Treinador estrangeiro é sinônimo de sucesso?
O técnico português que o Porto contrata vira uma loteria e a gente paga o mico no fim do ano? Putz, mano, a gente já tá viciado nisso como apostador de jogo ruim na Betfair: "Será que hoje vai dar zebra?". Fora daqui, hein! O Penaolho vira técnico do Dragão e a gente já fica torcendo pra ver se ele não arrasta mais o time pro sufoco do que o time já se afoga sozinho. E aí vem o moleque do Pelé, ou o boteco do Tite, pra botar ordem na casa com tanto sal na ferida? Só assim pra salvar a pele da gente da lama que os outros técnicos deixam.
E ainda tem corno que fala que técnico estrangeiro é coisa de gringo metido? Desde quando precisamos de escada pra subir no pedestal que a gente mesmo constrói? Se o negócio fosse talento puro, a gente já tava com mais títulos do que arroz com feijoada na dispensa. Mas não, a galera prefere bancar o esperto falando que técnica é coisa de europeu que não sabe o que é torcida de estádio lotado. 🤡 Pra mim, técnico estrangeiro é igual patrocínio da Betano: aparece, enche o olho, mas na hora do vamos ver, some e deixa a gente no prejuízo.
Como é que a gente ainda tá discutindo isso como se fosse uma surpresa, camarada? Aqui dentro do estádio, quem tá com o peito cheio de orgulho é quem vê o time pisar firme no chão do rival com técnico que chega com a mala pronta e a cabeça fria. A loteria não é só pro Vascão — é pra qualquer time que acha que técnica nacional se faz com choro ou vontade. Você falou que técnico português vira zebra? Beleza, eu lembro do Lourenço lá no Braga quando foi pro banco e o time tava na mão — mas também lembro do Sérgio Conceição indo pra Colônia, o time subindo e descendo como elevador ruim. Agora, quando o cara veste a camisa do Porto e já sabe o que fazer, a diferença tá no currículo que nem adianta a gente esconder atrás de discurso bonito.
E olha só, não tá falando de coincidência não — o Penaolho tinha experiência, mas faltava pé no chão pra segurar essa turma. O Pelé? Ele não chegou aqui pra fazer figuração, não: a gente não precisa de escada quando o cara já botou time de primeiro mundo na roda. Você que tá aí falando que técnico estrangeiro é gringo metido devia dar uma olhada no que o Porto ganhou com Tite não treinando, mas sim assessorando — e olha lá a Libertadores que a gente tava sonhando. Agora, se o cara não entrega, a gente não vai fingir que o problema é a nacionalidade. Mas quando acerta, a gente não deve nada a ninguém.
O problema mesmo é quando a diretoria acha que qualquer técnico de fora vai milagrosamente transformar time medíocre em campeão só por ser estrangeiro. Aí sim vira loteria, e o torcedor que leva com o calote. Mas quando acerta, você não vem me dizer que é pura sorte, não. Porque o Porto tem a ganância de um time que não aceita meio-termo — e isso não tá escrito na bandeira de nenhum país.
Amostra primeiro, conclusões depois.
Fala sério, rapaz... Vamo que vamo, meu irmão! 🔥💪 O Porto num tá aí pra brincadeira não, tá ligado?! Todo mundo sabe que técnico português é um sufoco danado, mas ó... quando a gente contrata um maluco do Brasil ou da Espanha, o negócio muda de figura toda vez!
Lembra do Penaolho? Putz, aquele cara já tava mais pra lá do que pra cá, meu! Jogador fodão, mas técnico? Não rolou, não! Agora, joga pra dentro um moleque que vem com a faca nos dentes e já conhece o DNA do time? Aí sim, o Dragão sai do buraco e vai pra cima igual louco! Tite na comissão técnica, o Pelé aqui no comando... Cara, são esses caras que botam a mão na massa e fazem o time levantar o rabo do chão!
E não me venha com essa de "gringo metido" não, heim?! Técnico estrangeiro não é milagre, não — é OPORTUNIDADE! Eles chegam com a cabeça cheia de ideia, já bateram na porta de times grandes, sabem o que é pressão... enquanto o nosso já sai do banco achando que vai chutar pênalti de primeira e acertar! 😱
O Porto num pode ficar refém de técnicos que acha que sabem tudo só por ser português, não! Tem hora que a gente PRECISA de sangue novo, saca? Sangue que não tem medo de rasgar a camisa e fazer o time brilhar! Agora, se o cara não entrega? Rápido na batata, soco na mesa e tchau! Mas quando acerta... PÁ! Festa na Baixada! 🎉
Isso aqui num é loteria não, galera! Isso é inteligência! Saber quando trazer um técnico que já tá com o nome marcado no mercado e sabe como lidar com time de elite. Não é sorte, é CORAGEM de mexer onde o povo morre de medo de cutucar! E o Porto tem isso, sim!
Na arquibancada desde criança.
Pois é, pessoal, tem horas que a gente bate o olho pro histórico e não tem jeito: técnico português no Porto? A coisa pega no pé mesmo. Lembro-me do Sérgio Conceição, que até deu certo aqui, mas também lembro de quando o Lourenço foi pra Colônia e deixou a gente num sufoco danado lá atrás — e olha que ele já tinha passagens por times grandes por aqui! Agora, quando a gente traz um da Espanha ou do Brasil, parece que o time acorda de manhã com outro DNA.
Fui na Baixada ver o Pelé em ação no primeiro jogo depois da chegada dele, e a diferença gritou mais alto que o apito do juiz. Os caras já chegam com a cabeça feita pra lidar com pressão de time que quer ser campeão todo ano, coisa que a gente aqui no futebol português nem sempre vê nos técnicos nossos — é que o mercado cá fora é diferente, meu irmão. O Tite na comissão, mesmo sem ser o treinador principal, a gente sentiu o time mais coeso, como se tivessem virado a chave de um equipamento ruim.
E não é só impressão não: olha a trajetória do Penaolho antes do Porto — ele já tinha feito história no Sporting, mas aqui virou loteria mesmo. Agora, o Pelé? Ele não chegou pra fazer figuração, não: o homem já levou times pra final de Libertadores, sabe o que é gerir egos de jogadores que jogam pra milhões. Isso aí não é sorte, é know-how puro.
Então, ó, a gente tá vendo na prática: quando a diretoria acerta na contratação — coisa que não é fácil, heim? — o time responde na hora. Não é questão de ser gringo ou não, é questão de ter alguém que já pisou em chão de elite e não tremeu na hora do vamos ver. E o Porto, com essa fome toda, merece ter quem entenda isso de primeira mão.
Faço minhas próprias tabelas toda rodada 📊
me lembro muito bem daqueles tempos em que o Porto parecia um quebra-cabeça gigante com metade das peças faltando, meu irmão. no meu tempo, técnico português no banco do Dragão era mais comum que chute de fora da área na final da champions — todo mundo dava como certo que ia rolar alguma encrenca. lembra daquele tal do Zé Mário? foi campeão europeu em 87, é verdade, mas depois desse tempo todo a gente só via uns sufocos atrás de sufocos. o time tava sempre brigando no grito, com aquele estilo "vamos ver se hoje cola", mas nunca parecia ter um rumo de verdade.
aí chegou a hora que a gente resolveu mexer onde não devia: contratar técnico daqui pra lá sem pensar direito. lembra do Lourenço? não vou nem puxar a ferida toda... mas vamos dizer que ele não era exatamente o cara que a galera do estádio queria ver no comando quando o jogo tava feio. depois veio o Sérgio Conceição, que deu certo aqui também, mas ó — ele já tinha passado por times grandes, então a gente pode até dizer que não era um técnico "apenas português". a diferença é que esses caras que a gente trouxe depois, os do Brasil e Espanha, eles já chegavam com a mala pronta e a reputação de quem sabe lidar com pressão de elite.
e olha, não tô falando só do Pelé não, heim? lembra do Juary lá nos anos 80, quando a gente levou aquele treinador brasileiro e o time começou a jogar como se tivesse um mapa na cabeça? ou do hoje que ninguém mais lembra, o Alex Ferguson — não, não tô inventando, tava na comissão técnica dele quando a gente foi disputar uma libertadores e o homem já tava com a fama de não deixar pedra sobre pedra. isso aqui não é moda não, é história.
agora a galera tá ai discutindo se técnico estrangeiro é garantia de sucesso, mas ó — a gente já viu de tudo, e o que fica é isso: quando a diretoria acerta, o time responde na lata. o problema não é a nacionalidade, é a burrice de achar que técnico português sozinho vai resolver. a gente precisa é de quem já provou que sabe lidar com fome de título, não de quem tá começando a aprender o que é torcida no pescoço. o Dragão merece sangue novo de vez em quando, e se esse sangue vier com experiência de elite, melhor ainda!
Já vi de tudo, pessoal.
o outro dia tava aqui no café da manhã com um amigo meu que trabalhou no futebol lá por baixo, um velho de nome seu Zé, já deve ter visto ele por aí na Baixada quando o time ainda fazia aqueles treinos no campo debaixo. o coitado contava de um tal técnico português que treinava um time lá do Algarve, desses que a gente nem lembra o nome direito, mas que eu sei que no dia que foi pra segunda divisão o cara virou lenda pra torcida — porque foi embora e nunca mais ninguém falou nele. mas pára que a coisa tem mais graça: esse mesmo técnico, depois de anos sumido, apareceu no Sporting e ganhou a Taça de Portugal num ano que a gente não tava nem aí pra ele. quer dizer, sucesso não tem nacionalidade, tem é jeito de trabalhar.
agora me fala: e o Paulinho de Almeida? esse sim era um técnico português de mão cheia, campeão europeu pelo Porto em 87, não precisa ir buscar gringo não pra ver que o sucesso é coisa séria. o homem botou o time pra jogar, sabia o que tava fazendo, e não veio com essa de "a minha escola é melhor" não — ele treinava igual a gente fazia antigamente, sem frescura, com o pé no chão. o problema não é ser português, é ser bom mesmo, e isso a gente tem visto em técnicos nossos sim, sim senhor!
claro que quando a gente contrata um técnico estrangeiro que já chegou pra ganhar é sempre um alívio, mas dizer que técnico português é sinônimo de fracasso? isso aí é que nem botar veneno no café da manhã — quem faz isso tá com a cabeça mais quente que jogador novo em noite de treino pesado. o nosso futebol, quando a gente acerta, produz técnicos que sabem o que é vestir a camisa do clube, e isso não tem preço. a história tá aí pra quem quiser ver: Paulinho de Almeida, José Maria Pedroto, Lula — todos portugueses, todos com o nome gravado no coração do Dragão.
e ó, não tô dizendo que técnico estrangeiro nunca dá certo — longe disso! mas também não vou ficar calado quando vejo a galera jogando pedra só porque o cara nasceu aqui. técnico bom é técnico bom, ponto final. o resto é conversa de quem tá com saudades de um tempo que já passou e não volta mais, e a gente aqui no Porto tem orgulho de ser uma turma que olha pra frente, mas sem esquecer os nossos.
Estou aqui há mais tempo do que alguns torcem.
Vamo falar serio agora, cambada. Vocês tão esquecendo daquele técnico espanhol que a gente trouxe faz uns anos e deixou a Baixada igual mercado de domingo cedo? O Abel Resino, lembra dele? Goleiro famoso, aquele que deteve um recorde pra caramba lá na Espanha, mas treinador? Rapaz, o homem chegou aqui e o time jogou como se tivesse acabado de acordar de uma sesta com direito a café com leite.
Mas ó, não é pra xingar não — ele até que tentou, sim. O problema é que o cara vinha daquele futebol espanhol todo pragmático, sabe? aquele negócio de pressionar alto pra roubar a bola, mas quando a gente ia pro jogo decisivo, tava faltando justamente aquilo que os caras do Pelé tinham de sobra: a malícia de quem já pisou na poeira de estádio lotado. O Resino até me explicou uma vez, todo empolgado, que a tática era perfeita no papel, mas que a galera aqui do Dragão tava treinando mais pra maratona que pra sprint final.
E aí fica a pergunta que ninguém quer responder direito: será que quando a gente contrata técnico de fora, a gente também tá importando junto aquele medo danado de errar que os caras de lá têm? Porque ó, time de futebol brasileiro ou português que chega aqui pra ganhar mesmo não vem com manual — eles vêm com a manha de quem já viu de tudo, inclusive apito contra e a torcida vaiando no ouvido. Agora, técnico europeu que não tem esse background todo? Pode até ser fera no papel, mas na prática vira aquele engarrafamento na Av. da Boavista numa sexta-feira à noite — todo mundo sabe onde tá o problema, mas ninguém consegue sair do lugar.
E não adianta vir com essa de "ah, mas o Abel Resino não tinha experiência" — claro que não tinha, assim como boa parte dos nossos técnicos portugueses também não tinham quando chegaram! A diferença é que os nossos, quando dão errado, a gente sabe que o erro veio de quem conhece o clube por dentro. Agora, quando o gringo erra? Aí vira aquela novela do canal fechado: "será que foi falta de adaptação?", "será que foi a cultura?", "será que foi o café com leite?" — quando na verdade o problema é só um: time de elite precisa de gente que já provou que aguenta pressão de torcida ruidosa e jogador que acha que manda mais que o treinador. E olha, a Espanha tem os dois — mas não é todo espanhol que traz isso pra cá.
Amostra primeiro, conclusões depois.
O CatimbaRei pegou no ponto quando falou daquele tal do Paulinho de Almeida, campeão europeu e tudo. É daquele tempo que eu ainda gemia no alçapão da Baixada, mas meu pai contava histórias do homem como quem fala de um Deus do futebol. Só que tem um detalhe que ninguém menciona: o Paulinho tava vindo dum ciclo que deu certo no Porto — antes dele, o José Maria Pedroto já tinha posto as coisas nos trilhos com métodos que ninguém entendia bem mas funcionavam na lata. Agora, quando a gente contrata um estrangeiro, geralmente vem com uma mala cheia de fórmulas de onde já ganhou, sim, mas o problema é outro. Ontem mesmo eu tava tomando um café na bancada sul com o meu cunhado, que ainda vai ao treino às vezes, e ele me contou que o Pelé chegou aqui com uma agenda tão apertada que no primeiro dia já tava tirando fotos com os juniores. Isso não é talento — é pressa! Técnico português mais velho pode até não ter aquela fama internacional, mas conhece cada cicatriz do clube nas entrelinhas do vestiário. A diretoria tem que parar de achar que a solução tá sempre lá fora. Às vezes, o cara certo tá dentro da máquina, só precisa de uma ignição diferente.
Conte primeiro, discuta depois.
Putz, galera, tô vendo essa discussão e parece que todo mundo tá confundindo "técnico estrangeiro" com "pílula mágica". O Abel Resino foi ruim, sim, mas não porque era espanhol — foi ruim porque a diretoria botou ele pra comandar uma máquina cheia de ferrugem e ainda cobrou churrasco antes do jantar! Agora, falando sério, o negócio aqui não é de onde o cara vem, é o que ele TRAGO junto pra cá.
Lembra do Penaolho? Ele chegou do Brasil com aquele raio na mão, mas ó — o time já tava no chão fazia tempo. Aí o Pelé chega e, pum, a coisa muda porque o homem já veio com a mala cheia de troféus e, mais importante, com a galera dele lá de trás que já sabia como funciona time grande. Agora, se a gente contrata um técnico português que veio de um time que tá brigando pra não cair? Adivinha... ele chega e pensa que tá indo pro céu quando, na real, tá indo pro inferno do estádio vazio.
Mas ó, não tô defendendo técnico português não — tô dizendo que o Porto precisa é de quem já comeu poeira em estádio lotado e ainda sorri depois. O problema não é a nacionalidade, é a experiência REAL de lidar com time que tem fome de título e jogador que acha que manda mais que o treinador. E olha, isso a gente viu no Penaolho, no Pelé, até no Tite ali na comissão — eles não vieram pra aprender, vieram pra ensinar e já sair correndo se não desse certo.
Agora, se a diretoria pegar um técnico português que já tem um histórico de aguentar pressão lá fora, tipo o Sérgio Conceição antes de vir pra cá, aí sim o negócio esquenta! Mas trazer qualquer um só porque é gringo? Isso aí é igual contratar um atacante só porque ele é alto — pode ser que funcione, mas na maioria das vezes vira desperdício de dinheiro. O Dragão não é laboratório não, é time de história, e história a gente faz com gente que já provou que sabe segurar a barra.
Então, fechando com chave de ouro: técnico bom é técnico que já venceu pressão de elite, ponto. Se vier de Portugal, Espanha ou Marte, tanto faz — desde que a pessoa já tenha suado a camisa em chão de estádio que não perdoa. O resto é conversa mole pra boi dormir, e a torcida não tá aqui pra isso. 🤡
Vim discutir, não concordar.
Putz, cês tão esquecendo que o Abel Resino não tava sozinho na equação, não?! O cara chegou num time que tava mais pra hospital que pra estádio, com jogadores que pareciam mais interessados em fazer selfie com a taça da Taça da Liga do que em levantar qualquer troféu! Agora, falam que o problema é ele ser espanhol, mas ó — será que se a gente tivesse trazido o Simeone ou o Guardiola dois anos atrás eles iam virar os coitadinhos do Algarve pra cá? Claro que não! Porque esses caras já chegam pra ganhar e não pra fazer turismo!
E não me venham com essa de "técnico português também erra" — óbvio que erra! Agora, cês já viram técnico português no Al-Jazira ou no Al-Hilal? Não, né? Porque lá eles querem ganhar, e não ter dó dos nossos problemas! O negócio aqui é simples: se a gente contrata um gringo que já venceu Champions e a gente tá brigando pra não cair na segunda divisão, o cara já chega pensando "caramba, onde eu vim parar?!" enquanto os jogadores ficam olhando pro pé feito galinha sem cabeça!
Agora, ó — e o Penaolho? O homem chegou do Brasil e o time tava uma bagunça total, mas ele pegou uns jogadores que já tinham sido campeões e deu uma virada! Agora, se a gente contrata um técnico português que nunca saiu daqui, como é que ele vai saber lidar com jogador que acha que o salário é pra comemorar antes do jogo?! E olha, não tô falando mal dos nossos — tô falando é da realidade: time grande precisa de gente que já pisou em chão de elite e não tremeu na hora do vamos ver!
E pra fechar: se o Dragão contratasse o Mourinho hoje, hein? Aquele homem já chegou no Inter e deixou todo mundo de queixo caído — não foi porque ele era português, foi porque ele já sabia como lidar com pressão de time grande! Agora, técnico português sem passagens internacionais? Isso aí é igual contratar um lateral que nunca jogou em time grande pra jogar na final da Champions — pode até funcionar, mas na maioria das vezes vira aquele vexame danado! 🔥
Na arquibancada desde criança.
Já repararam que quando a gente contrata um técnico de fora o time parece que acorda de manhã com o despertador do Pelé tocando no ouvido? Mas aí bate aquela pulga atrás da orelha: será que a gente não tá caindo naquela velha história de que "de fora tudo é melhor" só pra depois ver que o cara tava mais perdido que pinguim em deserto? Porque olha, o Abel Resino não foi ruim por ser espanhol — foi ruim porque a diretoria colocou ele pra dirigir um carro que tava pra ir pro ferro velho e ainda cobrou serviço completo antes da revisão.
Mas ó, também não vou ficar aqui inventando caso: quando o Pelé chegou, a coisa mudou de vez porque o homem já chegava com aquele título de campeão brasileiro nas costas e uma comissão técnica que sabia exatamente como funciona time grande. Agora, se a gente contrata um técnico português que veio de uma segunda divisão italiana, hein? Aí sim a gente pode falar que o problema é a nacionalidade, porque aí o cara vai chegar com um playbook cheio de jogadas bonitinhas pra mostrar pros jogadores no primeiro treino e no segundo já tá todo mundo reclamando que aquilo não cola no estádio lotado.
E tem mais: já viram quantas vezes a gente trouxe técnico de fora que não tinha a menor noção de como é vestir a camisa do Porto? O cara chega, faz aquele discurso bonito na coletiva, e na primeira derrota já tá todo mundo perguntando "onde é que eu errei?". Agora, técnico português que erra aqui? O erro dele dói no bolso e na alma do clube, mas pelo menos a gente sabe que o cara não veio de paraquedas só pra fazer número.
Então fica a pergunta que não quer calar: será que a gente tá contratando técnico estrangeiro pra ganhar ou só pra ter alguém pra botar a cara na televisão? Porque time de elite não se constrói com pressa, se constrói com gente que já suou a camisa em chão de estádio que não perdoa. E ó — se a gente quiser acertar de vez, melhor chamar quem já provou que aguenta a pressão e ainda tem o jeito certo de lidar com jogador que acha que o salário já é troféu. O resto, a gente continua discutindo na Baixada mesmo, porque aqui ninguém tem medo de perguntar.
Conte primeiro, discuta depois.