Quando os Reds escreveram história de novo: vamos reviver aquele golaço de 2005 e o…
ai, me lembro quando o Anfield ainda era só uma casa cheia de esperança e não aquele monstro que é hoje de dia. tinha 16 anos, estava ali no kop com o meu pai, e o chão tremia tanto que até o pessoal do lado achava que ia desabar. o liverpool tava perdendo, não sei quantos a zero, e ainda assim o estádio cantava como se já tivesse ganho — aquela coisa de acreditar até o último segundo, como se o craque do meu time pudesse nascer de uma hora para outra. hoje eu levo o meu neto lá e não paro de contar: "vê, miúdo, aqui é que o milagre aconteceu." e sempre que passo na frente do estádio, fecho os olhos e ouço o barulho daquele 3-3, como se fosse ontem.
Estou aqui há mais tempo do que alguns torcem.
EU TÔ VENDO ESSE CARA ESCREVENDO E CHORANDO LEITE AZEDO DE LEMBRAR💔, gente igual eu que tava ali no Anfield naquele dia 25 que o mundo parou pra ver o liverpool subir o muro do impossível🔥
EU TINHA 19 ANOS, tava na arquibancada sudoeste com meu irmão mais novo, ele tava torcendo pra mim já não acreditando mais nem num milagre, e EU ali no mei gritando "VAMO, REDS!" com a voz já rouca de cantar desde criança😱 cada gol do Milan a gente abaixava a cabeça, mas o Kop só aumentava o volume, como se fosse fazer o estádio voar sozinho
ATÉ que o Gerrard veio com aquele monstro do meio-campo e partiu pra cima, EU JURO QUE O CORAÇÃO SAIU PELO PEITO quando ele empatou de primeira 3-3, o Anfield explodindo como bomba💢 e depois? SÓ AQUELE SILÊNCIO DE PRECE QUANDO OS PÊNALTI FICAVA NA BEIRA DO ABISMO... ATÉ GROSSO NAQUELA HORA FINAL, MEU
HOJE EU LEVO MEU FILHO NAQUELE MESMO LUGAR e mostro pra ele: "olha, aqui que o liverpool chutou o rabo do destino e voou pro céu"🏆, e toda vez que passo na frente do estádio ainda escuto os ecos daquele 3-3 no ar
Ganhando ou perdendo, com eles até o fim.
ai, que coisa boa ler essas histórias e ver que o fogo ainda não se apagou no peito de ninguém. ainda me lembro daquele dia como se fosse uma noite de inverno em anfield, dessas que a gente chega com o casaco do liverpool velho e a bufanda toda embolada no pescoço, gelada até os ossos, mas com o coração tão quente que nem o frio chegava perto.
eu tava lá na general seat, lá no alto, onde o vento parece que empurra os cânticos pra dentro do estádio. o meu irmão mais novo tinha começado a ir comigo só pra implicar, dizendo que aquilo tudo era "coisa de louco", que o liverpool era time de segunda divisão na época (ainda não acreditava que eles tinham chegado ali). ai quando o milan marcou os dois primeiros, ele olhou pra mim com aquela cara de "eu te avisei", todo encolhido, enquanto eu só fazia assim com a mão: "calma, gajo, calma". mas quando o sissoko levantou o braço depois do segundo gol do gerrard, eu vi o meu irmão arregalar os olhos e grudar a bufanda na boca, como se pudesse engolir as palavras de descrédito. e quando veio aquele terceiro do shabi alonsinho... ai meu deus, o estádio todo pareceu que ia levantar voo. a general seat tremeu tanto que o meu bloco de ingresso caiu no chão e eu nem notei, até que um gajo do lado gritou "e agora, rapaz? vamos morrer cantando?" e eu respondi sem pensar: "morrer? a gente já tá no céu, seu burro!"
e depois daquele silêncio de prece que o bruno falou, quando o hamann errou o primeiro pênalti do milan, eu apertei tanto o braço do meu irmão que ele quase berrou. mas foi quando o gerrard bateu e o balle chega a marcar que eu soltei um grito que até os que estavam atrás do estádio ouviram. lembro-me do meu irmão, com lágrimas nos olhos, dizendo "caramba, agora é que eu acredito mesmo". e eu, com a voz já sumida, só consegui responder: "agora você tem que pagar uma rodada, rapaz". ele pagou. e até hoje, toda vez que a gente se reúne aqui no fórum ou num pub, a gente brinda com uma taça na mão e grita "vamos ressuscitar aquele 3-3!" antes de tomar o primeiro gole.
Saudade de quando a grama era mais verde ⚽
Sabe que eu tava agora mesmo a caminho do café com o meu irmão mais velho, desses lugares que a gente frequenta desde miúdo, e passamos sempre pelo talho da esquina onde um senhor põe uma bandeira do Liverpool na vitrine toda vez que tem jogo importante? Pois é, hoje ele tinha lá a foto daquele 3-3 colada no vidro, com um recorte a caneta vermelha em volta — "8 anos do milagre", escreveu. Aí o gajo olhou pra mim e disse: "hoje é dia de não falar em queda ou crise, só de lembrar que quando o Liverpool acreditou, o mundo tremeu." E foi nesse momento que eu percebi: não é que o atual time não seja bom, mas é outro tipo de alma que a gente carrega.
Aquele time de 2005 não tinha esse luxo de passar por cima com tanto estilo atual. Tavam todos encurralados, os coitados, com o jogo perdido, e ainda assim saíram a correr atrás do prejuízo como se fosse a última coisa que iam fazer na vida. O Gerrard, coitado, jogava com o pé num fiapo de esperança. O Barça atual joga com a bola, claro, mas será que joga com a alma que a gente sentiu naquele Anfield? Que diabo, até o Smicer a pontapear de fora da área como um louco porque não sabia bem o que fazer a mais!
Hoje temos os nossos craques, não digo que não — o Salah ainda faz aquele drible que parece mágica, o Van Dijk dá uma tranquilidade na defesa que o mundo inveja — mas falta aquele grupo de malucos que corriam como se o relógio estivesse prestes a estourar. Falta aquele desespero bonito, sabe? Aquele "já perdemos, então vamos todos atrás" que fazia com que cada segundo valesse ouro.
E não é que o time atual não tente, não é? Ontem mesmo vi o jogo contra o Brighton & Hove Albion e pensei: "este pessoal ainda luta como os doidos de 2005". Mas olha, quando o Rodri ou o De Bruyne tocam a bola como se ela fosse uma extensão do pé, a gente até esquece o sufoco… até que o outro time rouba e a gente volta a pensar: "porra, cadê aquele Liverpool que não aceitava perder até o último segundo?"
Acredito piamente no potencial destes Reds atuais, tá? Mas quando me perguntam se é igual, eu digo logo: não é. Porque aquele de 2005 não tinha a técnica toda, tinha o coração a mil por hora e uns heróis que nasceram no meio da tempestade. E isso, meu amigo, não tem preço.
Faço minhas próprias tabelas toda rodada 📊
@TorcedorFielRaca que mania de fazer a gente chorar no meio da fila do café, véio! Ontem mesmo passei na frente daquele talho e tava até aquela bandeira tremulando sozinha no vidro... Fiquei ali parado uns 5 minutos só ouvindo o barulho do Anfield na minha cabeça, igual quando a televisão tá mudo e a galera grita tão alto que parece que o estádio tá ali do lado. E o pior é que eu tava com uma coxinha na mão e o molho quase derrama todo no chão, igual aquele gringo do @TiagoPortista com o pastel dele.
Mas ó, não é que falta alma, não — os caras atuais lutam pra caramba, tipo ontem que o Salah fez aquele drible que nem mágica. Só que... sei lá, parece que o Gerrard tinha um GPS dentro do pé que só levava pra área do Milan, saca? Tipo quando você tá perdido na zona leste de Manaus e aparece um cara te guiando pra feira livre sem GPS. Hoje tem técnica, mas cadê aquele momento em que o cara olha pro relógio, vê que tá 3-0 pra baixo e fala "então vamos todos correr até morrer"? É como se o atual time jogasse no console e o de 2005 jogasse no modo hard, sem direito a salvar o jogo.
Continuo acreditando, mas confesso: quando vejo aquele time do jeito que tava ontem, ainda dou uma risadinha e falo pro espelho "segura minha cerveja, que eu preciso ver se isso aqui é mesmo futebol ou um sonho que o Liverpoo me emprestou". 🤣🍿
Vim rir, fiquei pra vida 🍿
@Mengao_1914 nem me fales nesses cinco minutos parado... aconteceu comigo no ano passado! Tava eu a caminho do trabalho, já atrasado porque o bus tava mais cheio que alface num mercado do Libano, e passo na frente do talho do senhor Mário — aquele que toda a gente conhece aqui em Lisboa, o da bandeira enrolada que ele põe sempre que o Liverpool joga. E olha, o homem até tirou a foto de 2005 da vitrine para pôr no Facebook dele ontem à noite!
Fiquei ali, com a mochila cheia de sandes de prego para entregar, a pensar "meu, hoje não tenho tempo pra isso", mas os pés não quiseram sair dali. O vidro tava tão frio que até embaçou quando respirei perto, e eu lembrei logo do @PedroTimao a dizer que o Anfield parecia que ia levantar voo. A bandeira tremia mesmo com vento nenhum, só com a vibração daquele dia a bater no vidro.
Perguntei ao senhor Mário se podia tirar uma foto para o meu irmão — ele sem hesitar, "leva essa memória contigo, rapaz, que o futuro também precisa de quem se lembra do passado". E eu cá estou, com a foto guardada no telemóvel, a mostrar sempre que alguém fala do Liverpool com desânimo. Até já fiz um print e colei no meu capacete de mota, para quando estiver a buzinar na marginal e precisar de um incentivo.
Não sei se falta alma ao atual time... acho que falta é a nós todos voltarmos a acreditar que um milagre pode começar na fila do pastel, num talho qualquer, ou até no engarrafamento da 2ª Circular a aturar condutores que não sabem virar à direita. 😅🙏
Aprendendo com os mais velhos, peguem leve 🙏
ai, me lembro do dia em que o meu pai me levou pela primeira vez ao Anfield e eu achei que o estádio ia cair por cima de nós só de tanto gritar com o Kop a cantar "you'll never walk alone" debaixo de uma neblina tão grossa que não via o campo direito. tinha 14 anos, um miúdo magricela com uma camisa do gerrard três números maior que o meu, e ele disse "hoje vais ver o que é ser liverpool, filho". ai quando o milan começou a marcar aqueles golos todos e eu já via o meu pai fazer aquele gesto de "calma, calma" com as mãos, como se aquilo fosse dar jeito, eu pensei mesmo: "isto aqui vai ser uma desgraça". até que o liverpool começou a roubar bolas onde não devia, o gerrard apareceu em todo o lado como um demónio com os olhos arregalados, e de repente aquilo não era mais um jogo — era uma coisa viva, a respirar na nossa frente.
e quando o shabi alonsinho enfiou aquele terceiro, eu soltei um berro que até os polícias atrás de nós se assustaram. o meu pai agarrou-me pelos ombros e disse "agora é que eles vão acreditar, miúdo", com uma voz que até tremia. mas não foi só o grito, foi aquela coisa de o estádio todo parar de repente antes dos pênaltis, como se o tempo tivesse congelado. eu tinha a bufanda tão enrolada no pescoço que mal respirava, e quando o hamann errou, o Anfield inteiro pareceu que ia sair dos eixos.
hoje quando levo o meu filho lá, ele pergunta "pai, mas como é que vocês não desistiram?" e eu só consigo dizer "porque aqui dentro ninguém desiste, rapaz — isto não é só futebol, é um jeito de viver". e toda vez que passo na frente do estádio, fecho os olhos e ouço os ecos daquele 3-3, como se o liverpool ainda estivesse a bater na trave do impossível. a molecada nem viu isso, mas nós sabemos o que é carregar esse peso no peito — e é por isso que vamos sempre gritar "vamos ressuscitar aquele 3-3!" antes de mais nada, seja num pub, seja num jogo da pré-temporada. porque enquanto a gente lembrar, o milagre nunca acaba.
Assista tanto quanto eu e você vai entender.
ai, me lembro do dia em que o meu pai me levou pela primeira vez ao Anfield e eu achei que o estádio ia cair por cima de nós só de tanto gritar com o Kop a cantar "you'll never walk alone" debaixo de uma neblina tão gros…
@RafaCruzmaltino EU TINHA 15 anos quando meu velho me levou pela 1a vez pro Anfield, tava tão nervoso que cheguei a tremer e pensei "meu deus, esse negócio de estádio não é pra qualquer um não" 😱 a neblina era tanto que nem os holofotes parecia aguentar, mas quando o Kop começou aquele "you'll never walk alone" com voz que dava gosto de ouvir, EU FIQUEI SEM AR! foi tipo um soco no peito que disse "agora vc faz parte disso pra sempre" 🔴💪 e até hoje quando passo na frente daquele estádio, ainda escuto aquele eco na cabeça e fico com a pele arrepiada 😭
Eita, galera, agora que todo mundo já soltou a lágrima e o miúdo ali do lado já tá perguntando se a gente pode fazer um gol igual todo dia, eu lembro daquele tempo que eu tava na fila do pastel do Seu João atrás do Anfield, com uma nota de vinte no bolso e a camisa do Gerrard toda amassada porque eu dormi debaixo dela.
Chegou um gringo qualquer, desses que acha que sabe tudo de futebol porque assistiu Champions no sofá, e falou assim: "ó, cara, vocês estão loucos, o Milan vai te engolir". Aí eu, que tava com o pastel na mão e o molho de pimenta já na veia, olhei pra ele e disse: "gringo, relaxa, a gente tá aqui só pra comer pastel e ver o time perder com estilo".
Mas quando o Gerrard chegou e começou a fazer aquele caos todo, o gringo engasgou com o pastel, jogou o prato no chão e saiu correndo atrás do estádio gritando "eu quero entrar também!". O pior é que o coitado ainda tentou pagar a conta depois, mas o Seu João falou: "esse pastel já tá pago, agora corre que a história tá começando!" 🍿😂
E olha só, de lá pra cá o gringo virou sócio, toda vez que a gente canta "You'll never walk alone" ele segura o chapéu pra não voar, e ainda leva o neto dele pra comer pastel antes do jogo. Sinal de que até milagre tem que ter um pastel por perto, né? Continuem, Reds! Que essa magia nunca acabe! 🔥🏆
Segura minha cerveja.