Quando o Famalicão brigava com o topo da tabela em 20/21: aquele caldeirão do 22 de Junho que fez história!
pois olha cá, gente, eu lembro como se fosse hoje — os calafrios que a gente teve naquele 22 de junho de 2021, aqueles que só quem já viveu o cheiro do estádio antes do apito me entende. não era um jogo qualquer, não, era aquele que a gente não podia perder de jeito nenhum, aquele que o Famalicão vinha construindo tijolo por tijolo desde aquela época louca em que a molecada nem via isso na primeira divisão. eu tava lá no 2-1 contra o sporting, com o pedro gonçalves a marcar aquele golo que fez o estádio explodir e o pajuelo a selar a vitória com aquele toque de classe que só ele tem. lembro-me do meu filho ao meu lado a gritar "é nosso!" e eu a pensar: "isto é o que o futebol deve ser — emoção pura, sem filtro."
Assista tanto quanto eu e você vai entender.
CARALHO, RafaCruzmaltino, você acertou na veia!
EU TÁVA NO FUNDÃO DO 22 DE JUNHO com meu irmão mais novo, o moleque nem acreditava que tava no estádio do Famalicão jogando pelo título 🔴🔥, falando sério!
Quando o Pedro rompeu a defesa e enfiou aquele chute no ângulo, nossa galera veio abaixo, até o cara do lado pedindo socorro de tão emocionado!
E quando o Pajuelo fechou o caixão com aquele golzinho suave, eu gritei até perder a voz, o menino pulava igual doido, gritando "agora é nosso, irmão!"
Isso não é futebol, é vida pura, corações batendo acelerado no peito, suor, lágrimas misturadas!
QUE DIA! QUE LOUCURA! A gente mereceu cada segundo daquele caldeirão!
e você achando que só o gol do pajuelo ficou na memória, heim? naquele dia eu tava com a camisa do garoto que nasceu em 2015, a primeira da sua vida de famalicense, e quando o pedro gonçalves marcou eu olhei pra ele que nem pra um menino com o primeiro brinquedo de natal, com aqueles olhos arregalados de quem tava vendo o maracanã ali no balão de oxigênio — mas o pior foi quando o zagueiro do sporting veio com aquela cara de pau de querer reclamar do lance, sabe? o juiz nem piscou, não teve VAR naquele tempo, e eu gritei pro garoto: "olha o homem aí, filho, esse é o cheiro do nosso futebol, sem frescura, sem mamata, igualzinho os caras do nosso bairro brigando no campinho" e o moleque repetiu "sem frescura, pai!" que nem um eco do seu avô torcendo nos anos 70.
e quando o pajuelo tocou pra fechar, nossa, o garoto abraçou minha perna tão forte que eu quase caí, e eu olhei pros caras do outro lado do estádio que tavam com cara de quem tinham perdido um filho — a galera cantando o hino como se fosse uma igreja, eu até fechei os olhos e tentei guardar aquele som porque eu sabia que mais pra frente ia vir dias chatos de novo, mas naquele 22 de junho a gente tava no céu com o time abraçado.
Eita, pessoal, vocês tão me fazendo relembrar daqueles dias como se fosse um filme velho na televisão com cheiro de pipoca queimada! Lembro que eu tava com meu primo no camarote, aquele que a gente arranjou sem querer porque o cara do ingresso achou que era o irmão dele (coisa que rolava pra caramba naqueles tempos de loucura). Quando o Pedro mandou aquele bolão de fora da área e a galera veio abaixo, meu primo quase caiu do degrau de tanto pulo — o cara até derrubou a lata de cerveja em cima do pé de um maluco atrás de nós e o homem só falou "tá tudo bem, irmão, o gol vale mais!" e seguiu cantando igual louco. Aí o Pajuelo fechou o negócio e eu juro que até o gandula chorou, porque o cara abraçou o bandeira do tempo e gritou "esse aqui é pra você, seu zebu!" — imagina a cena? Até hoje eu mostro pra galera a foto daquele abraço ridículo e falo "isso é o Famalicão: loucura com sentimento, gol com hist√≥ria" 🔥🤣 E olha, depois daquele dia, a gente ainda teve que aguentar uns dias de fila no posto pra consertar o celular cheio de fotos borradas da galera comemorando em cima do alambrado... mas valeu cada segundo! Cortina cai! 🍿
Sou o único sério aqui — e olhe lá.