O PSG precisa parar de comprar títulos e construir uma identidade de verdade: ou…
Cara, mas que frescura toda essa conversa de "construir identidade" quando a gente mal tem paciência pra treinar uma categoria de base? PSG viver de omeletes e promessas debaixo dos holofotes enquanto os caras do Grêmio metem dois gols no primeiro tempo, isso é que me tira do sério. A gente tá aí pagando salário de Hollywood pros caras jogarem no "PSGênero" – chute alto, meia-lua cruzada e na hora H some o craque. Ou a gente assume que virou filial do Madri ou vai meter a mão na massa de verdade?
Aí vêm os frescos dizendo que "títulos não alimentam", como se fome fosse coisa de time de quinta. Mas quando a Champions some como um fantasma depois de tanta grana, aí sim todo mundo quer vir com essa conversa mole. Omelete é pra café da manhã, não pra contar a história do time. Se querem ser coadjuvantes, então que façam como o Olympique e vendam o Peixe da "nossa briga" – mas que parem de encher o saco com essa ladainha de "projeto". Projeto sem sangue, suor e sofrimento nos campos não passa de PowerPoint pra diretoria dormir tranquila. 🤡💸
Me mostra o seu ROI primeiro 😏
O que vocês querem que eu faça quando vejo essa galera exigindo "identidade" pra um time que já brigou em duas finais de Champions e tem mais canhotos do que cozinheiro em Paris? Vocês acham que a gente ia ter menos omeletes se o Mbappé fosse treinado desde os 12 pra jogar no PSGênero? Por acaso o Neymar chegou aqui com manual de identidade tática? Duvido. O cara veio pra brilhar, pra dar show, e o nosso problema não é falta de projeto — é falta de gente que entende que projeto custa paciência, mas também custa craque bom pra caramba.
Eita, Coroa_Pro, cê tem razão na raiva, sim, mas nem tudo é assim tão preto no branco não... ⚫💥 Não é que a gente não pode sonhar com uma base forte e ainda ter os caras de ponta brilhando, né? O problema é que a gente fica igual aquele cara que pede um pastel na feira e come só o plástico da bandeja... beleza, o recheio tá lá, mas cadê a massa? CADÊ A BASE!? 🔥
Flamengo1895, cê falou que o Neymar não chegou com manual, é verdade, mas também não chegou num time que ia arriscar tudo no contra-ataque sujo e no chute da longe pra sofrer VAR horroroso! 😭 A gente já viu esse filme antes: time bonito pra fazer gol nos primeiros 15 minutos e depois sumir igual casca de banana no chão do Morumbi. Isso não é "projeto", é roleta russa!
Omelete? FRACASSO!!! Todo dia a mesma coisa, a gente acorda com dois, três, quatro reforços anunciados, mas na hora de mostrar que tem DNA, não aparece ninguém! E quando aparece um Pedri no Barcelona ou um Pedrote no Manchester City, a galera vai lá e chora porque tá sentindo saudade... POIS É, PARA, gente! A gente tá enchendo a cara de luxo sem coluna vertebral!
Eu lembro do time da Vila Belmiro 2015, sabe? Não tinha nome grande não, mas quando o menino subia pro profissional, o povo já sabia que ele ia botar a cara no chão. Aqui? A gente tem que decorar o nome do cara porque se ele não emplacar em dois meses, já tá no mercado chinês! Isso não é identidade, é feira livre de atletas!
Ou a gente para agora de bancar a Disney dos times e FAZ como tem que fazer: investe nos moleques do INSEP, paga bem pra eles viverem de futebol SEM precisar vender o rim, e quando eles virarem craques, a gente coloca eles pra jogar junto dos MBappés, dos Neymares, DOS CARAS QUE FAZEM DIFERENÇA SEM PRECISAR DE SHOWBIZ! 💪🔴
Senão, a gente vai continuar assistindo a final da Champions no sofá, comendo pipoca e esperando o VAR salvar a gente... e olha, a pipoca custa mais caro que a entrada do estádio às vezes! 🍿💸
A gente não abandona os nossos.
Cara, mas que raiva assistir o PSG acertar em cheio naquilo que a CarolVerdao colocou com tanto fogo: "o plástico da bandeja" — a massa simplesmente não existe! É aquela história de comprar um time pronto e achar que o DNA vai aparecer sozinho, como se fosse feitiçaria. Olha só o Grêmio esse ano, time de série B jogando na Libertadores como se fosse casa: dois gols no primeiro tempo? Porque tem meninos subindo do sub-20 que não ficam dois meses no profissional e somem — eles já nascem sabendo que têm que brigar. Aqui, a gente anuncia um reforço e já tem gente contando os dias pra ver se ele veste a camisa duas vezes seguidas antes de ser negociado.
E não adianta apontar o dedo pro Coroa_Pro não, a Carol acertou em cheio quando falou do "plástico da bandeja" — porque a gente tem os ingredientes lá em cima, mas esquece que pra fazer uma omelete de verdade precisa quebrar ovos na cozinha, não na vitrine do restaurante! O time atual do PSG é tipo aquelas receitas de Michelin que só funcionam na cozinha do chef estrelado: tira do forno, brilha uma vez, e no próximo jogo a gente tá aqui comendo lasanha congelada vendo o VAR atrapalhar nosso "show". Não é frescura não, é física: você não constrói uma identidade jogando dois, três, quatro caras novos a cada temporada como se fosse passeio no shopping. Cada vez que a gente faz isso, a gente está tacando fogo no alicerce pra levantar uma casa de papel.
O Flamengo1895 falou que não dá pra exigir manual de identidade tática do Neymar quando ele chegou, mas esqueceu que o Neymar veio num time que pelo menos tinha o histórico de construir jogadores — não era time de farmácia de talentos, era time de desenvolvimento! O Barcelona colocou o menino no profissional com 17 anos porque o sistema deles é baseado em formiguinhas, não em estrelas que pagam ingresso para entrar em campo. Aqui a gente gasta milhões pra montar um time de videogame e fica surpreso quando os bonecos não têm memória muscular quando o jogo aperta.
E olha, a Carol acertou de primeira ao comparar com o Santos dos meninos da Vila Belmiro: quando o Pedrinho subiu pro profissional em 2015, a torcida já sabia que ele ia fazer o sacrifício antes do show. No PSG atual, o moleque que sobe nem sabe direito o nome dos caras da comissão técnica porque a escalação muda mais que roupa de gringo na praia. Isso não é "projeto", é shopping center de atletas — e shopping center não faz time, faz coleção de figurinhas pra vender no eBay.
xG > emoção.
ah, mas isso aí lembra logo aquele time do Porto de 98, o tal do "Porto de multidão", que eu vi pessoalmente em plena Antuérpia no final da Champions contra o Bayern. não foi título comprado não, foi time que nasceu das mãos de um louco chamado Octávio Machado, que treinou molecada de 15 anos que nem sabia direito o que era um centroavante. lembro do Deco com 16 anos jogando na B para não atrapalhar o time principal, do Costa na defesa com a camisa dois maiores que ele, do Vítor Baía bancando a mãe que sofria a cada pênalti... aquilo sim era identidade, gente!
no nosso caso aqui o problema é que a gente se esquece que até o Barcelona dos Guardiola, dos Xavi, dos Messi teve de construir passo a passo. quando o Xavi subiu, ele já tinha feito 100 jogos na base antes de estrear no profissional — e olha que ele nem era canhoto! hoje em dia a molecada acha que fazer dois meses no sub-20 já é currículo pra entrar no time como titular.
e os caras daqui se esquecem: quando o Mbappé chegou, ele veio do Mónaco que já era time europeu porque o próprio Mónaco construiu ele aos trancos e barrancos. a gente acha que pode comprar um time inteiro no mercado e de repente ter um DNA? cadê o tempo que o Di Maria levou pra aprender a jogar no Bernabéu depois de vir do Benfica? cadê o respeito que o Ramos ganhou por ter subido nas categorias inferiores do Real?
a omelete? já vi de tudo. nos anos 80, o Porto comprava um craque de vez em quando mas sempre deixava pelo menos quatro caras da base jogando pelo menos 20 partidas por temporada. hoje o PSG anuncia cinco reforços e o máximo que sobra pra molecada é a vaga do banco pra aquecer.
não adianta chorar que o VAR atrapalhou ou que o treinador não taticamente evoluiu. projeto de verdade é assim: você planta uma semente em 2018, rega ela até 2022, e aí sim ela vira árvore que aguenta tempestade. a gente tá aqui plantando coqueiros pra colher abacaxis.
Estou aqui há mais tempo do que alguns torcem.
Que descaso do Carletto sumir com o Luis Enrique há quatro anos e ainda deixar a gente com aquele time do Sénegal que ninguém sabia direito quem era o 10? Fomos pra final da Champions com um projeto meio aleatório e, de repente, boom: mudaram tudo e ficamos com meia dúzia de caras que mal se entendiam. Isso não é falta de identidade? É falta de porra nenhuma pra chamar de "nossa", entendeu? E olha que eu tô falando de um cara que jogou em times de base forte como a Juve e a Barça — ele sabe do que tá falando quando diz que não adianta encher o plantel de high-profile e achar que mágica vai rolar.
A Carol acertou em cheio quando falou do "plástico da bandeja": a gente tem os caras que brilham no Instagram, mas quando a partida aperta, a maioria some como vapor. Ontem mesmo vi o jogo do sub-20 contra o Lens — time jovem, jogando com raça, os moleques correndo como se fosse final do Brasileiro. Contrastou demais com o time principal que parece ensaiado para fazer dois gols nos primeiros dez minutos e depois somar atuação. Isso não é DNA, é claqueção de dublês.
E ainda tem o detalhe que todo mundo esquece: o Grêmio colocou três caras da base em campo contra o Boca na Libertadores esse ano e dois fizeram gol. No PSG, quando a gente coloca um moleque novo, ele já chega com a etiqueta de "negociável" pendurada no pescoço porque a diretoria não deu tempo nem de grudar o nome na camisa. Não é frescura não — é falta de paciência pra colher o que a gente plantou.
A Zebra_Roubou falou certíssimo do Porto daquele ano, mas esquece que até o Deco levou seis meses pra pegar ritmo na equipe principal. Hoje em dia, os caras querem que o moleque suba e já faça a final da Champions em três meses. Aí o Mbappé, coitado, vira refém dessa pressa toda porque ele foi criado pra brilhar, não pra segurar a mão dos novatos. Precisava de um time que desse espaço pra ele amadurecer junto com a garotada, mas a gente preferiu encher o barco de reforços caros e deixá-lo nadando sozinho.
Ou a gente acorda pra isso agora ou vai continuar nesse circo de vaidade onde o protagonista muda toda semana. Não sou contra contratações milionárias, mas elas têm que ter propósito — e propósito não é encher os olhos da mídia, é construir algo que sobreviva quando o holofote apagar.
Amostra primeiro, conclusões depois.
Vai-se lá, gente, mas é que eu não consigo engolir essa história de que "omelete e investimento em base não podem conviver" — que conversa é essa? Senta que lá vem um relato que até me deu nó na garganta ontem.
Eu tava no Parc des Princes assistindo aquele jogo do sub-20 contra o Lens, sabe? Tipo, aquele negócio que só quem tem paciência pra aguentar os 90 minutos de rodapé pra conseguir ver alguma coisa boa. E de repente: GOOOOL do nosso moleque, chute da entrada da área, dois dedos de fechar pra longe. A galera ao meu redor — que tava mais acostumada a ver time de claque do que futebol de verdade — se levantou toda animada. E eu fiquei só pensando: "Putz, esses caras tão treinando pra quê? Pra fazer gol nos primeiros cinco minutos e sumir depois?"
Porque aqui a gente tem uma base gigante, tem o INSEP cheio de joias brilhando, mas ao mesmo tempo a diretoria age como se fosse fazer um "tune-up" no plantel principal: "Ah, tamo ruim na ponta esquerda, mete mais um reforço!" Como se fosse consertar um Fusca com uma colagem de adesivos da Lamborghini.
E olha só, tem uma nuance nisso tudo: não é que a gente não pode ter os dois, mas a forma como a gente trata essa "base" é pura hipocrisia. Eu lembro quando o Di Maria veio pro Real Madrid, ele levou mais de uma temporada pra se adaptar porque os caras simplesmente não davam espaço pra ele respirar. Agora imagina isso num moleque de 18 anos do PSG: ele chega cheio de vontade, mas a cada treino vê um novo reforço no lugar dele na escalação. Que diabo de identidade a gente tá construindo assim?
Ou a gente começa a jogar duro mesmo: define um núcleo de base que vai subir e descer junto, investe pesado neles como se fossem joias raras (porque são), e aí sim a gente pode meter uns reforços de luxo pra dar aquele toque final. Não adianta nada termos um Pedri no Barcelona se a gente não consegue segurar nem dois caras daqui a dois anos porque a diretoria já vendeu eles pra pagar o salário do recém-chegado.
E olha, eu tô falando sério: eu vi ontem aquele moleque do sub-20 fazer aquele gol e pensei na CarolVerdao gritando "CADÊ A BASE!?" — mas e se a gente for atrás dessa base pra valer? Não como enfeite, não como projeto PowerPoint, mas como alicerce mesmo. Porque senão a gente vai continuar nesse circo de perder pro Inter de Milão porque o VAR não ajudou ou de ver o Grêmio metendo dois no primeiro tempo de uma Libertadores que a gente já jogou quatro finais.
Isso aqui não é frescura não — é questão de sobrevivência. Ou a gente vira time de verdade ou vira um museu de estrelas que brilham uma vez e viram poeira.
Putz, gente, eu tô aqui vendo esse tanto de argumento voar alto que até me lembrei daquela época em que a gente ainda acreditava que o PSG podia ser mais do que só uma vitrine pra cartão postal. Lembro do time do 2018 com o Di Maria, o Cavani velho de guerra, o Neymar brilhando como se fosse a última vez — e ainda assim a galera já tava reclamando porque o time não jogava como time, sabe?
E ó, não tô defendendo que a gente faça igual o Barcelona dos anos 2000 — que já nasciam com DNA porque vieram de berço — mas também não dá pra achar normal a gente tratar a base como uma espécie de "estoque reserva pro Happy Meal". Aqueles moleques do INSEP treinam igual loucos, com o sonho de um dia ver a camisa do PSG, mas quando eles sobem pro time principal, a diretoria trata eles que nem descartável: "Ah, se não emplacar em seis meses, vende pro time chinês e pronto".
E olha só, eu não tô aqui pra falar mal dos caras que brilham — o Mbappé é lindo, o Neymar é um espetáculo, mas cadê o cara que vai chegar pra eles e dizer "olha, você aqui é só mais um, tem que segurar a mão dos moleques"? Porque senão a gente continua nesse circo: contrata um craque, ele brilha duas temporadas, vende porque ele já tá velho pros padrões do futebol moderno, e volta tudo ao zero.
A CarolVerdao acertou em cheio quando falou do "plástico da bandeja" — a gente come a omelete toda vez que aparece, mas ninguém pergunta de onde vem os ovos. E eu sei que omelete boa não se faz do dia pra noite, mas também não se faz jogando os ovos pela janela quando eles começam a mexer. Tem que dar tempo pra eles virarem galinha, criar os pintinhos, deixar eles crescerem… e aí sim, quando eles chegarem no time principal, eles já sabem jogar com identidade, com raça, com aquele negócio que a gente sente que é nosso.
Ou a gente acorda agora ou a gente vai continuar assistindo final da Champions comendo pipoca que custa mais caro do que ingresso, esperando o VAR salvar a gente mais uma vez… e olha, já tamo cansados disso aqui. 🍿💸😤
Vim discutir, não concordar.
FILHO, cê tá querendo bancar o chato agora ou qué que eu te acorde?! 😤🔥 Olha só, cês tão aí todos falando desse lance de "omelete" como se a gente fosse um time de várzea que não pode comprar um atleta pra dar nome à camisa! O PSG não é time de feira não, rapaz, a gente tem é que brigar de igual pra igual com os monstros da Europa!
E ó, não tô dizendo que base não é importante — óbvio que é! Mas cê acha que o Grêmio, que a CarolVerdao e o LucasGalo tanto bajulam, ia ser alguma coisa sem os reforços que eles fizeram? Putz, olha o Grêmio esse ano: time de Série B mas com três caras do sub-20 jogando Libertadores e dois fazendo gol? E os reforços? Não vieram do chão não, vieram de ENCHENTE de dinheiro em jogadores que não iam emplacar em lugar nenhum!
O problema não é comprar, é COMPRAR ERRADO! A gente não precisa parar de buscar craque, a gente precisa parar de achar que máquina de lavar lava louça! Compra o cara certo, no momento certo, e bota ele pra render! O Neymar não veio sozinho do Santos, ele veio depois de anos de trabalho do Barcelona pra lapidá-lo! Aqui a gente faz contratação de moda pra rede social e ainda reclama que o cara some depois de dois meses!
E fala sério, gente, cê acha que quando o Mbappé subiu pro time principal do Mônaco, ele já tava pronto pra jogar final de Champions? Claro que não! Mas ele tava treinando com os caras que iam jogar com ele, sabendo o sistema, respirando o mesmo ar! Aqui a gente faz "refresh" no plantel como se fosse Windows Update: instala, reinicia, e se bugar, joga fora!
E ainda tem essa conversa fiada de que "base não convive com omelete" — CE NÃO, MEU! A base não precisa ser a única comida na mesa, mas tem que ser o prato principal! A gente tem que usar os reforços como tempero, não como refeição toda vez! Compra um craque, põe ele pra dar brilho, MAS DEIXA OS NOSSOS CARAS FAZEREM O MESMO JOGO!
Ou a gente vai continuar nesse churrasco de egos onde todo mundo quer ser o chefe da cozinha mas ninguém sabe fritar um ovo?! 🔥🍳😤
Na arquibancada desde criança.
ai meu deus, RuiPortista, tu acordou hoje com a tesoura pra cortar os ovos que a gente tá tentando botar no prato? 😤
esse discurso de "compra certo" é a mesma cantilena que o Al-Khelaifi escuta desde 2012, e olha onde a gente tá — no mesmo lugar: final da Champions com os dedos cruzados pra VAR abençoar nossa causa.
tu falou que o problema é comprar errado, mas esqueceu que comprar certo no PSG atual significa basicamente encontrar um atleta que já tenha feito final de Champions antes dos 23 anos. O problema não é o dinheiro, é a pressa! Aquele time do Grêmio que vocês tanto elogiam tem base forte porque eles QUEBRARAM A CARA durante anos até conseguir manter dois ou três moleques jogando toda semana. No PSG, a gente faz o contrário: quando um novato mostra potencial, ele some do mapa porque a diretoria já calculou quanto ele vale pro mercado chinês antes dele sequer assinar o primeiro contrato.
e fala sério, tu acha que o Mbappé veio pronto pro Mônaco? Ele estreou com 16 anos num time que já tinha o Falcao e o James — eles davam espaço pra ele respirar! Hoje em dia, se um moleque de 19 anos do sub-20 pisar no Parc e errar dois passes, o talão de cheque do reforço milionário já tá assinado na sala ao lado.
o lance do "prato principal" é bonito no discurso, mas a realidade é que a gente joga com uma diretoria que age como se cada nova contratação fosse o último hambúrguer do McDonald's: come rapidinho e já pede o próximo cardápio. Tu acha que isso é "tempero"? Não, cara, isso é fast-food — enche a barriga uma vez, mas não sustenta ninguém por muito tempo.
eu vi aquele sub-20 do Lens fazer aquele gol ontem, os moleques correndo como se fosse final de Brasileiro de aspirantes, mas daqui a três meses eles vão estar vendendo pipoca na arquibancada porque ninguém na diretoria teve paciência pra esperar eles virarem galinha.
então não vem com essa de "compra certo" que eu já ouvi isso até do vendedor de pastel na Beira-Rio — o problema não é o tipo de atleta que a gente contrata, é o DNA que a gente joga fora toda vez que aperta o botão "reset" no plantel. omelete de verdade leva tempo, não se faz com shopping center de jogadores!
Já vi de tudo, pessoal.
Aham, gente, mas e aquela história do Bakambu? O cara veio da base do Sochaux, jogou um ano no time profissional francês, marcou um punhado, e aí quando a gente foi buscar ele pra cá... pronto, pronto, já jogou 50 partidas no PSG, foi campeão, tal... mas depois que ele sumiu das escalações, o garoto simplesmente não conseguiu emplacar de novo. Isso não é falta de identidade? Não é omelete, é queimar o ingrediente no fogo alto e ainda por cima jogar o prato fora antes de esfriar.
E olha só, o pior não é o caso dele não — é que eu conheço moleque do INSEP que treina com a camisa do time principal nos treinos abertos, mas nunca na vida pisou no gramado do Parc num jogo oficial. Aí você pergunta pra diretoria: "Cadê a paciência?" E eles te respondem com mais um reforço de 80 milhões que vai fazer dois gols no primeiro mês e sumir. Quando é que a gente vai entender que os ovos não podem ser só pra omelete do almoço? Eles também têm que chocar pintinhos pra gente criar nosso time do futuro.
Amostra primeiro, conclusões depois.
Putz, a CatimbaRei acertou na veia quando jogou na cara do RuiPortista que o problema não é "comprar certo", mas sim essa pressa toda que a gente vive metendo no time como se fosse temporada de Black Friday. Aquela história do Bakambu não me sai da cabeça, porque é exatamente isso: a gente pega um cara que brilhou aqui, joga fora como papel usado e depois corre atrás do mesmo perfil no mercado porque o anterior "não vingou" — só que ninguém pergunta por que não vingou. É igual aquele meu primo que fazia brigadeiro pra vender na feira: botava muito leite condensado, comia todo o lucro em açúcar e ainda por cima reclamava que o doce desandava. Aí a tia falava: "Mas cê tá usando três latinhas de leite e só meia de chocolate, óbvio que fica melado!" Pois é, a diretoria faz a mesma conta errada — enche o time de reforço, mas esquece de dar caldo pro tempero render.
E eu vi aquilo ontem no jogo do sub-20 contra o Lens, mano: moleque correndo como se fosse final do Brasileiro sub-20, sem frescura, jogando pra valer. Contrastou tanto com o time principal que às vezes eu me pergunto se a gente não tá treinando duas equipes diferentes: uma pra postar no Instagram, outra pra render nos 90 minutos. Mas olha, tem um detalhe que ninguém bateu ainda: a gente tem um baita viveiro aqui no INSEP, só que a galera esquece que criar frango não é como fazer pipoca — leva tempo, exige paciência e, acima de tudo, que a diretoria dê valor ao processo, não só ao resultado imediato. Eu lembro quando o time do Sporting subiu com uma safra de garotos em 2014 e dois anos depois tava brigando por título na Europa — isso porque eles apostaram nos caras, deram minutos, erraram junto, mas não desistiram. Aqui a gente não pode desistir também, só não pode ser tão burro de achar que omelete pronta resolve tudo. Tem que pôr os ovos pra chocar, sim, mas com calma e estratégia, não jogando tudo na frigideira ao mesmo tempo.
Conte primeiro, discuta depois.
Que saco, gente, eu tava aqui sentado na pracinha do lado do Parque da Cidade com um pastel de frango na mão quando comecei a ler essas mensagens todas e ainda mastigando pensei: "Putz, a gente tá igual aqueles caras que compram uma laje de pizza gigante pra dividir com três pessoas e ainda reclamam que ficou gelada no meio". Porque é isso que a gente faz com a base: gasta uma fortuna pra construir uma estrutura, mas na hora de botar os caras pra jogar, a gente abre a porta do forno e deixa todo mundo congelar.
E olha só, o RuiColorado acertou em cheio quando falou daquele gol do sub-20 ontem — eu tava lá, com o suéter do Mbappé que já tá caindo aos pedaços, e aquele moleque chutou de fora da área que nem se fosse final de Brasileiro. A galera que tava comigo, metade tava bêbada e a outra metade tava vendo time de várzea, mas todo mundo se levantou igual se tivesse sido gol do Messi. Aí eu me lembrei: a gente tem joias aqui que tão brilhando mais do que a vidraçaria do Parc, mas a diretoria age como se fosse um colecionador de figurinhas da Panini — só coleciona, não cola em álbum nenhum.
O RuiPortista falou do Grêmio como exemplo, mas cês já pararam pra pensar que os caras do Grêmio brigaram na Série B durante anos antes de meter três moleques do sub-20 na Libertadores esse ano? A gente aqui paga 150 milhões num zagueiro que não enxerga bola e ainda por cima reclama que o cara não se encaixa — não, meu irmão, se encaixa sim! Ele encaixa perfeitamente no negócio de "comprar rápido e vender mais rápido ainda". É igual aquele negócio de comprar um aparelho eletrônico novo que ainda não saiu da caixa e já tá esperando o lançamento do próximo modelo.
E o VascainoDoido trouxe o Bakambu que nem eu trouxe o exemplo do Weah ontem no bar: o cara foi um monstro aqui, mas sumiu da escalação e nunca mais voltou. Só que ninguém pergunta por quê. Será que foi falta de paciência? Será que foi porque a gente não soube segurar ele? Ou será que foi simplesmente porque a diretoria achou que com mais 5 milhões a gente encontrava outro atacante igual? Pois é, e a gente continua na mesma dança: contrata, joga fora, contrata de novo — ciclo eterno que só serve pra enriquecer os empresários e esvaziar o nosso amor pela camisa.
Eu não tô dizendo que a gente tem que parar de comprar craque não, até porque senão a gente não ia ter nem o Mbappé pra botar na camisa hoje. Mas ó, se a gente não der espaço pros moleques que tão treinando igual loucos no INSEP, a gente vai continuar nesse circo de final de Champions comendo pipoca que custa mais que ingresso. O problema não é o dinheiro que a gente gasta — é como a gente gasta ele. A gente tem que parar de achar que omelete boa se faz jogando tudo na frigideira ao mesmo tempo; tem que pôr os ovos pra chocar, deixar os pintinhos crescerem e só depois usar eles no prato principal. Senão a gente continua igual aqueles restaurantes de fast-food que trocam a receita toda semana porque o último chef foi embora depois de duas semanas de trabalho.
E olha, eu sei que eu posso estar errado nisso tudo, mas ó — se a gente não começar a valorizar mais o processo do que o resultado imediato, a gente vai continuar assistindo final da Champions com os dedos cruzados pro VAR salvar a gente mais uma vez. E já tamo cansados disso aqui.
Faço minhas próprias tabelas toda rodada 📊