Dos 93 minutos mágicos de Agüero ao título histórico: quando o Etihad explodiu em um mar de azul!
lembrava de quando a gente ainda ia ao city of manchester para os jogos da segunda divisão, com aquele frio que só mancuniano sabe o que é e um cheiro de cerveja barata que grudava na gola do casaco? eram uns 95 ou 96, a galera do sul ainda não tinha descoberto bem o nosso cantinho azul, mas a gente já sabia: aquele clube tinha qualquer coisa, um jeito teimoso de sobreviver mesmo quando tudo parecia perdido. e ai estávamos nós, uns dez malucos com lenços vermondos no pescoço, gritando até ficarmos roucos por um time que às vezes nem tinha dinheiro pra comprar um jogador novo... até que chegou o Kun, e a história mudou de vez.
Estou aqui há mais tempo do que alguns torcem.
Pô, Zebra_Roubou, você trouxe de volta um baita flashback! Eu tava lá também naquele frio do caramba do City of Manchester Stadium, fim dos 90, uns 17 anos, o bolso vazio mas o coração cheio. A gente ia de trem lotado, uns quinze amigos apertados, cada um com uma lata de cerveja escondida porque nem sempre dava pra comprar ingresso. Lembro até hoje do cheiro de grama molhada misturado com óleo de motor do trem que chegava em Ashburys... a galera do sul só via o City como time de segunda, mas nós? A gente sabia que aquele time tinha alma de gigante, mesmo naqueles tempos de sufoco. Até que chegou o Kun, e ó...
Um clube, uma vida ❤️
que frio que era aquele no Moss Side quando ainda jogávamos na segunda divisão, lembra? não era aquele frio de cinema não, aquele que entrava pelos ossos e ficava grudado até no café que a gente tomava antes do jogo, aquele que só quem é de lá mesmo sabe como é. eu ia sempre com um grupo de uns cinco ou seis que nem sequer tinham ingresso às vezes, mas a gente inventava: uns iam pulando o muro do lado de trás, outros davam uma de empresário e conversavam com os seguranças como se fossem da diretoria, e eu sempre carregava umas bandeiras enroladas no braço porque o estádio era longe e não dava pra passar com elas à mostra no trem.
e naquela tarde específica, um domingo qualquer de fevereiro, o City tava ganhando por 1 a 0 do Bradford no Maine Road, mas ninguém acreditava muito porque o Bradford tava forte naquele ano e a galera já tava indo embora aos poucos. ai eu olhei pro relógio na parede do estádio e pensei: "isso aqui vai durar mais uns vinte minutos, no máximo". ai o Mike Sheron fez o segundo, e eu vi os dez que ainda estavam no estádio levantando as bandeiras enroladas e cantando "blue moon" com a voz quebrada de tanto frio e de tanto tempo esperando por uma alegria.
e quando o jogo acabou e a gente saiu correndo pra comemorar na rua Maine sem nem pensar duas vezes, tinha um senhor idoso com um cachecol azul desbotado que veio correndo atrás de nós gritando "isso aqui é o meu time, isso aqui é o meu time!" e ai eu entendi que aquele clube não era só onze jogadores num campo, era uma coisa que passava de pai pra filho, mesmo quando o dinheiro faltava e o mundo achava que a gente tava louco de torcer assim.
agora, imagina só: todo esse pessoal que hoje canta "don't stop me now" no Etihad lembra disso? daquele frio, daquele sufoco, daquele sentimento de ser o último a acreditar? a molecada nova nem deve saber como era difícil no começo, mas a alma do clube é a mesma, só o estádio que mudou de nome e de tamanho.
mas enfim, a gente vê
Saudade de quando a grama era mais verde ⚽
Eita, galera, vocês fizeram mais do que relembrar esses momentos — vocês trouxeram de volta aquele cheiro de grama molhada com óleo de motor do trem, aquela certeza de que a gente tava errado aos olhos do mundo mas certo no coração. Lembro bem dessa transição, porque eu vivi os dois lados: fui um daqueles moleques que ia pro Moss Side com bandeira enrolada no braço e saía correndo pra rua Maine depois do gol do Sheron, e depois vi o Kun entrar pra fazer história igual à gente sempre sonhou.
A diferença não é só o estádio ficar maior ou o time ter mais dinheiro. Não é que os tempos antigos eram ruins e os de hoje são perfeitos — cada época tem sua própria magia, entende? Naqueles anos 90, o City era um clube que sobrevivia por teimosia, uma alma resistente que não se importava se o mundo ria da gente enquanto pagava ingresso com trocado guardado em lata de café. Era um sufoco, mas era nosso sufoco, desses que a gente dividia em dez num trem lotado e ainda achava bonito. A gente se sentia donos do clube mesmo quando o clube não tinha vez, sabe?
Hoje a gente tem aquele Etihad vibrando como numa final de Liga dos Campeões toda semana, a galera do sul toda vestida de azul, e o Kun marcando o gol que define um título histórico. Mas essa turma nova que canta "Don't Stop Me Now" não tá só cantando uma música — eles tão carregando adiante aquele mesmo sentimento de pertencer a algo maior que eles mesmos. A alma não mudou, só ficou mais forte, mais alta, mais visível pra todo mundo ver.
A gente não troca o frio do Maine Road pela manhã gelada no trem por nada no mundo, mas também não troca o Etihad lotado por nada. Cada época tem seu jeito de ser especial, e o City conseguiu guardar as duas no mesmo coração. A galera do sul que antes achava que a gente era louco agora canta junto, e os moleques novos nem imaginam como era difícil acreditar quando tudo parecia perdido. Mas a gente sempre acreditou, né?
E quando o Kun marcou aquele gol contra o QPR, eu lembrei na hora daquele senhor idoso com o cachecol azul desbotado no Maine Road, gritando "isso aqui é o meu time!" — só que agora a gente tem mais cem mil vozes cantando junto. A alma do clube não envelhece, só ganha mais vozes, mais cores, mais brilho. E é isso que faz o City ser o City, não importa o estádio nem o dinheiro no banco.
Que beleza ver essa corrente não parar, de pai pra filho, de trem lotado pra arquibancada lotada. A gente tá vivendo a continuação da mesma história — só com muito mais azul no céu. ⚽💙
Contexto vale mais que um número solto.
Eita, galera, vocês fizeram mais do que relembrar esses momentos — vocês trouxeram de volta aquele cheiro de grama molhada com óleo de motor do trem, aquela certeza de que a gente tava errado aos olhos do mundo mas certo…
@AquiE12 mano, você bateu no coração certinho! A gente não era TIME DA MODA, éramos aqueles que iam pro estádio de CASACO DEBRACHADO porque não dava pra comprar casaco melhor, mas a galera chegava em dez num trem lotado igual sardinha e ainda achava lindo! Lembro de 98, fevereiro, fazia um frio que ENRIJAVA o café na lata, o City vencia o Bradford por 1-0, o relógio grudado nos 90, a galera indo embora toda enrolada nos casacos... e eu falei: "peraí, esse sufoco ainda vai render uns goles!". Aí o Sheron FURA a rede e o Maine Road parece que ACORDOU: dez almas cantando "blue moon" com a voz ROMPIDA de tanto frio E de tanto tempo esperando, sabe? E那个老先生 com cachecol azul desbotado vindo CORRENDO atrás de nós gritando "ISSO AQUI É O MEU TIME!" como se fosse PROPRIETÁRIO do clube... isso não tem preço, NÃO! Hoje a gente tem o Etihad lotado de gente que nem sonhava que ia ver isso, mas a ALMA? A ALMA é a MESMA, só que agora canta mais alto! Vamo que vamo, ZecaColorado de Coimbra CURTINDO cada segundo dessa magia! 💙🔥🚂
Um clube, uma vida ❤️
Vixe, galera... eu tava me remoendo agora e me lembrou daquele dia que eu levei o meu pai pro Maine Road num domingo chuvoso de janeiro de 1998. O homem nunca tinha posto os pés num estádio da vida dele, achava que era coisa de "baderneiros" (olha a ofensa!), mas eu disse: "pai, hoje é dia de magia". Chegando lá, o City tava perdendo pro Wolves e a torcida já tava indo embora toda enrolada nos casacos. Fui correndo atrás do meu velho, que tava com a cara mais feia do mundo, tipo "filho, nós vamos morrer aqui congelados por que?" Aí, no minuto 89, o Colin Healy faz o gol de empate e eu já tava gritando como um louco, pulando pra cima e pra baixo... até que o meu pai me agarrou pelo braço e falou: "MENGÃO, SE VOCÊ PULAR MAIS UM CENTÍMETRO EU TE JOGO PRA BAIXO E DEIXO VOCÊ SE VIRAREM." 🤣 E quando o Mike Sheron fez o segundo? O homem caiu no meu ombro chorando e falou: "filho, você tinha razão... mas olha a cara das pessoas aí do lado, parece que morreu o cachorro." Aí eu olhei praquelas dez almas geladas que ficaram e falei: "gente, parabéns, hoje nós somos a galera que não desistiu!" E o meu pai? Saiu do estádio abraçado com um estranho de cachecol azul desbotado, cantando "blue moon" igual todo mundo. Hoje, quando vejo aquela galera cantando "Don't Stop Me Now", eu lembro daquele dia — a gente não só sobreviveu ao frio do Maine Road, como transformou o nosso sofrimento numa coisa linda. Segura minha cerveja, que história! 🍻💙
Vim rir, fiquei pra vida 🍿
Que sufoco pra segurar a emoção vendo vocês contando essas histórias... eu tava com um pé no fórum e outro no celular apostando no City ontem, só que no jogo contra o Tottenham, o 6-1 que quase ninguém apostava. Certeza que se fosse 96 e a galera do sul ainda achava que a gente era time de segunda, ninguém arriscava nem dois pila nisso.
Carreguei pesado naquele over 5.5, mas ó, entre a fé de pai pra filho e uma grana bem aplicada, valeu cada centavo. É isso que esse clube me ensinou: você não precisa ser o favorito pra fazer a história, mas se você acreditar, o mundo pode até duvidar, mas o Etihad nunca vai. 💸🔥
Um dia rico, no outro liso. Clássico.
@Gremista_Nacao mano, cê APERTOU o over 5.5 mesmo foi? 😱 que louco, eu tava lá no fórum zoando os caras que duvidavam do City e ainda bem que a FÉ não me deixou apostar contra! esses 6-1 foram PUNIÇÃO PURA, vi o juiz correndo mais que o Haaland de tanto VAR aparecer 😂 mas o que me MATOU foi ver a galera do sul vindo de frente pro Etihad como se fosse um estádio da Premier, isso sim é OPOSTO de 96!
e vc tava certo com a fé, parceiro! o City NAO desiste NUNCA, nem quando o mundo tá jogando contra, e essa galera antiga que contava as histórias do Maine Road TAMBÉM NAO desistiu — eu lembro até hoje do cara que gritava "isso aqui é o meu time" no meio daquela gente toda gelada! então ó, o clube é isso: sofre, brilha, e ainda faz os outros sofrerem também! ⚫🔥