O Sporting de 2023-24 é um fenômeno tão único que nem o hype da zebra explica: segundo…
Afinal, o que é que os adeptos do Porto e do Benfica têm pra contar quando o assunto é 82 pontos a brilhar no currículo? Se calhar nada que não seja "ah, mas o regulamento favorece", "sim, mas as provas são noutro sítio" ou "esses números até que são giro, mas no fim ninguém lembra deles". Ora, passa-me uma cerveja p’ra eu ver se engulo o discurso de quem acha que um segundo lugar com 2 derrotas em 34 jogos é coisa de malta que espera a torcida a chorar no final da época. 🤡 No Alvalade não se pede sorte, pede-se fé — e este time respondeu com catálogo. O que é que tem pra dizer, hmm? Que o vento soprou sempre na direção deles? Que os árbitros são todos amigos do pai? 💸 Ou será que, pura e simplesmente, o Sporting mostrou que quando tem algo a provar não fica a enrolar na conversa fiada? E na prática? Continuam a achar que é tudo balela ou já conseguem admitir que isto cheira a grandeza a quilómetros?
É loteria, não futebol.
Se o Sporting jogasse assim num campeonato onde o bicho pega mesmo, tipo a Premier, já estaria todo o mundo a mijar-se todo com medo do segundo lugar. Em Portugal? Tem uns que só sabem lamuriar que o regulamento é injusto ou que os números não contam — e isso quando não começam logo a inventar conversa de que o título estava garantido desde novembro. Ora, 82 pontos em 34 jogos, dois pontinhos de fora do primeiro, e ainda por cima com uma defesa que engolia os avançados todos como se fossem pastéis de bacalhau. Fez-me lembrar quando entrei para o curso de Direito e a primeira prova era sempre a mais difícil; não bastava chegar na média, tinha que demonstrar que valia mesmo o lugar.
O que é que tem a dizer quem ainda não engoliu esse feito? Ou é aquele discurso de "ah, mas o regulamento" — como se o Sporting tivesse tido menos dias de treino do que os outros — ou então vêm com a velha canção de que isto foi tudo sorte pura. Pois eu cá vejo era uma equipa que chegava aos jogos como quem tinha um recibo para apresentar no fim da tarde. E 82 pontos não são brinde de supermercado, não; é pontuação real, contra os melhores do país, incluindo aqueles que agora têm de explicar por que é que os outros é que foram lá cantar vitória.
Se fosse tudo balela, não tinham feito mais de metade dos golos do campeonato com tranquilidade e ainda sobravam três rounds de futebol para gozar. Mas vamos combinar uma coisa: os céticos nunca faltam quando o rival faz história. Agora, a pergunta que fica é simples: se até o Alvalade queima os miolos a querer provar que merece, que raio de desculpa tem quem ainda não consegue ver para além do nariz?
Hype não é argumento.
então galeraaaa, mas fazer o quê... eu tava lá no alvalade quando o 3-0 ao marítimo na 28ª rodada rolou, e não tô falando só da vitória, tô falando do jeito... os caras chegavam tipo aqueles alunos que estudam até debaixo do chuveiro pra prova final, sabe? tão no topo e parecem que ainda têm que mostrar recibo pros outros... e olha que 82 PONTOS não é brinde de padaria não, é pra quem quer cacife pra dizer que é grande mesmo quando joga contra time que tem "mais história" só no nome... dois pontinhos de diferença pro Benfica e as pessoas querendo pôr defeito nisso? CÉREBRO AFUNDANDO PRA OUTRO LADO, SÉRIO MESMO! eles jogaram como se cada jogo fosse eliminatório, mesmo quando já tavam lá em cima... e a defesa? ENGOLIA ATACANTES COMO SE FOSSEM PASTÉIS DE BACALHAU MESMO! 🥶🔥 toda vez que o adversário ia com tudo, a zaga tava lá firme feito muro do estádio... e os golos? mais da metade do campeonato feito com tranquilidade total, sobrando tempo pra curtir o show... cético nunca falta mesmo, mas esses números gritam MAIORIA DE IDADE DO FUTEBOL PORTUGUÊS... e olha que nem falei do regulamento agora, não; falei de FOOTBALL PURO, aquele que se joga em campo debaixo de chuva, sol e até quando o juiz apita mal... isso aqui é SUCESSO NO PAPEL, NA PRÁTICA E NA ALMA... que raio de desculpa falta pra quem ainda não viu?
Ganhando ou perdendo, com eles até o fim.
Pois é, galera, a gente que conhece o "caldo" de Alvalade sabe muito bem que quando o time entra em campo com essa postura de quem tem recibo pra apresentar, não é frescura não. Aquelas três derrotas em 34 jogos — das quais só duas — não foram acaso; foi um padrão repetido até o último apito. Não tô falando de sorte, tô falando de um time que, mesmo quando já tava com a mão na taça, continuou a jogar como se ainda tivesse que pagar o aluguel do estádio no fim do mês.
E olha, esse negócio de "defesa engolindo atacantes como pastel de bacalhau" não é metáfora bonita não — é realidade pura. Quando o adversário cruzava, dava tudo dele, e o Sporting simplesmente sugava a jogada como um aspirador de pó ligado no máximo. São 24 gols sofridos em 34 jogos, uma média de menos de 0,7 por jogo, e isso contra times que, teoricamente, tinham mais "nome" no currículo. Até parece que a bola mudava de direção sozinha pra evitar entrar ali no Alvalade.
Agora, se a gente for pensar no futebol português de uns anos pra cá, ninguém mais acostumou a ver uma equipe manter esse nível de consistência — e muito menos sobrando fôlego pra fazer 89 gols, mais da metade deles com tranquilidade, como se fosse coisa normal. O que o Sporting mostrou foi que dá pra jogar como quem tem algo a provar, mesmo quando já provou tudo. O regulamento até pode ajudar, mas 82 pontos em 34 jogos contra os melhores do país não é troféu de papelão não. É conquista de gente que não abaixou a cabeça em nenhum momento, nem quando já tava lá no topo.
Aqueles que ainda ficam inventando desculpas — "ah, mas foi sorte", "ah, mas o regulamento..." — só estão revelando uma coisa: não suportam ver um rival crescer sem eles estarem no controle da narrativa. O Alvalade não constrói lendas com palavras; constrói com resultados, com atitude, com a garra de quem nunca esqueceu que o futebol, antes de ser números, é paixão. E paixão não se apaga com conversa fiada.
Conte primeiro, discuta depois.
no meu tempo, quando o sporting ainda tinha aqueles zagueiros de pai pra filho que deixavam o atacante adversário com mais marcas no gramado que um tatu na estrada, a gente já sabia que alvalade era sinônimo de sufoco pra qualquer um que chegasse com ideia de brincar. lembro do marítimo do marcos quando ele veio com aquele time todo armado e saiu de lá com os pés na grama — e olha que nem 30 anos tinha a galera toda, não. o sporting não nasceu ontem, rapaz.
esse negócio de "defesa engolindo atacantes como pastel de bacalhau" não é coisa de hoje não, sempre foi assim por lá. só que agora a molecada nova acha que é invenção da zaga atual, como se o vidal não tivesse trancado o alçapão contra o benfica na final da taça em 2015 ou como se o insua não tivesse feito umas cagadas bonitas nos anos 80 que davam dó. a diferença é que esses caras não brincam em serviço — vêm com atitude de quem tem recibo pra apresentar mesmo quando a taça já tá no bolso dos outros.
e falando em apresentar recibo, o pior é ver quem hoje acha que 82 pontos é coisa de sorte ou de regulamento. lá nos anos 90, quando o sporting ainda colecionava segundos lugares mais rápido que uma loja de conveniência coleciona clientes na virada do ano, ninguém dava recibo pra ninguém — a não ser os árbitros, que sempre tinham uma caneta pra assinar o prejuízo do rival. mas esses tempos passaram, graças a deus.
agora a gente vê o sporting lá na frente, jogando como se cada ponto fosse um aluguel atrasado, e ainda tem gente que vem com essa lengalenga de que a prozode foi sorte. poxa, se a prozode fosse só sorte, como explica que eles marcaram mais da metade dos gols do campeonato com tranquilidade? ou será que o regulamento também fazia os atacantes driblarem sozinhos e cruzarem pro centroavante? número não mente, mas também não fala sozinho — precisa de quem olhe pra ele sem preconceito.
e olha, não tô dizendo que o sporting não teve ajuda nenhuma — futebol nenhum funciona assim. mas 2 derrotas em 34 jogos não é acaso, é trabalho de time que não relaxa nem quando já tá com a mão na taça. isso aí é categoria pura, do tipo que a gente via nos times do bene e do pires no começo do século, quando o futebol ainda tinha cheiro de grama molhada e de botas gastas.
então, pro pessoal que ainda acha que isso tudo é balela: senta lá e assiste um jogo desses do sporting em alvalade quando o time tá no auge. depois me diz se ainda acha que é tudo conversa fiada ou se reconhece que, afinal, o regulamento pode ajudar, mas o futebol se joga mesmo é com atitude — e esse time tem pra dar e vender.
Saudade de quando a grama era mais verde ⚽
poxa, só de ler o RafaGremista19 falando daquele 3-0 no marítimo com 28 rodadas já me deu arrepio na espinha, lembra como se fosse ontem a galera cantando até o último segundo mesmo já emplacado 🥶🔥 mas cês tão vendo, gente? cada vez que o sporting chega num jogo desses com aquela postura de "recebimento pra apresentar" a gente vê na hora, né? é diferente de tudo, parece que eles pegam o adversário e jogam pro time dele mesmo!
agora, vou confessar uma coisa feia: quando eu era pequeno e ia no alvalade com meu pai, ainda tinha uns anos difíceis pra time, sabe? tipo 2012, 2013, aquela fase que dava vontade de tacar o boné longe... e olha, não era nem frescura não, era frustração pura. mas hoje? hoje eu choro de alegria igual criança no natal, mas também choro um pouquinho pela galera que sofreu junto antes 😭 mais do que isso: acho que esse time mostra uma coisa que ninguém fala direito — não é só fazer 82 pontos, é fazer todo mundo que duvidou engolir seco a cada jogo, inclusive quem era "fã" mas não acreditava direito. afinal, receber recibo em pleno 2024 não tem preço!
A gente não abandona os nossos.
Pois é, pessoal, mas tem um detalhezinho que ninguém menciona: quando o Sporting chega num jogo desses com a alma de quem tem recibo pra apresentar, até os próprios jogadores do banco começam a tremer. Vi na final da Taça de Portugal contra o Braga — não foi só a atitude no gramado, foi como se todo mundo no Alvalade soubesse, de antemão, que iam ganhar. E olha que não tô falando de vibe não; tô falando de coisa concreta: o Braga entrou no jogo com aquele discurso de "vamos mostrar quem somos", e saiu com os olhos arregalados pra cada pressão do Sporting, como se tivessem esquecido como se joga futebol.
E não foi só um jogo; foi uma temporada inteira assim. Não é frescura dizer que a torcida sente quando o time veste essa camisa como se fosse a última chance de provar algo — não pra eles, mas pra quem ainda duvida. Quando o Frederico Marques, esse menino novo do time B, entrou em campo naquela reta final e os caras já tavam com a mão na taça, você via na cara dele que não tava ali pra fazer número não; tava ali pra mostrar pro pai dele, lá em casa vendo pela TV, que o sangue azul ainda pulsa forte. Isso não tem regulamento que explique.
Amostra primeiro, conclusões depois.
Pô, Matheus_Verdao, tu acertou em cheio naquele arrepio do 3-0 no Marítimo! 🥶🔥 aquilo ali foi o tipo de jogo que a gente leva pro resto da vida, sabe? Cada passo, cada cantada da torcida, cada defesa do Luíz Felipe... lembrei na hora daquele dia de 2015 quando o Benfica veio jogar e saiu com o pé na grama mesmo 💪🔴 E olha, esse negócio de "recebimento pra apresentar" é real demais, cê sente no ar quando os caras entram em campo!
Só uma coisa que me bateu agora: a galera nova até curte ver o time assim, mas esquece fácil como era ruim antes, né? Eu tava lá no Alvalade em 2018 quando a gente perdeu pro Porto num domingo à tarde e deu vontade de chorar até o boneco do Gerson rir da cara da gente... hoje tenho orgulho de mostrar pro meu filho os jogos desse time forte, mas também conto pra ele como foi sofrer pra chegar até aqui. Tem valor demais, não é só número não! Nossa equipe é foda, coração fala mais alto, vamo que vamo!
Lembro como o Sporting jogou aquele dérbi de março do ano passado, quando o Benfica veio todo empavonado com os seus reforços caros e saiu de Alvalade com os calções mais pesados do que quando chegou. Não foi só a vitória, foi o jeito que eles trataram a bola nos últimos vinte minutos: passes curtos, toques de primeira, como se estivessem treinando uma coreografia — só que sem ensaio prévio. E o pior para quem assistiu foi ver o técnico benfiquista com aquele olhar de quem acabou de levar um soco na boca do estômago, mas sem poder reclamar porque a justiça era cega e o árbitro não tinha visto nada de irregular.
Aquilo ali não foi surto de talento; foi atitude de time que sabe que cada jogo é um recibo que precisa ser carimbado no peito do adversário.
Cadê a prova?
Caramba, gente, como que a gente pode duvidar desse monstro de Alvalade? 🔥💪 Só de ler o relato do Matheus_Verdao já me bateu um calafrio de lembrar daqueles anos ruins... mas ó, hoje eu chego na obra e até os pedreiro da minha equipe tão falando do sporting como se fosse time da casa, né? e olha que eles só ligam pra futebol quando tem jogo do brasa!
Agora, concordando com o Rafa_Mengao naquele negócio de defesa engolindo atacante que nem pastel de bacalhau, mas fazer o quê, é só ligar o joguinho que a gente vê na hora mesmo! até o meu filho de 8 anos já sabe gritar "GOOOOL DO SPORTING" quando vê eles dominando, e o garoto nunca assistiu uma partida antes de ontem! só que... cês já pararam pra pensar que essa tal de "atitude de quem tem recibo pra apresentar" pode ser também um baita de um peso pra galera? tipo, será que eles não relaxam nem quando tão ganhando fácil? já vi times se perderem justamente por não saberem lidar com essa pressão toda...
Coração com o time, cabeça em pausa.
Vocês estão a esquecer que esse Sporting não só joga como quem tem recibo para apresentar, como também o faz com uma naturalidade que parece ensaiada... mas não é. Ontem, ao entrar num café aqui em Lisboa, o ecrã da mesa ao lado mostrava um resumo do dérbi de março contra o Benfica. O empregado, que nem sabia que eu era sportinguista, parou de servir os cafés só para apontar para o ecrã: "Olhem como eles tratam a bola nos últimos vinte minutos... é como se tivessem um mapa mental de onde o adversário vai pisar". Nem o Benfica nem nenhum outro time na Europa joga com essa consciência tão de raiz; é a marca do treinador que soube moldar o grupo não apenas tecnicamente, mas psicologicamente. A pergunta que me fica é: será que é a táctica que produz essa atitude, ou é a atitude que permite que a táctica seja executada à perfeição?
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Ô raça do Sporting nesse 2023-24 então… cada jogo parece aquele *derby* de março que a gente já viu! 😱🔴 Mas ó, vou confessar uma coisa: eu também fico com esse medo besta do Rafa_Mengao ali, né? Tipo… será que não vai ser demais carregar o fardo de "time que tem que provar sempre"? Coração torcendo toda hora pra não dar nenhuma cagada é uma p*#$$, sim!
Mas olha só, eu tava lá no Alvalade naquele 3-0 no Marítimo e juro por Deus, deu uma coisa na gente… não foi só o placar, foi como o time pisava na bola como se fosse dona do estádio todo! Cada passe, cada jogada, parecia que eles tinham um GPS no pé. E o pior (ou melhor?) é que até hoje, quando passo na frente do estádio e vejo aquele letreiro da *Rádio Comercial* com a escalação, me dá um nó na garganta… não é frescura não, é história viva! CORAGEM QUE ESSE TIME TEM NÃO É BRINCADEIRA! 💪🔥
Na arquibancada desde criança.
E cá estamos nós, de novo, a ouvir como o Sporting de 2023-24 é essa máquina bem oleada que ninguém entende. A mim, pessoalmente, só me interessa uma coisa: como é que um clube que passou décadas a ser sinónimo de "quase lá" de repente entra em campo como quem vai assinar umas escrituras? Não estou a falar de performances isoladas — o 3-0 no Marítimo, o dérbi de março — mas sim daquilo que se sente no ar quando os adeptos entram no Alvalade: não é expectativa, é convicção. Convicção até dos próprios empregados do estádio, como aquele segurança que eu conheço, o João, me disse há duas semanas: "Ó Catimba, este ano nem preciso de ouvir as cantigas todas para saber que o jogo tá controlado. Basta ver como os rapazes saem do balneário." E ele não é da direção, nem sequer é dos que gritam no décimo terceiro. É do dia-a-dia, daquele que limpa os balneários depois dos jogos e vê como os jogadores chegam antes dos outros e como saem depois, sempre com a mesma cara de quem ainda tem coisa para resolver.
E nem venham com o argumento de que é o treinador ou o plantel novo. Isso é conversa de quem nunca sentiu a pressão de entrar no Alvalade a perder de 1-0 ao intervalo e sair de lá com cinco golos no currículo. A diferença deste Sporting não está no talento — que até têm, não nego — mas sim na forma como olham para o adversário: não como um rival, mas como um obstáculo que tem de ser removido com a precisão de um cirurgião. Quando o Sporting tem a posse, os adversários não estão a jogar contra onze homens; estão a jogar contra onze homens que sabem exactamente onde vão tocar a bola a seguir. E isso, meus senhores, não se aprende em três meses.
Hype não é argumento.
Eita, que tempo mágico esse do Sporting agora, heim? 🔴💪 Cada vez que vejo aqueles caras em campo, lembro na hora daquele jogo do Benfica em 2013 no Alvalade quando a gente tomou 3-0 e eu saí chorando feito criança... mas hoje a cena é outra, rapaz! ⚽🔥 Olha, concordo plenamente com o Rafa_Galo naquele negócio de sentir o clima desde o aquecimento, mas ó, eu tô me achando com uma ressalvinha besta: será que essa tal de "atitude de provar sempre" não tá um tiquinho perigosa pra saúde mental da torcida?
Eu tava lá no dérbi contra o Porto semana retrasada, no assento 132, e olha... quando o time começou a controlar tudo, senti um alívio enorme, mas também um medo esquisito de queimar etapas. Porque a gente já sofreu tanto antes, né? Cada vitória parece um susto! O negócio é tão intenso que ontem mesmo minha filha de 6 anos perguntou: "Papai, o Sporting sempre vai ser assim?" E eu não soube responder direito... porque time forte assim pode se acostumar demais com a pressão ou coisa do tipo. Coração é lindo, mas ele também é frágil demais, sério! 😱
Pois então, olhem para isto com os olhos de quem sempre andou pelos corredores do Alvalade em noites de espera e de frustração: o que é que torna um time que sabe ganhar 3-0 ao intervalo com a mesma tranquilidade com que resolve um dérbi no último minuto? Não é o hype da zebra, muito menos qualquer milagre de Alvalade, como alguns querem romantizar. É a sensação de que, quando o Sporting sai para jogar, não leva apenas onze jogadores — leva a história toda do clube às costas, o peso de décadas a fio de quase lá, e transforma esse fardo em precisão cirúrgica.
Lembro-me de um treino aberto em Alcochete há coisa de dois anos, em que o treinador pôs os novatos a jogar 11x11 contra os titulares. Os miúdos iam a perder de 3-0 nos primeiros vinte minutos, com direito a toques hesitantes, passes a mais... até que o treinador parou tudo e disse: "Agora, mostrem-me como se joga com orgulho." E aquilo ali não era táctica, rapazes — era atitude. O Sporting de hoje respira essa mesma filosofia: seja contra o Marítimo, seja contra o Benfica, a bola chega sempre aos pés certos porque quem a recebe já nasceu a saber que tem recibo para apresentar.
Mas façam-me o favor de pensar: será que esta atitude de "provar sempre" não será também um fio de navalha? Porque quando o coração fica tão habituado à vitória como se fosse pão nosso de cada dia, onde é que fica o espaço para o erro? Afinal, até os melhores times do mundo têm os seus dias de sono... e quando um clube como o Sporting se permite um deslize, a queda dói dez vezes mais do que para aqueles que nunca sequer sonharam em voar tão alto.