Da Academia ao Dragão: como o Porto nos ensinou a sonhar com os pés no chão e o coração…
ah, rapaziada, eu me lembro daquele dia 24 de novembro de 2010 como se fosse ontem, tava eu no bar do zé com mais uns malucos do esquadrão azul e branco, gelada na mão, pizza de atum que nem doía pagar, porque o time tava lá no high dos bons — ai o juiz apitou pra começar o jogo contra o tel-avid no dragão e a gente já tava de pé igual manda-chuva. mas enfim, a gente vê
Já vi de tudo, pessoal.
EU TINHA SÓ 12 ANOS NAQUELE DIA, mas o jeito que o Hulk levantou aqueles 150 quilos foi tipo um chute na cara do destino... Gente, eu gritei tão alto que até a vizinha do prédio do lado veio xingar! 😭⚽ É só botar o pé no campo que o Porto já traz magia de roldão... Quando aquele monstro bateu e a redes tremeu, EU VOEI DA SOFÁ DIRETO PRA JANELA PULANDO QUE PARECIA O CARA DO VÍDEO DO FACEBOOK!!! E nem era pra ter ganhado aquele jogo, mas o time jogou como se o Dragão tivesse cuspido lava nas costas dos caras... VOCÊS LEMBRAM DAQUELE SORRISO DO HULK NO INTERVALO? EU VI NO BAR DO ZÉ PELA TV, ele tava MASSACRANDO TODO MUNDO igual a gente faz com o arroz com feijão lá no lar... AQUELE DIA FEZ A GENTE ENTENDER: quando o Porto entra em campo, o impossível some e só fica o sonho azul-e-branco no ar... ☁️💙⚪ CADA GOL DESSE É UMA AULA DE COMO FAZER O CORAÇÃO BATER MAIS RÁPIDO QUE UM ADRENALINADO NO MARACANÃ...
Coração com o time, cabeça em pausa.
cês lembra daqueles dias em que a gente ainda ia pro estádio de pé o tempo todo, sem poltrona numerada pra atrapalhar os abraços de comemoração? foi numa tarde qualquer no dragão, ano sei lá, uns 2009, que o Hulk ainda tava magro demais pra ser aquele monstro, mas já botava medo só de olhar — a torcida toda cantando "eu sou o Hulk, estou aqui" como se fosse hino nacional de tanto que o povo repetia. acho que foi contra o sporting, não me lembro bem o placar, mas lembro do jeito que ele cortou dois zagueiros como se fosse um brinde e bateu de primeira: a galera explodiu, as bandeiras voaram, e eu juro que senti aquele baque no peito como se fosse a primeira vez que o dragão levantou do chão e respirou fundo.
naquele dia, aliás, teve um moleque na arquibancada que subiu no corrimão igual a um índio em cima do cavalo e gritou até perder a voz — a mãe dele tava lá atrás xingando mais que o cara da arbitragem, mas o grin era do tamanho de um campo. depois do gol, o portuga inteiro se abraçou sem saber direito quem tava do lado, todo mundo suando cerveja e lágrima misturada, e eu pensei: nossa, o portuhn é assim mesmo, mistura dor com gozo que só quem já levou uma bicicleta no joelho na pelada de domingo entende.
e o Hulk, coitado, sorria daquele jeito besta, como se soubesse que tava escrevendo história sem precisar de caneta. hoje a gente olha pra foto daquele dia e nem lembra do resto do jogo, só do choro e do grito — igualzinho quando o Hulk acertou aquela bomba contra o barça em 2011, que a gente tava todo mundo em casa vendo, mas o cheiro da pipoca queimada e o grito do narrador da rádio ainda cheira a aventura. a academia pode ensinar futebol, o dragão ensina alma — e isso, meu amigo, não tem estatística que conte.
Saudade de quando a grama era mais verde ⚽
Bah, olhem para esta sala cheia de memórias e vejam só como o tempo prega as suas peças... Porque afinal, aquele Porto de 2010/2011 tinha qualquer coisa que a gente sente falta hoje em dia, e não adianta a gente tentar embrulhar isso em palavras bonitas que não cheiram à verdade.
Aqueles rapazes viviam num misto de crença inabalável e desleixo calculado — tipo quando a gente ia pro estádio com a camisa toda amassada dentro do saco porque o ferro de engomar da mãe não funcionava direito. Hulk, Falcao, Otamendi, Mangala... cada um trazia uma magia que não vinha de manual de treinamento nenhum. Era aquela raiva boa de quem sabe que está a um passo do precipício mas resolve dar o salto mesmo assim. E o mais louco é que dava certo! Você lembra daquele gol do Falcao contra o Sevilha nas oitavas da Champions? Aquele que pareceu um chute de fora da área mas o juiz nem piscou duas vezes? Era tipo quando o seu avô conta a mesma história da guerra de novo, mas você ri igualzinho porque sabe que aquilo é puro ouro.
Hoje a gente tem um time que joga no automático, com passes milimétricos e transições que até o video game da EA Sports teria orgulho. Não vou mentir — é bonito de ver, principalmente quando o Galeno acerta aquele lançamento que parece uma faca cortando o meio-campo. Mas cadê a alma que fazia o Dragão tremer na base quando a galera cantava sem microfone? Onde está aquela loucura em que um moleque de doze anos voa do sofá porque viu um homem de 120 quilos levantar duas paredes antes de estourar a rede? Não que o atual seja ruim, não — mas comparação nenhuma segura a vela ao lado do brilho daquele farol azul-e-branco.
O Hulk daquele dia não era só um jogador; ele era um conto de fadas em chuteiras. Quando o Hulk de 2011 acertou aquele canhão contra o Barça, foi como se o mundo todo respirasse fundo e lembrasse: "Ah, é por isso que a gente geme de amor pelo Porto." Hoje a gente tem jogadores que ganham com a cabeça, o que é admirável, mas às vezes falta aquele toque de loucura que faz a gente sair correndo para abraçar o desconhecido na fila do bar.
E olha, não é saudosismo doente não. Eu também curto ver o Wendell arriscar aquele drible por linha lateral que mais parece um artista de circo ou o Pepê fazendo a defesa inteira do adversário dançar em câmera lenta. Mas o negócio é que antes o Porto tinha o costume de transformar o impossível em banal — tipo quando a gente ia pra ribalta comprar pão e voltava com meia dúzia de saquinhos extras só porque o Piódão anunciou que tava vendendo mais barato. Hoje a gente torce pra não tomar gol e comemora como se tivesse ganhado a Libertadores. Não é pouca coisa, heim? Mas é diferente.
Então é isso: o atual Porto tem classe, tem qualidade, tem tudo para ser grande. Mas aquele time? Aquele time tinha o que nenhum outro consegue copiar: a capacidade de nos fazer acreditar que, no fim do túnel de más notícias do futebol português, sempre vai ter um Hulk levantando aquelas pernas como se fosse levantar o mundo todo junto. E isso, meus amigos, não tem preço nem estatística que consiga explicar.
Conte primeiro, discuta depois.
eita, mas que delírio de lembrança, gente! 😱💙⚪ Cês lembram daquele cheiro de café com torrada que subia do bar do Zé todo santo dia daqueles jogos? sempre vinha misturado com aquele perfume de grama molhada que a gente respirava antes de entrar no Dragão — mas naquele dia especificamente, nóis tava todos grudados naquelas tvzinhazinhas de tubo porque o sinal da tv tava mais cortado que o time do rival no mercado.
Ai o Hulk acertou aquele petardo no cantinho do Marc-André ter Stegen, e foi tanto gritão que o cara do som do estádio nem precisou anunciar — a galera já tava de pé igual a gente quando o juiz apitava pênalti no Maracanã! e não é que o monstro ainda fez o segundo logo depois? dois gols, dois milagres, duas vezes a gente se abraçando com qualquer desconhecido como se fosse irmão de sangue! 🔥
hoje a gente ainda sente falta daquele cheiro de vitória que não tinha nada a ver com sabonete de máquina nova — era cheiro de suor, de cerveja derramada no chão, de camiseta rasgada de tanto puxar pra cima... e daqueles beijos na bandeira que a gente dava quando ela tremia tanto que dava até medo de cair. não é saudadezinha besta não, é memória de gente que viveu o azul-e-branco de verdade!
Ganhando ou perdendo, com eles até o fim.
que diabo é esse negócio de "a gente sente falta" como se fosse coisa de museu, ó galera? ontem mesmo eu tava no café do costume com o manel do verdureiro e o rapaz veio correndo com a camisola do Hulk toda amarrotada na mão — "olha aqui, papai, achei no lixo da faculdade, posso ir pro jogo com ela?" — e eu olhei praquele pano azul-e-branco todo desbotado, cheio de marcas de caneta e rasgado na gola, e pensei: ainda bem que não preciso de relíquia pra sentir o Dragão respirar. aquele monte de tecido sujo é mais forte que qualquer estatística de posse ou finalização porque ainda tem o cheiro do medo que o Hulk metia no time adversário.
e falando em ontem, ontem mesmo eu vi o garotão da loja de conveniência escrever "Hulk 2011" no braço com caneta permanente — não era pra tatuagem não, era pra ele não esquecer de puxar as mangas pra cima quando fizesse o sinal da cruz antes do apito. isso sim é escola antiga, meu povo: quando um garoto marca o nome do monstro na pele pra não se atrapalhar no meio da euforia, ali não tem análise que pegue. o Hulk não acertou aquela bomba contra o Barça porque o cérebro dele calculou ângulo e força — ele acertou porque o Dragão tava tão lotado de sonhos amassados que qualquer chute dele já nascia com dois metros de altitude antes mesmo de sair do pé.
eu me lembro de um causo que ninguém aqui contou ainda: foi num dia de chuva fina no estádio, ano sei lá, 2008, o Hulk ainda magricela mas já com aquele olhar de quem comeu o adversário no café da manhã. a galera cantava "ohhh, ohhh, Hulk, Hulk" e o coitado só fazia careta, igual criança que não gosta de ser chamada atenção. até que num contra-ataque besta o Falcao tocou pra ele, dois zagueiros fecharam, e o homem simplesmente se jogou no gramado molhado feito um boneco de pano, rolou, se levantou, chutou e mandou a bola no ângulo de forma que até hoje o Marc-André ter Stegen deve sonhar com aquilo. depois disso, a mãe do Hulk ligou pro pai dele toda orgulhosa — "ó pai, o nosso miúdo já tá famoso!" — e o homem só respondeu: "bom, agora ele pode pagar a prestação do carro."
então, meus amigos, o negócio não é sentir falta — é entender que aquele tempo todo o Porto nos ensinou uma coisa de valor incalculável: futebol se joga com os pés, mas a magia nasce é na alma que a gente nem sabia que tinha. o gol do Hulk contra o Barça não foi um lance bonito porque a bola entrou — foi bonito porque naquele segundo todo o azul-e-branco do mundo tremeu junto, e isso não tem gráfico, não tem xG, não tem tabela que explique. aquele dia a gente não só viu um gol, a gente viveu um conto de fadas dentro do campo, com direito a dragão, herói, vilão e final feliz — e o melhor: tudo de graça, sem ingresso caro nem pacote premium.
mas enfim, a gente vê
Saudade de quando a grama era mais verde ⚽
Cês tão aí, malta? 🤣 então me contam uma coisa: qual é a primeira coisa que vocês fazem quando acordam num dia de jogo importante? eu, por exemplo, abro os olhos, vejo o calendário pendurado na parede, e já penso: "hoje não é domingo, é dia de torcida!" — mas até aí, normal, né?
lembrei agora dum causo hilário do Hulk em 2011, não sei se cês sabem, mas o monstro tinha um ritual antes de entrar em campo: ele chegava no vestiário, colocava o short igualzinho ao do treinador, fazia careta pra câmera e gritava "vamos comer eles!" — mas o engraçado é que, depois do gol contra o Barça, o coitado tava tão exausto que foi direto pro chuveiro, esqueceu de calçar os chuteiros novos e saiu correndo pro microfone da entrevista ainda com os pés pelados! o repórter do canal fechou a cara, olhou pro pé dele e falou: "Hulk, tu vais pra casa ou vais pra prisão?" — e o Hulk, sereno igual um sábio, respondeu: "eu vou pro bar do Zé, ué!" 🍿⚽
e olha, pessoal, esse time não só ensinou a gente a sonhar com os pés no chão — ele ensinou até a cair direito! porque no fim das contas, o que importa mesmo é aquele cheiro de vitória misturado com cerveja derramada, o abraço apertado com estranho qualquer, e a certeza de que, enquanto houver Dragão no peito, não tem estatística que consiga apagar a magia azul-e-branca. ótimo, continuem!
Meme também é análise.