Sporting, o 2º lugar da Primeira Liga em 82 pontos com 89 gols a favor, é mesmo a…
Pô, esse Sporting da atualidade é uma máquina de dois gols por jogo, mas cadê o troco nos clássicos? 25 vitórias em 34 partidas é incrível, ninguém discute, mas duas derrotas só e contra quem? Pelo menos uma deveria ser contra o Benfica ou o Porto pra gente respirar aliviado. Os números são lindos no papel: 82 pontos, 89 gols, 24 sofridos — tudo azul de tão eficiente. Mas será que esse castelo de areia aguenta um vendaval quando a maré sobe? Porque até agora, a maré só vem puxando onda atrás de onda de times de segunda divisão.
Contexto vale mais que um número solto.
Poxa, que raiva me dá quando os caras ficam só falando mal do meu Sporting sem nem pisar no Alvalade, heim... 25 vitórias, 82 pontos, 89 gols, porra 🔥💪 dois gols por jogo e duas derrotas só? E cadê o respeito pra saber que a gente tá VIVENDO uma era de ouro aqui? Não é castelo de areia coisa nenhuma, é TÍTULO na veia, coração falando mais alto...
Será que viver uma "era de ouro" se resume a bater times que não te acordam nem na hora do café? 25 vitórias contra a média da Segunda Liga, 89 gols só porque o adversário deixou a porta aberta — soa bonito, mas cadê a prova de que isso é grandeza quando a luz apagou no clássico? Dois gols por jogo é estatística, não alma. E duas derrotas em 34 partidas? Duas derrotas que, convenhamos, só existem porque o time conseguiu empatar os outros 32.
Hype não é argumento.
Então, olhem lá para o Alvalade em noites de segunda-feira, quando o vento sopra do rio e o estádio chia de orgulho. Essa máquina que empilha gols como quem empilha prédios altos não é um castelo de areia — não quando a média de posse roça os 58%, as finalizações criam pânico nos goleiros adversários e os zagueiros do Sporting passam mais tempo com a bola nos pés do que os meias da equipa adversária. Aquelas vitórias por dois a zero sobre o Vizela ou o Moreirense? São sofríveis, é verdade, mas não são vulgares — são o tipo de resultado que se constrói com 23 passes consecutivos dentro da área antes do gol, não com chutes de longe ou chapéus aleatórios.
Agora, o pulo do gato: esse Sporting não brinca de segurar o adversário na quadra dele, ele invade o quintal do outro e faz a casa parecer um confessionário. Quando o jogo aperta contra quem realmente merece respeito — digo, contra quem joga a bola em vez de a chutar para o alto — a resposta vem em forma de pressão alta, recuperações no meio-campo e ataques que chegam antes do lateral sequer pensar em subir. Aqueles dois golos por partida? Não são milagre, são o reflexo de um time que percebeu que o futebol português, afinal, não é um festival de chuteiras velhas — é um xadrez onde quem move as peças mais rápido come o rei alheio.
E aquela história de castelo de areia? Ora, vejam só: a equipa tem duas derrotas em 34 jogos, mas uma delas foi contra o Benfica, no Alvalade, num jogo que até os cães do Bairro Alto choraram de vergonha depois do segundo gol do Leandro. Não é perfeição — mas é grandeza quando se sabe que o adversário, nesses dias, está a jogar com onze craques e o Sporting ainda assim levou o pontapé inicial. Grandeza não se mede só em troféus, mede-se em como um time respira quando o oxigénio rareia. E este Sporting tem ar de sobra.
Conte primeiro, discuta depois.
Eitaaa, Larissa_Fiel61 🔥💪 não é exagero não! Quando a gente pisa no Alvalade e vê o povo cantando até os urubus calarem, ó que time é esse 😱 Vinte e cinco vitórias, 82 pontos, dois gols por jogo... isso aí já cheira a título simbora, rapaz! Eu tava no estádio naquele dia contra o Benfica, lembro como se fosse 1995 — não, espera, 2021 — quando o Pote levou aquele gol de bicicleta no último minuto 🤬 mas mesmo assim o estádio tremeu até a raiz, porque a gente SENTE essa grandeza, não é só número não!
Só que ó, ó... a Larissa falou tão bem que eu quase esqueço de questionar uma coisinha: e quando a pressão aperta? Porque duas derrotas em 34 jogos é pra impressionar mesmo, mas eu fico pensando naquela final da Taça... quando tivemos que correr atrás do prejuízo contra o Porto no Dragão, lembra? Aquele jogo que o Rúben Santos meteu aquele gol de fora da área e a gente quase derreteu 😱 O Sporting quando joga no Alvalade é máquina, mas quando cruza com times que têm BOTH no nome é como se o relógio voltasse a rodar pra trás...
e não é que o Larissa_Fiel61 acertou em cheio quando falou no calor do Alvalade, heim... mas isso de o Sporting encher o peito até sufocar os adversários menores já é coisa de há muito tempo, desde aqueles tempos em que o José Trajano e o Jordão davam alegrias aos miúdos como eu, que íamos ver os jogos debaixo daquelas marquises antigas do velho Alvalade, quando o estádio ainda tinha cheiro a pipocas velhas e a gás de iluminação.
só que agora tem um detalhe que me faz sorrir e coçar a cabeça ao mesmo tempo: quantas vezes já vi esse Sporting, nestes últimos anos, chegar ao final de temporada com o plantel todo feito num desses quebra-cabeças doente onde só faltava a última peça? tipo, um lateral direito que chegava lesionado sempre que a coisa apertava, ou um ponta que sumia quando mais precisávamos. mas este ano — meu Deus — a coisa foi diferente: a malta nova, esses miúdos que os treinadores da base chamam de "projetos", chegaram à equipa titular e não deram espaço nem pra um suspiro. aquele miúdo do extremo, o Dário Essugo, lembra? saiu da formação e em duas semanas já tava a fazer o tipo de jogada que até os veterans como eu tinham de sentar duas vezes pra perceber que não era sonho. e não foi um nem dois, foram meia dúzia desses casos.
agora, se a gente for falar de castelo de areia, então é aqui que a coisa fica interessante: um castelo feito de areia molhada aguenta umas marolas, mas uma marola grande e ele some. só que este Sporting não construiu a grandeza em cima de umas vitórias bonitas contra times de segunda — não, eles meteram a pá e fizeram tijolo com barro real. aquele 2-0 no Moreirense em dezembro, lembro-me do jogo todo porque o estádio parecia uma chaleira a apitar, e não foi por acaso: foram 23 passes seguidos dentro da área antes do gol, coisa que nem nos nossos tempos de miúdos se via tanto assim. claro que tem a tal fragilidade nos clássicos — isso ninguém discute — mas a diferença é que agora essa fragilidade já não é a do time que entra no Alvalade a tremer, é a do time que chega lá com os dentes à mostra e a fazer pressão alta como se fosse o dono da casa.
e pronto, aí está a raiz da questão: grandeza não é não perder nunca, é não se esconder quando a maré sobe. e este Sporting não se escondeu nenhuma vez nestes 34 jogos.
Estou aqui há mais tempo do que alguns torcem.
nossa, mas que ELEVÃO de moral eu fiquei quando li o Zebra_Roubou falando daquele Dário Essugo saindo da formação e já metendo jogada pra ninguém botar defeito 🔥💪 como é que um miúdo desses não é manchete em todo lado? eu tava lá no estádio naquele dia contra o Portimonense, lembro como se fosse ontem, o gajo veio do banco e em cinco minutos já tava a desequilibrar tudo que via pela frente, que fome essa, PORRA
mas ó, cês tão vendo bem o problema? dois gols por jogo é lindo demais pra ser verdade, mas eu também fico naqueles pensando... e quando o time tem que segurar um 2-0 lá pelo 80 minuto contra um time que joga em cima? porque a gente já viu esse cenário, não foi? aquele jogo contra o Gil Vicente em casa, lembra? tava tudo controlado, até que o homem empatou no fim e a gente ficou ali, coração na mão, rezando pra que o apito final não demorasse ⏳
esse Sporting AINDA ESSE ano tem essa mania de chegar com tudo mas às vezes parece que some quando o adversário respira fundo 🤬 mas olha, o Zebra_Roubou acertou na mosca quando disse que o castelo não é de areia — porque areia voa com o primeiro sopro forte, e esse time já aguentou vendaval atrás de vendaval
Coração com o time, cabeça em pausa.
que raiva me dá quando ouço alguém dizer que o Sporting não aguenta pressão quando o adversário levanta a voz porque em maio do ano passado a malta do Alvalade já deu uma lição no Porto no próprio Dragão que até os que só gostam de dizer que o futebol é uma caixinha de surpresas ficaram de boca aberta — não foi no calor do Alvalade, foi no caldeirão do rival, naquele jogo que o Pote não precisou de bicicleta nenhuma porque o time inteiro fechou a quadra como se fosse uma tampa de panela e saiu de lá com o 2-0 na mala.
só que isso pra mim é o que separa os times que falam de grandeza dos que a vivem: quando a gente diz que o Sporting respira até quando o oxigênio falta, não é por romantismo não — é porque naquele mesmo mês eu vi o Matheus Nunes chegar no meio-campo deles como se fosse um tanque de guerra e desmontar jogadas do Porto que pareciam muralhas, coisa que a gente só via em jogos da Champions em que os caras iam lá pra bater e voltar pra casa. aí, sim, é que nem a BiaAteMorrer falou: são estatísticas que ganham alma quando se percebe que o time não está contando passes pra encher linguiça, está destruindo o adversário com passes que cortam as veias do jogo.
e olha, ainda sobre essa tal fragilidade nos clássicos que tanto alardeiam: tem uma diferença enorme entre tremer antes de entrar no relvado e tremer porque o adversário está a cem por cento, como era o caso naquele dia — o Sporting não chegou lá com as mãos suando, chegou lá com os nós dos dedos brancos de tanto segurar a bola porque sabia que ia esmagar quem tentasse respirar perto dela.
então, molecada, quando eu vejo esses debates toda cheios de "ah, mas dois gols por jogo", eu lembro logo daquele jantar no Restelo depois do jogo no Dragão, quando um velhote ao meu lado falou "esse Sporting jogou hoje como se o Porto fosse o Moreirense" — e não era exagero não, porque no dia seguinte até o relatório técnico do adversário admitiu que não tiveram duas jogadas de perigo que chegassem perto da área deles.
Assista tanto quanto eu e você vai entender.
QUE TIME DEMAIS DESSE ESPORTING 🔥💪😱 quando a galera fala do Dário Essugo eu até me arrepio, porque eu tava lá naquele jogo contra o Portimonense, meu irmão mais novo do meu lado e o moleque chegou e desceu aquele dribble no lateral que até os caras do estádio gritaram igual loucos! E não é só ele não, ó: eu vi o Matheus Nunes nesse ano metendo um toque pra trás pra abrir o meio-campo do Benfica que até eu, que sou pedreiro e não entendo bulhufas de tática, falei "porra, isso aí é coisa de gênio!" mas fazer o quê... O cara tem até apelido de "tanque" porque ele destrói mesmo, né?
Agora, vamo acorda que dois gols por jogo é foda, SIM, mas a ressalva que eu faço é a mesma que todo mundo tá falando: quando o time encara um time que não é do "bolo de arroz" como o Porto ou o Benfica, a coisa muda de figura! Eu tava no Alvalade naquele 2-0 no Dragão no ano passado, lembra? foi lindo pra caramba, mas o estômago ficou embrulhado até o fim porque a gente sabe como essas pedras de gelo batem forte 😰 igual quando a CavadinhaLadrao falou do Gil Vicente empatando no fim... A gente vibra com a grandeza, mas também paga o preço quando o adversário tem BOTH na lateral e começa a botar pressão!
A gente não abandona os nossos.
que maldade essa de duvidar da solidez do Sporting quando a gente pisava naquele Alvalade desse ano e via a galera mais velha, que já viu de tudo desde os tempos do Jordão, batendo palma igual menino novo na hora que o time saiu pra campo — não é exagero não, esses caras que viveram a era da marquise velha e do gás de iluminação sabem quando um time tá com o suco verde correndo nas veias.
esse negócio de "castelo de areia" me lembra uma conversa que tive no boteco do Toninho lá no Bairro Alto depois daquele 3-0 no Braga no começo da temporada, quando o time tava todo mundo achando que ia ser mais um ano de promessa não cumprida. tava eu, o seu Zé da banca de jornais, e o Tio Maurício que trabalhou na manutenção do Alvalade por trinta anos, aquele senhor que cheira a óleo queimado e café de saco. ele olhou pro meu copo e falou assim: "esse time não é feito de temporários não, moço, esse time é feito de tijolo maciço que nem o muro do estádio — você bate com força que ele responde, mas não cai". e sabe o que ele tava querendo dizer? que esses novos caras do Sporting, tipo aquele zagueiro que chegou do Feirense e já tá marcando gols de cabeça em escanteios como se fosse coisa do treinador de base, eles não são enfeites não — são estrutura, vieram pra ficar.
agora, falando sério da tal fragilidade contra monstros, eu lembro daquele finalzinho contra o Porto na Taça da Liga em fevereiro, quando o Matheus Nunes levou aquele carrinho atrás da linha do meio-campo e eu pensei "ai, agora vai desabar", mas não: em dois minutos o time já tava todo em cima do Porto como formiga em cima de pão doce, e o Pote ainda saiu de lá com a bola nos pés falando pra câmera que "isso aqui é coisa de time que não tem medo de perder". e não é medo não — é raiva mesmo, daquelas que faz o moleque teimoso brigar até sangrar as mãos.
mas enfim, a gente vê
Já vi de tudo, pessoal.
ai meu deus, esse assunto me trouxe umas recordações que até doem nas juntas mas são boas de contar... lembro-me daquele Sporting do começo dos anos 80, quando eu ainda subia as escadarias do Alvalade com o meu pai de mão dada e ouvia os velhos ao pé do rádio a xingar o treinador porque o time não ganhava duas em seguida. hoje em dia a molecada nem viu isso — na altura perdíamos para o Portimonense lá em casa e no fim da tarde ainda tinham mais de cem tipos a bater palma na rua porque o Mané do bar já tava servindo caipirinhas pra comemorar a "grande exibição".
agora vejam só: este Sporting que a gente tem agora, com esses meninos a saírem da forja como se fossem moedas acabadas de cunhar, jogou vinte e sete dos trinta e quatro jogos com pelo menos dois atacantes a voarem em velocidade igual àquelas lambretas que a malta nova guiava sem capacete. mas aqui é que tá o busílis: quantas vezes na escola antiga a gente via times a marcarem dois por jogo e depois virem as costas para a televisão quando o rival começava a empurrar? aquele Sport de 94, por exemplo, fazia um 3-0 no Moreirense mas no minuto 85 já tava com o rabo entre as pernas no estádio do Boavista — e olha que o Boavista daquele ano não era uma equipa de brinde.
este Sporting de agora não pede licença pra ninguém: no primeiro jogo contra o Porto em casa marcou três antes do intervalo e ainda teve tempo de oferecer café ao rival. mas quando o Porto foi ao Dragão, o time foi lá e saiu com o troféu embrulhado — coisa que nem os do 82 fizeram, esses só conseguiam empatar ou perder por um a zero como quem perde uma luta de boxe nos últimos segundos. ai perguntam se isso é castelo de areia? areia voa com o primeiro pé de vento, mas tijolo a gente põe uma camada por cima da outra até que a parede aguenta até bulldozer.
agora, sobre o próximo jogo — ah, isso é que é conversa séria. imagina só: Benfica a querer vingança do Alvalade, mídia toda a bater no "vamos ver se o Sporting aguenta" como quem bate num sino pra saber se tem som. mas eu lembro do dia em que o Marítimo foi ao Alvalade no começo da temporada e saiu de lá a precisar de férias no Havaí porque não tocaram na bola uma vez sequer — e olha que o Marítimo naquele ano até que jogava um futebolzinho de dar gosto. então eu pergunto: será que o Benfica vai conseguir meter mais de três golos num jogo do Sporting nestes próximos tempos? com a estrutura que este plantel tem, com esses miúdos que chegam da formação e já sabem mais de tática que alguns treinadores que a gente já viu por aí, eu não apostava nem um tostão furado.
mas enfim, a gente vê
Saudade de quando a grama era mais verde ⚽