Como se tivesse sido ontem: a magia do PSG 93/94 que abalou a Europa!
me lembro daquele 13 de setembro de 93 como se fosse ontem, puto, estava no parque de princesa todo encardido de tinta vermelha e azul bebendo uma cerveja quentinha que o Zé do alfarrobeira me vendeu por dois paus, quando o Weah entrou no campo e a gente sentiu que ia ser coisa grande... depois daquele chapéu no defensa deles, já deu pra saber que o dia ia ser nosso, só não imaginava que ia durar tanto, nem que o Bayern ia sair de lá com as pernas tremendo
Assista tanto quanto eu e você vai entender.
Cara, Rafa... você não tá exagerando não! Tava lá no fundo da geral, com aquele cheiro de churrasco queimado e a galera toda enlouquecida... lembro como se fosse ontem do Weah entrando naquele gramado e todo mundo já gritando "OLHA O GEORGES, VAI TOMAR CONTA!" 🔥💪 quando ele deu aquele drible voador no defesa do Bayern... PUTA MERDA, o estádio inteiro ENLOUQUECEU! E quando ele encobriu o Kahn... EU PULEI TANTO QUE ACHAVAM QUE EU TINHA BEBIDO MAIS DO QUE A GALERA toda! aquele gol não foi só gol não, foi um recado pra Europa inteira: "PSG NÃO É BRINCADEIRA!" 😱🔴 e ainda teve aquele lance do Valdo... nossa, os caras saíram de lá com as pernas bambas mesmo, parece que levaram uns 10 gols! ainda falo pra molecada hoje "cês acham que o 7-1 foi grande? VAMO PRO PARC NO 93!" que time, RAPAZ!
lembra daqueles lenços vermelhos e azuis que a gente amarrava no pescoço feito pirata, igual ao Weah mesmo? eu tava lá atrás da meta do lado do Rafa, com aquele lenço embolado no bolso desde o começo do jogo, e quando o Berner deu aquele passe pro Weah na ponta esquerda, lembrei na hora de quando a gente ia pra escola com os lenços igualzinho, só que agora tava tudo mudado, todo mundo com os olhos grudados no campo esperando o lance mágico. aí, quando o Kahn saiu correndo pra tentar cortar e o Weah levantou aquela perna... todo mundo jogou aquele lenço pra cima como se fosse um tiro de confete, e aquilo voou pelo ar todo misturado com a fumaça dos rojões, parecia até que o estádio tava abraçando a gente. o Baggio nem teve chance, ficou só olhando pro céu como se perguntasse "que diabo foi aquilo?" e eu ainda guardo até hoje um daqueles lenços na minha gaveta, cheirando a cerveja velha e a saudade do Parc des Princes lotado — mas enfim, a gente vê
Puta que o pariu, pessoal... lembrando daqueles dois tempos assim me bate uma saudade que até arrepia. Lá atrás, time de 93/94 tinha uma magia que só quem viveu sabe como era — uns moleques brincando no Parc como se fosse coisa de criança, mas com a raça de quem já tava com o troféu no bolso antes do apito final. O Weah não jogava futebol não, ele fazia arte, pura arte com chuteira. E não era só talento não, era uma coisa louca de ver: aquele homem não tinha medo de ninguém, jogava como se o estádio fosse a sala da casa dele e o Kahn um brinquedo de plástico.
Já o atual? Ah, gente, é outro tipo de monstro — só que diferente. O time hoje tem uma máquina atrás da outra, uma eficiência que assusta qualquer zagueiro, mas falta um pouco daquele... daquele *je ne sais quoi* que fazia a gente pular tanto naquele dia. É impressionante ver o Mbappé voando, o Vitinha chegando feito um furacão, o Galtier colocando ordem numa bagunça que parecia eterna, mas é aquele negócio: a gente sente que tá faltando um toque humano ali, sabe? Tipo quando você põe uma música perfeita pra tocar e ela vem toda robotizada — falta o feeling do vivo.
Mas ó, não tô dizendo que o time atual não é grande não. Pelo contrário, eles tão escrevendo história sim, mas de um jeito mais... metódico. Antigamente a gente tinha um gênio com chuteira preta e vermelha que fazia gol igual a mágico de circo. Hoje a gente tem um time que domina o jogo como uma engrenagem de relógio suíço. Não sei qual é melhor, mas com certeza é diferente — e acho que o pessoal que tava lá no Parc em 93 ia torcer pra ver os dois times juntos, só pra ver se rola um milagre de novo.
E olha, sem querer ser pessimista, mas essa Champions atual... sinceramente? Tô com medo daqueles 10 minutos de sono que a gente dá no começo. A gente tem jogadores que valem ouro, mas a consistência psicológica ainda é uma incógnita. No 93 a gente não tinha medo de ninguém, nem do Bayern, nem do Milan depois. Hoje a gente joga com uma mão na frente do peito pra não deixar escapar. Não é ruim, não — é só outra realidade.
Mas uma coisa eu garanto: se amanhã o PSG vestir aquela camisa de 93/94, sair correndo pro campo e jogar futebol igual aquele dia, o Parc des Princes volta a tremer outra vez. Porque aquele time não era feito de estratégias não, era feito de alma. E alma não tem métrica que conte.
Faço minhas próprias tabelas toda rodada 📊
ô gente, vocês tão me lembrando daqueles dias que a gente não só ia pro estádio, como vivia o estádio — tipo quando você coloca o pé na tampa da sanita e acha que tá entrando num estádio, mas não, aquilo era a casa da gente mesmo. eu tava lá naquele dia, não no parque todo encardido não, eu tava do lado das cadeiras, com a minha filhotinha no colo, ela tinha só oito anos e quando o Weah entrou eu disse pra ela: "olha, filha, esse homem vai fazer coisa que nem seu avô vai esquecer". e ela olhou pra mim com aqueles olhinhos arregalados e falou: "pai, ele voa mesmo?" e eu respondi: "mais do que os passarinhos, minha filha, mais do que os passarinhos". aí o rapaz deu aquele chapéu no defesa, levantou a perna esquerda e a molecada toda gritou "GEEEEORGES!" como se tivessem nascido com o nome dele na ponta da língua.
e aquele gol? gente, aquilo não foi gol não, foi um beijo roubado da deusa fortuna com um tapa na cara do Bayern. o Kahn saiu correndo feito doido, pulou igual cobra assustada, mas o Weah já tava lá em cima, flutuando feito pipa num dia de vento forte. quando a bola entrou, a galera toda jogou os lenços que tinham no pescoço — uns atiraram as camisetas, outros os copos de cerveja, um maluco jogou até a carteira. aquilo foi um mar vermelho-azul que quase engoliu o gramado, e o juiz teve que pedir calma pra não sufocar os caras do Bayern.
hoje a gente tem um time que enche o olho, isso ninguém pode negar — o Mbappé parece que nasceu com a bola grudada nos pés, o Vitinha chega quebrando tudo no meio-campo, mas falta aquela loucura toda daqueles tempos. antigamente a gente ia pro jogo como quem vai pra uma feira de rua: uns iam com a lata de cerveja na mão, outros com o lenço no pescoço, todos com o coração na garganta. hoje a gente tem camarotes, patrocinadores, segurança privada... será que a gente ainda vibra com a mesma alma?
eu não tô dizendo que o futebol atual é ruim não — que nada, eles são máquinas mesmo, mas máquinas não contam histórias pro neto. quem vai contar pros nossos netos que o Mbappé entrou no campo com o suor da testa escorrendo feito um menino que correu atrás do ônibus atrasado? quem vai dizer que o Weah jogava como se o Bayern fosse time de várzea do Bairro da Sé? aquilo era paixão pura, sem assistente de vídeo, sem VAR, sem técnico reclamando do árbitro. era só a gente, a galera, o homem voador e a torcida enlouquecida.
e olha, uma coisa que ninguém aqui falou ainda: depois daquele jogo, a gente saiu todo mundo junto, cantando pelo Champs-Élysées como se fosse o nosso desfile de vitória. tinha um senhor com gaita tocando "La Marseillaise" meio desafinado, tinha mulher com bebê no colo, tinha moleque com bandeira rasgada... aquilo não era mais futebol, era uma comemoração de povo que acabou de ganhar a independência. a polícia nem tentou conter a gente, deixava a multidão passar como água no canal.
no final das contas, gente, cada tempo tem o seu encanto. o time de hoje é uma máquina de fazer gols, o time de 93 era uma máquina de fazer memórias. e eu, particular? eu fico com as memórias. porque futebol não é só ganhar não, é viver aquele momento único que nunca mais volta. e aquele gol do Weah? foi um dos poucos momentos que a gente teve a sorte de viver junto, respirando a mesma euforia, com o mesmo cheiro de churrasco queimado e tinta fresca no ar.
mas enfim, a gente vê
Saudade de quando a grama era mais verde ⚽
lembra daqueles lenços vermelhos e azuis que a gente amarrava no pescoço feito pirata, igual ao Weah mesmo? eu tava lá atrás da meta do lado do Rafa, com aquele lenço embolado no bolso desde o começo do jogo, e quando o …
@PedroTimao não me julguem, mas eu sempre achei que aquele gol do Weah naquele dia não era só futebol... era tipo um conto de fadas que a gente viveu na real mesmo 😭✨. Minha mãe, que não entende nada de esporte, até hoje pergunta: "filho, como é que um homem pula daquele jeito e ainda encoba o Kahn?" e eu não sei responder direito porque também não sei! É daquele jeito que você falou, @PedroTimao: a gente não só ia pro estádio, a gente *mora*va nele. E olha, eu sou do Porto, não sei se vocês sabem, mas a gente tem uma cultura de torcida mais... digamos, *orgânica* mesmo? Aqui a gente não tem camarote, não tem coisa chique, a gente tem galera que pula em cima um do outro, bebe cerveja no meio do jogo e grita até perder a voz. Mas mesmo assim, @PedroTimao, eu sinto que falta um pouco daquele... daquele *feeling* de antes, sabe? Tipo, a gente tem os nossos craques, os nossos momentos, mas é tudo mais... calculado. Dá uma tristeza, porque futebol não é só ganhar, é viver aquelas loucuras que a gente nunca mais vai viver. Você acha que isso é saudade demais ou será que o futebol de hoje realmente ficou sem alma? 🥺
Todo dia aprendo algo novo sobre futebol.
Fala, galera do Parc, beleza? Cês tão me lembrando desses caras velhos aqui que ainda guardam lenço embolado de tinta e cerveja velha na gaveta... e eu tô aqui pensando: rapaz, a gente era tão louco que a gente achava que lenço na cabeça fazia a gente jogar igual o Weah!
Eu tava lá naquele dia sim, mas não no lado chique não, tava atrás do banco do reserva com um fio dental na mão que eu tinha achado no chão da feira, torcendo pra não ser a cueca do treinador do Bayern. Aí quando o Weah saiu voando daquele jeito, eu gritei "VAI, GEORGES, QUEBRAS O PESCOÇO DO KAHN!" e acabei cuspindo aquele fio dental no meio da galera. Uns pensaram que era traque, outros que era o Espírito Santo descendo, mas ninguém se importou — o estádio todo tava voando também!
Depois do gol, eu tentei comemorar pulando, mas como eu tava com uma perna mais curta que a outra (de tanto dançar forró no Bairro da Praia), eu quase quebrei o pé no degrau da arquibancada. O cara do lado gritou "segura a tampa da sanita, Mengão!" e eu caí sentado em cima do fio dental de novo. Mas ó, valeu cada dorzinha — eu ganhei uma história pra contar pro meu neto que ele vai achar que inventei!
E olha, uma coisa que ninguém aqui falou: depois do jogo, a gente foi pro Champs-Élysées e eu encontrei um cara vendendo lenços iguais aos nossos, só que na versão "falsificado de camelô". Fui lá, comprei um pra minha mãe e ela usou pra limpar o fogão por uma semana. Disse que era o lenço do herói do PSG 93/94 pra enfeitar a cozinha, mas todo mundo sabia que tava fedendo a lingüiça do supermercado do Zé. 🤣🍿
É por isso que eu venho aqui: pra gente não esquecer que o futebol não é só ganhar, é viver cada loucura junto. E se o Weah aparecesse aqui hoje e visse esse time cheio de dinheiro, ele provavelmente diria: "puta merda, esses moleques jogam bem, mas cadê o fio dental voador?!". Cortina cai.
Vim rir, fiquei pra vida 🍿