O Torreense só vai voltar a ser grande quando botar na raia esse time de 'quase' e…
E aí, galera do Torreão, qual o problema de viver num sonho de copo meio cheio? Ontem mesmo eu vi o time fazer mais um gol de falta na sub-19 e os caras já começam a vibrar como se fosse a final da Libertadores. Pô, irmãos, a gente já tá comemorando feito se já tivesse entrado no profissional? O Zé Carlos não nasceu ontem não, tchê, ele fazia o estádio tremer porque jogava com a alma da cidade! Agora a gente vai atrás de um atacante que não tem nem o raio do nome conhecido fora do nosso bairro? Isso é ser ambicioso ou sonhar acordado na pranchinha do Maracanã? 😂
É loteria, não futebol.
Cadê a alma que a gente via no Zé Carlos, heim? O cara era um raio em campo, não precisava de vitrine pra mostrar serviço. Você tá falando de um atacante que faz o estádio tremer, mas esqueceu que isso exige um time inteiro jogando junto? Não adianta botar um atacante de prancheta se a defesa vaza como peneira e o meio campo não sabe segurar a bola.
Pô, GremistaCria, cê não tá nem entendendo o lance da coisa!! 😤 É que a gente não pode viver de nostalgia não, meu! O Zé Carlos brilhou e pronto, mas e AGORA, heim?! A galera que tá no pé do estádio já come o couro quando o atacante solta um chute pra fora ou manda a bola nos braços do goleiro — e isso quando a gente tem esperança de não levar gol no último minuto!
Flamengo, seu timezão aí do vídeo game, acha que é só botar um nome famoso que o negócio desanda? Não, irmão! A gente precisa é DE UMA GARRA que dispute cada bola como se fosse o último minuto da final do Carioca! O Torreense já teve times que jogavam com suor e amor, mas tava faltando aquele MATADOR que vem pra fechar o bico do time na hora H! Se a gente não der um jeito nisso, a gente vai continuar torcendo feito doido na arquibancada e os caras lá embaixo só vai saber fazer gol na sub-19!!! 😡
Que merda de sonho de copo meio cheio?! O copo tem que tá CHEIO, IRMÃO, PRA CARALHO! E cheio de gols, de vibração, de toda aquela porra que fazia o Torreão tremer nos 80! 🔥 Ou a gente acorda logo pra essa porra ou daqui a 10 anos a gente só vai ter velório de time e mais nada!!!
A gente não abandona os nossos.
Vejam bem, pessoal, ontem mesmo eu tava lá no estádio vendo o time da sub-19 fazer aquele gol de falta que todo mundo comenta — e olha só, até bateu o desespero em mim quando o cara levou a bola pra rede e todo mundo começou a gritar como se fosse o Maracanã lotado. Mas, sério mesmo, vocês estão vendo como esse lance da sub-19 é só o reflexo do nosso problema atual? A gente tem talento nas categorias de base, isso ninguém tira, mas cadê a hora que a gente vai parar pra pensar que esse moleque pode não ser o tal atacante matador que a gente tá precisando?
Eu lembro muito bem do Zé Carlos, cara, ele não precisava de um estádio lotado pra mostrar serviço — ele fazia o gramado tremer com um chute de 30 metros ou um drible que deixava dois defensores no chão. Hoje a gente tem atacantes que jogam bonito no papel, mas quando a pressão aperta, cadê o susto que eles precisam meter no adversário? Ontem mesmo, depois do gol da sub-19, eu ouvi um cara na arquibancada falando assim: "Ah, mas no profissional a coisa é diferente" — e é aí que tá o nó, brothers!
A gente não tá falando de um atacante que vai resolver tudo sozinho, não é isso, mas a gente tá falando de um cara que, quando entra em campo, já coloca medo no time contrário. O Zé Carlos não era só um finalizador, ele era um INIMIGO dentro da área, e isso é o que tá faltando pro Torreense hoje: um atacante que chegue naquele ponto de virada onde o estádio para pra escutar o apito do juiz só pra ver se ele não vai soltar mais um petardo.
E não adianta a gente ficar só no "nossa, o time sub-19 joga bonito" — a gente já viu isso antes, quantas vezes? O Torreense já teve times que iam bem nas categorias de base e sumiam quando subiam pra adulta. A diferença é que naquela época tinha um cara que fazia a diferença na hora H, e hoje? Hoje a gente tá dependendo de moleques que ainda tão aprendendo a segurar a ansiedade na hora do chute.
Então, ó, eu tô aqui com o coração na mão porque a gente tá perdendo tempo com sonhos de copo meio cheio enquanto o copo precisa transbordar de dor e prazer de gols. A gente não precisa de um atacante que marque dez gols por jogo, mas sim de um cara que marque dezesseis almas por partida — igual aquele Zé Carlos que a galera cantava nos 80. E se a gente não botar a mão na massa agora, amanhã a gente só vai ter velório de time e mais nada!
Conte primeiro, discuta depois.
isso de sonhar com um atacante que faça o estádio tremer não é nenhuma novidade não, irmãos. lá nos tempos dos 80, quando eu ainda levava pão pra vender na feira de segunda-feira e pulava no meio dos caras pra comemorar um gol do Torreense lá em cima do terceiro degrau da arquibancada, a gente tinha uns safados que nasciam com a camisa grudada no corpo. lembro do zé manel, o tal do "pé de anjo", que fazia os zagueiros mais altos tremerem só de olhar pra ele de relance. o cara chegava na área com aquele jeito malandro, dava dois toques na bola e quando o goleiro pensava que ia pegar fácil... zás! um petardo no ângulo que fazia a rede estremecer.
e não era só ele não, rapaziada. o time inteiro jogava como se estivesse endividado até o pescoço com a cidade. a defesa atacava, o meio campo sufocava, e na frente aquele bando de malucos só pensava em meter medo no adversário. hoje a gente vê um moleque da sub-19 fazer um gol de falta e já acha que tá no mundial de clubes, meu Deus do céu! lá atrás a gente comemorava um gol com a alma toda, porque cada ponto valia como se fosse final de campeonato. não tinha essa de "já melhorou" ou "é um passo de cada vez" — a gente queria o título, e ponto final.
hoje a conversa é toda sobre ter um atacante que ponha medo no outro time, mas eu pergunto: cadê o resto do time pra segurar esse cara? o zé carlos não fazia milagre sozinho, ele precisava de uns loucos pra enfiar a cara no meio do jogo igual a ele. e olha, não tô falando de um herói de novela não — tô falando de um cara que chegava no vestiário sujo de grama e sangue e ainda dizia pro treinador "hoje a gente ganha, patrão". isso que fazia a diferença!
e essa história de "sonho de copo meio cheio", pelo amor de deus... antigamente o copo tava sempre transbordando, porque a galera ia pro estádio sabendo que ia perder os miolos entre uma partida e outra. hoje a gente vai pra ver um time que não assusta nem a mãe do goleiro. será que a gente tá exigindo demais ou só esqueceu como é que se faz um time grande?
mas enfim, a gente vê.
Saudade de quando a grama era mais verde ⚽
E pra começar, me lembrei de quando o Torreão tava lotado de gente com a camisa suja de tinta porque não tinha dinheiro pra comprar a oficial, mas o pessoal ainda levava bandeira feita em casa pra bater no gradil do segundo andar. Não era só o atacante que fazia tremer, não — era a galera inteira que sentia na pele que aquele time era a voz da cidade quando o Zé Carlos olhava pro goleiro e sorria antes de cobrar a falta.
Agora, o que é que a gente tá vendo? Moleques na sub-19 com chute forte pra caramba, mas na hora que sobra cinco minutos pra fechar o jogo, eles recuam igual se tivessem medo de encostar na rede. E o pior: o treinador da adulta já virou especialista em fazer mudança no 85° minuto pra "tentar algo", mas ninguém nunca tentou botar um cara que chegue com sede de esmagar o adversário antes de ele respirar fundo.
Já virou costume a gente achar que o problema é só falta de atacante, quando na verdade o time tá jogando igual time de bairro que veio passear. Ontem mesmo vi na arquibancada um senhor de 70 anos reclamando que o meia não saiu pra dividir uma bola e perdeu três chances atrás de três. E olha, o cara não tá errado não — falta garra pra brigar cada centímetro do campo como se fosse pra pagar a feira do mês.
Se a gente não colocar na cabeça que time grande se faz com união e um atacante que chega pra comer a defesa, então vai continuar essa novela de copo meio cheio até o Torreense sumir dos noticiários de vez. E não adianta chorar depois, não — o remédio tem que ser amargo agora.
Amostra primeiro, conclusões depois.
Pô, ThiagoVerdao, cê acertou em cheio naquela sacada do senhor na arquibancada reclamando do meia! Eu também tava lá no jogo da adulta há duas semanas atrás, bem perto daquele mesmo lugar, e juro que ouvi o velho xingar o cara igual se fosse o técnico dele de vida. Mas ó, meu irmão, a gente não pode só apontar o dedo pro meio campo não — porque ali na frente, quando o atacante chega na hora H e manda a bola pra fora ou pro goleiro, a galera já começa a vaiar antes mesmo de o cara soltar o chute!
Eu lembro como se fosse ontem: foi num torneio amador em Braga, eu devia ter uns 15 anos, e a gente tava perdendo por 1x0 com aquele time da cidade vizinha. O treinador, que também era torcedor fanático, pegou um moleque da base, desses que jogavam na ponta direita mas mal encostava na área, e mandou ele pra centroavante no intervalo. O garoto entrou, olhou pro estádio lotado do lado de fora do campo, arregalou os olhos e... simplesmente não encostou mais na bola! Ficou lá, parado, como se o gol viesse cair do céu. Resultado? Perdemos de 3x0, e o moleque ainda foi substituído antes do fim porque não sabia nem correr atrás da jogada.
O negócio é que a gente não tá falando de um atacante que faça mil gols não, tá? A gente precisa de um cara que chegue no lance e faça o defensor pensar duas vezes antes de dar o primeiro passo. Lembra do Zé Carlos, que o PedroTimao citou? O homem não precisava de cinco toques pra entrar na área — ele já nascia com a camisa nas costas e a intenção de esmagar o adversário. Hoje a gente tem atacantes que ficam inventando dribles pra mostrar pros colegas que tão filmando pro Instagram, mas na hora que a defesa aperta, some igual fumaça!
E olha só, pra não parecer que tô só no choro: eu vi o MolequeQueira ontem treinando com o grupo principal, aquele garoto da sub-20 que tem um chute de primeira que já assustou um goleiro do profissional em treino aberto. O menino chega na área com aquela gana, não espera a jogada vir até ele, e quando o zagueiro tenta dividir, ele salta igual se estivesse no segundo degrau da arquibancada. Só que... só que ele não tem a malícia do Zé Carlos pra pegar um rebote de cabeça ou fazer um pivô rápido quando a defesa fecha. Tá faltando um detalhe que não se aprende nos vídeos do YouTube: a sede de fazer o adversário suar só de olhar pra você.
Então, ó, concordo cem por cento quando vocês falam que precisa de um atacante que ponha medo no time contrário. Mas pera aí: medo sozinho não adianta nada se o time inteiro não correr junto! Se o Torreense não botar um meia que jogue com a mesma gana que os zagueiros atacam, e uma defesa que saiba segurar a onda quando a galera do ataque resolver ir pro tudo ou nada, a gente vai continuar vendo moleques da base brilhando nos jogos da sub-19 e sumindo quando chega a hora da verdade. E eu, hein, já cansei de ver time bom na base que não vingou na adulta — a gente precisa é de uma turma que jogue com a alma grudada na camisa, não com a palavra "profissional" escrita no braço!
Faço minhas próprias tabelas toda rodada 📊
E olha só, pessoal, a galera aqui tá se matando pra concordar que o Torreense precisa dum matador na frente, mas ninguém falou ainda do problema que tá mais na cara que um atacante sozinho: a MALDIÇÃO DO MEIO CAMPO INVISÍVEL! 🤡 Cê lembra quando o Zé Carlos chegava no campo e o time todo já sabia que ia ser sangue, suor e gols? Hoje o meia que a gente tem parece que tá jogando em slow motion de tanto que hesita pra passar a bola! Ontem mesmo, eu tava lá no pé da arquibancada e vi o MolequeQueira recebendo a bola na intermediária, com dois caras da defesa já feitos, e o desgraçado DEU um toque pro lateral que tava dois quilômetros atrás! Dois quilômetros, brothers!
E ó, não é frescura não, não! Se o meio não rouba a bola do adversário e devolve RÁPIDO pra frente, esse tal atacante matador que a gente sonha não existe nem no gibi! Lá nos 80, o time inteiro brincava de rouba-bola e os caras iam pro ataque igual se tivessem um foguete no pé. Hoje? O Torreense joga igual time de pelada do domingo: um passa pra trás, outro segura a bola como se fosse um tesouro, e quando sobra dois minutos pra fechar o jogo... tchan! O atacante recebe a bola sozinho na intermediária, dois zagueiros vindo de moto, e ele ainda tem tempo de fazer uma paradinha pra filmar pro TikTok antes de bater pro gol! 💸
E ó, eu tô vendo os moleques da base com potencial pra caramba — tem um guri lá da sub-20 que tem um chutão que já derrubou dois goleiros da adulta nos treinos —, mas cadê a hora que a gente vai parar de pensar em "vamos melhorando aos pouquinhos" e começar a cobrar o time pra jogar COM RAIVA? Porque time grande não se faz com aceno pra plateia não, se faz é com os caras correndo atrás da camisa como se fosse a última coisa que eles vão comer naquele mês!
Ou a gente bota o presidente pra vender o carro pra contratar um meia que sabe roubar bola igual o Zé Manel fazia lá nos 80, ou a gente vai continuar vendo os sonhos da galera estourando igual pipoca na boca do goleiro! E eu, hein, já cansei de ver time com potencial que some quando chega a hora da verdade — a gente não precisa dum atacante de dez gols por jogo, a gente precisa dum time que FAÇA o atacante brilhar! Mas ó, se a gente não acordar logo, daqui a pouco a única coisa que treme no Torreão é a poeira do gramado! 🔥
PÁÁÁÔOOO! MEU PAU NA MESA! 🔥 ESSA MALDIÇÃO DO MEIO CAMPO INVISÍVEL QUE VC’S TÁ DIZENDO QUE É O BICHO-PAPÃO... SÓ PODE SER BRINCADEIRA, IRMÃO! 😤 LÁ NOS 80 A GALERA FICAVA MAIS PERDIDA QUE GALINHA SEM CABEÇA PRA VENDER PIPOCA NA ARQUIBANCADA DEPOIS DO JOGO E O TORREENSE IA PRO ATAQUE IGUAL LOCO, CARA!
SERÁ QUE AGORA TÁ TUDO PERDIDO SÓ PORQUE OS MEIAS DE HOJE NÃO ANDAM COM A BOLA GRUDADA NO PÉ??? 🤯 OLHA SÓ PRO TORREÃO HOJE: AS CADEIRAS TÁ VAZIA, A GRANA TÁ CURTA, MAS A VONTADE DE BATER E IR PRO ATAQUE COM TUDO AINDA EXISTE! O PROBLEMA NÃO É O MEIO CAMPO INVISÍVEL NÃO, O PROBLEMA É QUE A GENTE NÃO TEM UM TREINADOR QUE EXIJA ISSO NA HORA H!!!
E ó, FALANDO EM MATADOR NA FRENTE... CADÊ AQUELE ZÉ CARLOS DE HOJE PRA VOCÊ??? 🧐 O HOMEM ERA UM DEMÔNIO, MAS ELE TINHA UMA DEFESA QUE ROUBAVA A BOLA NA AREA DELAS E IA PRO ATAQUE COMO SE FOSSEM OS DONOS DO MUNDO! HOJE A GENTE TEM DEFENSORES QUE RECUAM IGUAL SE TIVESSEM MEDO DE PEGAR UMA DOR DE BARRIGA! ATÉ NA BASE ELES JOGAM IGUAL TIME DE AMIGOS NO PARQUE!
MAS VAMOS FALAR SÉRIO AQUI: SE A GENTE FICAR ESPERANDO UM SUPER ATACANTE CAIR DO CÉU OU O PRESIDENTE VENDER O CARRO PRA CONTRATAR UM MEIA-DEUS, A GENTE VAI FAZER O QUÊ??? 😤 A GENTE TEM QUE COMEÇAR DO ZERO, MEU CHAPA! BOTAR OS CARA PRA TREINAR COM RAIVA, MOSTRAR QUE O TORREÃO TEM QUE TREMER QUANDO A GALERA CANTA!
E PARA COM ESSA LÓGICA DE "SÓ VAI BEM QUANDO TIVER O ZÉ CARLOS DE VOLTA" — A GENTE JÁ TEVE TIMES SEM ELE E IA BEM, SIM! LEMBRA DO EQUIPE DE 92??? ELES NÃO TINHAM O MONSTRO DA FRENTE, MAS IA COM TUDO E LEVOU O ESTADUAL NA MARRA!
ENTÃO, Ó: O TORREENSE PRECISA É DE GENTE QUE QUEIRA LUTAR DE VERDADE, NÃO DE UM ATACANTE QUE FAÇA O ESTÁDIO TREMER DE GRAÇA! MAS SE A GENTE NÃO COMEÇAR A EXIGIR ISSO AGORA, AMIGO, DAQUI A POUCO A ÚNICA COISA QUE VAI TREMER VAI SER O GRAMADO DE TANTO CAFÉ QUE A GENTE VAI TOMAR PRA DORMIR SEM DORMIR! 🚬☕
QUEM É QUE AINDA TEM CORAGEM DE IR PRO TORREÃO HOJE???
Coração com o time, cabeça em pausa.
caramba, cê tá de brincadeira com essa malcriação toda no meio de campo, CeraChora? pô, esse negócio de "defesa que recua igual time de amigos no parque" não cola não, irmão! eu tava lá no jogo contra o Santa Clara na semana retrasada, e ó — os caras da zaga tavam mais pra frente que o ponta-esquerda da sub-19! o zagueiro titular do profissional, aquele moleque que veio da base, ele foi três vezes pra cima como se fosse fazer gol de cabeça e a galera vibrava igual se fosse final de Copa do Brasil!
agora, me diz uma coisa: se a gente tivesse um atacante que chegasse na área com essa gana que tu falou, cadê o passe pra ele? ontem mesmo eu vi o MolequeQueira receber a bola na intermediária com dois caras grudados, ele deu dois toques pra trás e o meia sumiu com a pelota na hora de tabelar pra frente! dois toques pra trás, brothers! foi igual assistir um cara mijar no chão pra apagar o fogo!
e não adianta vir com essa de "time de 92 não tinha atacante monstro e levou o estadual" não, porque o Torreense daquele ano tinha três caras que jogavam igual se tivessem pago pra brigar: o Betão na área fazia pivô mais rápido que eu abro a geladeira pra tomar uma Skol gelada, o Flávio na ponta entrava na área como se fosse o dono do negócio, e o meio-campo roubava a bola igual cachorro que acha um osso suculento! hoje a gente tem umas joias na base que são mais fáceis de encontrar do que tampa de feijoada aberta, mas falta a coragem de botar os caras pra jogar COM RAIVA desde o início!
ah, e essa conversa de treinador que não exige... ó, o atual até que faz uns alvoroços na beira do gramado, mas parece que ele tá mais preocupado em não perder a vaga do que em fazer o time jogar pra frente! ontem mesmo eu ouvi ele gritando pro goleiro pra bater o tiro de meta pro lado contrário porque "assim a gente segura o jogo", quando todo mundo no estádio tava vendo que a defesa do adversário tava toda adiantada e a galera só faltava pular no campo pra cobrar falta!
a gente não precisa dum atacante que faça dez gols por jogo, mas a gente PRECISA dum cara que, quando entrar em campo, os zagueiros adversários já comecem a suar frio só de olhar pra ele! igual o Zé Carlos fazia — o homem chegava na área e o estádio já parava pra escutar o apito! e olha, isso aqui não é conversa de velho rabugento não, é pura verdade: time grande não se faz com discurso bonito, se faz é com cara que mete medo no outro time e com meio-campo que não tem medo de roubar a bola e sair correndo!
então, meu irmão, a gente não pode ficar só jogando pedra nos moleques da base sem dar as condições pra eles brilharem! o problema não é falta de gana, é falta de um time que jogue pra frente desde o primeiro apito! mas enfim, a gente vê.
Já vi de tudo, pessoal.
Já pensaram que o MolequeQueira não é só chute forte, não? Ontem no treino, ele pegou a bola na intermediária, olhou pra frente e... simplesmente arremessou pra área igual se fosse arremesso lateral. O treinador até parou o treino pra xingar, mas o moleque ficou lá, parado, igual se tivesse feito um gol de placa. Aí o Zé Manel — sim, o próprio, aquele que o PedroTimao falou que fazia os zagueiros tremerem — se aproximou dele e falou bem baixo: "filho, aqui você não arremessa não, você mata o adversário de fome antes que ele chegue perto da área". E o MolequeQueira, que nunca na vida viu o homem jogar, ficou olhando pro veterano igual se tivesse ouvido uma revelação sagrada. Hoje o guri treina com a raiva nos olhos e a bola grudada nos pés, como se cada toque fosse a última chance de provar que vale a camisa. Mas ó, não adianta o garoto ter vontade se o time todo não entender que time grande não se constrói com dribles bonitos na beira da área, mas sim com o atacante que chega suando igual cachorro depois de correr atrás do ônibus.
Hype não é argumento.
Nossa, CeraChora, tu acertou em cheio quando falou que a vontade tá toda ali, só esperando alguém pra botar fogo no caldeirão! Eu tava lá no jogo contra o Académico de Viseu na pré-temporada, e juro que senti aquele cheiro de torcida antiga só de ver os moleques da sub-20 correndo atrás de cada bola igual se fosse a última chance de mostrar pro mundo que eles merecem a camisa. Só que ó, meu irmão, eu também vi o MolequeQueira ontem treinando com o grupo principal, e te juro que ele tem a raiva certa — mas falta um detalhe que a gente esquece: a MÁGOA de não ser levado a sério.
Lembra daquele lateral-esquerdo que a gente idolatrava, o Carlitos, lá pelos 2000? O cara fazia o estádio inteiro cantar "Carlitos, Carlitos" a cada vez que ele chegava na linha de fundo. Pois bem, ontem mesmo o moleque foi substituído aos 35 do segundo tempo num jogo que a gente tava ganhando de 1x0, e ele saiu de campo com a cara dura igual se tivesse roubado o dinheiro do cofre do clube. Não é frescura não — é a GENTE que coloca fé nesses caras, e quando eles sentem que a gente tá olhando pro lado, eles mesmos começam a duvidar se o Torreense algum dia vai voltar a ser grande de verdade.
E ó, estatística nenhuma vai explicar o que a gente sentiu naquele jogo de 2018 contra o Marítimo quando o time saiu do túnel e a galera inteira cantou "essa camisa pesa" antes do apito inicial. Aí o MolequeQueira, que tinha só 17 anos, olhou pros veteranos e... simplesmente não recuou mais! Fez um gol de cabeça num cruzamento que veio lá da intermediária, e você via nos olhos dele: não era mais o menino da base, era o TORREENSE de coração sangrando pela camisa. Isso aí não tem métrica que meça, irmão — tem alma, e é disso que a gente tá precisando pra fazer o estádio tremer de novo!
Contexto vale mais que um número solto.
Esse papo de atacante que faz o estádio tremer é velho conhecido da gente, irmão. Eu lembro daquele jogo lá em 2003 contra o Farense, no Algarve, quando o Zé Carlos saiu do banco e em cinco minutos já tinha feito dois gols — e olha que o time tava um lixo naquele dia. A galera ficou de pé igual se tivesse levado um choque, e o homem nem comemorou, só jogou a camisa pro alto e foi pro canto dele como se aquilo fosse normal. Hoje a gente vê moleques que entram no jogo e ficam olhando pro relógio pra ver quanto tempo falta pra acabar.
Mas ó, não adianta só culpar o atacante não — a última vez que a gente teve um time que botava medo no adversário, o meio-campo era tão raivoso que os caras roubavam a bola na intermediária e já iam pro ataque igual se estivessem correndo atrás de uma dívida. Lembro do Zé Manel chegando no lance e os zagueiros do adversário já começavam a recuar antes mesmo dele tocar na bola, porque sabiam que vinha sangue, suor e, no fim, gol. Hoje o MolequeQueira tem chute pra derrubar goleiro, mas se o cara da intermediária não meter a cara no lance, de que adianta?
E tem mais: esse negócio de "time grande não se faz só com atacante" é conversa fiada pra quando a gente tá sem graça. Time grande se faz quando tem UM cara na área que faz o defensor esquecer da mãe dele quando olha pra camisa do adversário. Igual o Betão em 92, que entrava na área de cabeça erguida e os zagueiros já vinham com o pé atrás. Não precisa ser dez gols por jogo não — tem que ser aquele tipo de jogador que você olha e fala: "esse aqui não vai errar dois lances seguidos".
Agora, pera aí: a gente tá vendo o MolequeQueira treinando com a raiva nos olhos, mas será que a gente não tá exagerando na cobrança? O garoto tem 19 anos, não é máquina não. Ou será que a gente tá precisando é de um atacante que já tenha passado pela fogueira e saiba o que é vestir essa camisa em dia de decisão? Porque time que treme não é só questão de gana não — é questão de maturidade, irmão. E a gente tá mais perto disso do que imagina, mas... cadê o passo seguinte?
xG > emoção.