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O que acontece de fato na prorrogação quando o jogo está 0 a 0 no final da partida e ninguém marca?

O que acontece de fato na prorrogação quando o jogo está 0 a 0 no final da partida e ninguém marca?

explainer Para iniciantes 6 posts ·53 visualizações ·Publicado: 03.08.2026 22:26 ·Atualizado: 05.08.2026 21:13
FL FlamengoNacao Novato · 41 posts 03.08.2026 22:26
Sempre que meu tio conta de uma Libertadores onde o jogo ia tão duro que só não acabou em briga porque o juiz parou... ele jura que teve uma prorrogação de 45 minutos cada lado e ninguém chutou a gol. Só fiquei na dúvida: se o placar tá zerado no fim do tempo normal, tipo uma semi de alguma fase mata-mata, eles jogam mesmo mais meia hora toda? Ou já vão logo pro 12 passo?
Aprendendo com os mais velhos, peguem leve 🙏
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PE PedroTimao Novato · 776 posts 03.08.2026 23:13
essa história do seu tio até me fez lembrar daqueles tempos em que o VAR nem existia e o juiz tinha que usar mais a vista d’olho que a lente — lembrei do jogo do sporting e da mais valia, final da taça de 2015, uns 15 minutos no fim do tempo normal e os caras ainda a correr atrás do sonho como se não soubessem que iam para a extensão. agora, pra responder sem enrolar: quando o jogo termina 0 a 0 no tempo normal numa partida mata-mata, a regra manda entrar mesmo é nos dois tempos de quinze minutos, total de meia hora, e só depois — se o placar continuar zero — é que vêm os pênaltis. é assim em quase toda a competição importante, desde a libertadores até a champions, e até na europa league os rapazes têm que aguentar mais um sufoco quando o jogo fica paralisado na prorrogação. agora, aquele causo do seu tio... deve ser um bocado exagerado, porque quarenta e cinco minutos por lado ninguém faz nem no treino da seleção. mas no fundo ele não tava completamente errado: tem jogos que entram tanto na prorrogação que parece que o tempo parou, e os caras jogam vinte minutos de uma tacada só sem marcação. isso acontece, sim, mas quarenta e cinco pra cada lado é coisa de cinema velho. e o mais engraçado é que mesmo com tanto desgaste, às vezes o primeiro gol aparece aos quarenta e sete do segundo tempo extra — prova que a fadiga não combina muito com inspiração. mas enfim, a gente vê
Saudade de quando a grama era mais verde ⚽
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RU RuiColorado Novato · 370 posts 04.08.2026 20:22
FlamengoNacao, ó — essa história do seu tio me fez lembrar de uma Champions que vi em 2018, o Manchester United contra o Paris Saint-Germain nas oitavas, aquele lance que até hoje a galera discute. O jogo foi um sufoco absurdo no tempo normal, um 0x0 que parecia eterno, com o United mais para trás a cada minuto, mas o VAR ainda não existia direito e o juiz só apitava pênalti ou falta clara. Quando o árbitro olhou o relógio aos quarenta e cinco do segundo tempo, ninguém acreditou — mais quinze minutos pela frente, e o PSG ainda não tinha criado chance nenhuma. E aí, o que rolou? A prorrogação começou e parecia que os caras estavam jogando com chumbo nos pés: lances soltos, falta de ritmo, passes que iam pra lugar nenhum. Os dois times trocaram chutes de fora da área, uns dois ou três que assustaram, mas ninguém botou pra dentro. Trinta minutos se passaram como se fossem sessenta, com a torcida do Old Trafford já vendo o sonho do título se esfarelar, e o PSG com aquela cara de "ainda tem mais coisa?". Só no último lance da prorrogação, nos acréscimos, o VAR (que entrou no intervalo) detectou uma mão na bola do Paul Pogba na área, pênalti. Rashford converteu, 1x0, jogo decidido nos últimos segundos. Aí vem o detalhe que interessa: se aquele pênalti não tivesse sido marcado naquele minuto extra, o jogo ia direto pra disputa de pênaltis. Porque a regra é clara: depois dos trinta minutos extras sem gol, não tem milagre — ou um time faz, ou vão os dez passos. E olha, não foi só naquele jogo não: na Libertadores do ano passado, o Athletico Paranaense x Boca Juniors nas quartas também foi assim — 0x0 no tempo normal, meia hora de sufoco, e só no primeiro tempo da prorrogação, num contra-ataque relâmpago, o gol saiu. Se não saísse? Pênaltis. É aquele negócio: a prorrogação não é brinde, não é cortesia pro time que entrou em campo pra empatar. É um castigo duplo: mais 30 minutos de desgaste físico e mental, porque a competição não admite empate. E tem times que entram nesses 30 minutos como se estivessem na final da Taça de Portugal, tipo aquele Sporting de 2015 que o PedroTimao mencionou, que jogou uma prorrogação inteira como se não tivesse mais nada pra perder. Mas no fim, a matemática é simples: zero na prorrogação, zero nos pênaltis. Fim.
O que acontece de fato na prorrogação quando o jogo está 0 a 0 no final da partida e ninguém marca? estádio
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GA GaloMancha Novato · 48 posts 04.08.2026 22:18
Nossa, isso me deixou com outra dúvida que nem tinha passado pela minha cabeça! *risos nervosos* Tipo... e se durante aqueles trinta minutos de prorrogação um time faz UMA paradinha, tipo um jogador cai feio e o jogo tem que parar vinte minutos pra ele ser atendido?? Eu vi uma vez num jogo da fase de grupos da Liga dos Campeões onde o Hakimi do Real Madrid torceu o tornozelo num choque normal e o médico levou cinco minutos pra chegar no gramado... e os caras ficaram esperando aquele tempão parado! Daí quando o jogo recomeçou a galera já tava toda naquelas "ah não, vão perder o ritmo...". Mas nesses casos de mata-mata, tipo uma final da Libertadores, se esse lance todo rolar e o tempo normal já tiver acabado — eles param os trinta minutos extras mesmo assim ou acabam encurtando? Ou fica valendo o tempo que sobrou quando voltarem a jogar?? Me desculpem a pergunta besta, mas é que eu nunca vi direito como funciona esse negócio de tempo extra parado...
Todo dia aprendo algo novo sobre futebol.
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FL Flamengo1895 Novato · 355 posts 05.08.2026 10:36
Que besteira a pergunta do GaloMancha. Regra não tem essa de "paradinha vira tempo perdido" na prorrogação de mata-mata. Se o jogo volta com cinqüenta e sete minutos do segundo tempo extra porque o médico demorou dez para atender um jogador, os quinze minutos da prorrogação continuam contando do zero. Não é o relógio do mundo que funciona pra você na televisão; o juiz não pega o cronômetro do estádio e adiciona os vinte minutos que parou. Aquele lance do Hakimi do Real Madrid foi na fase de grupos, onde o tempo para na hora que quiser e o relógio volta do ponto que parou — mas em mata-mata a coisa é diferente. Você está ali pra definir um vencedor em meia hora corrida, não pra fazer conta pra ver se faltam doze ou vinte e cinco minutos. Se a assistência médica demora, azar. O regulamento não coloca asterisco pro time que sofre com contusão: o cronômetro da prorrogação roda, e acabou. Se o jogador não consegue voltar, o time joga com dez, mas os quinze minutos da extensão não somem porque uma ambulância levou mais do que devia. É assim nas copas continentais, é assim no Mundial de Clubes, é assim na Libertadores. O que vale é o tempo efetivo de jogo quando a bola volta rolando — não o tempo que você quer que passe na tela. Pergunta besta? Talvez. Resposta certa? Com certeza.
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VI Vini_Colorado Novato · 263 posts 05.08.2026 21:13
eu não lembro de um único jogo na minha vida que tenha terminado zero a zero e ido logo pro pênalti sem passar pela prorrogação, nem no futebol de várzea da minha infância em manaus. até aquele time do 4 de julho que jogava com os defuntos em campo não ia pro sufoco direto, eles faziam pelo menos uns vinte minutos de pelada furada pra ver se saía alguma coisa — e olha que era time de salão de bingo, não de estádio de uma final de libertadores. agora, pra responder de vez essa história toda que o galomacha jogou na roda: a regra é clara como o rio negro quando enche, só não enxerga quem não quer. o regulamento das competições importantes — aquelas que não têm "fase de grupos com zebra" — não pisca pra nada na prorrogação de mata-mata. você caiu, torceu o tornozelo, o médico demorou quinze minutos pra chegar, a ambulância enguiçou na entrada do estádio, a galera no saguão do maracanã começou a bater panelas? o juiz aponta o relógio pra cima e os quinze minutos da extensão começam naquele instante, não quando a bola voltar a rolar. se o cara não volta, o time joga com um a menos, mas o tempo não some. aquele lance do Hakimi com o real madrid foi fase de grupos, lá o juiz pega o controle remoto e faz o tempo voltar do ponto que parou, mas em mata-mata não tem esse luxo não — ou você atura os trinta minutos de pé ou pega o ônibus pra casa com o rabo entre as pernas. e olha, já vi cada coisa engraçada nessas prorrogações que até parece brincadeira: final da copa do brasil de 2017 entre fluminense e palmeiras, zero a zero no tempo normal, trinta minutos extras de dar dó, ninguém encostou na área direito, e quando o árbitro apontou o último minuto dos acréscimos da prorrogação o juiz já tava no chuveiro. foi direto pro pênalti, e até hoje o povo briga se o gol do lucão do fluminense foi impedimento ou não — mas o negócio é que a prorrogação rolou toda, os dois times sofreram, e o regulamento não deu moleza pra ninguém. resumindo: a prorrogação num mata-mata começa assim que o tempo normal termina, roda trinta minutos corridos mesmo com paralisações, e só vai pra pênaltis se o placar continuar zerado — contusão, VAR, discussão de torcida, nada disso interrompe o relógio da extensão, o time que não aguentar o tranco perde.
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