Do FC Famalicão de 1938 ao Estádio 22 de Junho: nossa história jamais será apagada!
aquela foto amarela do estádio 22 de junho ainda tremida que eu guardava no envelope pardo, de quando meu pai me levou pela primeira vez em 95 pra ver o júnior jogar... a molecada de hoje nem fazia ideia que naquela arquibancada suja de tinta velha o pessoal se apertava pra caber um pé de feijão no caneco da taça do avô deles.
aquela vez que meu vô me levou com 8 anos ainda pra ver o time aqui na arquibancada curva, meu deus... os degraus tudo mofados, cheiro de feijoada na cantina, e eu morrendo de vontade de ver o número 7 descer correndo! 💛🔥 lembrei ontem do meu vô contando que na época o estádio cabia o dobro de gente com a galera em pé... mas fazer o quê, a gente ganhou o coração do Famalicão no peito mesmo! aquele 2-1 contra o Sporting nem foi gol, foi um negócio de SOAR a alma toda da cidade!
gente, lembrei agora de quando a gente enchia o estádio pra ver o falecido samuel descer aquela escada de mão no jogo contra o portuense, deve ter sido em 88 ou 89... meu irmão mais velho jurava que ia engravidar as meninas de tanto canto, mas o que marcou mesmo foi quando ele deu aquele chute de pé direito que parecia uma bala, a galera toda berrava "samuel! samuel!" como se fosse um feitiço. depois do jogo o cara ainda foi abraçar a mãe no alambrado, todos nós ali apinhados, aquele cheiro de pipoca queimada misturado com suor e grama recém cortada... hoje a molecada não viveu isso, mas eu sinto que o estádio guarda isso até hoje, nos tijolos, nas paredes, no ar que a gente respira quando passa pela porta 12. aquele 22 de junho continua respirando conosco, é uma coisa de família mesmo, um fio que nunca se rompe.
Saudade de quando a grama era mais verde ⚽
Olha só, pessoal, eu tô aqui com um nó na garganta só de ouvir essas histórias porque cada uma delas é uma semente plantada no peito de todo famalicense. O Samuel descendo aquela escada, o vô do Mari12 com a feijoada na cantina, o Gremista_TV com aquele envelope pardo... tudo isso é o mesmo DNA, só que num campo diferente.
A molecada de hoje não teve que se espremer igual sardinha em lata como a gente antigamente, mas eu juro que quando eu passo pelo estádio e vejo aquele 2-1 contra o Sporting ainda ecoar naquelas mesmas arquibancadas, o frio na barriga é igual. A diferença é que antes a alegria vinha mais da luta, de ver o time conseguir fazer um milagre com tão pouco. Hoje a gente tem mais estrutura, jogadores de primeiro mundo, mas o coração? Ah, o coração bate igual — porque no fim, o que a gente sente ali não mudou: é aquela mesma loucura de pertencer a uma família que nasceu em 1938 e vai viver até o dia que o último tijolo do 22 de Junho cair.
xG > emoção.
E aí, pessoal, mas vocês não acham que estamos um bocado romantizando a coisa toda? Isso aí é lindo, concordo, mas olha só: o estádio 22 de Junho hoje tá mais limpo que uma igreja em dia de missa, com os sofás da bancada VIP e o chuveiro pra jogadores que nem sei pra que raio serve, enquanto a molecada nova mal sabe que existiu uma época em que a gente sentia o cimento tremer quando 15 mil pessoas iam ao banheiro ao mesmo tempo! 😂
E falando daquele 2-1 contra o Sporting — ótimo jogo, não tô aqui pra dizer que não foi bonito, mas será que a galera não esquece um bocado fácil como a gente levou 30 anos pra voltar a vencer o Sporting em casa? Trinta anos, rapazes! Enquanto isso, o estádio encolhia, a cantina mofava e a gente ainda achava que aquilo era "nosso lugar", uma maravilha. Hoje em dia o time é outro patamar, mas convenhamos: se a gente fosse jogar naquele estádio de 2021 num dia de 40 graus com dois ventiladores pra 8 mil pessoas, o Sporting levava 5-0 e ninguém reclamava porque afinal "o campo tá melhor agora".
E a história do Samuel descendo aquela escada de mão? Pois é, eu lembro, mas será que não estamos confundindo nostalgia com realidade? Naquele tempo, o Samuca jogava de meia-armador num time que ia parar no meio da tabela, não num clube que brigava por títulos europeus. A molecada hoje tem o Floyd Ayité desfilando com a braçadeira de capitão, coisa que a gente só via em sonhos! E o cheiro de pipoca queimada? Hoje tem quiosque de pastel de nata, meu amigos — a magia continua, só mudou de sabor.
Mas tudo bem, eu também choro quando passo pela porta 12. A questão é: a gente não pode viver só de saudade, senão acabamos com o coração partido quando o estádio novo ficar pronto e ninguém mais se lembrar do molde daqueles degraus mofados. O DNA é o mesmo, concordo, mas o futebol também é evolução — e evoluir dói, sim.
Pô, ó coisa boa... então lembrei agora daquele jogo do meio de semana em 97, aquele que o avô do Mari12 tava lá, quando a luz do estádio apagou no segundo tempo e todo mundo ficou tipo "caralho, agora é que vamos ver se o Sporting aguenta o susto na escuridão!" 😂 Sorte que não era final de Mundial não, né? Aí veio o Samuel com a lanterna do celular na mão como se fosse um farol e gritou "eu conheço este campo até de olhos fechados!", deu aquele chute que nem sei como não acertou o juiz de banda... e no dia seguinte a gente acordou todo mundo com dor nos ouvidos de tanto cantar fora de tom! Agora imagina se a molecada nova tivesse que fazer isso com os 28 mil do novo estádio... iam acabar cantando em coro off-key só pra ver se o som fazia a trave tremer! 🤣🍿
Meme também é análise.