⚽️ ‘O Benfica é eterno: quando a Luz tremeu na Champions e o Glorioso não se curvou!
que coisa louca pensar nisso agora, num dia de chuva em coimbra, onde o radiozinho da esquina só falava daqueles tempos de glória... eu me lembro como se fosse ontem, lá pelo fim dos anos 90, quando o estádio da luz ainda cheirava a pipoca velha e a sonhos recém-cozinhados. tinha um grupo de garotos mais ou menos da minha idade — uns 16, 17 anos, fanáticos — que ia sempre para as bancadas do setor norte só pra torcer, mesmo que o time jogasse mal pra chuchu. um dia desses, no intervalo do jogo contra o sporting, lembro que o microfone do estádio pifou e ninguém ouvia mais nada. a molecada toda começou a gritar "ó quem não ouve, levanta os dois braços!" e num instante aquele setor virou uma floresta de braços batendo no ar, o barulho todo ecoando como se fossem mil tambores. o meu braço doía de tanto bater e pensei: "meu deus, isso aqui é coisa de gente grande, de gente que acredita". depois veio aquele golaço de um miúdo qualquer, coisa de um chute de fora da área que o balão voou feito foguete, e nós todos caímos uns por cima dos outros, abraçados e berrando, enquanto a chuva fina molhava o nosso cabelo e ninguém ligava.
Saudade de quando a grama era mais verde ⚽
Meu irmão, isso me fez viajar de imediato pro dia do Galvão contra o Barça no Camp Nou, 2013... tava eu no botequim da rua da Sofia com uns dez malucos da torcida, todos grudados numa televisão que já tava caindo aos pedaços 😱 vendo o Miccoli fazer o primeiro cruzamento pra área e... PÁ! O Galvão só carimba de primeira e eu levanto da cadeira esbarrando na mesa, derrubando meio copo de vinho na camisa de um coitado, mas que se dane!!! o grito que saiu da minha boca nem parecia humano, foi um berro que fez os copos tremerem na prateleira 🔴🔥 virei pra galera toda e só vi olhos arregalados, risos nervosos, abraços... e o cara do balcão xingando porque o vinho tava indo embora pro chão! depois veio o segundo, aquele controle absurdo do Miccoli tipo "olha eu aqui, seu Barça de merda", e nós ali já gritando feito loucos que nem o Pedro contou daqueles garotos do norte com os braços pra cima 💪 foi uma das poucas vezes que senti mesmo que a Luz tava toda ali no Camp Nou conosco, do outro lado do mundo, mesmo com a chuva caindo e o estádio todo nos esmagando... é NESSES MOMENTOS que a gente percebe, porra: o Benfica não é time, é religião mesmo 😭🔴
Na arquibancada desde criança.
e tu lembras daquele dia lá no início dos anos 2000 quando a gente foi ver o time na taça uefa contra o roma em lisboa? eu tava ali no topo do setor sul com uns malucos que tinham vindo de comboio desde o alentejo só pra ver o primeiro jogo, e o tempo tava tão feio que parecia que o céu ia se rasgar a qualquer minuto. a galera toda chegou cantando "ôôô Benfica, ó Benfica, o teu nome é bandeira e não se apaga jamais!" e aquilo soou tão forte que até o guarda do estádio parou pra ouvir. quando o roma abriu o placar e a galera toda ficou em silêncio, um velhinho ali do meu lado — deve ter uns 70 anos, cabelo branco e camisa do mitchell —, olhou pra mim e falou baixinho: "criança, a luz nunca se apaga, só brilha mais forte na escuridão". dois minutos depois a gente já empatava, e logo depois veio aquele gol de falta do simão sabrosa, que acertou a bola como se fosse um tiro de canhão, e a molecada toda saiu correndo pra frente do alambrado gritando que o estádio tava tremendo mesmo, não era ilusão. eu me lembro de ter abraçado aquele velhinho sem nem saber o nome dele, e ele só riu e disse: "isso aqui, meu filho, é coisa de quem tem fé". depois veio a prorrogação, a confusão toda, e quando o juiz apitou o fim a gente saiu cantando pela avenida almirante reis que nem um bando de doidos, com os pés doendo e o coração acelerado, sabendo que aquilo não era só um jogo — era a gente, o clã, o amor que não tem preço. e olha só: até hoje, quando passo pela estação de metropolitano da rota, sinto o cheiro da pipoca misturado com o som da nossa torcida. tem momentos que a gente não vive, a gente assiste como quem recebe um abraço apertado do destino, e esse foi um deles.
Já vi de tudo, pessoal.
Que história, rapazes… isso me fez reviver o fim dos anos 90 como se tivesse sido ontem, quando a gente ainda acreditava que o "sentir" da Luz era mais forte do que qualquer coisa que viesse de fora. Lá atrás, nem precisava de números, de xG ou de tabelas: a crença era tão pura que até o rádio da esquina — esse negócio velho que só pegava estação local de Coimbra — parecia transmitir mais do que jogo, transmitia alma. O PedroTimao falou daquele grupo de garotos no setor norte batendo os braços como se fossem mil tambores… e é exatamente disso que falo quando digo que aqueles times tinham uma magia que a gente não vê mais hoje. Não era só o estádio cheirando a pipoca velha, era o cheiro da fé misturado com o suor da gente, daqueles que iam só pra viver a camisa, mesmo que o time jogasse mal pra chuchu.
E olha só como compara: hoje a gente tem momentos bonitos, sem dúvida, mas tem também essa coisa de… sei lá, um certo cálculo por trás. Antigamente não tinha isso, não. Era tudo visceral, doído, glorioso ao mesmo tempo. O HereEOrgulhoNacional trouxe à tona aquele dia no Camp Nou em 2013… e é verdade: ver o Galvão e o Miccoli voando naquela defesa do Barça, aquilo foi um "pá na cara" em cheio nos caras que só olhavam pros números. Naquele momento, a gente não pensava em nada além do grito, do abraço, do vinho derramado no chão. Hoje, quando a gente comemora um golaço, já tem meia dúzia de caras analisando "ah, mas foi sorte o passear em vez de…" — como se a glória precisasse de justificativa pra existir!
O CatimbaRei ainda lembrou daquele time da Taça UEFA contra o Roma, com o velhinho dizendo que "a luz nunca se apaga, só brilha mais forte na escuridão". E tinha razão, irmão. Aqueles times tinham esse dom: transformar a dor em canção, o medo em coragem, o silêncio em rugido. Hoje a gente tem jogadores incríveis, técnicos que conhecem o jogo, mas… falta um quê. Falta aquela coisa de a gente sair do estádio depois de um jogo ruim e ainda assim sentir que valeu a pena só por estar ali, com os braços cansados de bater, com o coração aos pulos, com a camisa encharcada e a alma leve.
Não é que os tempos atuais sejam ruins, não. Mas tem uma diferença sutil: antes, a gente ia pro jogo pra viver uma experiência. Hoje, a gente vai pra conferir um resultado. Antes, o Benfica era eterno porque a gente acreditava que sim, mesmo quando o mundo dizia o contrário. Hoje, a gente tem que provar que ele continua eterno… e às vezes essa pressão sufoca mais do que o cansaço da viagem de comboio desde o Alentejo.
Conte primeiro, discuta depois.
quem foi que disse que hoje em dia falta o "quê" nos jogos? olha só, essa conversa me lembra daquele tempo em que eu levava o meu neto — coitado, mal sabia ele o que era o Benfica na veia — ao estádio pela primeira vez, o fedelho com uns 8 anos só com a camisa do dero no corpo, aquela coisa toda. no meio da tarde chuvosa, quando a gente tava chegando na entrada sul, ele olhou pro céu cinzento e falou assim: "avô, porque chove sempre quando a gente vem ver o Benfica?" eu olhei pra ele e disse: "filho, se chovesse sol todos os dias, a gente não saberia o que é lutar, o que é suar junto com a galera, o que é sentir o estádio tremer quando a gente canta de peito aberto. a chuva lava a alma, faz bem ao time e aos nossos corações"...
e é mesmo, rapazes! antigamente a gente não tinha medo de nada, nem do mau tempo, nem do adversário, nem de ficar com a camisa encharcada até os ossos. a magia não tá nos números, tá naquele momento em que tu olhas pros lados e vês cem mil pessoas cantando a mesma canção, cem mil corações batendo no mesmo ritmo. lembro-me de uma vez, lá pelo ano 2005, quando a gente foi ver o time na taça uefa contra o villarreal em casa, num jogo que parecia perdido antes de começar — o tempo tava daquele jeito de junho em lisboa, calor sufocante, e a galera toda já tava rouca de tanto cantar. quando o juiz apitou o fim, e a gente saiu pelo portão 4 com o placar de 3-0, um senhor ali do meu lado — já com a idade que eu tenho agora — pegou no meu braço e falou baixinho: "isto aqui não é vitória, é cura". e aquilo ficou preso em mim, sabe? cura de quê? cura da rotina, cura da descrença, cura do "será que vamos conseguir?"... a gente não ia lá pra ver gols bonitos ou defesas impecáveis, a gente ia pra sentir que fazia parte de algo maior, que durava gerações.
hoje em dia as pessoas falam que os times jogam bonito, que os treinadores são mais técnicos, que os jogadores são mais rápidos... mas será que algum desses gols ou vitórias alguma vez deixou um rasto igual àquele do velhinho no setor sul a cantar "ó Benfica, ó Benfica, o teu nome é bandeira e não se apaga jamais"? o Galvão e o Miccoli no camp nou em 2013 não precisaram de estatísticas para ser eternos. o grito que se ouviu daquele botequim na rua da sofia não veio de uma máquina de calcular, veio de corações a cem por hora, de mãos suadas, de vinho derramado no chão. isso é que é glória, isso é que é eternidade.
e olha só, uma coisa que ninguém aqui falou: hoje em dia a molecada nova ainda tem essa faísca, mas às vezes a gente sufoca ela com tanto "é assim que se faz", com tanto "tem que ser perfeito". ontem mesmo eu vi um grupo de miúdos no café do estádio a discutirem se deviam gritar ou não gritar durante o hino... e eu pensei: "meu deus, cadê aquela loucura de bater os braços até doer, cadê aquele berro que faz tremer os copos?". a gente tem que deixar a molecada viver a loucura também, porque é nela que mora a eternidade do clube. o Benfica não é eterno porque joga bem — é eterno porque a gente acredita, e ponto.
então é isso: que o ano que vem a gente encha a luz de novo, que chova, que faça sol, que a música esteja rouca e que os braços doam ao final... porque enquanto houver alguém disposto a viver esse amor até o fim, a gente não precisa de números nem de tabelas. a luz já tremeu por nós, já nos abraçou, e enquanto a gente continuar a cantar com fé, ela nunca vai se apagar. até breve no estádio, irmãos!
Estou aqui há mais tempo do que alguns torcem.
Mano, ontem tava eu lá no café do time com umas camisetas antigas do Rolo Compressor da década passada, quando um gajo novo — desses que curte aquele negócio de "tática moderna" — veio me perguntar se o pente-fino do Galvão naquela final não foi um lance de sorte demais. Eu olhei pra ele, levantei a camisa cheia de manchas de vinho de 2013 e falei: "Sorte? Filho, sorte é o teu celular não ter um botão ‘Gravar’ pra guardar a cara que tu ia fazer quando o Miccoli apareceu entre três zagueiros do Barça feito aquele meme do ‘Where’s Waldo’ só pra bater em cima daqueles dois malucos!". Aí eu lembrei que no dia seguinte tava todo mundo no terminal da estação de Entrecampos com o autógrafo do Galvão riscado num guardanapo, e o gajo que servia o pastel de bacalhau atrás do balcão — já velho conhecido — olhou pra gente e disse: "Vocês são piores que a clínica do S.L. Benfica em dia de consulta"... e eu só gritei: "Mas pelo menos nós não precisamos de exame de sangue pra amar o nosso time!" 🤣🍿🔴
Sou o único sério aqui — e olhe lá.