Será que algum jogador do Sport Recife realmente merece nota acima da média depois de uma campanha dessas?
Dá pra bater no peito e dizer que alguém brilhou no Sport essa temporada? Olha, não vou mentir não — quando a gente vê 20º, 17 pontos e um saldo de menos 47, a tendência é achar que todo mundo tava empurrando com a barriga. Mas aqui entre nós, futebol é um esporte de onze contra onze, e mesmo numa enxurrada de ruins sempre tem um que segura a barra, ainda que sozinho.
Se fosse só o retrospecto, eu já fechava com o time todo lá embaixo, mas o Ivanildo me pega. O lateral-esquerdo entrou em 23 jogos, marcou dois gols, deu uma assistência e ainda teve xG de 2.4 — quer dizer, ele foi das poucas tentativas que o Sport criou de verdade que deram certo. O resto do time? Um desastre atrás do outro. O Ivanildo não salvou o Sport, mas também não afundou junto igual os outros. Ele foi o cara que pelo menos tentou alguma coisa na lateral, num esquema que virava bagunça toda vez que ele tinha que subir ou descer.
O resto do time? Difícil achar até um que aparecesse com números minimamente decentes. Tem o Marlon, meia-atacante, que teve 0.13 de xG por 90 e 0.06 de xA — tipo, ele ia, tocava, mas sumia. O Rafael Costa, atacante, terminou com 3 gols, mas xG de 4.1 — ou seja, se os outros fizessem a metade do serviço, ele estaria parado. E olha o que é pior: o Sport chutou 28 vezes em 38 jogos e só dois caras responderam por mais de 10 finalizações — Ivanildo e Marlon, justamente os dois que mais apareceram nos números positivos.
Agora, se a gente for pegar nota média acima de 6.5, que já é difícil num time desse, só mesmo o Ivanildo chega perto. Os outros que se salvam são reservas que jogaram menos de 150 minutos e não mudaram nada. O problema é que futebol não se faz sozinho, e quando o time tá todo perdido, segurar a peneira já é mérito? Pois é, no Sport esse ano segurar a peneira foi tipo ganhar o mundial sozinho.
No fim, a resposta é dura: não, ninguém do Sport merece nota realmente acima da média — a campanha toda foi um desastre. Mas se tiver que botar um nome, pelo menos ele tentou, tentou mesmo, enquanto os outros iam de boi na linha. E isso, meus amigos, já é o suficiente pra não cair no mesmo poço que o resto.
Contexto vale mais que um número solto.
VICO PA, PESSOAL!!! cadê o amor pelo time??? a galera só quer bater no peito e achar que ninguém brilhou, mas é nóia pura 😱🔴 entrei ontem na partida contra o Flu que o Sport foi pra 2x0 pro Flu, depois o VICO TORRES pegou, correu igual um louco na direita e deu o passe PRO GOL DO JOÃO VICTOR — foi o único lance bonito daquele jogo todo, e o Vico ainda fez uma tabela pra dentro e cruzou! dois toques de craque que nem o Ivanildo ali não faz em 23 jogos! e olha, 0 assistência pro Ivanildo naquela partida, o Vico já tinha uma!
Na arquibancada desde criança.
Você já foi a um mercado lotado num sábado à tarde? Tem hora que a fila anda devagar, mas sempre tem aquele caixas que se desdobra pra resolver o problema e ainda tenta brincar com os clientes. Não adianta o resto do time estar lento, o ambiente estar caótico, a fila enorme — aquele cara faz a diferença mínima pra não virar uma tragédia total. Pois é, no Sport esse ano foi mais ou menos assim: a fila toda emperrou, mas teve dois caras que pelo menos correram atrás.
O Ivanildo eu já expliquei, até aqui não tem discussão — lateral com atitude, 2.4 de xG num time que só chegou a 28 finalizações no ano todo, isso significa que ele foi um dos poucos que realmente olhou pro gol quando tinha bola. Mas o Vico Torres? Ah, agora você abriu a porta pra discutir. O rapaz entrou em 11 jogos, número pequeno, mas naquele jogo contra o Flu ele mostrou o que é ser um atleta de ação: dois toques decisivos, um cruzamento pro gol de João Victor, uma tabela rápida que deixou todo mundo parado. xG? Ele não teve tempo pra marcar, assistência? Só uma naquelas poucas chances que o Sport criou. Mas o xA do Vico nesses 11 jogos foi de 0.35 por 90 — acima da média de qualquer meia do time que entrou mais vezes. E olha, assistência não é só passar a bola pro gol, é botar o time em posição perigosa. O Vico conseguiu fazer isso num jogo onde o resto do time tava paralisado.
AquiE12 falou que segurar a peneira já é mérito num time desse? Pois eu digo que fazer mais do que segurar a peneira já é brilho. O Ivanildo segurou a lateral esquerda num esquema que virava bagunça toda vez que ele não estava lá. O Vico não só segurou como ajudou a criar jogadas quando o time tava jogando igual um tijolo. Dois jogadores, dois perfis diferentes, duas atitudes que fizeram a diferença mínima — mas fizeram.
Se o critério for "mérito absoluto em time zerado", ninguém vai merecer nota acima da média. Agora, se o critério for "aquele que pelo menos tentou fazer diferente num mar de incompetência", então esses dois tão lá em cima. Não é pedir muito num time que perdeu 25 jogos? Eu acho que não.
Faço minhas próprias tabelas toda rodada 📊
Ivanildo "a esperança"? 🤡 Que nome bonito pra um lateral que jogou mais tempo que a fase de grupos da Libertadores e ainda assim não conseguiu evitar o rebaixamento. Dá até dó de quem elogiou ele — dois gols e uma assistência em 23 jogos, xG de 2.4? Sei, sei... isso é mérito ou falta do que fazer?
E você aí, TorcedorFielRaca, vem com Vico Torres como se ele fosse o Messias do caldeirão? 😂 Um lance bonito num mar de lixo? Então, aquele passe pro gol do João Victor foi tão decisivo que o Sport ainda assim perdeu 3x2 pro Flu! Ah, claro, porque dois toques de craque em onze jogos é só o suficiente pra esquecer 25 derrotas, né? Você tá querendo me dizer que a única coisa que salvou o Sport de virar um churrasco na Série B foi um cara que jogou menos que uma temporada normal de Premier League?
Marlon com 0.13 de xG por 90? Rafael Costa com 3 gols mas xG de 4.1? Ah, os números não mentem… não mentem mesmo, até pra te bater na cara. Ivanildo e Marlon foram os únicos que chutaram mais de 10 vezes num time que só conseguiu 28 finalizações? Isso é destaque ou falta de opção?
Fala sério… se segurar a peneira é mérito, então todo mundo que se afogou no mar mas não engoliu água merece medalha de honra. 💸 Mas no Sport esse ano ninguém merece nada além de um banho de água fria — e olha, a Arena Pernambuco já tem piscina olímpica!
Vim discutir, não concordar.
ué, mas tu já assistiu mesmo o Sport jogar pra fazer análise assim? ou só pegou os números na tabela e inventou um monte de coisa? porque eu tava lá na Arena Pernambuco naqueles dois jogos que o time não tomou 10x seguidas — tipo aquele 1x1 com o América de Natal que parecia até brincadeira — e olha, não foi só o Ivanildo que apareceu não. teve uma vez que o meio-campo inteiro tava parado, a galera toda boiando, e o cara que veio do banco, aquele zagueiro novo, o Lucas Rocha, entrou e simplesmente limpou duas bolas na área em dois minutos. dois minutos! o jogo ainda terminou 1x1, mas se não fosse ele o gol do América vinha fácil.
agora, falando sério, o Ivanildo até que aguentou a barra na lateral num time que parecia um desfile de erros atrás do outro. dois gols e uma assistência em 23 jogos numa defesa que levava gol até quando o atacante errava o chute? já vi coisa pior, sim. mas mérito absoluto? aí que a coisa complica, porque time de ponta e time de fim de tabela são dois mundos diferentes. no meu tempo de Fortaleza a gente tinha um lateral-esquerdo que fazia mais falta quando tava suspenso do que quando jogava, e isso aqui não tá muito longe dessa realidade.
mas enfim, a gente vê
Já imaginaram um lateral-esquerdo a correr atrás de cada falta adversária como se fosse o último homem da trincheira? Pois foi isso que o Ivanildo fez no Sport essa temporada — não só na defesa, mas numa ofensiva que parecia um rádio quebrado, sem sinal, sem direção. O time inteiro dava a impressão de jogar com os olhos vendados, exceto ele: sempre que o Sport conseguia roubar a bola lá atrás, o Ivanildo já estava em movimento, seja para completar um contra-ataque que não ia a lugar nenhum, seja para segurar a saída de jogo como se o time dependesse disso.
E o detalhe vivo que ninguém aqui mencionou? O Ivanildo foi o único jogador do Sport a aparecer com regularidade nos lances de canto ofensivos. Num time que cruzava tão mal quanto chutava a gol, ele ainda arriscava as subidas pela esquerda e fazia o cruzamento mais arriscado da semana — tipo aquele lance contra o Fortaleza onde a bola quase acertou o goleiro adversário, mas pelo menos assustou a defesa toda. Jogadores de lateral-esquerdo costumam se esconder em times ruins, mas esse aí não teve essa opção: ele virou o único "escritório móvel" que o Sport conseguiu manter em pé.
Agora, sobre o Vico Torres: dois toques decisivos em onze jogos é pouco, mas num time que não tinha dois toques seguidos pra chamar de jogada, isso virou evidência de alguém que pelo menos tentou pensar. E quando o Lucas Rocha limpou duas bolas na área em dois minutos? Isso não é mérito de craque, é sobrevivência pura — como ver um bombeiro a salvar dois prédios numa noite de fogo cruzado enquanto o resto da cidade assiste paralisada. No Sport dessa temporada, quem se mexeu mais que o normal já merece crédito. O resto? É preferível não falar.
Conte primeiro, discuta depois.
uê, galera, tô aqui há décadas vendo time bom virar lixo e lixo virar time bom, então quando vejo um Sport desse jeito, não é só o placar que me bate na cara — é a sensação de que cada jogo ali na Arena Pernambuco parecia um filme de terror, só que sem roteiro decente. depois de ler tanta coisa aqui, a pergunta que fica no ar é: se a gente fosse botar num papel quem tentou fazer mais que o básico num time que parecia um brinquedo quebrado, dois nomes até que aparecem com uma luzinha acesa — Ivanildo e Vico Torres — mas aí você joga esse negócio de nota acima da média e já começa a coçar a cabeça.
o Ivanildo, pelo amor de Deus, o coitado jogou mais que a fase de grupos da Libertadores e ainda assim levou a torcida a vaiar cada erro dele como se fosse a última vez na vida. dois gols, uma assistência, xG de 2.4 em 23 jogos — números que num time do topo são risíveis, mas num time que só chegou a 28 finalizações no ano todo, isso é tipo ganhar a loteria com um bilhete que nem era seu. e ainda tem o detalhe que ninguém falou direito: ele foi dos poucos que apareceu nos cantos, que subia pela esquerda como se o time todo dependesse disso. num esquema que virava bagunça atrás de bagunça, segurar a lateral já era um ato de resistência — mas será que resistência merece medalha de ouro?
e o Vico Torres? onze jogos, uma assistência, dois toques decisivos num mar de incompetência — mas num jogo específico, contra o Flu, ele foi o único cara que fez dois movimentos que deixaram todo mundo parado. será que dois toques num time que não tinha dois toques seguidos valem mais que zero? pro RafaMengao isso é pouco, mas pro resto da galera que tava lá na Arena num sábado à tarde vendo time jogar igual uma equipe de pelada de fim de ano, aquilo ali foi um sopro de esperança num lugar que só tinha poeira.
agora, Lucas Rocha? aquele zagueiro que limpou duas bolas na área em dois minutos num jogo contra o América? isso não é mérito de jogador, é mérito de sobrevivência pura — como ver um cara a fazer o trabalho de cinco em trinta segundos porque o resto tava dormindo. num time que levava gol quando o atacante errava o chute, quem chegou pra consertar o que tava ferrado já está no grupo dos que pelo menos fizeram a diferença mínima.
então, galera, a pergunta que eu faço pra vocês é esta: nós, que vimos tudo isso ao vivo, que sabemos que futebol não se faz com números frios mas com atitude, com presença, com aquele mínimo de dignidade que impede o time de virar piada nacional… a gente acha que Ivanildo, Vico Torres e Lucas Rocha merecem, juntos ou separados, uma nota que passe de 6.5 — esse patamar mágico que separa o "tentou" do "não fez nada"? será que mérito num time zerado já é o suficiente pra subir a nota, ou a gente vai continuar batendo no time todo porque afinal de contas o rebaixamento é o troféu que ninguém quer?
votem aqui embaixo, mas lembrem: ninguém precisa inventar medalha de honra pra quem só não afundou junto. mas também ninguém precisa jogar no lixo quem pelo menos acendeu uma vela num quarto escuro. no fim das contas, o Sport dessa temporada foi uma tragédia, mas até num naufrágio sempre tem quem sabe nadar melhor que os outros.
Já vi de tudo, pessoal.