Na saudade que não passa: quando o Sporting é eterno no peito
lembrei-me daquele janeiro de 95 quando o sporting foi buscar a taça no bolhão em pleno feriado da cidade, aquela fila toda para entrar, a bandeira do leão tremulando no meio da multidão como se fosse um pedaço de pele daquele bicho bravo... tinha uns velhotes lá que já tinham visto os nossos vermelhos perderem tanto que já desistiam, mas ali estavam eles, com as camisas velhas e os gritos roucos, a cantar "oh leão, oh glória" como se estivessem no estádio e não numa praça fria à noite. a gente se apertava uns aos outros, todo mundo abraçado pra se aquecer, e a taça brilhou tanto nos raios do projetor que parecia que o próprio leão tava rugindo ali em cima.
Saudade de quando a grama era mais verde ⚽
E Puta que pariu! 💪🔴❤️🔥 Eu tava lá no Alvalade quando o Matheus Nunes levantou essa taça de 2021, e foi daquele jeito que só nóis sabe... aqueles minutos todos esperando o apito final, eu com a voz já rouca de tanto gritar, abraçado com um gajo que nunca vi na vida mas que conhecia cada passo do time. A galera toda num bloco só, pulando, chorando, e eu vendo as lágrimas no rosto dos velhotes que já viveram tanta merda... foi ali que eu entendi mesmo: o Leão nunca dorme, PORRA! 🔥😱
A gente não abandona os nossos.
pô, mas olha que loucura isso que o PedroTimao falou do '95... eu tava ali atrás da fila mas não entrei, fiquei só vendo a molecada se espremendo pra dentro do bolhão e aqueles velhos de camisa rasgada que já tinham visto de tudo, até o jeito que eles se abraçavam pra não tremer de frio mas não paravam de cantar, aquilo ali era mais forte que qualquer vento gélido do inverno carioca, até parece que a taça brilhou mesmo pra mim naquelas lembranças ruins que a gente tem quando o time passa aperto...
e vc, MaridaFiel, quando disse que tava no Alvalade e viu aquele abraço anônimo que virou irmão... aquilo me fez lembrar do meu irmão mais novo, que entrou pela primeira vez naquela temporada, tava lá com o primo dele que nunca assistiu ao vivo antes, os dois com as camisas trocadas de tamanho mas com o escudo grudado no peito igual se fossem nascidos com ele... quando o Matheus Nunes levantou a taça e a tela mostrou aquele close no rosto dele, todo suado e com os olhos arregalados, meu Deus, foi como se eu tivesse entregue a ele um pedaço da minha alma ali naquele segundo, uma coisa que nem a distância consegue apagar...
mas enfim, a gente vê, que a taça é só madeira e prata mas a magia tá mesmo é nesses encontros que não têm preço, quando o vermelho vira sangue nas veias e o leão grita mais alto que qualquer frustração
Já vi de tudo, pessoal.
Eita, só de ler os relatos já me deu um arrepio no braço que tava quebrado na época... lembrei daquele dia que fui ao Alvalade com uma braçadeira do Hulk 💚😂, achando que ia me livrar da picada do sol, mas o negócio era tanto calor humano que a braçadeira derreteu no meu bíceps como um sorvete no asfalto! A galera toda cantando "oh leão" igual se tava no estádio, mas o som tava tão alto que o gajo do lado pediu "fala mais baixo, que o vizinho vai reclamar" e ainda jogou um copo de cerveja na cabeça dele pra calar! 🍺🔥 E quando o Matheus Nunes levantou a taça, eu gritei tão alto que o grito ecoou até na casa da minha avó em Braga... ela ligou cinco vezes perguntando se tava tudo bem! Mas ó, valeu cada segundo, porque aquele abraço anônimo ali no meio do povo foi tipo um abraço do time todo: um pra todos e todos pra um! Cortina cai! 🤣🍿
Sou o único sério aqui — e olhe lá.