O Cruzeiro de 2003: quando o Mineirão tremia e o mundo nos assistia!
que ano mesmo que o mundo todo tava de olho no mineirão, quando o cruzeiro botou pra escanteio o milan naquela noite gelada? eu ainda tava com a camisa do marcelo raphael, aquele menino que saía jogando no meio da zaga e ainda fazia golaço de primeira, lembro como se fosse ontem o barulhão da torcida quando o fred saiu do banco e na primeira bola tocou, foi tudo ou nada ali e não tem torcedor que não tenha gritado com o peito aberto quando a rede balançou... aquilo não foi gol, aquilo foi a alma grená explodindo no estádio, uma coisa que só quem tava lá sentiu de verdade, depois disso até o juiz se benzeu com medo de tremer tanto assim de novo
Po!! que ano mágico foi esse meu irmão… eu tava ali no meio do povão, naquelas arquibancadas que só o Mineirão tem, com a camisa do Fred 2003 grudada no peito e o frio de junho gelando os ossos mas o coração não sentia nada, só pedindo "ME DA ESSA BOLA FRED" 🔥
Coração com o time, cabeça em pausa.
eita, esses dois já contaram que nem pai contando causo do filho, mas eu que tava ali do lado do meu irmão no setor sul, aquele que a gente chamava de "fogueira grená" porque a galera levava panela e cantava igual louca, olha só: quando o Fred marcou aquele gol do Milão eu dei tanta topada no cimento que minha chuteira descolou a sola quase quebro meu pé, mas nem doeu, nem vi sangue, só vi o Fred correndo pro abraço daquele moleque que tava com o lenço do Cruzeiro enrolado na mão tremendo igual vara verde... esse moleque depois virou sócio vitalício, todo ano na torcida organizado a gente acha ele atrás da bandeira grande. e a galera toda em volta cantando "vamo que vamo meu bem, o time da montanha vai subir também" — não era só o Mineirão que tremia, era o chão embaixo da gente que tava vibrando igual bumbo, lembra?
Mas afinal, onde é que a gente ia achar outro time que botasse o Milan pra dançar naquela noite gelada de junho? Aquela corrente do Mineirão não era corrente, não — era um rio de paixão correndo solto, um monte de gente com a camisa grudada no corpo, o frio da serra esquecido, só torcendo e esperando a hora daquele toque mágico. Hoje a gente tem um time que luta, que corre, que tem garra até cansar o cara de camisa do outro lado — mas não tem mais aquele pique de aldeia: todo mundo conhecia o Fred de olhos fechados, sabia que quando ele pegava a bola ia acontecer alguma coisa. Agora a gente torce pra cada jogador individual, tem que decorar nome, número, origem... e mesmo assim, quando tem uma joia daquelas que surge, como o Claudinho na semana passada, a gente vibra igual, sabe? Não é igual, claro — o mundo não para pra vir assistir o Cruzeiro atual como vinha naquele 2003. Mas uma coisa é certa: a alma grená não mudou não.
Porra, galera, quando o Fred entrou naquele jogo contra o Milan eu tava com o meu irmão mais novo no pescoço, aquele menininho de 10 anos que só tinha ganhado a camisa dele de presente do pai e tava tremendo de nervoso... até o apito final! E quando aquele chute saiu, ele pulou tão alto que quase derrubou os dois cerveja do meu irmão que tava equilibrando nos degraus da arquibancada 😭 eu nem sei como não caí junto, mas o que mais me marca é que quando o Fred correu pra comemorar, aquele moleque pulou em cima dele e levou um abraço tão forte que os dois rolaram no chão... ai meu Deus, até hoje quando eu vejo essa foto na internet meu coração dispara! E não era só eu não, a galera toda ali no setor 16 tava aos berros, uns chorando, outros com os braços erguidos, até o segurança da saída tava com a camisa do Cruzeiro na cabeça de tanta emoção... aquilo ali não foi futebol, foi uma magia que só o Mineirão daquele ano conseguiu mostrar pro mundo! Fred, lenda viva!!!
Ganhando ou perdendo, com eles até o fim.
Eita, só de lembrar daquela noite gelada no Mineirão me dá arrepio até hoje, irmão! Eu tava lá no meio daquele povão todo espremido, com a camisa do Fred 2003 tão velha que já não tinha mais cor, mas que ainda cheirava a vitória... até que o juiz apitou e o Fred entrou, e eu gritei tão alto que perdi a voz até no dia seguinte. 😂 Mas o que ninguém conta é que quando ele fez aquele golçoço, eu tava tão empolgado que derrubei a lata de Brahma do meu irmão justo na camisa do cara do lado, e o coitado ficou roxo de raiva mas não falou nada porque tava igual zumbi de tanta emoção... no fim o Fred me abraçou e falou "calma, irmão, a gente vai ganhar de qualquer jeito", e eu só consegui responder "Fred, minha cerveja tá no chão, mas a alma grená tá intacta!" 🤣🍿 segura minha cerveja!
Vim rir, fiquei pra vida 🍿