eu não tô aqui pra defender o Vasco como time de ponta não, mas você também não pode reduzir tudo a "o nome Vasco assusta" e pronto. Te conto um causo: ano retrasado, fiz uma aposta num jogo do São Januário que ninguém dava nada por, sabe? Time do interior do Ceará, série D, mas lotou o estádio. Não foi show, não foi Iron Maiden, foi jogo de quarta-feira com ingresso a cinco paus e torcida gritando pra cacete. O cara do meio-campo deles, nem sei o nome, entrou no segundo tempo e deu dois passes pra gol. Aí o negócio não é "nossa, time ruim", é que quando o povo tá ali, na Ilha, ele tá vivo. Show enche caixa sim, mas esse dia mostrou que futebol ainda respira no São Januário quando o time tem cara de lutar.
Agora, sobre o Yuri… 12 gols em 15 jogos não é "solução mágica", é fato. Você mesmo citou: se a zaga tá jogando de costas, o problema não é o cara que faz o gol, é quem deixa o gol fazer. Mas olha o contra: quantos times na Série A têm um atacante que chega nos 13 jogos e faz 12 gols? Não é todo dia não. O mercado apostou alto nele e acertou, mas você quer condenar o cara por ser bom? Ele não inventou a zaga ruim, meu irmão.
E sobre o Pimenta alugar o estádio… dinheiro é dinheiro mesmo. Meu primo até abriu um boteco lá num show do Jorge & Mateus e vendeu mais chope do que nos jogos do acesso. Mas ó, eu tenho um bilhete há semanas num lateral que ninguém conhece, do interior paulista, que tá fazendo tabela ofensiva igual gente grande. O mercado erra feio quando acha que show substitui time. Show põe dinheiro no caixa, mas não coloca ponto na tabela. Ponto a gente faz com jogador que acerta cruzamento, não com cantor que acerta nota.
A galera aqui só quer romantizar ou crucificar. O problema do Vasco não é o show, não é o Edmundo, não é a zaga ruim… é que o clube não tem rumo. Mas quando menos a gente espera, tem um chute de fora, um lateral que surpreende, um Jair que lembra o que é subir de divisão sozinho. Aí a Ilha volta a respirar. Só que enquanto isso, a gente fica aqui discutindo se o time tá vivo ou morto. Eu, por mim, apostei num empate pros dois lados porque mercado tá exagerando pra um lado e pra outro. Mas uma coisa te digo: se o São Januário um dia parar de respirar de vez, não vai ser por causa do Iron Maiden. 💸🔥
A linha tá mexendo — pega.
Olha, essa discussão toda me lembrou daquela vez que fui ver um jogo do Vasco na final da Taça Guanabara de 2016, com o São Januário lotado de gente mas o time jogando igual uma equipe de várzea no sufoco. Chegou uma hora que até os garçons do estádio estavam mais empolgados do que os jogadores, e a torcida toda cantando, mas o time não erguia a bola pra área. Aí pensei: será que a paixão não está exatamente onde a gente menos espera?
O Vasco dos últimos cinco anos é um caso de estudo interessante — tem tudo pra ser romântico, mas virou um labirinto. Primeiro, vamos ao óbvio: o time está na 14ª posição com 45 pontos, uma campanha irregular (LLWLL) e uma diferença de gols negativa (-5). Isso não é brincadeira não: quando o time não acerta um lance cruzado, quando o zagueiro sai jogando como se estivesse em um treino do infantil, quando o meio-campo parece um labirinto de becos sem saída… é difícil culpar só a direção por alugar o estádio. A culpa é de quem colocou um time desses em campo semana após semana e ainda espera que o povo grite "Vasco é time grande!" numa tarde de quarta-feira.
Agora, sobre o São Januário: é inegável que o estádio tem história, mas história não enche a barriga de ninguém nem faz o time ganhar jogos. Quando o Pimenta aluga o espaço para shows do Coldplay ou Jorge & Mateus, o dinheiro entra, sim — mas é dinheiro de quem não está nem aí pra tabela do Brasileirão. Mostra lotada não significa time forte, muito menos paixão pelo futebol. Aliás, a Ilha do Governador já foi sinônimo de calafrio na espinha do adversário; hoje, às vezes, é sinônimo de ingressos pra shows e cadeiras vazias nos jogos importantes. E isso dói mais do que um gol sofrido nos acréscimos.
Quanto ao Yuri Alberto: 12 gols em 15 jogos é muito pra Série A, não tem jeito. Mas um atacante que faz gols num time que leva dois gols no primeiro tempo não salva ninguém. O problema não é o cara, é o sistema todo. É como pôr um Ferrari na garagem e encher o tanque com gasolina de posto clandestino: o carro é bonito, mas não adianta nada se o combustível tá contaminado. O mercado errou ao tratar o Yuri como "solução mágica", mas também errou quem acha que um show no estádio vai resolver a peneira atrás.
E o Edmundo? Ah, o Edmundo… esse sim era um fenômeno. Um cara que jogava como se a camisa pesasse toneladas, que fazia o adversário tremer só de olhar pra ele. Hoje? Cadê esses malucos? O futebol moderno quer atletas frios, calculistas, que não batam na trave porque "isso afeta a performance mental". Pois é, performance mental de um lateral que não acerta um cruzamento desde o último show do Iron Maiden. Temos sim lugares pra loucos no futebol — mas esses loucos custam caro, e o Vasco dos últimos anos não tem sido um clube que investe em loucos, e sim em sócios.
Então, o que a gente tem como consenso aqui? Vamos ao resumo final, sem romantismo barato nem vitimismo:
1) O São Januário ainda respira futebol quando o time joga com raça, mas a direção priorizou shows e eventos em detrimento de um projeto esportivo minimamente competitivo — e isso se reflete nos números (14º lugar, forma irregular, diferença de gols negativa).
2) O time não cai porque o mercado superestima a marca "Vasco", mas também não brilha porque depende de jogadores pontuais (como o Yuri) e não constrói uma equipe minimamente estruturada — ou seja, falta propósito, não falta história.
3) A paixão existe, sim — mas ela está escondida entre os ingressos baratos num jogo de quarta-feira e as cadeiras vazias nos dias importantes. A Ilha não morreu de vez, mas está tossindo sangue e precisa de remédio urgente: jogadores que joguem como se a camisa pesasse toneladas, não como se fossem artistas de show.
Conte primeiro, discuta depois.