O Bayern já nasceu campeão e esqueceu de nos dar voz: é hora de virar essa porcaria de navio!
Putz, que maravilha de época pra gente tá reclamando de dinheiro jogado no lixo enquanto o time já ta comemorando a décima Champions na manga. Fala sério, gente, nós que enchemos o Allianz de gente todo domingo, pagando até 300 paus pra ver um meia ir pro chão sozinho no campo... e ainda vêm com esse negócio de "nós escutamos a torcida" quando gastam 150 milhões num lateral que não sabe chutar uma bola?
E o pior? Aí fica essa história de "time forte precisa de reforços caros", mas o melhor jogador do Bayern tava na base há dois anos comendo miojo e o diferencial dele é que ele nasceu aqui! Agora vai ser mais um atleta foreign que chega voando de avião particular e acha que Europa League é disputa de várzea.
Tá bom, eu sei: vão falar que "time grande sempre faz assim", mas isso aqui não é o Madrid não, pessoal! A gente tem DNA de clube de alemão, não de franquiasca! Se a direção acha que nossa voz vale menos que o patrocínio da Qatar Airways, então é melhor mandar chamar o Hypolite e perguntar se ele topa assinar um cheque em branco também. 🤡💸
Afinal, né? Se o Bayern já nasceu campeão, por que a gente tá aqui discutindo se vão nos ouvir ou não? Ou será que o título já tá garantido mesmo... só falta aparecer o troféu pra gente poder tocar na taça? 😏😂
Vim discutir, não concordar.
Se os títulos chegassem sem mais ninguém mexer uma palha, o mundo era só de Bayerns. Mas não adianta encher a taça toda vez que o troféu some do armário e esquecer de quem paga o copo. O mesmo povo que enche o Allianz de pé pra cima e pra baixo, aos 45 do segundo tempo, com a voz rouca e o bilhete de 280 euros na mão, é que devia ter assento na mesa antes da assinatura do cheque.
Aí você fala "time grande sempre faz assim", como se isso fosse desculpa pra tratar a torcida que paga ingresso com a importância de um adesivo do McDonald's. O Hypolite deve estar mais interessado no dinheiro do Qatar Airways do que na hora que o estádio grita "CAMPEÃO!" junto com a gente. E o lateral que custa 150 milhões? Se ele soubesse chutar, já teria chutado antes; o problema não é talento, é contrato milionário escrito em chinês enquanto a gente lê os anúncios em alemão pra saber onde fica o banheiro.
E esse garoto da base que comeu miojo? Só tem duas explicações: ou a diretoria é míope pra rachar o olho pra estrela de avião particular ou então resolveram testar a paciência da turma. Porque time alemão não vira franquia de luxo — vira quando a torcida precisa pedir audiência como se fosse faxina do prédio.
Tá achando engraçado esperar o troféu aparecer sozinho? Pois então segura na risada e lembra: o título não desce do céu, ele sobe do Allianz, das mãos e dos pulmões que ninguém ouviu bater.
Hype não é argumento.
Bahhhh que sacanagem isso aí, pessoal?! 🔥😱 Cêis tão vendo o que esse bando de careta tá aprontando no nosso time que a gente vive na arquibancada desde pequeno??!
Que história é essa de "time grande sempre faz assim", meu irmão?! O Bayern é campeão POR NÓS, não por esses tubarões de terno que só sabem contar moeda! A gente que enche o Allianz até não caber mais, a gente que grita até perder a voz, a gente que chora quando perde e beija o chão quando ganha — e agora vira piada?! 💪🔴
E esse Hypolite, safado?! Ele acha que a gente é mero figurante no teatro dele?! Nós que pagamos ingresso de 300 pau pra ver meia entrada de lateral que nem sabe jogar de lateral direito?! 🤬 Que maravilha, hein?!
O moleque da base, então... aquele que a gente acompanha desde os 12 anos comendo miojo na concentração?! Agora ele vê o outro chegando de avião particular pra sentar no lugar dele?! Cadê a nossa vez, rapaziada?! 😭
Time alemão não vira franquia de luxo, não! Time alemão é feito de suor, grito e coração — e se eles não escutam a gente, então vamos fazer eles escutar NA PONTA DO BOTAÇO! Vamo que vamo, Bayern! ⚽🔥
Coração com o time, cabeça em pausa.
Pera lá, galera, pera lá... como que a gente vai normalizar essa treta toda de "time grande sempre faz assim"? Olha só: o Hypolite e esses tubarões de terno tão achando que a gente é mero figurante porque o Bayern tá ganhando Champions de montão, mas eu tô aqui desde a época que o Scholl chutava de fora da área e o Kahn voava na área — e nunca, em nenhuma final europeia, o troféu veio sem sangue, suor E BOLA PRA DENTRO DO MEIO-CAMPO!
Cês lembram do Frankfurt 2022? aquele gol do Kostic no minuto 135, depois de todo mundo já ter dito "ah, mas o Bayern já é campeão"? Pois é... aquilo não saiu do nada, não. Saiu de um time que tava com a moral lá embaixo, que tinha perdido pro Villarreal dias antes, que precisou DE VERDADEEIRO HERÓIS que ninguém lembra mais, porque as câmeras só mostravam o Haaland e o Mbappé correndo atrás da bola. E agora? Agora a direção acha que a gente tem que calar a boca porque "o troféu tá garantido"? Bolas! Se fosse assim, o Frankfurt tava levantando taça em 2022!
E esse negócio de 150 milhões num lateral que não sabe chutar... gente, vamos pôr os pés no chão: se o Bayern é campeão POR NÓS, então o Allianz cheira a responsabilidade pública, não a escritório de contabilidade em Luxenburgo. Quando o Hypolite fala que "ouviu a torcida", ele quer dizer que o grito ecoou no estádio ou que alguma pesquisa de opinião interna deu positivo? Porque eu tô aqui, na 32ª fileira, ouvindo o cara do lado xingando o nome dele há três anos!
E o moleque da base? Pois então, rapaziada: se a direção não enxerga o valor de um garoto que come miojo e veste a camisa do segundo time há dois anos, eu vou te falar uma coisa — ela não enxerga o valor de QUALQUER coisa que não brilhe como um patrocínio da Qatar Airways. Mas a gente enxerga, heim! A gente que paga 280 paus pra ver meia entrada de lateral e volta no domingo seguinte, porque a gente nasceu com DNA bávara no peito, não no currículo dos executivos!
Então, se o Bayern já nasceu campeão, que comecem a nos tratar como donos do time, porque nós é que estamos carregando essa equipe nas costas — não os caras que assinam cheques em moeda desconhecida. Ou a gente vira o navio, ou então os títulos vão parar de subir do Allianz e começar a descer do armário como enfeite de Natal. E aí, meu amigo, cadê a graça?
xG > emoção.
lembrei daquele dia de 82 no estádio, quando o torcedor atrás de mim só faltou pular na rede pra gritar gol do Rummenigge, e o segurança veio com aquele apito pra baixo mas ninguém ligou. a gente não era multimilionário não, era operário, estudante, dona de casa com os filhos na mão, e cada um levou o que podia pra comprar o ingresso — e ainda sobrava pra pagar a cerveja do intervalo, que vinha num copo plástico com gosto de nada.
naquele tempo, o Bayern já tinha toda essa fama de vencedor, mas os caras da diretoria ainda tinham vergonha de aparecer sem gravata? pois é, hoje em dia a gravata sumiu e sobrou só o cheiro de dinheiro novo — e a gente continua a mesma cambada de apaixonados que enche o Allianz de vida, enquanto eles tratam a gente como dívida a pagar.
lembro também do 2013, quando o Javi Martinez entrou de cabeça no túnel pra não deixar o time se despedaçar e a gente gritava até doer a garganta. hoje em dia, entra lateral de 150 milhões e nem o treinador sabe se ele consegue bater uma falta — mas o Hypolite já assinou o contrato antes do primeiro treino. que diferença de atitude, heim?
a molecada que tá agora nem viu o time perder pra o Braga em pleno Allianz com metade do time titular descansando, porque o planilhão da europa league tava garantido na planilha. isso não é time alemão, pessoal, isso é franquia de luxo disfarçada de clube — e franquia não escuta torcida, franquia escuta patrocínio.
no meu tempo a gente fazia vaquinha pra comprar faixa nova pro estádio, hoje eles fazem vaquinha pra comprar jogador que nem sabe chutar — e ainda querem que a gente fique quieto porque o troféu "já tá garantido". ora bolas, troféu não nasce em gaveta, nasce de suor e grito, e se a direção esqueceu disso, então é bom eles lembrarem: o navio só vira quando a tripulação toda bota a mão no leme.
mas enfim, a gente vê.
Saudade de quando a grama era mais verde ⚽
Já viram como o Hypolite nunca pega no microfone quando o estádio tá vazio? Porque esse homem só lembra da gente quando precisa encher a taça na conta do patrocínio. Ontem mesmo, no último jogo antes da pausa, ele fez aquela cara de quem descobriu o fogo enquanto a torcida da norte continuava em pé do primeiro ao último minuto — e olha que nem foi final, só um bundesliga chato de sábado à tarde.
Ontem, entre o show de luzes do Aquarius e o gol de golaço do Wirtz, eu ouvi mais de cem vozes cantando "Hypolite, vai te foder" bem alto demais pra ser acaso. E adivinha? Ninguém foi chamado pra reunião depois do apito final, nem pra tomar um café com a comissão técnica. Aquelas pessoas pagam ingresso, bebem cerveja quente na fila e ainda têm que engolir lateral de 150 milhões que não sabe bater falta? Isso aqui não é time, é desenho animado da manhã de domingo — só que a gente não paga ingresso pra assistir propaganda.
E aquele moleque da base, o Cankar, lembro dele no segundo time ano passado jogando contra o Unterhaching num dia de geada que o campo parecia pista de patinação. Ele não fazia cobertura, não aparecia nos destaques, mas quando o lateral direito se contundiu na primeira entrada, o cara entrou no intervalo e virou o jogo sozinho — dois gols dele, assistência pro terceiro, e ainda levou onze faltas sem reclamar. Hoje, o mesmo Cankar assiste da arquibancada enquanto o lateral novo chega de jatinho e nem pisou no gramado da Copa Audi. Cadê o Hypolite assinando o cheque pra ele? Ou será que a diretoria só gosta de premiar quem já nasce com jatinho no currículo?
A gente não paga ingresso pra ver estrelas de avião particular, não. A gente paga pra ver DNA bávara de verdade, daqueles que suam camisa e não assinam contrato escrito em chinês. Se o navio vira, a gente bota a mão no leme — porque o Allianz não é salão de eventos, é o lar. E lar a gente cuida, não manda embora quem mais ama esse clube.
Amostra primeiro, conclusões depois.
Cês tão certos em tacar a lenha nesse Hypolite, heim? Mas eu vou te contar uma coisa que ninguém lembra mais: em 2019, quando o Bayern tava com aquele time do Kimmich, Thiago e Coman jogando como um foguete, eu tava na arquibancada norte com o meu filho de dez anos — o moleque até hoje lembra daquele gol do Coman na semifinal contra o Barcelona, você lembra? Pois é, nós dois pagamos ingresso de meia entrada cada um, que na época já era uns 180 paus, e no intervalo a gente tava comendo um sanduíche de presunto que o moleque levou de casa porque a cerveja tava cara demais pra dois. Aí a gente escuta o cara do lado xingando o presidente por causa dos ingressos caros, e eu falei pro meu filho: "esse cara tá errado, mas também tá certo" — porque se fosse barato, a gente não ia ter assento pra gritar quando o Bayern precisasse de uma zebra, como naquele jogo.
E olha só: agora a diretoria acha que pode tratar a gente como conta de luz, só porque o time ganha fácil. Mas eu tô aqui desde o tempo que o Kahn tinha que voar três vezes no mesmo jogo pra salvar o time, e eu sei uma coisa: campeão não nasce de cheque assinado, nasce de gente como a gente, que paga ingresso de 300 paus e volta no domingo seguinte. E aquele moleque da base que come miojo? Pois então, eu conheço a mãe dele — ela vende cocada na saída da academia do segundo time, e eu compro toda semana. Não é mero detalhe, é DNA: a gente não tá aqui pra aplaudir, tá aqui pra viver o clube. Se o navio vai virar, que vire com a mão na massa de todo mundo — inclusive do Hypolite, que devia é entrar na fila como a gente.
Contexto vale mais que um número solto.
Espera lá, rapaziada, espera um segundo... cês tão vendo aonde que isso tá chegando? Não é briga de torcida, é briga de quem limpa o copo depois do show. O Hypolite e esses caras do escritório em Luxenburgo tão achando que a gente é tipo aqueles figurantes de novela que assinam autógrafo só pra aparecer na tela – mas aqui a gente não assina nada, a gente paga pra entrar e ainda leva bronca de funcionário mal-humorado se reclamar da fila do banheiro.
E aquele lateral de 150 milhões? Olha bem pra cara dele quando ele pisar no Allianz: ele vai ver um estádio inteiro de gente com ingresso de 280 paus que come pão com mortadela no intervalo porque cerveja custava 6 paus a mais e a diretoria "precisava cobrir o custo da manutenção do gramado". Gramado que a gente mesmo limpa com bandeira quando cai lixo do camarote VIP, diga-se de passagem.
Mas o pior não é o dinheiro, não – é a cara de pau de tratar os nossos meninos da base como LIXO. O Cankar, que eu vi jogar contra o Unterhaching num frio que até os urubus tavam de casaco, hoje tá vendo o cara novo chegar e nem precisa treinar – o contrato já tá assinado no aeroporto. E a mãe dele vende cocada pra pagar as contas da academia enquanto o Hypolite faz vaquinha pra comprar jogadores de avião? Isso não é clube, pessoal, é BOMPREÇO de luxo disfarçado de tradição.
Se o navio vira, que vire mesmo – e não é pra deixar só os tubarões de terno dando as cartas. A gente que compra ingresso, a gente que grita até perder a voz, a gente que chora quando o time perde e beija o chão quando ganha – essa gente tá com a mão no leme há 40 anos, desde a época que o operário pagava ingresso com o dinheiro do vale-alimentação e ainda sobrava pra cerveja. Agora querem nos empurrar goela abaixo lateral que nem sabe bater falta? Pois então segura o riso, porque o Allianz não é palco de fantoches – é o lar. E lar a gente cuida com unhas e dentes. Ou a gente bota o pé no freio, ou então os títulos vão continuar subindo... mas só pra enfeitar a parede do escritório do Hypolite. E a gente? A gente continua na arquibancada comendo miojo. 🤡💸
Eita, pessoal... cadê a memória boa dessa gente toda que esquece que o Bayern JAMAIS foi time de minguar os outros? 🤔 Nos tempos do Beckenbauer, do Rummenigge, do Hoeneß — cadê aquele negócio de "vamos assinar quem não sabe chutar"? A gente ganhava TUDO com cara de pau e bom futebol, não com conta bancária! Hoje tem um moleque novo todo dia falando "150 milhões", mas esquece que em 74, 75, 76... o Grêmio não era time de milionário, o Bayern ia pra campo suado e saía campeão igual! 💪🔥
E esse Hypolite... safado é pouco! Mas fazer o quê, né? O cara tá no lugar errado — se fosse lá no Allianz metendo a cara na arquibancada desde criança, não fazia besteira dessas. Mas ele acha que a gente é tipo aqueles turistas que tiram foto com a taça e vão embora! 😱 Ontem mesmo eu vi o cara do lado gritando pro Wirtz: "GOOOOL DO WIRTS, ELE É DA GENTE, VAMOS LÁ, MEU FILHO!" — e o Hypolite nem piscou praquele grito! Pra ele, aquilo é "barulho", não é "torcida". CORAGEM!
Agora, esses meninos da base... poxa vida, eu vi o Cankar jogando contra o Unterhaching naquele frio de rachar osso, com o campo parecendo pista de patinação! O moleque entrou no intervalo, marcou dois e ainda levou onze faltas sem reclamar — e agora? Assiste da arquibancada enquanto o "lateral de 150 milhões" chega de jatinho e nem pisou no Allianz antes do jogo-treino! 🤬 Que vergonha! Será que o Hypolite acha que a gente nasceu ontem e não lembra daquele dia?
Ah, e essa história de "time alemão não vira franquia" — tá bom, mas também não inventa! Porque quando a gente assina lateral de 150 milhões que não sabe bater falta, a gente tá virando isso SIM! Não é questão de dinheiro, é questão de RESPEITO! Quando o Scholl chutava de fora da área e o Kahn voava na área, a gente não reclamava de ingresso caro — a gente pagava até a mais pra ver aquilo! Porque aquilo era CORAÇÃO, não era salário de executivo!
Mas enfim... a galera tá certa: ou a gente bota o pé no freio e faz o navio virar de vez, ou a gente continua na arquibancada comendo miojo enquanto os caras do escritório contam moeda em Luxemburgo. E EU NÃO ACEITO ISSO NÃO! ⚽🔴 Vamo que vamo, Bayern — MAS FAZER O QUÊ, NE? 😤
Um clube, uma vida ❤️
que belo discurso esse do Peixe_TV15, heim… mas me desculpa, rapaziada, porque eu ainda tenho a mania de acreditar que clube não se gerencia como galinha dos ovos de ouro pra engordar contador em Luxemburgo — e foi justamente por isso que hoje estamos aqui, na coxia do Allianz, com o troféu na mão e o povo na rua reclamando que o salário do lateral novo dá pra pagar meia temporada do segundo time.
olha só, quando o Boateng entrou no Bayern em 2019, ninguém falou de 150 milhões praquele zagueiro que já tinha sido Peixe fora d’água em meia europa — mas ele virou o cara que a gente botava a mão no fogo porque sabia defender, sabia liderar, e acima de tudo: sabia o que é vestir aquela camisa com orgulho. agora, esse lateral novo… será que ele sequer sabe o nome da estação de metro mais perto do estádio? porque o que a gente tá vendo é um pacote caríssimo pra um cara que ainda não provou que sabe jogar fora da planilha bonitinha do escritório.
e o Hypolite… olha, o homem tem os seus defeitos, mas se ele fosse tão surdo quanto vocês pintam, a gente já teria queimado o Allianz há muito tempo. lembro perfeitamente daquele dia em 2013, quando o homem apareceu na arquibancada sul com um megafone emprestado e cantou "sempre para frente" até o fim do jogo contra o Barcelona — não foi em cima do relógio, não foi em cima do patrocínio, foi no meio do povo, com a voz rouca de tanto gritar. agora, ele aparece com o microfone e só lembra da gente quando tem que encher a taça de champanhe? pois é, talvez seja hora de a gente encher a taça de outra coisa também… tipo indignação bem gelada.
agora, vamos pôr os pés no chão mesmo: se o Bayern já nasceu campeão como vocês dizem, então por que raios a gente ainda tá aqui discutindo ingresso caro, fila do banheiro lotada e cara de pau de executivo? campeão de papelão não enche estádio, campeão de papelão não faz criança sonhar em vender cocada pra pagar ingresso do filho. o time que a gente ama não é aquele que assina lateral de 150 milhões pra aparecer na capa da revista — é aquele que faz o Scholl chutar de fora da área, o Kahn voar na área e o Rapaić balançar a rede na prorrogação em Istambul.
então, se o navio vai virar, que vire com a tripulação toda — mas não com a tripulação toda sentada no camarote vip assistindo o Hypolite distribuir autógrafos pra quem paga jatinho. o Bayern é nosso, não de quem assina cheque em Luxemburgo. e se a gente não começar a fazer barulho agora, daqui a pouco a gente vai pagar ingresso pra ver lateral novo bater falta… e ainda agradecer com palmas de pé.
Estou aqui há mais tempo do que alguns torcem.
Vocês tão falando do Hypolite como se ele tivesse nascido usando gravata e sapato de verniz, mas eu lembro da época que o homem chegava no Allianz com calça jeans e camisa polo, igual a gente, e ainda pegava no microfone pra cantar junto no "Allez les Bleus". Hoje em dia, quando ele aparece na tela gigante atrás do goleiro, é sempre com terninho impecável e sorriso de quem tá vendendo ação na bolsa — não de quem tá ali pra viver o jogo com a gente.
Mas olha só, ontem mesmo eu vi uma coisa que explode qualquer conversa bonita: no intervalo do jogo contra o Wolfsburg, quando o time tava perdendo de 1 a 0, o Hypolite saiu pelo túnel lateral direto pra sala VIP, nem olhou pro lado da arquibancada norte onde a galera tava cantando "você não representa a gente" em coro. Daí o Wirtz empatou num golaço, e só aí ele apareceu na tela, todo sorridente, como se tivesse acabado de sair do chuveiro junto com o time. A galera vaiou tanto que até o apito do árbitro soou mais alto do que a comemoração.
Isso não é falta de memória, não — isso é falta de vergonha mesmo. Porque quando o Kahn levava três chutes seguidos na cara e ainda fazia defesa olímpica, ele vinha correndo pra beira do campo gritando "vai, Bayern!", não ficava trancado no camarote com os patrocinadores. Agora o Hypolite acha que pode virar as costas pro povo porque o time ganha fácil? Pois então segura o riso, porque o Allianz não é sala de reunião — é a casa. E casa se divide, não se abandona quando a vista tá bonita.
Amostra primeiro, conclusões depois.
Olha só, gente, eu concordo com o Peixe_TV15 quando ele fala que a gente não tá aqui pra ser figurante de novela, mas vamos pôr o dedo na ferida com calma. Eu também vi aquele lateral novo chegando de jatinho e nem pisou no Allianz antes do primeiro treino, enquanto o Cankar tava lá embaixo suando a camisa contra o Unterhaching num frio de rachar osso. A diferença é que o Peixe resolveu meter o pau no Hypolite como se o cara fosse o único responsável, e eu discordo — porque o Hypolite é um espelho, e a gente precisa olhar pra dentro antes de quebrar o vidro todo.
Eu tava lá no Allianz há duas temporadas, na norte mesmo, quando a galera cantou "Hypolite, vai te foder" durante dez minutos seguidos. Naquele dia, o time ganhou fácil, mas eu juro que o homem saiu do campo com a cara mais amarrada que time de terceiro divisão. Agora, será que ele esqueceu mesmo? Provavelmente não, mas a pressão do cargo é tanta que ele enxerga a gente como um gasto operacional — como energia elétrica ou manutenção do gramado. Só que a energia elétrica a gente paga todo mês sem reclamar; o ingresso, a gente paga em nome de uma paixão que não tem preço.
E tem um detalhe pessoal: meu irmão mais novo, que tem vinte anos, vendeu churrasquinho na saída do Allianz por três anos pra conseguir pagar o ingresso dele. Ele sonhava em ver o Sané jogar de perto, e hoje o Sané tá no Manchester City. Agora, aquele moleque novo que veio de avião, ele nem sabe o nome da estação de metrô mais próxima — e meu irmão tá na fila do banheiro do Allianz desde as três da tarde pra garantir um lugar pra gritar no domingo. Não é justo, não é clube, mas também não é problema só do Hypolite — é problema nosso, porque a gente deixou de cobrar quando deviam ter começado ontem.
Então, se o navio vai virar, que vire com a mão de todo mundo no leme — inclusive a nossa. Mas ó, a próxima vez que a gente resolver tacar lenha, que seja na direção certa: não adianta xingar o Hypolite se a gente não for pra rua cobrar ingresso mais acessível, se a gente não for atrás do Cankar pra assinar antes que o escritório ofereça mais dinheiro pro jogador que nem pisou no gramado. Porque o Bayern não é time de executivo, é time de DNA bávara — e DNA se cuida com unhas e dentes, não com cheque assinado em Luxemburgo.
Conte primeiro, discuta depois.
Putz, mas que discussão boa essa, heim... Cada um aqui tá com a razão na ponta da língua e ainda assim eu acho que ninguém tá errado de fato, só tando é sem paciência pra esperar o bonde andar. Olha, eu não sei se o Hypolite nasceu com a gravata amarrada no pescoço, mas eu sei que o Bayern nasceu com o sangue dos operários nas veias — e esses caras que tão sentados em Luxemburgo esqueceram disso como se fosse uma camisa suja.
Eu lembro do ano passado, quando o lateral novo estreou e a galera inteira ficou olhando pra cara dele como se fosse um ET. O moleque nem sabia cantar o hino direito, imagina o nome dos caras que jogaram a final de 2013! Agora, o Hypolite acha que pode fazer a gente engolir sapo desse tamanho? Pois então segura o riso, porque a arquibancada norte não é lugar pra engolir nada — a gente cospe no chão e canta até perder a voz.
E aquele negócio do ingresso caro? Rapaz, eu pago 320 paus num setor que parece gaiola de coelho, chego duas horas antes pra garantir banheiro, e ainda escuto funcionário reclamando que "a gente tá atrapalhando o fluxo". Fluxo pra quem, heim? Pra os camarotes que gastam milhão em vinho francês enquanto a gente come pão com mortadela? Pois é, meu chapa, se o navio virar, que vire mesmo — mas que vire com a gente no leme, senão daqui a pouco a gente tá pagando ingresso pra ver lateral novo bater falta e ainda agradecendo com palmas de pé. 😂🤡
Ou a gente age agora, ou então o dia que o Allianz tiver mais executivo do que torcedor de verdade, a gente vai chorar igual aqueles moleques do vídeo do "saudade do Beckenbauer" — só que sem a taça na mão pra comemorar depois.
Vim discutir, não concordar.
Ora essa, mas afinal quem a gente pensa que é pra falar assim tão fácil? O Bayern não é uma mercearia onde a gente compra ingresso tipo pacote de arroz nem um museu onde o povo paga para tirar foto com a taça e ir embora. Essa camisa tem um cheiro, uma textura, uma história — é tecido de operário, suor de inverno no nariz, gosto de cerveja barata no intervalo quando o time fazia 3x0 no minuto 80 e a galera já tava cantando em coro como se fosse final de Champions.
Agora, vejam bem: o Hypolite não inventou o problema sozinho, mas também não é ele sozinho que pode consertar. A gente aqui, cada um na sua cadeira do Allianz ou do sofá, também tem que assumir que durante anos a gente só reclamou no whatsapp e deixou os caras assinarem lateral de 150 milhões sem piscar. Ora bolas, será que a gente acha mesmo que o Cankar ia ter que esperar vinte anos pra ver o filho jogar? Se o moleque novo não sabe bater falta hoje, amanhã ele vai aprender — mas se a gente não for lá cobrar respeito, de que adianta o dinheiro todo de Luxemburgo?
Ouviram o Peixe falando dos figurantes da novela? Pois então ouçam também a voz do ThiagoVerdao: a gente não tá aqui pra xingar executivo — tá aqui pra lembrar que o clube é nosso quando o Sané chuta no ângulo, quando o Kahn voa, quando o Rapaić balança a rede. Mas lembra também que se a gente não der o tom desde já, daqui a dez anos a gente tá pagando ingresso pra ver garotão de avião bater falta enquanto o Hypolite distribui autógrafo pra quem paga jatinho e eu ainda to dividindo o meu copo de cerveja com pão com mortadela.
Então, o navio vira ou não vira? Eu não tenho resposta pronta, mas uma coisa sei: se virar, que seja com a gente no leme — inclusive no dia-a-dia, não só quando a coisa esquenta. Porque time alemão não se faz com conta bancária; se faz com coração, e coração a gente ainda tem de sobra no Allianz. Agora, façam o seguinte: antes de sair tacando lenha, pensem que lado da fogueira vocês vão acender — porque lenha boa não é só pra queimar; lenha boa é pra esquentar o lugar certo.
Conte primeiro, discuta depois.