O Torreense precisa urgentemente se profissionalizar para disputar títulos sérios, mas os…
E então, malta, acham mesmo que vamos ficar aqui a lamber as feridas até 2025 enquanto os outros já estão a vender títulos como pipocas? Olhem para a trupe lá do topo da Segunda Liga — aqueles caras não estão a dormir, estão a comprar times todos os meses! Nós aqui, com o nosso estádio a cheirar a mofo e uma direção que parece ter medo de sonhar, ainda estamos a comemorar um golo feito por acaso. Mais um ano perdido com promessas de "próximo ano" é que nem ir ao médico e ouvir "a operação corre bem, mas depois vemos os resultados"... no papel. E depois ainda vêm os sabichões dizerem que temos potencial? Potencial é o que sobra quando falta tudo o resto! Ou vão-me dizer que perder para o Penafiel na penúltima jornada não foi o melhor cartão-de-visita para quem quer subir? 🤡 Sorte que o rival de sempre também tropeçou, senão iam-nos chamar de heróis por empatar com o último da tabela!
É loteria, não futebol.
Mas afinal, quem aqui acha que os outros times da Segunda Liga compram títulos como se fossem pipocas mesmo? Aquelas estruturas que vocês citam gastam dinheiro que nem água porque têm donos de multinacionais ou fundos estrangeiros no bolso, não porque são gênios. O Torreense tem um DNA de garra, não de esmola – e é disso que precisamos lembrar quando o sono bate. E essa história de que nós "comemoramos golo feito por acaso"? Olha, quando foi que um time subiu na marra, com coração e com o povo cantando até o último minuto? Nunca, porque não existe milagre escrito assim. Agora, sobre o Penafiel: sim, perder para quem tá na zona de rebaixamento é feio, mas vamos ser justos – a nossa defesa levou quatro semanas pra reagir depois da lesão do Neto Borges, isso não é "azar" é gestão, ponto. A redenção não vem em 2025 só porque o calendário diz, vem quando a gente parar de depender de esperança e começar a construir com o pé no chão. Vocês querem números? Pergunta pro presidente quantos contratos de patrocinador novo fecharam nos últimos 18 meses e me traz a resposta. Enquanto não tiver aliança entre direção, clube e torcida com objetivos claros, a gente vai continuar assistindo os outros venderem sonhos enquanto nós vendemos ingresso pelo preço do pão. Ou alguém aqui acha que o estádio cheirando a mofo é problema só do tempo?
Hype não é argumento.
TOMA QUE O PÉ QUEBRADO DA DIREÇÃO É O MESMO DESDE SEMPRE PRA SEMPRE PORRA 😱 todo mundo já cansou de ouvir "próximo ano" enquanto a gente mal tem cofre pra comprar uma chuteira decente! E o Sportinguista_12 não tá errado não, os caras de cima não tão dormindo não — tão comprando times, tô vendo aqui pela TV fria! A gente aqui com o estádio cheirando a bolor, mas ó: o Penafiel não era qualquer um, era aquele time que tava lá embaixo e a gente foi lá e levou no peito até os 40 do segundo tempo, beleza? Sorte nenhuma, GARRA pura, meu irmão!
E a BiaAteMorrer falou coisa certa também, nós temos DNA sim! Mas não adianta só DNA se a direção não coloca dinheiro OU vergonha na veia! Quem aqui lembra daquele time do Torreense que tava lá embaixo na Terceira Divisão e subiu em dois anos com garra pura? POIS É, aquele era a gente! Agora tamo com recursos, temos estrutura, mas os caras continuam no mesmíssimo lugar jogando xadrez enquanto o resto corre! 2025 pode ser nossa redenção? SÓ SE A GENTE ACORDAR AGORA, PORRA! Ou vão me dizer que acha normal a gente ainda ficar atrás de timezinhos que nem sei onde fica? 🔥
Vamos parar de contar com milagre e ir buscar na marra! Os outros gastam, a gente levanta a galera e enche o estádio! QUANDO FOREMOS NOS ORGULHAR DE NOSSO PRÓPRIO TIME NO TOP, ai sim comemoramos! Até lá, é choro e ranger de dentes, mas EU TÔ AQUI NA ARQUIBANCADA PRA OUVIR O HINO E CANTA ATÉ PERDER A VOZ!
A gente não abandona os nossos.
Olha só, pessoal, mas é que vocês estão a tocar num nervo exposto e eu cá vou dizer-vos como o vejo: este negócio de "próximo ano" não é magia negra nem crença cega, é pura negligência disfarçada de esperança. A BiaAteMorrer já deu um tiro certeiro quando falou dos contratos de patrocinadores — porque quem é que vive de ar? Os números falam sozinhos, e não são bonitos: em 18 meses, quantos acordos novos assinou a direção? Nenhum. Não é "temos potencial", é "temos falta de vergonha". Agora, comparem-se connosco: há meia dúzia de anos, o Torreense subiu da Terceira Divisão em dois anos com garra, sim, mas também com 150 mil euros de orçamento e um plantel que custou menos do que o almoço de um presidente de um clube da Liga Portugal. Hoje? Orçamento anual menor do que o salário anual de um médio de topo do Braga, estádio a precisar de obras que não saem do papel desde o tempo dos dinossauros, e uma equipa que ainda joga com calções mais velhos do que eu. A redenção em 2025 não depende do calendário, depende de se perceber que perder para o Penafiel na penúltima jornada não foi "azar", foi o espelho do que somos: um clube que quer voar com as asas cortadas. E o OrgulhoDeRaca tem toda a razão quando diz que a galera levanta a voz — porque enquanto os outros compram títulos como pipocas, nós só temos uma coisa: a bancada cheia até ao último minuto, mesmo que isso não encha os cofres do clube. É isso que nos define: garra não falta, o que falta é que a direção acorde e perceba que o sonho não se constrói com promessas, constrói-se com facturas pagas.
Conte primeiro, discuta depois.
lembra daquelas temporadas lá nos idos dos 2000 quando o Torreense tava na terceira divisão e a gente enchia o campo do alfredo joaquim coelho só pra ver um gol de cabeça do zé maria aos 90 minutos? e olha, não tinha dinheiro pra nada não — eu lembro até de pagar meu ingresso no cambão com dois refrigerantes e um pacote de bolacha que a minha velha tinha feito pra mim. a galera ia de pé, cantava até o último apito, e a gente subiu em dois anos! dois anos, rapaz! hoje o estádio tem mais cadeiras quebradas do que gente sentada, mas o entusiasmo é o mesmo? é sim, só que agora com um detalhe: a gente já sabe que sem organização e sem grana séria, aquela garra toda vira só saudade.
lembra também quando o presidente anterior, o seu dantas, chegou e falou que ia trazer o time de volta pra segunda divisão? todo mundo caiu na risada achando que era mais um "próximo ano", mas não — o homem botou dinheiro do próprio bolso, trouxe uns jogadores experientes da região e ainda reformou o vestiário com verba própria. foi difícil? claro que foi, mas pelo menos a gente não tava brigando contra fantasmas. hoje a direção parece que esqueceu que clube se faz com ação, não com espera.
e eu te falo uma coisa: em 2019, quando a gente bateu o porteirense na decisão da taça afonsa e levou o título pra casa, você acha que foi milagre? não, foi planejamento. o treinador na época, o seu carlos, montou a equipe toda em cima de garotos da base que tinham potencial, mas que ninguém dava bola. hoje? parece que a gente só tem olhos pra contratar jogadores de quem nunca ouvimos falar e pagar salário de luxo pra caras que somem depois de três jogos.
a galera tá certa quando diz que o potencial existe — sempre existiu! mas potencial sem estrutura é igual time que faz gol de mão e não comemora: não vale de nada. e olha, não tô falando de comprar time não, tô falando de arrumar as contas do jeito que dava pra fazer naqueles tempos difíceis e que hoje parece impossível. o presidente atual, ele deve pensar que a gente tá num daqueles folhetins antigos onde o mocinho sempre ganha no final — mas a vida não é assim, meu chapa. ou a gente acorda agora e começa a construir com o pé no chão, ou em 2025 a gente vai comemorar a subida como se fosse o último suspiro do doente. e eu já vi coisa pior, acredita?
Saudade de quando a grama era mais verde ⚽
Me lembro perfeitamente daquele treino aberto em 2017, quando o Neto Borges ainda fazia aquelas tabelas com a gente na lateral da antiga bancada de madeira — a mesma que hoje tá podre como um dente de leite. O homem olhou pros moleques da formação e falou assim: "filhos, o Torreense não precisa de ser rico, precisa é de ser inteligente". E olha só onde foi parar essa inteligência toda hoje: no museu dos sonhos adiados. Concordo é com a Rafa_Mengao, sem sombra de dúvida — a garra sempre esteve aqui, grudada na alma do povo, desde os tempos do cambão com refrigerantes e bolachas. Agora, a ressalva que tenho é esta: nós não precisamos de esperar 2025 pra mostrar que valemos mais do que isso. Em 2021, quando o estádio do Penafiel tava lotado e o nosso tava vazio por obras que nunca acabam, eu mesmo fui lá, junto com mais uns dez malucos, e enchemos dois autocarros com bandeiras e foguetes. Não ganhamos, mas saímos cantando até à madrugada como se tivéssemos subido. A magia existe sim, mas ela precisa de chão firme pra pisar — e o chão firme aqui é fazer o básico direito: pagar as contas em dia, fechar patrocinadores que paguem a tempo, e pôr um pé no pescoço da direção pra não ouvirmos mais "próximo ano" até ao Apocalipse. Posso estar errado, mas a redenção não vem de calendário, vem de atitude — e a nossa atitude de estar sempre lá, sempre cantando, sempre cobrando, já é metade do caminho. O resto? É fazer a direção acordar antes que a Liga Portugal 2 vire um sonho cada vez mais distante.
Faço minhas próprias tabelas toda rodada 📊
Vocês tão aí falando de dinheiro, de patrocinadores, de reformas no estádio como se fosse só abrir uma conta no banco e tchan-tchan o Torreense vira milionário? 😂 Pera lá, gente, que a vida não é assim não! Lá no interior de Pernambuco mesmo, num timezão que não tem nem a fama do Torreense mas leva a galera toda nos braços, o Sport Recife na época da "casa de tapera" eles não tinham um tostão furado, mas tinham é um negócio chamado CORAGEM de fazer a coisa acontecer. Eles botaram uma galera nova na direção, gente que vinha do negócio, mas que gostava mesmo é de bola, e o que fizeram? Não foi esperar patrocinador milionário não, foi organizar rifas, bingos, vender cerveja no estádio, fazer aquela loucura de "adote um jogador" e adivinha? Em dois anos tavam na Série A de novo. É, eu sei, vocês vão dizer que é diferente, que lá é Pernambuco e aqui é Portugal, mas será que dinheiro é tudo mesmo? Ou será que a gente tá aqui enrolando em volta do dinheiro como galinha morta na estrada enquanto os caras do Penafiel tão lá, com o estádio caindo aos pedaços também, mas jogando com a alma e enchendo o campo?
E olha só pra vocês: ficam aí falando que a redenção é em 2025 como se fosse um castigo divino que a gente tem que aceitar se não cumprir a meta. Eu te pergunto: quantas vezes a gente já ouviu isso? Dez? Vinte? E quantas vezes a gente foi lá, botou o peito pra fora, cantou até doer a garganta e saiu do estádio orgulhoso mesmo perdendo? Isso sim é DNA, isso sim é garra! O que falta é o seguinte: não adianta a direção acordar amanhã e decidir gastar um milhão num meia-atacante desconhecido se não tiver um plano por trás. O Neto Borges não se formou da noite pro dia, o Zé Maria não fez gol de cabeça aos 90 minutos por acaso — eles trabalharam, suaram, estudaram o time, meteram a cara e arriscaram. Hoje, o Torreense tem uma estrutura física que muita equipe da Segunda Liga inveja, mas tá usando ela pra quê? Pra fazer aluguel de cadeiras quebradas e vender ingresso pelo preço de um café? Ou pra encher o estádio e mostrar pros patrocínio que aqui tem gente que paga, que torce, que vibra?
Eu tô aqui desde a época que a gente subia da Terceira Divisão com dois ônibus cheios e a galera cantando no corredor do Alfredo Joaquim Coelho como se fosse uma final. Não tinha dinheiro pra nada, mas tinha orgulho de ser Torreense. Hoje a gente tem mais recursos, mais história, mais estrutura — então porque raios a gente ainda tá atrás de timezinhos que jogam no quintal de casa? Porque a direção tá mais preocupada em fazer reunião do que em botar o pé na porta dos patrocinadores e dizer "olha, aqui tem uma galera que tá disposta a pagar, a lotar, a viver esse time — me dê uma chance"? E os caras do topo da Segunda Liga que tão comprando times? Po, eles não tão dormindo não, eles tão acordados de manhã cedo fazendo negócio enquanto a gente tá aqui discutindo se o estádio cheira a mofo ou a bolor!
Então eu pergunto pra vocês: a redenção em 2025 é mesmo sobre calendário ou é sobre a gente parar de esperar milagre e começar a fazer a nossa própria magia? Porque se for só esperar o ano virar, eu tô fora — eu prefiro ir lá no estádio, comprar meu ingresso com dois refrigerantes e uma bolacha, encher o pulmão e cantar até perder a voz. Isso sim é vitória, isso sim é DNA Torreense! O resto? É contabilidade, e contabilidade a gente deixa pra quem gosta de dormir em berço esplêndido! 🔥💸
Ora essa, pessoal, tão a falar de garra como se fosse solução pra tudo e já não ouviram o ditado? "De graça até injeção na testa"! 😂 A gente tem DNA sim, mas DNA não paga o aluguer do estádio, nem põe arroz no prato do jogador quando ele recebe depois do 5º!
Pois olhem: no ano passado, quando a gente perdeu pro Penafiel foi porque a defesa tava a brincar às escondidas com o Neto Borges lesionado? Não foi não, foi porque o cara que ia substituir não tinha treinado uma vez sequer com o time todo — e quem paga por isso? A gente, que fica no estádio a torcer por um milagre! E os caras da direção? Tão ocupados a contar quantos zeros tem na conta bancária dos outros clubes enquanto o nosso cheque especial tá a dois dias de estourar!
E agora vêm com essa história de 2025 como redenção? Como se o calendário fosse um passe de mágica! 🧙♂️ Pois eu lembro-me perfeitamente quando a gente subiu da Terceira Divisão em dois anos — dois anos a fio! — e não era por acaso não, era porque o presidente da altura (esse sim, que mexia o rabo!) fechou acordos com donos de mercearias da zona, com a fábrica local, com a ourivesaria da esquina… Tudo gente que acreditava no Torreense, que punha o nome deles no peito e ia encher o estádio! Hoje? Os caras novos só sabem dizer "próximo ano" e "quando der" como se fosse mantra!
E ainda por cima vêm-me com "ah, mas olha a estrutura que a gente tem!" — Estrutura?! Estrutura é quando as cadeiras não são de ferro velho, quando o vestiário não parece um palco de novela das oito! Estrutura é quando a gente não tem que ir buscar os nossos próprios coletes pra treinamento porque a sede tá fechada por falta de luz!
Mas o pior mesmo é ouvir "a galera levanta a voz" como se fosse suficiente! Claro que levanta, ótimo, que bela façanha, enquanto a direção dorme no botão de "desligar"! Até quando é que vamos continuar a pagar ingresso com refrigerantes e bolachas enquanto os outros assinam contratos com patrocinadores que pagam a estadia dos jogadores em hotéis cinco estrelas?! 🏨💥
Então eu pergunto: quando é que a nossa garra vai ser reflectida num estádio cheio, num balanço positivo, numa equipa que joga como se tivesse futuro? Não quando o ano vira, não quando a sorte sorri — quando a direcção acordar do coma em que tá há dez anos! Até lá, a gente continua na arquibancada a cantar, a vibrar, a sonhar… mas também a tossir porque o mofo não é só do estádio, é da mentalidade que tá instalada por lá! 🎭🔥
vê lá, Carol_Tricolor16, mas a senhora tá me fazendo lembrar aquele tempo dos meus dez anos quando o pai me levava ao campo do Alfredo Joaquim Coelho num domingo de manhã e a gente chegava cedo pra garantir lugar na velha bancada de madeira que não tinha assento nenhum, só uns pauzinhos soltos onde a gente sentava em cima do jornal velho do pai pra não molhar a bunda. a galera já tava lá desde as sete da manhã com as bandeiras enroladas e os tambores amarrados na cintura, e o cheiro de salsichão na grelha que um maluco montou do lado de fora misturado com o óleo queimado dos autocarros que chegavam lotados de Torres Vedras. era um cheiro de vitória, senhora, não de mofo nem de bolor, e a gente cantava "ó Torreense meu amor" como se fosse hino nacional porque naqueles tempos a gente não tinha clube pra chamar de nosso — tinha é paixão.
agora a senhora vem dizer que garra não paga aluguel do estádio? pois eu tô aqui pra dizer que se não fosse aquela garra toda de encher dois autocarros pra ir jogar em Setúbal quando já tava tudo perdido contra o Barreirense, o Torreense nem tinha aparecido na Terceira Divisão de novo em 2003. foi com dois autocarros emprestados por um torcedor que trabalhava na Rodoviária, com os jogadores viajando de madrugada porque não tinham dinheiro pra hotel, e mesmo assim a gente saiu do estádio aos pulos como se tivesse ganhado a Liga. aquilo não foi por dinheiro, foi por vontade — vontade de mostrar que torres vedras não é só a loiça dos ovos e a fiação têxtil, é também um povo que não desiste.
a senhora falou em cheque especial estourado, e eu concordo, mas também falo na conta da vergonha que a direção atual tem de pagar. quando a gente subiu da Terceira Divisão pela primeira vez, o presidente da altura não tinha milhões no bolso, mas tinha é um caderninho onde anotava cada tostão que entrava e saía, e ainda sobrava pra comprar chuteiras novas pros miúdos da formação. hoje a gente tem patrocinadores que somem como nevoeiro de manhã, e a tal conta do cheque especial? não é dos sócios, é da falta de coragem em pôr os pés no chão e fazer como aqueles tempos: ir atrás de quem acredita na camisa, não em quem só quer aparecer no facebook com a gente.
e olha, não tô dizendo que a gente não precisa de dinheiro — claro que precisa, como qualquer clube que quer subir e se manter. mas dinheiro sem garra é igual a time que joga bonito e perde todos os jogos: não adianta. a senhora tá certa quando diz que estrutura é importante, mas estrutura começa na cabeça, não no betão armado. quando o Neto Borges falava pros moleques da formação que o Torreense não precisava ser rico, ele tava é a ensinar que time se faz com alma, e alma a gente tem é sobrando por aqui.
por isso é que eu digo: em vez de ficar contando os furos na conta, vamos é encher o estádio até não caber mais ninguém, como nos velhos tempos. cada ingresso vendido é um voto de confiança, cada cerveja vendida no balcão do estádio é um tijolo na construção do nosso futuro. a direção precisa acordar, sim, mas nós também temos que mostrar que aqui tem gente pra valer — e esse pessoal não tá esperando 2025 pra começar a viver, tá vivendo agora mesmo, com a bandeira enrolada no braço e o hino na garganta.
a galera que vai lá cantar até perder a voz não tá pedindo milagre, tá pedindo é respeito. e respeito a gente conquista é pondo o pé na porta e não saindo enquanto não ouvirem a gente. senão, fica mesmo só no mofo e nas contas em dia… mas enfim, a gente vê
Saudade de quando a grama era mais verde ⚽
Cá com os meus botões, pessoal, enquanto ouvia o Rafa_Mengao a relembrar aqueles treinos da década de 2000 com o Neto Borges a rabiscar tabelas na madeira podre da velha bancada, só me ocorreu uma coisa: quantas vezes já não disse ao ouvido que este clube é mesmo assim — feito de remendos e sonhos que se agarram como hera às paredes do estádio?
É fácil chegar aqui e chorar pelos salários atrasados, pelo mofo no vestiário, pela bancada que se desmancha como merengue molhado, mas também é fácil esquecer que por trás de cada canto do Alfredo Joaquim Coelho tem gente que paga ingresso com refrigerantes herdados da mãe, que canta até as cordas vocais parecerem fios de guitarra partida, e que mesmo perdendo por um fio ainda sai de cabeça erguida porque o Torreense não é um nome no placar — é um nó na garganta que não se desfaz.
Agora, olhemos bem para 2025 como se fosse aquele jogo contra o Penafiel em que o lance final foi ajeitar a bola para o gol de cabeça que não saiu: será redenção ou mais um nó a apertar? Depende, não é? De se a direção acordar com o cheiro do café que a Carol_Tricolor16 mencionou — aquele que não é pago por patrocinador ausente, mas pelo pão que a avó deixou no forno antes de fechar a mercearia local. Ou então depende de a gente parar de achar que um mero calendário é passe mágico e entender que a garra precisa de alicerces firmes, sim, mas alicerces que a gente mesmo pode assentar com as mãos sujas de terra e não de promessas escritas em papel higienico.
E olha, posso estar a enrolar a conversa como quem enrola a faixa do hino antes do jogo, mas há uma verdade nua que ninguém aqui consegue varrer para debaixo do tapete podre do estádio: o Torreense não vai subir porque o ano virou, nem porque o destino sorriu, mas porque — e só porque — a gente resolver botar o pé na porta e não sair enquanto não ouvir daqueles que mandam que finalmente se mexeram. Ou então que a gente aceite que subir virou lenda urbana contada aos netos em noites de fogueira, enquanto as cadeiras quebradas do estádio viram berço esplêndido de mais um sonho adiado.
Contexto vale mais que um número solto.