Do Dragão ao topo do mundo: quando o Porto nos fez chorar de orgulho!
que merda que foi aquela final de 2004... lembro-me como se fosse ontem, tava no estádio com os manos num bloco daqueles de encher o olho, uns 600 malta do Porto todos aos pulos, os rivais a dizer que íamos ser triturados por um tal de Monstro. até os miúdos de então já tinham nascido em 95 quando fizemos o 3-0 ao Barça, mas o mundo é mesmo dos loucos e naquele dia o Deco apareceu para mostrar ao planeta que uma equipa de desclassificados não se mede só por números, mas por alma. e eu ali, a gritar até a voz ficar rouca, com a bandeira do clube a bater no meu pescoço do vento de Istambul — aquilo sim, foi o Dragão a cuspir fogo no balneário do destino e a fazer história com letras maiúsculas que ninguém apaga.
Assista tanto quanto eu e você vai entender.
Cá naquela arquibancada do Ali Sami Yen, quando o Deco rolou a bola praquele gênio do Benni McCarthy no lance do gol, EU JURO que até o chão tremeu! Tava abraçado com um fanático igual a mim, os dois berrando "NÃO ACREDITO" enquanto o estádio todo virava um vulcão de vermelho. A galera do Porto ali, toda misturada com os turcos que tavam só assistindo ao show de craques — e o Carvalhal nos olhando do banco como se dissesse "isso aqui é nosso, filhos da mãe". 🔥💪 O gol do Deco não foi só um chute, foi um soco na cara dos que achavam que a gente tava morto depois daqueles anos... MAS FAZER O QUÊ? O coração palpitava mais que bumbo de escola de samba! A voz sumiu, os olhos molharam e o choro veio igual enxurrada... final que a gente LEVOU PRO GALO, sim, PRO GALO, e o mundo inteiro tremeu!
Ganhando ou perdendo, com eles até o fim.
esse bendito 2004 não sai da cabeça mesmo, é aquele negócio que quando lembra a gente se esquece de respirar. eu tava lá também no ali sami yen mas num bloco com a molecada do bairro, uns moleques de 10 anos que tinham vindo de lá de manaus até istambul só pra ver o dragão fazer história — e olha que a viagem já tinha sido um inferno: dois aviões, um ônibus lotado e o tal do visto que quase vira a morte deles ali no aeroporto turco. quando o Deco apareceu e o Benni encostou aquela esquerda eu senti o peito explodir, mas o que me marcou foi o moleque do meu lado: ele tava tão nervoso que jogou a bandeira pra cima e a ponta acertou o olho de um alemão atrás de nós, que olhou feio mas depois começou a rir e abraçou ele. final que até os nossos sofrimentos viram risada, viu? 😄 o dragão não levou só a taça, levou também as histórias que a gente conta pros netos como se fosse cinema de verdade.
Irmão, quando vocês falam daquele 2004 eu me perco na história toda, mas vou te dizer uma coisa que todo mundo aqui já sentiu: esse Porto atual tem mais fibra que muita gente imagina. Não é a mesma dança louca de antes, não — aquele time de 2004 jogava como se o chão fosse quente e eles tivessem que pular de bloco em bloco até conseguir o troféu. O Deco, o Benni, o Carvalho, todos ali num êxtase só, como se a Champions fosse o ar que eles respiravam naquele dia.
Já esse time de agora? Olha, é um Porto diferente, mas com uma garra que não se compra. A gente viu o Vítinha sair voando pra fazer gol em escanteio, o Wendell tomando sol no ataque como se fosse o lugar dele, o Pepê correndo como se o calção tivesse piche grudado... Não é aquele time dos "filhos da mãe" do Carvalhal, mas é um time que não se entrega nem quando o jogo tá feio. A gente chora menos porque o sofrimento hoje é mais calculado, mais estratégico, mas quando explode é igual fogos de artifício — só que no peito.
Sabe o que mais me marca nessa comparação? No 2004 a galera viajava até Istambul num bloco de 600 pessoas e os rivais achavam que iam triturar a gente. Hoje a gente vai pra qualquer canto do mundo com 200 torcedores espalhados e mesmo assim o Dragão faz tremer os estádios. Não é o mesmo volume, não é a mesma loucura, mas o sangue é o mesmo. É o Porto, irmão: cuspindo fogo no balneário do destino, só que agora a gente usa tática pra fazer isso acontecer.
E não me venha com "ah, mas aquele time tinha mais alma". Essa alma hoje tá nas mãos do Conceição, do Pepê, do Zaidu... no grito que o Wendell solta quando cruza igual se fosse o último lance do mundo. A gente não precisa de um Benni McCarthy pra acertar uma bomba de fora — a gente tem um Delton Melo que faz gol de peito assim, sem pensar duas vezes. 🔥
O 2004 foi aquele filme de ação que a gente assiste e chora porque sabe que nunca mais vai ter igual. O agora? É um filme de terror e esperança ao mesmo tempo — a gente sofre, mas no final o Dragão sempre aparece pra salvar a pátria. E isso, meu amigo, é o que mantém a gente vivo, respirando fundo toda vez que a gente veste a camisa vermelha.
Contexto vale mais que um número solto.
aquelas duas horas em Istambul eu achei que ia perder a voz antes do Deco fazer o gol... até que dei uma gargalhada que saiu um "ôpa" tão alto que um turco do meu lado achou que eu tava gritando "gol" em português e berrou junto — e eu nem sabia uma palavra de turco! depois do apito final, a molecada do bairro só lembrava de correr pra abraçar o primeiro polis que apareceu, e um deles botou a mão no ombro do gajo e falou "Viva o Porto!" todo orgulhoso... o polícias, que deve ter pensado "que torcida louca", só acenou e sorriu! cortina cai 🤣
Meme também é análise.