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24.07.2026, 12:10 Entrar Cadastrar
Famalicão

Quem lembra daquele Famalicão que encheu o 22 de Junho em 2020-21 e deixou saudades…

nostalgia Geral Famalicão 6 posts ·2 visualizações ·Publicado: 24.07.2026 03:11 ·Atualizado: 24.07.2026 10:37
ZE Zebra_Roubou Novato · 383 posts 24.07.2026 03:11
andava eu por ali pro lado do 22 de junho num dia de semana quando ainda não tinham trancado a rua toda, uns dias antes do fecho e tal, e reparei naqueles rapazes do fã-clube a pintarem o letreiro enorme do estádio... um deles, o mais novo, de suor na testa, dizia-me "olha só que maravilha isto vai ficar!" com um sorriso que só a paixão dá, nem ligava ao cansaço. lembrei-me logo do verão de 1984 quando ainda se jogava com os rapazes da terra em campo de terra batida perto do rio Ave, com as botas cheias de pó e os torcedores atrás do guarda-redes como galinhas à volta do poleiro. depois de mais de trinta anos a ver o famalicão a dar luta, aquele momento ali no 22 era igual àqueles abraços que o tonim dava aos colegas no fim do jogo quando marcavam, toda a gente a suar junto mas unida como uma só família.
Estou aqui há mais tempo do que alguns torcem.
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CA CatimbaComprado Novato · 84 posts 24.07.2026 04:37
QUE NOITE FRIA E ESTRANHA PQ EU TINHA ACABADO DE CHEGAR DA FÁBRICA AQUELE DIA E VI AQUELE MONTÃO DE GENTE NO 22 🔴😱 quando passei de carro e parei só pra olhar, tinha um grupo de molecada com bandeiras pintando manualmente o Mural dos Sonhos que o Tonim tava tão empenhado, um gurizão com 15 anos só gritou "ESSE É O NOSSO FEITIO!" e eu me lembrei DOS MEUS TEMPOS DE GURI correndo atrás do time da várzea ali perto da feira...
Coração com o time, cabeça em pausa.
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RA Rafa_Mengao Novato · 275 posts 24.07.2026 06:57
esses dias no 22 de junho em 2020-21 eram como quando a gente volta pra cidade pequena depois de anos fora e encontra o bar do seu Zé ainda na esquina, o mesmo cheiro de pão quente saindo do forno, as mesmas caras conhecidas no balcão — só que ali o time tava jogando pra valer de novo, e a molecada que nem tava nascendo quando o Tonim pulava feito doido na beira do campo agora tava pintando mural com as mãos sujas de tinta como se fosse coisa de todo dia. lembro de uma vez que fui com meu irmão menor pro estádio uns anos antes dessa tal maratona, ainda com o campo meio torto e a arquibancada com aquele cheiro de mofo bom, e o Piqueti veio correndo atrás da bola feito um louco no fim da partida, escorregou no gramado seco e rolou até os nossos pés — todo mundo do nosso lado gritou junto como se a gente tivesse feito o gol, ele se levantou rindo com a camisa toda suja e abraçou o primeiro torcedor que alcançou, nem olhou pra nota fiscal depois. aquilo ali não era jogo não, era festa pura que a gente tava reencontrando todo domingo. agora imagina só aqueles abraços do Tonim — o homem tinha mais de cinquenta anos mas corria igual um guri atrás da molecada, dava aquela risada grossa e abraçava dois ao mesmo tempo como se não fosse nada, sabe? aqueles dias no 22 foram assim: um monte de gente que não se conhecia dois meses antes tava ali pintando, cantando, comendo pastéis da Dona Maria que vendia na porta, e no fim do jogo todo mundo ia embora com a garganta raspando de gritar mas com aquele sorriso de quem acaba de fazer algo maior que futebol. ainda bem que teve quem documentou tudinho, senão ninguém acreditava que uma galera assim conseguiu encher aquele estádio feito casa cheia num natal da década de 70.
Saudade de quando a grama era mais verde ⚽
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TO TorcedorFielRaca Novato · 330 posts 24.07.2026 09:17
Lembras-te daqueles abraços do Tonim? Do Piqueti a rolar no chão e toda a bancada aos pulos? Pois é, agora imagina isso a acontecer hoje em dia: o estádio meia dúzia de lugares mais vazio que uma igreja ao meio-dia de um domingo de verão, o 22 de Junho com aquelas luzes todas modernas mas sem aquele calor de gente espremida nos degraus, cada um com o seu pastel da Dona Maria na mão. Dantes o cheiro era de mofo bom e tinta fresca; hoje é de desinfetante e publicidade de patrocínios novos em folha. Aquilo que tinham naquele ano não era só um plantel de jogadores — era uma galera que se conhecia desde os tempos do campo de terra batida atrás da feira, que se abraçava antes sequer de entrar no estádio. O atual Famalicão tem uns miúdos que nem sabem o que é um time da várzea jogar contra o vizinho num feriado municipal, nem como é pegar num pincel sujo de tinta para fazer um mural que ia durar dez anos debaixo da chuva. Aquele tipo de coisa nasce de décadas a ver o mesmo jogo do mesmo lado, não de cinco anos a postos atrás de um ecrã com as notificações do Instagram a piscar. E depois há o abraço do Tonim. Hoje tens uns abraços, claro, mas são os abraços protocolares dos patrocinadores do banco local ou dos dirigentes com os executivos da nova empresa de betões. Não é mal, é só diferente — como ver o teu avô a vender as medalhas da guerra na feira: já não estão cá para contar a história, só ficou o cartão plastificado numa prateleira. A magia estava naqueles corpos suados, naquelas gargalhadas roucas, na forma como o estádio inteiro vibrava quando o Piqueti se estatelava no chão e toda a gente sentia que aquilo lhes pertencia mais que a camisa do clube. Hoje é bonito, sim, mas é bonito como uma árvore de natal artificial — ninguém discute que está ali, mas falta o cheiro a pinheiro natural e a luzinha a piscar mal regulada que te faz sorrir sem saber bem porquê. Posso estar errado, mas aquela temporada foi um desses momentos únicos em que um clube deixou de ser um onze de camisas e passou a ser o reflexo de uma cidade inteira a abraçar-se ao domingo à tarde. Hoje tens um bom time, com jogadores que correm muito e ganham jogos, mas falta aquele cheiro a tinta fresca e a grama esmagada que só uma amostra pequena assim consegue deixar na alma.
Famalicão estádio
Faço minhas próprias tabelas toda rodada 📊
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PR PraSempre1895 Novato · 422 posts 24.07.2026 10:28
Ora, bolas, mas é que vocês agora querem que eu chore com as recordações daqueles dias ou coisa do género? Não, não, calma. O vosso "magia perdida" cheira-me a saudades de quem já não tem o mesmo fôlego para suar ao lado do Piqueti a rolar no chão e sentir o cheiro a mofo bom na bancada. Agora olhem só: o 22 de Junho enchia-se como na década de 70 num natal qualquer, é verdade, mas será que isso não era também um bocadinho coisa daqueles tempos mesmo — de uma aldeia que ainda não tinha Netflix, Tinder e delivery de sushi a funcionar até às três da manhã? Vocês falam do Tonim como se ele fosse o pai da pátria local só por abraçar duas crianças ao mesmo tempo, e eu pergunto: e os miúdos de hoje? Também não merecem abraços depois de pintarem murais à mão cheios de erros ortográficos? Ou é que agora só conta abraço com contrato assinado e selfie no Instagram Stories? E atenção que não tou a dizer que é pior — mas que é diferente, isso é. Aquele cheiro a tinta fresca no mural dos sonhos vinha também de uma pobreza de meios que fazia com que cada pincelada contasse como um gol. Hoje o Famalicão tem patrocinadores que pagam por anúncios nas redes sociais, e até já vi publicidade de casas de apostas a dizer "Venham viver a emoção do estádio!" — ora, se até o desinfetante do estádio cheira a novo e a dinheiro emprestado, como é que querem que o mofo bom volte? E não me venham com essa de que hoje falta o calor humano! Vocês não andam por aí no corredor da fábrica à espera de mais um domingo à tarde? Hoje o pessoal chega ao estádio, vê uns quantos lugares ocupados, paga vinte paus pelo pastel da Dona Maria que já não sabe fazer nada melhor que massa de farinha com queijo queimado, e vai embora para casa com a garganta a doer mas com a noção que aquilo ali é "experiência de marca". Antes era experiência de viver, ponto final. Agora é experiências de likes, partilhas e stories — e olhem que até gosto de tecnologia, mas não me venham dizer que um abraço protocolar de executivo de betões vale o mesmo que o Tonim a derrubar dois miúdos de dez anos e abraçar os dois ao mesmo tempo enquanto ri com a barriga a tremer. Se calhar o que me irrita mesmo é essa romantização do passado. Eu também me lembro de quando o campo era de terra batida atrás da feira e o guarda-redes apanhava boladas de meia porque ninguém tinha dinheiro para chuteiras novas. Mas também me lembro de quando o time descia para a segunda divisão e ninguém sabia se ia haver próxima época. Hoje temos jogadores a correr como formigas com os coletes patrocinados, mas será que não estamos a esquecer que o futebol é também — ou sobretudo — uma coisa feita de suor barato, grama pisada e abraços que não dão lucro? E o abraço do Tonim? Pois era mesmo de graça, sem protocolo, sem cláusulas de não-abraçar mais de trinta segundos para não atrapalhar o patrocinador. Hoje o tonim atual é o treinador que abraça o dirigente durante dez minutos para a fotografia oficial. E pronto, já disse. Não tou a dizer que é tudo pior, só que é diferente — e às vezes até gosto da diferença. Mas não me venham com lengalengas de "só havia magia antes". Havia era trabalho sujo de gente que não tinha medo de sujar as mãos, isso sim.
Conte primeiro, discuta depois.
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ME Mengao_1914 Novato · 98 posts 24.07.2026 10:37
Eita, parece que o Trojan do nostalgia atacou todo mundo menos eu! 🤣 Quando eu vi aquele mural pintado à mão com as letras todas tortas e o Piqueti rolando feito um furacão, lembrei da vez que tentei pintar o meu nome no muro da escola e acabei com a mão toda branca de tinta... até o professor achou que eu tinha inventado o time do bairro! 🍿 E o Tonim? Cara, aquele homem abraçava mais que a Dona Maria vendia pastéis! Lembro de ele me abraçar tão forte que quase cuspi a cerveja que tava tomando escondido atrás da arquibancada... e olha que eu ainda nem tinha 18 anos! Hoje em dia os abraços são todos "protocolares", mas naquela época abraço tava mais pra abraço de irmão do que pra selfie com patrocinador! 😂 Segura minha cerveja que esse negócio de "cheiro de mofo bom" era só o estádio não ter dinheiro pra trocar os bancos há 50 anos! Mas era lindo ver a galera toda unida, pintando, cantando, até o cara que vendia pipoca tava feliz porque tava vendendo mais que nunca! 🍿🍿 Cortina cai... essa turma não quer só saudade, quer é voltar a pagar ingresso barato e suar a camisa igual a gente!
Vim rir, fiquei pra vida 🍿
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