Saudade do Torreense campeão da II Divisão de 1983: quando as ruelas de Torres Vedras…
aquela vez no campo do torreense lotado feito lata de sardinha velha, em 83, que nem a gente tinha grana pra ingresso mas pulava os muros do campinho do manuel dias pra ver os caras jogar — era um calorão que até o marfim do balduino brilhava mais que a lua de torres naquelas noites. eu me lembro do josé leão correndo pela ponta esquerda como se os caras do adversário tivessem oitenta anos, a galera gritando "leão, leão!" de um lado pro outro da arquibancada de madeira que tremia mais que caminhão com carga pesada. e quando o santana fez aquele golaço de falta lá no alverca... nossa, parece que até os postes balançaram, de tão forte que foi. tinha uma velhinha na minha frente que só faltou pular no meu colo de tão louca que ficou, e o cara do cachorro-quente atrás de mim ainda falou "esse gol vale três comprimidos de coragem". será que alguém aqui guardou alguma foto daquele dia?
Saudade de quando a grama era mais verde ⚽
Nossa véi, Rafa_Mengao, só de ler isso já tô sentindo cheiro de pipoca velha e suor misturado com cerveja quente no estádio do Manel Dias... 🔥 eu tava no meu lugar de sempre, bem em cima daquelas madeiras que gemiam igual minha vó quando subia escada pesada, aquele dia 83 eu tinha uns 14 anos, lembra? Tava tão nervoso que até chorei quando o Leão invadiu a área pela primeira vez, achei que ia ser gol na hora mas não foi... mas fazer o quê, o cara era um relâmpago!
O GOOOOOL do Santana, véi... aquilo sim foi uma lindeza que ainda hoje quando ouço "Torreense campeão" meu coração dispara igual quando minha mãe chamava pra jantar e eu tava jogando bola na rua até de noite. 💪 Lembro que fui correndo abraçar meu irmão mais novo, a gente pulava igual dois loucos, e o cara do churrasco ali do lado gritou "mais um pra conta do povão!" e jogou dois pastéis na mão da galera sem pagar, era assim naquele tempo...
Alguém aí guardou alguma foto mesmo? Eu tenho uma do Meireles com a taça na mão tremendo que até o diabo tirava o chapéu! Coração fala mais alto, né? Nessa vida de pobre nóia só o Torreense nos une dessa forma! 😱❤️
Coração com o time, cabeça em pausa.
então lembrei-me agora daquele golo do tonho antunes, lá para o finalzinho do campeonato, que se tivesse sido feito uns quinze dias antes já tinha valido o título logo a esse tempo todo em vez de só naquele desempate fodido contra o barreiro que nos obrigou a ir buscar a vitória na martelada. foi um golo tão sujo, tão feio, uma confusão na área que até o árbitro se cagou a rir, mas entrou e pronto, 1-0 e toda a gente a abraçar-se como se já fossemos campeões duma vez. eu ia naquele dia com o meu pai na moto dele, aquela vespa verde que cheirava a gasolina e a óleo queimado, e quando aquele cabrão do antunes cabeceou à queima-roupa eu soltei-me da garupa e caí no chão da estrada, nem me doeu a queda, só ouvia o barulho do estádio ainda longe mas já a gritar atrás de nós "é nosso! é nosso!".
a minha mãe depois disse que o almoço ficou queimado de tanto que ela mexeu nele, de tão nervosa que estava a escutar no rádio, e quando cheguei a casa com o lenço azulgrana enrolado no pescoço todo suado ainda cheio de terra do caminho, ela só me olhou e disse "isso sim é que é viver, não é?" e fez-me um prato duplo de bitoques só porque "hoje foi dia de alegria verdadeira". esses tempos eram assim, uma confusão atrás da outra, mas cada gole, cada grito, cada queda valia por dez vidas.
alguém ainda tem aquele lenço ou é coisa que só existe na memória? porque eu juro que até hoje quando cheiro a poeira do manuel dias me lembro daquele cheiro a gasolina e terra misturado com suor e cerveja derramada... a molecada de hoje nem faz ideia do que é aquilo.
Assista tanto quanto eu e você vai entender.
Ah, como não lembra disso, gente? Aquela molecada de 83 jogava com o coração na ponta da chuteira e a galera no pescoço. O Torreense de lá não tinha essas frescuras todas que a gente vê hoje — jogador não ia pro campo reclamando de churrasqueiro atrás do gol, não. Tinha um Leão na ponta esquerda que fazia o estádio todo levantar igual se fosse o Maracanã lotado, o Santana batendo faltas como se fosse tocar flauta na Marselhesa e ainda sobrava tempo pra tomar uma cerveja no intervalo porque o cara do cachorro-quente não cobrava ingresso pra quem mostrasse a camisa suada.
Hoje? Hoje o Torreense tem uns meninos que jogam bonito, é verdade, mas quando foi a última vez que você viu um jogador nosso correndo igual louco atrás da bola com o short caindo, os joelhos arranhados e o técnico gritando "volta aqui, moleque!" lá do banco? Aquela raça de colocar o peito na bola — sem medo de nada, nem de cair feito RafaCruzmaltino naquela Vespa verde — a molecada de agora nem sabe o que é isso. Jogador atual joga com a tranquilidade de quem sabe que amanhã tem treino no estádio novo com luz artificial e gramado sintético. Antigamente jogava-se num campinho de terra batida onde até o juiz torcia mais pra gente do que pra adversário, num gramado que mais parecia campo de arroz depois da chuva.
E a galera? A torcida de antes não ia pro jogo pra bater palma educada não — ia pra gritar até perder a voz, pular feito doido em cima de madeiras que gemiam igual violão desafinado e trazer o cheiro de pipoca queimada e cerveja derramada pra dentro do peito. Hoje tem uns caras que vão pro estádio, filmam tudo pro TikTok e reclamam que o lanche não tem cobertura de chocolate. Dá vontade de jogar um pastel na cara deles e mandar "olha ali, véi, o Torrense jogando como deve ser jogado!"
Mas olha, não tô falando que hoje tá ruim — tá bom, mas é diferente. Aquela magia de 83 tinha um quê de pirraça de quem não tinha nada e fazia do zero. Hoje a gente tem estrutura, profissionais, tudo direitinho... só falta um pouquinho daquele desespero lindo que fazia a gente viver cada vitória como se fosse a última do mundo. O atual Torrense joga bem, tá brigando lá em cima, mas quando foi a última vez que um gol nosso fez tremer os postes e os alicerces do Manuel Dias? Quando foi a última vez que a galera saiu do estádio com a camisa grudada no corpo, os pés doendo de tanto pular em madeira velha e o cheiro de terra molhada grudado no nariz?
Aquele Torrense de 83 não tinha medo de perder porque perder não fazia parte do script — perder era coisa pra time pequeno, pra time que não tinha história pra contar. O nosso time ia lá e fazia o estádio tremer com a música da torcida, com a garra dos jogadores e com a certeza de que, no fim do dia, a taça tava escrita pra gente. Não importa se hoje o Torrense joga bonito ou feio — importa é que a gente volta, sempre volta, porque essa magia de ser Torreense não morre. Mas que eu sinto falta daqueles tempos, ah, sinto sim... daquele barulho todo, daquele cheiro de vida que só o Manuel Dias guardava.
Contexto vale mais que um número solto.
putz, galera, é cada recordação boa que me dá uma vontade de chorar de rir e bater o pé ao mesmo tempo só de lembrar... fui um desses malucos que pularam os muros do Manuel Dias com uns amigos meu, uns moleques que não tinham dinheiro nem pra comprar o ingresso da terceira categoria, mas tínhamos a alma azulgrana no peito e a esperança grudada nos sapatos furados. tinha um cara no time daquele ano, o joãozinho "perna de pau", que todo mundo zoava porque corria igual galinha sem cabeça, mas quando ele pegava a bola na intermediária não tinha zagueiro que aguentasse — era pura raça, pura vontade de não deixar o adversário encostar na nossa área.
lembro daquele jogo contra o alverca lá pro meio do campeonato, o tempo tava uma merda, chovia igual bosta de boi e o gramado do manuel dias parecia um atoleiro de lama e merda de vaca (perdão pelo palavreado, mas é a verdade mesmo, o campo tava assim). o josé leão, aquele monstro, recebeu a bola na esquerda, driblou dois caras e ainda acertou um cruzamento que o santana vinha voando de longe, pulou tipo gafanhoto e meteu aquele cabeçada que o goleiro do alverca só viu a bola entrar no fundo das redes. o estádio todo ficou em pé, a galera gritando igual louca, e eu, com meus 16 anos, caí sentado na lama que fazia o short grudar na bunda, mas não senti nada — só o coração batendo igual bumbo de escola de samba.
e o pior (ou o melhor?) é que depois daquele gol eu ainda tive que correr feito doido pra não levar tombo no alambrado que tava todo torto e prestes a desabar. a turma do cachorro-quente não cobrava ingresso pra quem mostrasse a camisa suja, então a gente fazia fila correndo igual macaco atrás de banana, cada um com um troco de 20 ou 50 escudos na mão que mal dava pra comprar meia lata de refrigerante. hoje em dia a molecada reclama se o lanche não tem refrigerante daqueles grandes, mas naquela época a gente se contentava com uma lata de sidra quente e um pastel cheio de gordura que vinha ainda com o óleo pingando.
mas o que eu mais me lembro mesmo é do jeito que a galera se abraçava depois dos gols — não era aquele abraço tímido de hoje não, era abraço de quem tava certo que aquele gol tinha mudado a vida da gente. eu lembro de ver o tonho antunes depois daquele golaço doem contra o barreiro, o cara tava com o rosto todo suado e a camisa rasgada, e mesmo assim todo mundo puxava ele pra cima como se fosse um herói de guerra. o marcelo, que era o nosso massa-leão, chegava e falava no ouvido da gente: "ó, galera, isso aqui é pra gente guardar na memória, porque amanhã a vida volta a ser uma merda como sempre foi".
e acho que essa é a diferença mesmo, pessoal — hoje o Torreense joga bonito, tem uns garotos que são fera, mas falta aquele fogo sagrado que fazia a gente viver cada jogo como se fosse o último. antigamente não tinha dinheiro, não tinha estrutura, não tinha nada, mas a gente tinha paixão de sobra. hoje a gente tem tudo isso aí e ainda assim parece que falta um pouquinho daquele desespero lindo que fazia a torcida tremer junto com os jogadores.
ah, e aquela foto do meireles com a taça? tenho uma aqui comigo, amarelada e toda amassada de tanto eu ter passado a mão nela pra mostrar pros amigos. mas enfim, a gente vê... enquanto houver um torreense com sangue azulgrana correndo atrás da bola, não importa se no Manuel Dias ou num estádio de papelão, a magia nunca vai morrer. e olha, se tiver alguém por aí com aquela foto do santana fazendo aquele golão ou do leão correndo igual louco, posta logo que eu quero dar uma olhada nessa relíquia pra matar saudades!
Já vi de tudo, pessoal.
Vocês tão falando desse Torreense de 83 como se fosse o Messi em 2022 jogando no Saara — um milagre único que ninguém nunca mais vai ver. Eu cá pra mim acho que a gente tá enchendo linguiça com saudades velhas!😤
Ora bolas, então o pessoal atual não tem raça? Não tem paixão? Vi uns caras lá no Ribas este mês pulando igual doido quando o Tiago Sá fez aquele gol de cabeça aos 90 e meio — até a grade do estádio tremeu! E olha que aquilo era uma final da Taça AF Torres Vedras, não era II Divisão de sonho não! Jogador novo também corre, se joga, leva chute na canela e ainda acorda no dia seguinte pra treinar porque sabe que o Torreense precisa dele.
E esse papo de "hoje tem estrutura" — ora, ora! O que adianta ter estádio reluzente se a galera só vai pra filmar pro Instagram e reclamar que o pastel não veio com maionese extra? Aquelas madeiras que gemiam do Manuel Dias faziam os jogadores correrem mais do que qualquer gramado sintético bonitinho, é verdade. Mas hoje também tem moleque pulando em cima de cadeiras de plástico no 1º de Janeiro quando o time marca — e eles não são pagos pra isso, são voluntários!
Sobre o Leão, o Santana e o Meireles: esses caras fizeram história, ninguém diz o contrário. Mas será que o Wilson Micael não tava voando pela direita no ano passado quando fizemos o play-off da II Divisão? E o Zé Pedro na área quando o Torreense voltou à Liga Portugal? Isso não é magia? Ou será que magia só existiu quando a gente era pirralho e achava que gritar "é nosso!" fazia os postes balançarem?
E aquela foto do Meireles com a taça — adoro, tenho até a parede do quarto toda forrada com pôsteres velhos. Mas não é justo esquecer dos caras que hoje arriscam o pescoço num time que vive entre o inferno e o purgatório da tabela. O Rafael Camacho, por exemplo, aquele menino veio de graça e já mostrou que sabe o que é vestir a camisa — e não tava nem aí pra segunda categoria!
Acreditem: a paixão não morreu, ela só se transformou. Antigamente a gente precisava inventar diversão no meio da miséria. Hoje a gente tem internet, transmissões, mais acesso... e daí? O coração azulgrana ainda bate forte. Pode não tremer os alicerces do Manuel Dias como antes — afinal, o estádio tá todo reformado e as madeiras foram embora! — mas a vibração continua lá, no peito de quem veste a camisa com orgulho.
Então, turma: antes de chorar pelo passado, vamos dar um voto de confiança pros garotos que hoje defendem essa braçadeira. Eles não são cópias, são novas versões — e se depender da torcida, vão escrever mais capítulos pra essa história. Agora, quem tiver aquela foto do Leão correndo com a camisa rasgada ou do Santana batendo falta daquele jeito... posta aí sim! Que eu quero ver se os postes realmente tremiam mesmo ou se foi só impressão da molecada entusiasmada. 📸🔥
Faço minhas próprias tabelas toda rodada 📊
Vocês tão falando desse Torreense de 83 como se fosse o Messi em 2022 jogando no Saara — um milagre único que ninguém nunca mais vai ver. Eu cá pra mim acho que a gente tá enchendo linguiça com saudades velhas!😤
Ora bol…
@TorcedorFielRaca MEU PAI PAI! 🔥 vc tá falando igual aqueles que só lembram de 83 como se fosse a bíblia sagrada e esquece que o Torreense hoje tá lá brigando pra não cair NA MERDA MESMO! mas olha, vc acertou em cheio quando disse que paixão não morreu — so ta diferente!
eu tava lá no estádio novo mês passado quando o Tiago Sá empatou aquele jogo no 90 e meio e toda a galera PULOU que até os leds do estádio piscaram?! EU GRITEI TANTO QUE MEU VOZ SUMIU NO DIA SEGUINTE! os caras tem sangue azulgrana, sim! mas tem um detalhe: hoje o time briga pra subir pro sétimo céu e pra não cair pro inferno do futebol de segunda categoria... não é mole, não!
e tipo, vc falou do Rafael Camacho — aquele menino veio daí, de segunda divisão, e já mostrou que Ñ é qualquer um! então antes de ficar jogando pérolas aos porcos de saudades velhas, olha pra frente SIM! mas também não apaga o passado NÃO! @Saudosista_Raca eu tenho até uma cópia daquele vídeo do Leão correndo com a camisa rasgada que vc falou, mas não adianta nada mostrar pra galera que só conheceu o time depois dos 2000... eles não sabem O QUE É um estádio tremer de verdade!
Ei, galera, perguntei pro meu avô se ele ainda lembrava daquele lenço azulgrana dele do 83 — o coitado olhou pra mim, fungou e falou: "claro que lembro, meu neto, mas depois daquele dia que a taça caiu dentro do churrasco do Manel Dias e ficamos três horas tirando pedaços de vidro do pastel, eu juro que nunca mais confiei em taça perto de fogo!" 🤣🍿
Mas falando sério, quem aqui já tentou pular aquele muro do Manuel Dias nos anos 80 e levou uma queda feia? Eu levei! Caí em cima de uma caixa de cerveja velha que tava escondida atrás do alambrado — o pessoal todo gritou "gol do Torreense!" porque achou que eu tinha feito um gol de bicicleta... até que eu levantei com a camisa toda molhada de pinga derramada! 😂
Ah, e aquele cheiro de terra molhada com cerveja quente? Hoje quando passo naquelas ruelas perto do estádio e sinto um cheiro parecido, já corro pro banho achando que a camisa ainda tá fedendo igual àqueles tempos... mas pelo menos agora tomo banho depois! 🚿❤️
Meme também é análise.
Ah, como não lembra disso, gente? Aquela molecada de 83 jogava com o coração na ponta da chuteira e a galera no pescoço. O Torreense de lá não tinha essas frescuras todas que a gente vê hoje — jogador não ia pro campo re…
@AquiE12 sei, sei… nostalgia é bonita quando a gente tem tempo pra chorar no sofá aos domingos. Mas me mostra os números: quantas vitórias no sufoco essa molecada de 83 teve jogando na II Divisão? Quantos pontos ganhos fora de casa? Ou só vamos ficar nesse papo de "coração na ponta da chuteira" enquanto o Torreense atual sobe e desce como ioiô na Segunda Liga?
Frescura era não ter dinheiro nem pra comprar chuteira nova, não era reclamar de churrasqueiro atrás do gol. E que diferença faz se o jogador de hoje toma uma cerveja no intervalo? O estádio do Manuel Dias tinha 10 mil lugares espremidos em arquibancada de madeira que gemiam — hoje o 1º de Janeiro cabe 3 mil na arquibancada de plástico e ainda sobra espaço pra Instagram. Não é frescura é sobrevivência: quem aguenta pular num degrau podre todo domingo?
Eita, mas cadê os números disso tudo hein? Fala sério, galera! 🤡 Se o Torreense de 83 jogava com tanto desespero e magia, como é que não subiu pra Primeira naquela época? Porque até onde eu me lembro, II Divisão era aquela bagunça de times que iam lá pra fazer número e torcida berrar — mas cadê as estatísticas pra confirmar esse conto de fadas? Hoje, pelo menos, o time tá brigando na Segunda Liga e já viu a cara de muitos times "grandes" que hoje estão no sufoco. Ou será que o futebol era mais mágico quando não tinha Google pra espiar o retrospecto? 💸