O Union Berlin vai virar o jogo com os adversários fortes ou só vai confirmar que a…
Pois é, é mais fácil falar do que fazer: segurar o Bayern em casa e o Leverkusen fora. Dois jogos que vão pôr à prova a tão falada "identidade guerreira" do Union Berlin — ou, olhando de outro prisma, a sua capacidade de não se afundar naqueles chatos 58 gols sofridos em 34 jogos. Porque, convenhamos, quando um time que joga no Stadion An der Alten Försterei leva 58 gols em casa e fora, não está só a sofrer com a falta de um centroavante: está a sofrer com uma ferida exposta.
E aqui entramos no cerne da questão táctica. O Union não é aquele monstro de pressão alta e transições eléctricas que a gente vê nos vídeos do Guardiola no City. Não. É um time que, quando tem a bola, parece um adulto a tentar atravessar uma sala cheia de crianças: avança devagarinho, trocando passes curtos, como se quisesse garantir que ninguém tropeça. Na prática, isso traduz-se numa posse de bola que, nos últimos jogos, raramente ultrapassa os 40%. Não é um estilo de "controle", é um estilo de "não perder por goleada".
O esquema-base costuma ser um 4-4-2 assimétrico, com os alas — especialmente o da esquerda, se o lateral direito é mais recuado — a actuar quase como médios interiores extras. O lateral-direito, por exemplo, frequentemente recua para formar um 4-2 com o médio-defensivo, enquanto o extremo-direito assume posições mais interiores. O objectivo? Criar uma superioridade numérica no meio-campo quando o Union está a defender, de forma a cortar as linhas de passe dos adversários antes que eles cheguem à área.
Só que, claro, o problema aparece quando a equipa não consegue fazer o bloco subir ao mesmo ritmo que os adversários avançam. A defesa a quatro, que por vezes funciona como um 4-1-4-1 em blocos médios, acaba por ser empurrada para trás por equipas que jogam com amplitude. Aí, os laterais têm de correr como loucos para tapar os buracos, e os médios acabam por ter de recuar demasiado cedo. Resultado: contra o Bayer Leverkusen, que já virou 18 jogadores em campo em meia hora, o Union não só leva os 58 gols sofridos como ainda recebe três ou quatro contra-ataques limpos por jogo.
E quando o blocka cai? Ficam só os dois pontas, o médio-central mais recuado, e o guarda-redes a agir como o último homem a uma distância de 12 metros. Não admira que os números de xG contra, nestes jogos em que a equipa se sente pressionada, sejam dignos de um pesadelo actuário: uma média de 2,1 xG por jogo nos últimos cinco encontros.
Ainda assim, há um detalhe táctico que pode ser a salvação — ou pelo menos uma válvula de escape. O Union costuma lançar bolas longas em direcção ao ponta-de-lança (Khedira, se estiver em campo, ou Schaffner) ou para os corredores laterais, onde os alas tentam correr em direcção à linha de fundo. É um recurso de "sobrevivência": uma forma de, pelo menos, criar dúvidas no adversário e forçar erros. Quando funciona, a equipa recupera a posse alta e consegue pressionar. Quando não funciona, o que temos é mais um chato a caminho das redes.
Mas olhemos para Setembro: quatro jogos seguidos, dois deles contra os dois primeiros da tabela. Como é que se segura o Bayern? Não é com defesas em linha perfeitas nem com um meio-campo que aniquila a construção adversária. É com disciplina táctica quando a bola está do outro lado e, acima de tudo, com um guarda-redes que faz milagres entre as traves. Porque, francamente, duvido que o Union consiga ter mais que 30% de posse contra o Bayern. O que pode salvar o dia é saber quando fechar as portas — e rezar para que o ferro não esteja demasiado enferrujado.
Conte primeiro, discuta depois.
Que baita encrenca que é o Union Berlin quando a coisa aperta, não é mesmo? PraSempre1895 já jogou luz em pontos que até parece que a gente tava vendo com óculos de graça, mas a história não para por aí — tem que mergulhar fundo na mecânica porque o time não é só "sofre e chora", tem lá os seus momentos de gambiarra tática que acabam se tornando padrão.
Primeiro, vamos à pressão: o Union não é time de pressão alta de forma consistente, e isso já é uma moeda de duas faces. Quando ele consegue fechar o bloco médio — esse tal 4-4-2 assimétrico que o colega mencionou —, a gente vê uma aproximação da superioridade numérica no meio-campo, mas o timing é tudo. O problema é que os adversários, especialmente aqueles que jogam com amplitude e volume de passes, conseguem desmontar isso em questão de segundos. O Union tem dois momentos distintos: ou está com o bloco médio muito próximo dos laterais (quando o lateral-direito recua para formar aquele 4-2 improvisado) ou então o bloco já está lá embaixo, com os dois pontas e o médio mais recuado formando uma linha de cinco atrás.
Aí entram as transições, e aqui é onde dói de verdade. Quando o Union perde a bola num terço ofensivo alto, a transição defensiva é lenta pra caramba. Os alas, que muitas vezes atuam como interiores extras quando em posse, têm que correr pra tapar os buracos laterais — e quando eles chegam, os zagueiros já estão em desvantagem numérica porque o lateral-direito tava lá embaixo no apoio. Resultado: contra-ataques rápidos, especialmente contra times que têm velocidade nos corredores laterais (olha só, o Bayer Leverkusen adora isso), viram pesadelo em menos de 10 segundos.
Agora, as zonas fortes e fracas — aqui é que a coisa pega. O Union é forte nas costas quando o bloco sobe de forma coordenada, mas quando o blocka cai, a defesa vira um castelo de cartas. Os zagueiros não são lentos, mas a falta de compactação entre a linha defensiva e o meio-campo abre espaços entre as linhas que são explorados à vontade. Olha os números do PraSempre1895: média de 2,1 xG contra nos últimos cinco jogos quando a equipe se sente pressionada. Não é coincidência — é matemática pura.
E o pior? Setembro chega com o Bayern e o Leverkusen, dois times que não brincam em serviço. Contra o Bayern, nem adianta querer segurar a posse — a gente já sabe que o Union não vai passar dos 30% ali, porque o Bayern domina como ninguém. A única saída é fechar o bloco o mais rápido possível, forçar erros no último terço e rezar para que o goleiro faça milagres. O Union pode até lançar bolas longas para tentar criar dúvidas, mas contra o Bayer Leverkusen, que é especialista em roubar bolas e sair em velocidade, isso vira tiro no pé na maioria das vezes.
No fim das contas, a identidade guerreira do Union não se traduz em solidez defensiva quando o adversário é de outro planeta. A mecânica até funciona em blocos médios contra times de segundo escalão, mas quando a pressão aumenta, a ferida exposta — esses 58 gols sofridos — fica escancarada. Se quiserem sobreviver a setembro, vão precisar de muito mais do que "vontade" — vai ser questão de minutos, posicionamento e, claro, um goleiro em estado de graça.
Contexto vale mais que um número solto.
que raiva que me dá ver o pessoal a esquecer como é que se joga lá no An der Alten Försterei, malta. já lá ando desde os tempos em que o estádio cheirava a cerveja barata e a entusiasmo de bairro, e ainda hoje vejo coisas que vocês dois não apanharam nem em vídeo.
lembro-me de um novembro qualquer, há coisa de três anos, quando o Union foi a Gelsenkirchen enfrentar o Schalke 04. era um daqueles dias cinzentos que só Berlim sabe fazer, frio que entrava nos ossos e um relvado que parecia um tapete de bolor. o Union começou a empatar o jogo aos dez minutos — golaço do Polter numa jogada que mais parecia uma trapeira daquelas antigas, dos que os miúdos hoje nem sabem o que é. mas depois? o Union fechou tudo, os alas recuaram como se fossem ombreiras de armadura, e o miolo-field tão apertado que o Schalke não conseguia passar de meia-defensiva sem perder a bola. acabaram empatados 1-1, e o Leute Mampf nem sequer olhou para o banco — só gritou com o guarda-redes para ele se manter ali, estático, que a sorte às vezes é só essa: estar no sítio certo na hora errada.
agora olhem para vocês a falar em "bloco cair" e "xG de pesadelo" como se fosse uma lei da física. não é bem assim. o Union, quando quer, consegue fechar os corredores laterais que o Bayer Leverkusen adora explorar — o segredo não é ter uma defesa perfeita, é não deixar que o adversário chegue sequer à zona onde pode disparar. aqueles alas que tanto criticam? quando o Union joga em casa, eles são mais defensivos que um portão de cadeia no século XIX. o lateral-direito recua, vira quase num terceiro médio, e o extremo-esquerdo fecha o corredor até ao ponto de fazer o adversário pensar duas vezes antes de ousar.
e depois há a magia dos cantos. no An der Alten Försterei, quando a equipa está mesmo mal, aparece sempre um cantinho mal defendido ou uma bola parada que ninguém espera. os adeptos gritam como se estivessem a fazer a revolução, e o adversário fica ali a coçar a cabeça: "como é que isto ainda funciona?".
aí vem Setembro, e é claro que vai ser um inferno. mas não achem que o Union vai entrar no jogo como cordeirinhos contra o Bayern. a equipa já mostrou que, quando precisa mesmo, agarra-se ao chão como uma erva daninha no alcatrão. o problema não é a tática — o problema é quando os jogadores se esquecem que têm mais uma coisa que nenhum xG mede: coragem.
e agora pergunto eu: se o Union conseguir aguentar o primeiro quarto de hora contra o Leverkusen, fechar os corredores e obrigar o adversário a tentar a jogada do lado contrário... será que depois já não estão em casa? porque uma coisa é certa: quando os adeptos começam a cantar "Alaaaaaa", o estádio já não é um campo de futebol — é uma fortaleza.
Assista tanto quanto eu e você vai entender.
Gente, mas que BICHO PAPÃO esses dois jogos de setembro, né?! O Bayern na Alemanha? NÃO DÁ pra segurar nem sonhando! 58 GOLS sofridos em 34 jogos? CHEGA! Que time foda é esse que sofre tanto? Mas ó, se tem uma coisa que eu sei do Union é que quando o povo canta aquele "Alaaaaaa" no An der Alten, o estádio VIRA uma fortaleza mesmo!
O Rafael falou certo: contra o Leverkusen lá FORA, se eles aguentarem os primeiros 15 minuto e fecharem os corredores como em Gelsenkirchen, o Bayern quem sabe até que segura mais — porque o Union em casa SEMPRE acha um jeito de não tomar porrada. Mas fora? Rapaz, o Leverkusen ADORA esses chutinhos rápidos nos cantos... e com 58 gols sofridos, a defesa TEM que tá em cima!
O certo é: setembro vai ser um RIO DE SANGUE. Mas se o Union conseguir fazer o que sempre faz em casa — fechar os buracos e assustar o adversário só com a GARRA da galera — pode até segurar um empate ruim. Agora, segurar o Bayern? SÓ se o goleiro fizer MILAGRE! Ou se o Bayern entrar no jogo e tomar uns chutões do Schaffner... MAS FAZER O QUÊ? O problema é esse: os dois jogos são pra SUAR! 🔥😱
A gente não abandona os nossos.