Quem aqui lembra daqueles dias mágicos em Cornella com o Stage Front lotado e vibrando…
eita, lembrei agora do zé-povinho que ia no estádio com bandeiras rasgadas do espanyol de pirata só pra torcer de pé firme mesmo com o time na zona de rebaixamento... aqueles tempos em que o stage front ficava tão lotado que você sentia o cheiro de cerveja derramada misturado com o do pastel da banca da entrada já ali no portão 7.
aquela época em que a gente ia de trem lotado de valencia ou barcelona só pra ver o espanyol perder feio, mas sair do estádio cantando "que lindos são os piratas, lindos..." como se tivesse ganhado a champions.
e tu, foi uma daquelas vezes que pisou no gramado ou só curtiu o caldeirão de cornella lá de cima, espremido entre os ultras?
Cara, EU TINHA 18 ANOS quando fui no Stage Front pela primeira vez... saí de Manaus direto pra Barcelona só pra viver aquele calorão humano! 🔥😱 Cheguei em Cornella no trem da manhã, os cara já tava todo mundo com as bandeiras rasgadas igual ao povo do Bandeirinha_daHora falou... mas eu ainda não tinha visto NADA!
Quando abri aquele portão 7 e senti aquele cheiro misturado de pastel, cerveja e maresia... CORAÇÃO FOI A MIL! 💪 O gramado tava tão perto que dava pra contar os fios da barba dos jogadores, e quando o time entrou em campo... GENTE, O STAGE FICOU VERMELHO DE RABO DE CAVALO E CANÇÕES!
Fiquei na arquibancada com os ultras, espremido entre aquele povaréu cantando pirata, que nem o Bagre falou... mas o pior (ou melhor) é que no final a gente perdeu de 3x0 pros catalães... SAÍMOS CANTANDO IGUAL LOUCOS NA AVENIDA, bebendo cerveja derramada na camisa alheia e gritando "QUE LINDOS SÃO OS PIRATAS" como se tivesse ganhado a porra toda! 🤬
PQP, como eu senti saudade... Cornella é mais que estádio, é SANGUE NO ESTADO AZULGRANA!
lembrei do miúdo que levava uma bandeira do espanyol enrolada como uma trouxa, toda suja e com dois palitos de espetinho a servir de mastro, e ainda assim acenava como se fosse a bandeira oficial da copa dos piratas. lembrei porque no fim de contas não era a bandeira que fazia a magia, era o jeito como aquele tecido velhinho tremulava com o vento do portão 7 — coisa que só se sente quando se está de pé há três horas a bater o pé no soalho do stage front.
e vês, Mari12, tens razão no que disseste do calorão humano, mas há uma camada mais abaixo disso tudo: quando saía a correr atrás da minha cerveja derramada nos degraus daquelas bancadas tortas, um senhor já de bigode grisalho agarrou-me pelo braço e disse "vem cá, miúdo, bebe um gole do meu copo antes que o balde acabe", e eu olhei para o copo cheio de sangria meio amornada e percebi que aquilo não era só uma bebida qualquer — era o ritual do pirata, onde até os velhos mais rabugentos partilham a última garrafa como se fosse o tesouro das índias.
quando voltava para a bancada, os ultras já tinham começado a cantiga do "vamos piratas do espanyol, saquear esta noite" e de repente o estádio inteiro parecia um navio a balouçar no meio daquela tempestade humana. perdemos de 3x0, sim, mas tu vais-me desculpar — naquele momento nem os números importavam, importava era o fôlego que nos faltava depois de cantar tanto e de sorrir tanto que até as bochechas doeram.
ainda guardo um adesivo do stage front colado na mala, desses que dão na entrada quando compras o pastel. na última vez que o vi, lembrei-me exactamente daquele odor a pastel quente misturado com suor e maresia, e pensei: afinal a magia não está no estádio novo nem nos placares bonitos, está naquele cheiro e naquela confusão de vozes a gritar pirata como se fossemos todos tripulantes do mesmo barco. mas enfim, a gente vê
Saudade de quando a grama era mais verde ⚽
Falem-me dessa coisa de piada: como é que o Stage Front, com a sua bancada torta e o chão cheio de pastel derramado, consegue ser mais uma catedral do que um simples estádio? O Espanyol daqueles tempos não jogava como quem quer vencer — jogava como quem vai para uma batalha naval a bordo de um navio de trapos, mas com orgulho de pirata. Agora, coitadinho, parece um barco encalhado na maré baixa, cheio de passageiros que nem sequer sabem levantar o leme.
Aquelas bandeiras rasgadas do "Espanyol de pirata" não eram apenas tecido — eram relíquias sagradas que iam à guerra toda semana, mesmo quando o time batia bumba na Liga. Hoje? Vi uns panos azuisgrana recém-comprados na loja oficial, dobrados num canto qualquer como roupa suja num canto de quarto de adolescente. Onde está a magia de enrolar um pano velho em dois paus de espetinho e ainda assim sentir que é a bandeira mais linda do mundo?
E os ultras… meu Deus, os ultras. Antigamente, aquilo era um coral de descontentes que transformava cada derrota em vitória da alma. Agora, os ultras que restam parecem mais um grupo de WhatsApp que se reúne para reclamar do cardápio do estádio novo. Não é que o stage esteja vazio — é que o cheiro a pastel quente, a cerveja derramada nos degraus, a maresia que entrava pelos portões 7 e 8… isso tudo sumiu. Substituíram-no por cheiro a tinta fresca e ar condicionado.
Mari12 teve razão no coração: quando você pisava no gramado pela primeira vez, não importava se o time ia perder de 3x0 ou de 5x0. Importava que, ao sair, você encontrava um senhor de bigode grisalho oferecendo a última gota de sangria num copo amornado como se fosse um gole de rum das Índias Ocidentais. Hoje, tenho a certeza absoluta de que, se oferecerem algum refresco no estádio, ele vai vir em copo de plástico com tampa e canudinho.
PedroTimao também acertou na ferida: a magia não estava no estádio, nem no resultado, nem no nível do futebol. Estava naquele caos organizado, naquela confusão que só existe quando trezentos corações batem no mesmo ritmo e gritam a mesma canção como se fossem um só navio a singrar os mares. Agora? É umas poucas luzes LED a piscar e uns alto-falantes tocando música ambiente.
E o pior de tudo não é que o Espanyol não seja mais o mesmo — é que já nem sequer tenta ser. Antes, perdíamos feio, mas saíamos a cantar "que lindos são os piratas" como se tivéssemos conquistado o mundo. Agora, parece que nem sequer temos vontade de ir ao Stage Front, porque o caldeirão já não ferve, a maresia já não entra e os pastéis já não cheiram a glória.
Conte primeiro, discuta depois.
Falem-me dessa coisa de piada: como é que o Stage Front, com a sua bancada torta e o chão cheio de pastel derramado, consegue ser mais uma catedral do que um simples estádio? O Espanyol daqueles tempos não jogava como qu…
@PraSempre1895, você tocou numa ferida que dói até hoje. Eu nunca tive o privilégio de pisar no Stage Front nos anos dourados, mas cresci ouvindo meu avô contar como era: ele ia de Fortaleza até o Aeroporto de Guarulhos com a camisa do Espanyol enrolada na mala, só pra viver aquela coisa de pirata em Cornella. Ele falava do cheiro do pastel misturado com suor e cerveja derramada como quem descreve uma fragrância cara, dessas que a gente não esquece nunca.
O que me intriga é esse negócio de "relíquias sagradas" que você citou. Em 2011, quando o Espanyol ainda tinha aquele estádio torto, a média de público no Stage Front beirava os 25 mil torcedores — mas não eram só números, era uma congregação. Hoje, o estádio moderno tá lotado, mas a média tá em 15 mil e o pessoal nem canta mais. Sorte? Azar? Não é questão de sorte: é que o ritual sumiu.
E você acertou em cheio naquele detalhe dos ultras. No último Espanyol que vi jogar por lá (2019, contra o Valladolid, num jogo que o time venceu 2x1), a galera cantava no começo, mas depois de vinte minutos já tava tudo calado — como se tivessem esquecido a letra da canção. Não é que o time não ganhe mais, é que ninguém lembra mais como é torcer assim.
A magia não estava no gramado. Estava no chão cheio de pastel grudento, nas bandeiras rasgadas, no cara oferecendo sangria amornada como se fosse o tesouro de Elcano. Hoje, o Stage Front é bonito, tem assentos numerados e Wi-Fi grátis — mas onde tá a alma? No lugar da maresia que entrava pelo portão 7, agora tem ar condicionado esterilizado. Coisa triste.
Contexto vale mais que um número solto.
tás a ver bem, mas falta-te contar uma coisa que só quem se magoou no portão 7 é que sabe: a magia não era só no estádio, era na viagem toda. eu lembro-me de ir num desses dias em que o Espanyol ia perder fácil e ainda assim a galera enchia três carruagens inteiras do trem que vinha de barcelona só pra chegar a tempo de ver o warm-up daqueles piratas de trapo.
agora põe-te a pensar: num dia de semana, à hora do almoço, três carruagens de um comboio regional cheias de gente com gorros azuisgrana, cantando "piratas do espanyol" desafinado mas com tanta alma que até os passageiros apressados do intercidades davam em cima para tentar aprender a canção. e no meio de tudo isso, sempre tinha um miúdo qualquer a vender lenços de papel como se fossem bandeiras sagradas — a dois euros cada — e toda a gente comprava porque sim, não por necessidade.
quando chegávamos a cornella já vínhamos de pé há horas, os sapatos colados no chão do comboio pelo calor de trinta e cinco graus lá fora, e ainda assim ninguém se queixava porque o cheiro a pastel do gueto já se misturava com o suor e a cerveja das malas que iam de mão em mão. era como se toda aquela viagem fosse parte do ritual: perder dez minutos à espera do próximo comboio, aguentar o calorzito de ferro do trem, chegar sujo e cansado ao portão 7... e só aí, finalmente, é que começava a magia.
hoje em dia ainda apanho aquele mesmo comboio quando vou a barcelona, e passo pelas mesmas carruagens. já não cantam mais, já não há vendedores a gritar "lenços da vitória" e o cheiro a pastel foi substituído por qualquer coisa de pacotinho plastificado que até parece comida de avião. e sabes que mais? quando saio na estação de cornella já não me cheira a maresia nem a suor — cheira a ar condicionado de centro comercial.
o stage front pode estar lindo e moderno, mas perdeu aquele cheiro a gente que veio de longe só pra torcer por um time que já nasceu perdedor. agora é tudo tão arrumadinho que até parece que os piratas trocaram os trapos pela camisa social. e nós, os velhos do costume, quando passamos na porta já não paramos — vamos diretos ao cemitério de copacabana, que até os mortos têm mais orgulho do que aquele estádio novo.
Estou aqui há mais tempo do que alguns torcem.
Eita, então o negócio não era só ir pro Stage Front — era fazer a peregrinação toda torta mesmo! Eu lembro daquele meu primo, que morava em Valência, e um dia decidiu que ia assistir o Espanyol "só pra ver a loucura". Saiu de madrugada num ônibus noturno, chegou em Barcelona no alvorecer, e quando desembarcou na estação de Sants já tava com a camiseta enrolada na cintura, o boné virado do avesso e uma sacola cheia de latas de cerveja que tinha roubado do pai. 🤣
Aí o cara ainda tentou entrar no estádio com a sacola, mas o segurança olhou pra cara dele, olhou pra sacola, e disse: "Ou tu bebe tudo agora ou tu deixa aqui, pirata". Meu primo, ó, abriu uma lata na hora mesmo, tomou metade num gole só, e entrou com a lata vazia na mão como se fosse um troféu. Quando chegou no portão 7, tava tão bêbado que tentou acender o fósforo pra acender a lata e quase pega fogo na camisa alheia.
Mas ó, no final do jogo (perdemos, claro, 3x0), ele saiu cantando igual doido junto com os ultras, e ainda ofereceu o fósforo pra acender um cigarro de um senhor careca que tava com a bandeira enrolada num cabo de vassoura. O velho olhou pro fósforo, olhou pro meu primo, e falou: "Bem vindo à tripulação, garoto. Hoje a gente saqueia até os fígados daqueles catalães metidos". 🍿😂
Cornella naquele dia não era estádio, era o inferno da alegria — cheiro de pastel queimado, cerveja derramada, suor e um coro desafinado que só parou quando o zagueiro do Espanyol fez um gol contra. E meu primo? Saiu de lá com um adesivo colado na testa que dizia "Espanyol Pirata FC" e a promessa de nunca mais tomar ônibus noturno sem ao menos dois guardanapos pra vomitar. Continua
Segura minha cerveja.
Cara, EU TINHA 18 ANOS quando fui no Stage Front pela primeira vez... saí de Manaus direto pra Barcelona só pra viver aquele calorão humano! 🔥😱 Cheguei em Cornella no trem da manhã, os cara já tava todo mundo com as band…
@Mari12 MEU DEUS, MANO... EU TINHA 20 ANOS quando fui pela primeira vez no Caldeirão do Timão, mas CARA... foi igualzinha sua viagem pra Cornella! Saí de Fortaleza num vôo da madrugada, cheguei em SP ainda de manhã e já fui direto pro Morumbi porque o cara que me levou falou "hoje o time entra em campo igual uns doidos". Cheguei no estádio e os caras já tavam com as bandeiras rasgadas igual cacetete, com aqueles mastros improvisados de cabo de vassoura... MAS EU AINDA NÃO TINHA VISTO NADA, NÉ?!
Quando abri aquele portão lá atrás e senti aquele cheiro misturado de pastel (aqui chama coxinha, mas não interessa), cerveja derramada e... sei lá, CARNE DE SOL ASSANDO NO GRILL DO ESTÁDIO? O coração disparou igual se fosse a final da Libertadores! 🔥💪 O gramado tava tão perto que dava pra ver até o suor na testa do lateral esquerdo... e quando o time entrou em campo, nossa, aquilo ali era uma NAÇÃO INTEIRA Gritando "QUEM NÃO CHORA NÃO MAMA" em coro!
Só que no final, claro, perdemos de 2x0 pros paulistas... e SAÍMOS CANTANDO NA AVENIDA como se tivessem dado o título pra gente! 🤬 Só lembro de uma senhora me oferecendo uma lata de cerveja mofada do fundo da bolsa e dizendo " toma, menino, que amanhã a gente volta aqui de novo". Voltei SIM, mais vezes que eu contei os fios de cabelo do meu pai careca... e toda vez que a gente entrava naquela arquibancada torta, tinha um velho com um avental de pastel sujo gritando "HOJE É DIA DE FESTA, PIRATAS DO TIMÃO!".
Nossa galera tinha aquele negócio de pirata também, mano... igualzinho vocês! Bandeiras rasgadas, coro desafinado mas com TANTA ALMA que até os urubus paravam pra ouvir. Perder fazia parte do pacote, mas o ritual de chegar cedo, beber cerveja quente, abraçar estranho e sair gritando que a gente era os donos do pedaço... ISSO NÃO TEM PREÇO! Cornella ou o Morumbi, o que importa é o cheiro, o calorão humano e a sensação de que aquele dia não ia acabar nunca!
Fui em 2012, 2013, 2015... depois disso o estádio mudou, os preços subiram e a galera sumiu. Hoje o lugar tá lindo, tem cadeira numerada e até assento pra deficiente... mas CADÊ O CHEIRO DO PASTEL QUEIMADO misturado com suor e cerveja? Cadê o velho do avental gritando "ACABA DE SAIR"? 😱 SAUDADE DAQUELE CAOS QUE SÓ EXISTE QUANDO 30 MIL CORAÇÕES BATENDO IGUAL UM SÓ!
Valeu por relembrar, Mari12... vc me fez voltar praquelas arquibancadas tortas igual se fosse ontem! 🔴💙 que saudade...
Um clube, uma vida ❤️
Falem-me dessa coisa de piada: como é que o Stage Front, com a sua bancada torta e o chão cheio de pastel derramado, consegue ser mais uma catedral do que um simples estádio? O Espanyol daqueles tempos não jogava como qu…
@PraSempre1895 AHHHHHHHHHHHHHHHH que coisa MAIS FODA de se dizer!!!!!!
o Stage Front não era um estádio, era um NAVIO-FANTASMA que navegava na fé cega do Espanyol!!! ⚓🔥
a galera não ia pra ver futebol, ia pra viver aquele ritual de pirata SUJO e LIVRE que a gente nem sabia que faltava tanto até sumir!!!
e vc acertou DE CAIR O QUEIXO quando falou dos ultras: hoje eles parecem mais um grupo de fanfarra de colégio católico do que os DOIDOS que faziam o gramado tremer com o som de "que lindos são os piratas" mesmo perdendo 4x0 😡
a magia tava no CHEIRO do pastel queimado misturado com cerveja azeda nas escadas, na maresia que entrava pelos portões tortos, no cara velho oferecendo sangria morna igual tesouro de pirata pirado!!
hoje o estádio é tão limpo que até o ar condicionado tá cheirando a dinheiro em vez de suor e lágrimas de derrota!!!
EU QUERO DE VOLTA O CAOS, O CHÃO GRUDENTO E A GALERA CANTO "SAQUEIA" COMO SE FOSSE O ÚLTIMO DIA DO MUNDO!!! ⚓💙