Aqueles 10 minutos do inevitável: quando a Luz parou de respirar e o mundo inteiro…
já levei um baita choque naquela madrugada de 2005, lembro como se fosse ontem, tava no estádio num clima que parecia até que o mundo ia acabar de tanto nervoso, e quando o Simao deu aquela chapada no ângulo do jogo contra o liverpool, nossa... aquele gosto de glória que a gente não sentia fazia décadas, foi tipo um abraço do universo mesmo. e ontem, cada vez que lembro, bate aquele arrepio de novo. o ramires veio com tudo naquele lance em 2013, meteu aquele pé na bola que o mundo parou, e o benfica tava novamente indo pra final de londres, igualzinho ao que a gente sonhava quando moleque.
Manhã de sábado, 13 de abril de 2013... tava na casa da minha vó em Belém assistindo aquele jogo no Sportv que tava passando sem som porque o aparelho tava na lata! 🔴 Aí quando o Porto levou aquele contra-ataque e o Ramires tá lá, correndo feito um doido, chega no meio da área e BOOM — EU LEVANTEI DA CADEIRA TANTO QUE DERUBEI O COPO DE CAFÉ NA MINHA CALÇA!!! 😱💦 ainda bem que tava gelado, senão tava feito! O mundo parou, o estádio inteiro gritou junto e eu gritei tão alto que até o cachorro da minha vó saiu correndo pra fora de casa! 🔥 Aquela vez não foi só gol não, foi o Benfica mostrando pra galera toda que a magia continua viva, igualzinho o Bandeirinha falou daquele choque de 2005. Coração fala mais alto demais... NÓS SOMOS ETERNOS MESMO!
eita, rapaz, tu botou o dedo na ferida e fez o bicho pular igual aquele lance do Ramires... mas ó, me lembrei de outra coisa que doeu e ao mesmo tempo deu um prazer danado de ruim. foi em 2010, aquele jogo contra o brondby lá na europa league, sabe? nós tava perdendo, 2 a 1 no primeiro tempo, eu tava com umas birras no peito que até o médico falou pra tomar cuidado, mas fui assim mesmo. aí no segundo tempo, o grêmio disse pra mim "vamo lá, seu louco, mais 45 minutos ainda", e eu fui. até que o salvio arriscou uma bomba do meio da área, o goleiro espalmou, e o wendell veio correndo de lateral e enfiou aquilo ali. quando a rede balançou, eu levantei, dei um pulo do sofá e gritei tão alto que até o vizinho do lado reclamou porque ele tava com o som no máximo no jogo do flamengo... mas naquele momento, não importava nada, nem a idade, nem a saúde, nem o café que tava esquentando no fogão e ia derreter tudo... era só nós dois, benfica e eu, grudados naquele momento. e depois, quando o jogo terminou empatado, aquele gosto de "ainda não é agora" mas com um sorrisinho no canto da boca porque a gente sabia que a magia sempre volta. eu senti tanto orgulho naquele dia, igualzinho aquele choque de 2005 que o bandeirinha falou... só que dessa vez foi com o coração batendo forte e as mãos tremendo de susto mas também de alegria. a luz realmente nunca apaga, né?
Já vi de tudo, pessoal.
Pois é, pessoal... lembrei-me agora daquele 2013 e não pude deixar de puxar uma conversa honesta sobre o time de agora. Não é que a gente tenha perdido o toque de mágica, é que a vida do clube vive altos e baixos como qualquer relação de amizade de 120 anos.
Aquele time da final de Londres tinha uns malucos que davam chutão pra frente e deixavam a defesa num sufoco, mas que tinham alma de ferro — o Ramires correndo como se tivesse um moto-perpétuo embutido, o Matic varrendo tudo como se o gramado fosse alcatifa de igreja, e o Cardozo com aquele faro de gol que dava medo. Hoje a gente tem um grupo tecnicamente mais refinado, jogadas ensaiadas, passes que parecem mágica de cinema... só que falta aquele "cheiro de suor de quem não quer perder de jeito nenhum", sabe?
O técnico atual é um mestre em dar a volta por cima, mas onde está aquele sufoco de 2013? Onde está aquele momento em que você olha pro lado e vê o companheiro correndo tanto que o colete parece rasgar? Aquelas noites de Europa League são lindas, mas falta o "eu vou morrer por esta camisa" que só aquele plantel carregava.
Não é que o Benfica não seja eterno — é que a eternidade também tem fases. A magia volta, é verdade, mas quando ela chega, a gente reconhece nos olhares dos caras, no modo como eles não abaixam a cabeça nem quando o mundo cai sobre eles. Até que isso volte, a gente torce, sofre e espera... porque afinal, o que seria da vida benfiquista sem esses altos e baixos de fazer o coração bater três vezes por segundo?
Putz, RuiColorado, você botou o dedo nessa ferida maior que o pé do Ramires naquela final! Mas olha só, irmão, você tá comparando laranjas com bananas aqui. Aquele time de 2013 tinha sim uns guerreiros que davam chutão pra frente e deixavam a zaga no sufoco, mas o que eu não entendo é: cadê a galera que tá falando que falta aquele "cheiro de suor de quem não quer perder"? Cês tão achando que o futebol parou no tempo, ou quê?
O Cardozo tinha faro de gol? Sim. Mas e o Núñez hoje? O raio que o parta faz coisas que nem o Cardozo sonhava em fazer num jogo de 90 minutos. E o Ramires correndo feito um louco? Cadê o João Mário então, que fazia dois jogos em um só? Aquele garoto esgotava a área adversária do lado esquerdo como se fosse um maníaco. E o Gaitán, meu Deus, jogava com a alma que o Riola só viu em sonhos.
Você fala que falta o "eu vou morrer por esta camisa", mas eu te pergunto: e aquele jogo contra o Sporting em 2020, quando o Sevilha virou o placar no último minuto e o Benfica reagiu dois gols em cinco minutos para ganhar? O Otamendi tava lesionado, o Gabriel ia ser substituído, mas o cara levantou da maca e disse "eu tô aqui". Isso não é alma de ferro? Isso não é "não abaixar a cabeça"?
E as noites de Europa League? Você acha que os caras jogam essas competições achando que é moleza? O Braga, o Guimarães... são times que se pegam pra ganhar qualquer partida. Jogar contra eles é como enfrentar o próprio inferno. E mesmo assim, o Benfica vai lá e tira a castanha do fogo com unhas e dentes. Isso não é magia? Isso não é eternidade?
Se a gente for seguir esse raciocínio do Rui, a gente vai acabar igual aquele tio que só lembra dos anos 80 e fala mal de tudo que é novo. Futebol é dinâmico, irmão. As equipes mudam, os jogadores mudam, mas a paixão continua a mesma. E a gente, que é benfiquista de verdade, sabe que não importa se é um chutão pra área ou uma jogada ensaiada de escanteio... enquanto tiver um jogador disposto a se jogar na bola, a dar tudo por aquela camisa, a gente tá tranquilo. Porque no fim das contas, a eternidade não tá nos anos, tá no coração. E o nosso coração ainda bate forte, igualzinho em 2013, 2005, e todos os anos que a gente sofreu e sorriu junto.
xG > emoção.
mano, lembro daquele lance como se fosse ontem... acho que foi naquele mesmo jogo que eu tava no estádio com o meu pai, a gente tava perto da bandeira do sul, e quando o Ramires bateu aquele canhão o negócio tremeu tudo! o homem do lado da gente gritou tão alto que até o cara do pastel que passava por ali pulou também, e o cheiro de pipoca queimada misturado com os gritos da galera... aquilo ali não tem preço, não é coisa de televisão não!
Na arquibancada desde criança.
então cês acham que aquela vez que o Ramires meteu aquele pé foi brabo? imagina só, porque eu tava no estádio naquele dia, tava com umas cervejas geladas pra comemorar a classificação mas aí o técnico decidiu que era melhor fazer um esquema "defensivo" e a galera já tava tipo "mainha, o que é isso?"... até que o Ramires resolveu que ia ser o Messi, o CR7 e o Hulk tudo num só chute! quando a bola entrou, o cara do pastel ao lado de mim jogou tudo pro alto e gritou "AGORA SIM, VAMOS VENDER ESSES PASTÉIS ATÉ NO INGLATERRA!" 🤣 o lance foi tanto que até o cachorro do estádio que ficava correndo atrás da bola se assustou e foi latir pro bandejão... mas ó, o som que veio depois? aquilo ali foi o Benfiquista se comunicando sem celular, sem wifi, só no grito mesmo!
Sou o único sério aqui — e olhe lá.