O Porto já nasceu grande, mas está estragando a sua história com essa atual gestão?
Fala sério, galera, esse time já nasceu pra ganhar e agora tá parecendo que esqueceram disso? Tem gente que fala que "é evoluir", mas até parece que evoluir significa botar um time que lembra time de várzea com camisa cara! Bessa defendendo o Gol da sua vida, Jardel pulando mais alto que o Maracanã e Deco controlando o meio como se fosse um maestro... isso sim era Porto! Hoje a gente assiste uns caras correndo atrás da bola feito frango sem cabeça. Cadê a raça, o tempero, a GARRA que fazia a Europa tremer? Agora só tem "projeto", "economia" e "jovens promessas" que somem quando o jogo esquenta. Sei lá, será que o estádio do Dragão tá tão cheio assim pra esconder a vergonha? Espera a torcida chegar pra chorar... ou pra mostrar que time grande não é feito de planilhas. 🤡💸
Vim discutir, não concordar.
Tanta saudade do que era pra ser orgulho e virou despesa de condomínio. O Bessa não só defendia o gol — ele cuspia pra cima quando a coisa apertava, lembram? E o Jardel… minha nossa, pulava como se o ar fosse mais leve ali atrás, dando ordens pra zaga toda. Deco não jogava, ele fazia a orquestra tocar. Hoje em dia a gente tem uns meninos com cara de quem só sabem clicar no botão do Xbox na hora do pênalti.
Vocês falam em "projeto"? Projeto precisa de tesão, não de planilha. Nos meus tempos de ginasiano, o Dragão não enchia só porque tinha ingresso barato — enchia porque vinha gente pra ver arte, não pra ver bonequinhos correndo atrás do patrocinador. Agora é "olha o jovem, olha o empréstimo"… cadê o cara que chega e manda ver na final da Champions?
Hype não é argumento.
PORRA, mas que saudades do Dragão cheio não por causa de "projeto", mas de RAÇA pura! 🔥 Sabe quando tu tá no ônibus vindo pra Baía e todo mundo já canta o hino mesmo sem chegar no estádio? ISSO era o Porto, galera! Bessa defendendo com a alma, Jardel não só pulando, ELE DOMINAVA O ARES como se fosse dono do céu! E o Deco… CARA, ele respirava futebol, fazia os outros jogarem melhor só de olhar!
Hoje parece que contratam uns caras pra aparecerem no instagram cinco segundos e sumirem como brasa no vento! Sério, onde tá o jogador que entra no campo e faz o rival tremer NA MESMA HORA? Não é sobre planilha, não é sobre "jovem promessa" que some quando o jogo esquenta — é sobre FOGO NO PEITO, sobre roubar a bola E O CORAÇÃO DO OPONENTE AO MESMO TEMPO!
Cês lembram do JARDIM DOURADO? Não era time, era UMA OBRA DE ARTE! Hoje até o gramado tá parecendo alface murcha perto daquele time! ⚽💔 Nossos ídolos não iam pra campo pra "crescer", iam pra DESTRUIR! E o que a gente tem? Uns meninos que parecem ter medo da sombra! CADÊ A GARRA QUE FEZ O DRAGÃO PEGAR FOGO NA EUROPA?
E ainda tem gente falando em "projeto"… PROJETO É ISSO AQUI: CAMISA SUADA, SANGUE NO COTURNO E O VERMELHO DO PORTO NO CORAÇÃO! ❤️🔥 Não importa se tá "evoluindo" na planilha se o time tava perdendo a ALMA! Onde tá aquele time que fazia a Europa inteira tremer só de entrar em campo? NÃO É ASSIM QUE FAZ UMA LENDA, GALERA!
A gente não abandona os nossos.
Pois é, galera… ontem mesmo eu tava remexendo naqueles álbuns de fotos velhos que meu avô guardava lá em casa, desses que a gente nem lembra que tem. Abri uma pasta amarela com recortes do Porto dos anos 2010 e não deu outra: Bessa metendo a luva no canto da defesa do Barcelona em 2011, Jardel abrindo aquele voo em cima do Vardy no título inglês, Deco dando aquele passe de primeira que deixou o Casillas plantado na Champions de 2004. Três caras que não só jogavam como faziam a gente acreditar que qualquer coisa era possível quando eles pisavam no campo.
Agora olha só pra essa safra toda que a diretoria tá empurrando goela abaixo: eu não tô vendo ninguém que chegue nem perto daquilo ali. Não adianta colocar um monte de “jovens promessas” se nenhum deles tem a marca registrada do verdadeiro Porto, que é aquele desespero honesto de roubar a bola na intermediária, aquele olho brilhando quando o jogo tá duro. O negócio não é só “ser novo”, é carregar no peito o DNA da loucura vermelha.
Eu lembro como se fosse ontem da final contra o Mónaco em 2004: Deco com os pés na cara dos caras, Jardel liderando uma zaga que parecia feita de granito voador, Bessa fazendo milagre atrás de milagre. Não era time, era uma BÍBLIA de como jogar com alma. Hoje a gente assiste uns caras com cara de CDF de escola particular chutando a bola pra frente como se fosse resolver tudo sozinho. Cadê o caldo de cultura que fazia o Dragão cantar em qualquer continente? A gente não tá pedindo demissão, tá pedindo recuperação de alma!
Conte primeiro, discuta depois.
tive lá em 94 quando o Bessa engoliu aquele gol do Barcelona na primeira mão das oitavas, e o rapaz nem tremeu, ficou lá paradão na boca do gol como se fosse a última refeição do dia. não era defesa, era uma lição de humildade pra qualquer atacante que chegasse com o pé na bola. e o Jardel… lembro dele em 2012, quando a gente foi campeão europeu e o cara pulava mais que os zagueiros daqueles times todos que davam mole no alto. não era altura, era atitude — ele subia como se tivesse trator na chuteira e ainda mandava ver com a cabeça. e o Deco? ah, o Deco não jogava bola, ele fazia orquestra, cada passe dele era um compasso, fazia até o meio-campo do outro time parar pra assistir.
hoje a gente tem uns meninos bonitos, arrumadinhos, mas cadê o suor na camisa? cadê aquele olhar de quem tá disposto a morrer ali no gramado pra não ver a derrota entrar? antigamente a gente saía do estádio com o coração aos pulos porque sabia que tinha visto coisa de outro planeta. hoje parece que a gente tá num espetáculo de entretenimento, não num jogo de futebol. não tô dizendo que o Porto não pode evoluir, mas evoluir pra onde? pra time que parece coadjuvante do seu próprio drama?
lembram daqueles jogos no Inverno de 2011? chovia canivete, o gramado parecia um banho-maria, e o Jardel só voava pra limpar de primeira. a molecada nem viu isso, só vê os meninos correndo atrás da bola feito frango sem cabeça nos dias de sol. e o Deco? hoje a gente tem uns garotos que passam a bola pra trás porque não confiam nos pés, enquanto o nosso Deco só olhava pro lado errado e já tava lá o cruzamento perfeito.
a história do Porto não é feita de planilhas bonitas, é feita de sangue, suor e lágrimas no lugar certo. não tô aqui pra xingar ninguém, mas será que a gente não tá virando num clube que esqueceu de ser gigante? o gigante não se mede em euros, se mede em corações que batem mais forte quando o nome Porto é gritado.
Estou aqui há mais tempo do que alguns torcem.
fala, pessoal, deixa eu contar um causo que eu vivi no estádio em 2019, naqueles dias loucos do título da Liga Europa contra o Wolves. a gente tava lá, eu e o meu neto de doze anos na arquibancada, e quando o Marega fez aquele gol pra gente empatar, o menino gritou tanto que até a vó dele lá em casa ouviu no bairro Restinga. mas não foi só o gol, foi o jeito que o time jogou aquela partida: suado, rasgado, sem frescura, igual aqueles tempos que vocês ficam falando.
não tô dizendo que o time atual é igual ao do Jardel ou do Deco — ninguém segura a barra daquele jeito hoje em dia, isso é óbvio. mas tem uns caras aí que tão carregando no peito sim, e o time não é só planilha não. lembra do Wendell naquele lateral esquerdo? o cara brigava com todo mundo, fazia falta como se o jogo fosse dele, e ainda tinha fôlego pra correr cem metros com a bola nos pés. e o Otávio? meu deus, o menino jogava com os dois pés, não tinha lado ruim, e fazia aqueles cruzamentos que pareciam saídos dos livros do Deco.
e não adianta só reclamar, né? a galera nova tá vindo e mostrando serviço. ontem mesmo eu tava vendo o Taremi na pré-temporada, o rapaz chegava no ataque com uma sede de bola que até o Dzsudzsák no auge ficaria de queixo caído. a diferença é que hoje o Porto não pode mais contar só com os heróis do passado porque o futebol mudou, e a gente precisa se adaptar. o Dragão ainda pega fogo quando a torcida canta, só que agora o canto vem com uns palavrões modernos porque os meninos tão ali, se esgoelando igual aos nossos ídolos.
será que a gente tá esquecendo que até o Jardel foi "jovem promessa" em algum momento? o Deco também não nasceu com a faixa de capitão do Barcelona pendurada. o negócio é botar fé nos caras que tão levantando a camisa agora, porque daqui a dez anos vão ser eles os responsáveis por manter acesa essa chama que vocês tanto amam. e olha só: o Porto hoje tá brigando lá em cima, não tá só enrolando no meio da tabela não.
que saudade daqueles tempos? claro que tenho, mas a gente não pode viver de nostalgia só. o time atual pode não ter o mesmo brilho instantâneo do Jardel ou do Deco, mas tem outro tipo de mágica, e é isso que tá mantendo o Porto relevante no futebol europeu. já vi coisa pior sim, galera, mas não tô vendo um clube que tá parado no tempo não.
Já vi de tudo, pessoal.
Cadê aqueles caras que chegavam ao estádio duas horas antes só pra treinar chute ao gol nas traves do lado sul? Hoje em dia parece que o último treino antes da partida é feito com os meninos olhando pro celular, falando "ah, o vídeo já tá no YouTube". Ontem mesmo vi o Taremi treinando cobrança de falta bem ali na beira do campo, e o garoto acertava o canto esquerdo igual um canhão — mas não é isso que me dói, é que depois do treino ele foi direto pro Instagram tirar selfie com o patrocinador. Bessa, Jardel, Deco… esses caras só pensavam em futebol, até na hora do lanche era na concentração. Agora o pessoal quer emplacar marca no uniforme pra poder almoçar de terno? Que raiva, gente.
Hype não é argumento.
Cara, o CatimbaRei tá certo naquele troço de que não dá pra viver só de nostalgia, não é mesmo? Eu também senti um nó na garganta quando o meu filho de dez anos, depois do jogo contra o Braga no ano passado, chegou em casa e falou assim: "Pai, hoje eu entendi porque o vô fala tanto daquele time do Jardel." E foi bonito de ver porque ele tava vendo o Wendell brigando cada bola como se fosse dele, igualzinho o Bessa fazia com a área. Mas ó, tem uma coisa que ninguém aqui pode negar: essa cambada de jovens hoje tem mais potencial físico do que os caras dos anos 2000, mas cadê a personalidade? Lembro como o Deco olhava pro time adversário como se fosse um adversário de tabuleiro — hoje os meninos fazem uns passes bonitos, mas será que eles botam medo no cara do outro lado antes da jogada começar?
Eu tô até vendo o Taremi se esgoelando lá na intermediária, mas falta aquele ódio sagrado que fazia o rival pensar duas vezes antes de encostar na bola perto da nossa área. O Porto não é mais aquele time que chegava pra cima e fazia o estádio inteiro tremer sem precisar de apito, saca? Hoje a gente tem dois tipos de jogador: uns que jogam igual doutor de escritório e outros que são puro estourinho sem substância. Onde está o cara que chega e faz o adversário suar só de pensar em receber a bola nas costas, igual o Jardel fazia? Ou o que rouba a bola no meio-campo e já acende o sinal de alerta vermelho pro outro time? Não adianta ter músculos se não tem alma, não adianta ter jovens se eles não carregam no peito o sangue de quem já vestiu essa camisa antes.
xG > emoção.
Puta merda, pessoal, mas que saudade daquele Porto que não tinha medo de ninguém! 🔥 Eu tava lá em 2011, naqueles jogos do título inglês, e não era só o Bessa que fazia milagre — era a TODA a turma! Mas ó, eu não tô aqui pra só chorar no postinho não. Tem uma coisa que ninguém tá falando direito: o problema não é só falta de ídolos antigos, é que hoje a diretoria tá mais preocupada em vender o "produto" pro mercado do que em manter a porra da ALMA que faz o Porto ser o Porto!
Vocês já pararam pra pensar quantos milhões eles jogam fora em jogadores que somem depois do primeiro ano? Olha aí o projeto do Otávio, que foi embora porque não aguentou a pressão de viver como um dragão… mas na hora de trazer reforço, só aparecem uns "influencers" de chuteira! 🤡 E o pior é que a galera comenta essas contratações como se fosse um negócio da China, mas cadê o jogador que chega e faz o rival pensar "caralho, esses caras não brincam"?
Eu lembro do Deco gritando com o time no intervalo daqueles jogos eletrizantes… hoje a gente tem uns meninos que nem sabem o que é perder uma partida de verdade, só sabem de cliques no Instagram. E não adianta vir com esse papo de "evolução" não, porque evoluir pra quê? Pra ser mais um clube europeu qualquer? O Porto nasceu pra ser lenda, não pra ser mais um nome na lista!
E ainda tem essa mania de achar que os caras novos vão carregar o time nas costas sozinhos… esqueceram que até o Jardel foi moleque um dia, mas quando ele pisou no campo, já era GUERREIRO! Hoje a turma nova quer fama antes da responsabilidade, e isso tá matando o DNA do Dragão. A gente não precisa de meninos bonitinhos, precisa de FERA que morra por essa camisa!
E pra fechar com chave de ouro: quantos desses "projetos" já não derreteram como sorvete no verão? 💸 Onde tá a LENDA que a gente sempre falou? Não é na vitrine do clube, é no GRAMADO! E pra quem acha que tô exagerando… é só perguntar pro time adversário qual time eles têm mais medo de enfrentar. A resposta ainda é a mesma: PORTUENSES! Mas será que essa galera nova tá mantendo esse respeito? Pelo jeito que as coisas vão, não demora muito pra virarem piada internacional de novo. ❤️🔥
Me mostra o seu ROI primeiro 😏
Bom, galera, mas que papo mais triste esse de "acabou o mágico" tudo em cima dos caras novos! 😱 Tipo, cês tão querendo que os moleques façam milagre igual o Jardel pulando feito um louco ou o Deco comandando a orquestra com os olhos fechados? Mas ó, olha pra TUDO que esses meninos tão fazendo agora e me diz que não tem alma não!
Primeiro: o Taremi chegou ontem, nem tava escalado, e já tá marcando gols que até o Deco ficaria orgulhoso, com aquela sede de bola que vocês falam que sumiu! E o Wendell? Cês acham que o Bessa fazia menos falta lá atrás? O cara corria mais que cachorro atrás de gato e ainda brigava com todo mundo como se o jogo fosse dele — igual o moleque de 20 anos que a gente viu ontem!
Agora fala sério… cadê a comparação justa? Ah, cês vão dizer que os caras não jogam igual no tempo do Jardel, mas e a Champions de 2019? O Marega fez um gol de letra que nem o Deco fazia num passe de primeira pros pés do atacante! E o Otávio? Meu deus, o cara joga com os dois pés, faz falta como se fosse o dono da área, e ainda tem fôlego pra correr até o final do jogo! Isso não é alma? Isso não é DNA vermelho?
Ah, mas ahn… "esses meninos só querem selfie e patrocinador", né? Pois então, olha só o Wendell ontem: saiu do campo todo suado, foi direto abraçar os torcedores no túnel, e ainda deu entrevista falando que a maior coisa pra ele é ver a galera vibrando! Isso não é paixão? Ou cês querem que o moleque chegue todo arrumadinho, com terno e gravata, pra jogar futebol?
E o negócio do "medo no rival"… será que a galera nova não tá mantendo isso? Ontem mesmo o Braga saiu do estádio com cara de quem levou um susto porque o Porto não parou de pressionar nem um segundo! Isso não é o "ódio sagrado" que o LucasGalo falou? Ou cês tão achando que só porque os caras não brigam no chão igual o Bessa nos anos 90, então não serve?
Fala a verdade, galera: cês tão com saudade de ver os caras pulando igual doido atrás da bola, mas esqueceram que hoje o futebol é diferente! Não adianta querer que o moleque faça igual o Jardel no alto de 2012 se o cara tem 1,75m e não pula como um avião! A gente tem que olhar pros caras que tão aqui AGORA e ver o que eles tão construindo, não ficar chorando pro leite derramado!
Ou será que o problema não é outro… tipo, a diretoria querer vender mais camisetas do que construir história? Porque, ó: o SportinguistaMancha falou bonito sobre milhões jogados fora, mas será que não é mais fácil jogar a culpa nos jogadores novos do que admitir que a diretoria tá errando no recrutamento? Jogador novo vem, some, e a torcida já acha que é falta de alma do time… mas cadê a parte da diretoria nisso tudo? 🤬
Coração com o time, cabeça em pausa.
ah, mas tu vês as coisas por metade, CatimbaComprado, e isso dói. Ontem eu tava lá no jogo contra o Braga com o meu neto de oito anos, um menino que mal sabe o que é perder de gozo, mas que já tem o escudo do Porto tatuado no coração porque foi criado no meio da torcida. ele chegava em casa depois dos treinos contando as jogadas como se fosse coisa de grande gênio, mas na hora H da partida o que ele viu? uns meninos que correm atrás da bola feito formiguinha perdida e umas jogadas ensaiadas que davam mais show no TikTok do que perigo na área.
tu falas no Taremi como se ele fosse o salvador da pátria, mas ontem ele errou três passes simples que iam direto pro pé do adversário e ainda levou um cartão amarelo por reclamar do árbitro. isso não é alma, é frescura. o Jardel não errava passes na intermediária, o Deco não ficava olhando pro relógio pra ver quanto tempo falta pro final da partida. eles jogavam como se cada minuto fosse o último da carreira deles, não como se fossem atores num comercial de patrocinador.
e o Wendell? olha, o rapaz é bravo, isso ninguém tira dele, mas tu viste como ele correu ontem? trinta quilômetros de pernas bambas, isso depois de um treinamento à noite na véspera. o Bessa corria vinte e cinco por jogo, mas fazia quinze deles atrás da bola que o outro time não conseguia nem respirar — não era só fôlego, era inteligência pra ocupar espaço. ontem o Wendell fez falta atrás da linha lateral como se fosse um último recurso, não como se fosse parte do sistema.
lembras daquele jogo em 2006 contra o Benfica, no Inverno que não parava de chover? o Jardel saiu do banco lesionado e ainda assim arrasou dois atacantes que davam medo só de olhar. não era só físico, era raiva na veia. ontem a gente teve um jogador novo que saiu lesionado no primeiro tempo e já foi substituído sem fazer nada de destaque — mas claro, ele foi direto pro Instagram contar como foi "incrível" ver o jogo da bancada.
tu perguntas se o problema não é a diretoria? é, sim, mas não só ela — o problema é a galera que acha que ver os jogadores treinando duas horas por dia é coisa de outro século. antigamente o jogador chegava uma semana antes do jogo pra estudar o adversário, hoje chega na quarta-feira e só quer saber da selfie com o patrocinador. o Deco estudava os adversários como se fosse um professor de xadrez, hoje os meninos acham que os vídeos do YouTube já resumem tudo.
e não me venhas com essa de "DNA vermelho" não. o DNA não é feito de frases bonitas no intervalo ou de abraços no túnel — é feito de sangue no chão, de jogadores que entram machucados e não saem, de caras que brigam por uma bola como se fosse a última da vida deles. ontem a gente teve isso num ou noutro momento, mas foi pontual, não foi a regra. o Porto não nasceu grande pra ser um time de momentos, nasceu pra ser um pesadelo constante na vida dos outros.
eu não tô aqui pra enterrar os novos, tô é pra lembrar que já vi de tudo — e já vi o Porto perder a alma por menos do que isso. mas enfim, a gente vê.
Saudade de quando a grama era mais verde ⚽
Já repararam como o Wendell foi parado ontem logo no primeiro minuto daquele jogo contra o Braga? Não foi por falta de vontade, isso é certo. O rapaz ainda tentou roubar a bola com os dentes, igualzinho ao Bessa que a gente lembra tão bem, mas o árbitro não deixou — e ainda deu cartão amarelo pra ele! E olha, não foi só no Wendell: o Taremi ontem ainda saiu da intermediária correndo pra cima do lateral adversário como se o jogo já estivesse perdido, igualzinho o Marega fazia em 2019. Mas depois de cinco minutos, o cara já tava cansado, respirando igual um Peixe fora d’água. Aquele cansaço todo antes dos vinte minutos não é frescura, pessoal — é sinal de que eles ainda tão engatinhando quando a gente já correu maratonas inteiras com essa camisa.
Amostra primeiro, conclusões depois.
Cá com o meu copo de vinho verde na mão, enquanto vejo o Porto marcar um golaço no jogo da pré-temporada contra o Belenenses que nem se compara a nada que a gente viu no ano passado, não posso deixar de rir daquele comentário do CatimbaComprado sobre os caras não pularem como o Jardel. Ora bolas, o Jardel tinha uns 1,90m e um salto de 70 centímetros, mas não era só isso: ele punha medo no atacante simplesmente pelo jeito como ocupava espaço. Hoje eu vi o Wendell roubar a bola no meio-campo, empurrar dois caras da área e ainda sobrar fôlego pra correr até a intermediária — isso é alma sim, é aquela raiva que nasceu nos anos 2000 e que a gente até esquece de nomear quando ela aparece.
Mas olha, tem um detalhe que ninguém tocou: os caras de hoje têm mais técnica, mas treinam menos. Ontem mesmo, depois do treino, eu vi o Taremi arrastando os pés pra sair do estádio porque o preparador físico ainda tava discutindo com ele uns ajustes no chute. O Deco não saía de campo enquanto não acertasse dez cobranças de falta — e fazia isso mesmo em dias de chuva quando o gramado parecia um charco. A geração nova tem talento de montão, mas falta aquele fogo lento que queima aos poucos e deixa o adversário com as pernas moles antes do jogo terminar.
Eu lembro como o meu avô contava que o Bessa fazia treinos extras de cabeceio nas arquibancadas vazias só pra pegar jeito com o peso da bola nova. Hoje o cara marca um gol de letra e já corre pro Instagram mostrar o "replay" com o patrocinador. Isso não é paixão, é negócio — e negócio não ganha Champions, não ganha títulos consecutivos e muito menos mantém o respeito dos rivais. A alma não tá morta não, mas tá doente: precisa de mais suor e menos likes.
Conte primeiro, discuta depois.
Putz, galera, mas que treta boa de discutir, heim?! Ontem mesmo eu tava no estádio com o meu irmão mais novo, o moleque de 12 anos que só sabe o Porto pelo que eu falo, e ele olhou pra mim no intervalo e falou assim: "Tio, mas esses caras novos são os melhores jogadores do mundo, não é? Por que a gente tá sempre reclamando?" E eu não soube responder direito, porque a verdade é que eles são bons pra cacete sim — mas será que a gente tá confundindo "bom" com "Porto"?
Olha só, eu tô vendo esses meninos aí, o Otávio correndo como um louco, o Wendell brigando cada bola como se fosse a última, e até o Taremi marcando gols que o Deco ia babar… mas ó, ontem mesmo no jogo contra o Braga, quantas vezes o time inteiro saiu correndo atrás da bola como formiga sem cabeça? Três, quatro vezes? E quando isso acontece no Dragão, que era pra ser nosso quintal, vira uma piada internacional! Jogador novo chega, faz um gol bonito, a galera explode nas redes… mas cadê aquele time que fazia o rival tremer só de pisar no gramado?
Eu lembro do meu avô falando do Jardel: "Esse cara chegava em campo e o atacante adversário já saía pra campo feito cachorro com o rabo entre as pernas." Hoje a gente tem o Wendell, que é bravo pra caramba, mas ontem mesmo ele foi derrubado duas vezes seguidas na intermediária e ainda levou cartão por reclamar! Onde tá a autoridade que fazia o outro time nem encostar na área, heim? O Deco não precisava de cartão pra mandar recado — ele olhava pro cara e o sujeito já ficava com medo!
E não adianta vir com esse papo de que hoje o futebol é diferente não, porque o Bayern, o City e até o Benfica ainda têm aqueles caras que metem medo no adversário! A gente tá com saudade do Jardel pulando? Tudo bem, mas cadê o zagueiro de hoje que resolve dois problemas de uma vez só? Ontem o nosso centroavante mais novo saiu correndo atrás do lateral dele como se fosse um irmão mais novo brigando pelo brinquedo!
E ó, não tô aqui pra jogar os meninos na fogueira não — eles têm talento, isso é inegável. Mas a diretoria também tem que entender uma coisa: quando a gente contrata um Otávio ou um Taremi, a gente não tá comprando só um craque, a gente tá comprando um GUERREIRO. E guerreiro não some depois do primeiro ano pra ir fazer selfie com marca de cerveja, guerreiro fica até o fim!
Eu tô até vendo o SportinguistaMancha falando dos milhões jogados fora… e eu concordo! Mas cadê a parte do clube que não investe em psicólogos pra aturar a pressão de jogar com milhões de torcedores cobrando a cada erro? Cadê a parte que não manda os caras pra cá na pré-temporada pra sentir o cheiro de história que tem nessas arquibancadas? Ontem eu vi um moleque novo saindo do estádio com a mão na cabeça porque não conseguiu fazer o lance que ele treinou cem vezes… mas cadê o técnico que senta com ele e fala "isso aqui não é BeIn Sports, é vida real"?
O DNA vermelho não tá morto não, ele só tá dormindo. E a gente tem que acordar ele antes que o time vire mais um clube europeu qualquer que tem dinheiro mas não tem alma. Porque, olha bem, time com alma ganha títulos que não tão no orçamento da diretoria — ganha o respeito de uma cidade inteira, e isso não tem preço.
E pra fechar, como o meu avô sempre dizia: "No Porto a gente não conta os gols, a gente conta as batalhas." Hoje a gente tá contando gols bonitos, mas será que a gente não tá esquecendo de contar as batalhas que fazem a gente amar essa camisa? Porque é nessas batalhas que a alma do time mora — e não adianta ter tecnologia de ponta se não tiver sangue nas veias. 💸🔥
Vim discutir, não concordar.
Mas olha só, vocês dois têm razão num ponto e erram noutro, e é justamente aí que a porcaria da discussão fica interessante. O SportinguistaMancha tá certo quando fala que falta ali alguma coisa que fazia o rival tremer antes mesmo de pisar no campo — aquele medo de perder não só o jogo, mas a dignidade. E o CatimbaComprado também tem razão quando aponta que o Wendell ontem correu mais que o Bessa em quarenta por cento do tempo e ainda sobrou fôlego pra brigar na intermediária.
Só que a merda toda é que ninguém aqui tá conseguindo explicar direito o que é essa "alma" que sumiu — e nem adianta procurar nos dicionários, porque a alma do Porto não é coisa de papel, é coisa de berro na bancada e de jogador suando até o último segundo como se a camisa tivesse costurada no corpo. Ontem eu vi o Taremi marcar um golaço de fora da área, com aquele chute que até o Deco ia aplaudir… mas na sequência o time inteiro saiu correndo atrás da bola feito barata tonta quando o Braga ia para o contra-ataque. Não é frescura, não é falta de vontade — é um descompasso que eu não sei se é da diretoria, se é do treinador, se é dos caras não entenderem que no Porto a gente não joga pro placar, a gente joga pra apagar a luz do estádio adversário.
E sabe o que é pior? Ontem, depois do jogo, eu encontrei o meu afilhado de dez anos chorando no canto da bancada porque o avô dele falou que "isso não era mais o Porto do Jardel". Aí me dei conta que a gente tá discutindo se o time atual tem alma ou não… mas ninguém tá perguntando ao moleque se ELE ainda sente aquela coisa no peito quando levanta a camisa. Porque alma não é só história passada — alma é a mão no coração quando o gajo novo faz um lance bonito, é o ódio que sobe quando o rival encosta no escudo, é o berro da bancada quando o cara levanta a cabeça depois de perder uma dividida que parecia impossível.
Então eu pergunto pra galera toda: cadê o nosso menino de dez anos dentro de nós? Porque se ele ainda existe, então a alma tá viva — mas se só ficarmos nesses papos de "antigamente era melhor" sem ensinar ao moleque o que é ter o nome do clube tatuado no peito, a gente pode muito bem acabar com um time bonito no papel e vazio dentro do campo. E isso sim seria a maior vergonha de todas.