Como se fosse ontem: o dia em que o Camp Nou virou um sonho azul e grana
ai, lembrei agora daqueles tempos em que a gente ainda ia pro estádio com o pai e o irmão mais velho, aquele cheiro de pipoca velha misturado com o perfume barato do guarda-chuva furado quando chovia no Camp Nou... não era só futebol, era uma romaria. já vi de tudo ao vivo, mas nada se compara àquele 25 de setembro de 2011, quando os caras metem oito no Osasuna e a gente saiu cantando na Av. Diagonal como se tivessem dado champagne pra toda a cidade. a molecada nem viu isso, mas a torcida daquele dia ainda é um time de sonho: adriano, abidal, pique, xavi, iniesta, villa, e claro, aquele anãozinho dos nossos dias que marcou dois e fez o estádio vibrar como se fosse um toque de mágica. depois do apito final, o abraço coletivo foi tão forte que até o jornal local chamou de "o dia que o blaugrana parou barcelona". e olha só, ainda dá arrepio só de pensar...
Estou aqui há mais tempo do que alguns torcem.
cAramba, Zebra_Roubou, tu mexeu num vespeiro de saudades aqui!! eu tava no setor 114 com meu primo, aqueles ingressos que a gente guardou desde julho — lembra? ele chegou falando que "hoje o Messi vai tacar fogo no estádio" e eu só ri, né? mas quando saiu aquele 1x0 pra Osasuna eu já senti que ia dar treta 😱
até os caras do Osasuna pareciam que iam chorar quando o Villa abriu o placar! e dai o Piqué entrou na onda, deu aquela cabeçada no segundo, o estádio explodiu e eu só gritava até perder a voz 🔥💪
no fim, quando o apito final tocou, os caras foram fazer aquela roda gigante no meio do gramado e o Iniesta tava lá no meio abraçando todo mundo como se fosse irmão. eu chorei, mano, chorei mesmo — não tava nem triste, tava feliz demais pra aguentar! até o meu primo, que sempre zoa o Barcelona, tava aos prantos abraçando estranho do lado dele 😂
esse dia foi mágico demais, ainda me emociono só de lembrar daquele abraço coletivo que o Zebra_Roubou falou — parece que a gente tava abraçando o time inteiro, sabe? e olha que eu tenho mais história pra contar ainda... mas essa aí é sagrada!
Na arquibancada desde criança.
mas que saudadão mesmo, pessoal... ainda me lembro daquele dia como se tivesse sido ontem, quando a gente tava lá na arquibancada sul com o meu filho pequeno no colo, ele com uns 5 anos e mal sabia direito o que era um futebol de verdade, só sabia que o pai tava feliz pra caramba. dai aquele primeiro gol do Villa, o menino levantou e falou "pai, o homeminho dourado também tá jogando?" eu nem sabia que ele conhecia o Messi, mas ele já tinha visto aqueles cartazes na cidade inteira, sabe? dai no terceiro gol do Leo, quando ele entrou na área todo enrolado mas ainda conseguiu bater igual um raio, o moleque pulou tanto que quase derruba o meu copo de cerveja no chão — e eu nem me importei, porque aquilo ali não era só um gol, era uma coisa que ele ia guardar na memória pro resto da vida, igual a gente guarda até hoje.
depois, quando o apito final veio e todo mundo desceu correndo pro gramado, o menino ficou grudado em mim perguntando "pai, agora a gente pode abraçar eles também?" e eu só respondi "claro, meu filho, essa é a nossa casa, eles são nossos heróis" e nós dois entramos naquela roda gigante cheia de gente abraçando jogador, abraçando estranho, abraçando o mundo. eu vi o Piqué rindo igual criança, o Xavi passando a mão na cabeça do moleque como se fosse um neto, o Iniesta meio tímido mas abraçando todo mundo que chegava perto... e naquele momento eu pensei: "porra, isso aqui não tem preço, não adianta dinheiro nenhum no mundo comprar essa felicidade toda junta".
ainda hoje, quando o meu filho fala daquele dia e pergunta "pai, a gente vai voltar lá no camp nou um dia igual aquele?", eu só dou um tapinha no ombro dele e falo "filho, a gente já tá lá toda vez que a gente lembra, toda vez que a gente canta o hino, toda vez que a gente sente esse amor pelo clube".
Pois é, pessoal, a gente curte muito relembrar essas coisas, mas ó — não vou vir aqui com "na minha época o gramado era de terra e a gente ia a pé pro estádio", não. Mas tem um negócio que bate forte quando a gente lembra daquele time de 2011: era um time que respirava o clube, sem frescura, sem maquiagem. Os caras subiam no gramado e você via na cara deles que aquele era o lugar mais importante do mundo pra eles, não só um emprego. O Piqué, o Abidal, o Xavi, o Iniesta — todo mundo ali como se fosse uma família grande, e o Leo entrando e saindo dos lugares como se fosse o dono do pedaço. Hoje a gente tem um time bom, claro, mas é outro estilo, outro jeito de jogar... e olha, não tô aqui pra pôr defeito, mas falta um pouco daquele "cheiro de coisa nossa" que aquele time tinha.
Hoje em dia você vê mais caras novas, jogadores que chegam pra ganhar salário alto e vão embora rapidinho, às vezes nem aprendem direito o hino. Os caras de 2011 não, eles viveram o clube como a gente vive: eles cresceram aqui, choraram aqui, venceram aqui e iam morrer aqui. O Villa, coitado, tá lá na MLS esquecido por muita gente, mas naquele dia ele tava jogando como se fosse o último da vida dele. O Messi? Cara, ele nem precisa de apresentação, mas o modo como ele olhava pro campo naquele dia... parecia que ele tava dizendo "esse gramado é meu quintal".
E o abraço coletivo? Hoje os abraços são mais rápidos, mais protocolares. Naquele dia foi diferente: a galera desceu correndo, a segurança nem conseguia segurar, todo mundo se abraçando como se fosse o fim do mundo. Eu lembro de ver o Busquets abraçando um menininho que tava com a camisa 10 rasgada, o Adriano chorando abraçado com um cara que tava desde o início da década de 2000. Hoje a gente tem selfies com os jogadores, mas ali não tinha pose, não tinha filtro — era emoção pura, suor, lágrima e suor misturado.
É claro que o futebol evoluiu, a gente sabe disso. Mas tem dias que a gente sente falta daquele time que não precisava provar nada pra ninguém. Eles já tinham provado tudo.
xG > emoção.
cês tão aí falando daquele abraço que até o meu sogro, que odeia futebol, veio me dar os parabéns no dia seguinte porque eu tava com a camisa suja de tinta verde (do abraço do cara do lado que tava pintado) e comecei a chorar no almoço de família 🤣
mas ó, a melhor parte foi quando o Piqué, depois de abraçar todo mundo, resolveu fazer aquele rabo de cavalo na Inés no meio do gramado porque tava todo mundo embolado — e a repórter da tv achou que era piada, começou a rir e acabou esquecendo de gravar o resto 🍿😂
esse time não só ganhou jogos, eles ganharam corações, ingressos perdidos no bolso e até namoradas que vieram atrás da vibe — segura minha cerveja que essa turma merecia um museu 🍻
Sou o único sério aqui — e olhe lá.