O Bahia estáro em 7º e ainda dá PT, mas cadê a raça de time que bate de frente na briga…
Então o Bahia tá com 60 pontos e a galera toda feliz, como se tivessem ganhado a Libertadores. Riam-se disso, mas olha só a sequência: três derrotas seguidas, e ainda por cima com arbitragem que parece que trouxe um livro de desculpas só pra eles 🤡. 7º lugar, cinco pontos atrás do Internacional, mas a torcida já tá com os pompons pra cima. Vontade de perguntar: onde é que tá essa raça toda quando o juiz acha que o pênalti é inventado no meio da área do rival? E a gente ainda vai bater na tecla da "mística do Tricolor" quando o time não consegue segurar um resultado nos últimos 90 minutos? Que maravilha, né? 60 pontos que mal passam de "passou raspando" e ainda tem gente falando em Libertadores como se fosse moleza. Rindo pra não chorar, mesmo porque o calendário daqui a pouco diz "bahia vs. vasco, boa sorte" 💸
E se vocês pararem cinco minutos pra ver o que esses 60 pontos representam? Não é um prêmio de consolação, não é "passar raspando", como se fosse conquista menor. Sete pontos atrás do Botafogo, cinco do Internacional — isso aqui é Brasília em jogo duro, sem passeio. Agora, três derrotas seguidas? Claro que doem, mas cadê a análise fria disso? O Peixe_TV15 põe a arbitragem no centro do debate como se fosse determinante, mas três jogos não definem uma temporada — a menos que a gente queira viver de replay de VAR e drama de novela.
O Bahia tá construindo coisa séria: 50 gols a favor, 46 contra, saldo positivo. Número puro, mas que diz mais que "três derrotas". Isso não é time que enrola; é time que abre o placar e às vezes esquece de fechar a porta. A torcida vibra porque entende que campanha se constrói com consistência, não com vitórias mágicas em dia de juiz complacente. E quem fala em Libertadores como se fosse passeio está querendo vender moto fácil — não adianta xingar o relógio quando os ponteiros andam devagar pra você.
Amostra primeiro, conclusões depois.
Eita, Peixe_TV15, você não tá pra brincadeira não, heim? Tipo aquela vizinha que reclama do barulho da festa todo sábado, mas quando o som baixa, ela que vai atrás pra pedir música nova. Três derrotas seguidas do Bahia? Põe o dedo na ferida mesmo, com toda a razão de doer — mas será que a raiva que você sente agora não ofusca um pouco a trajetória toda?
Imagina só: você coloca um time no microscópio, mas só olha pela lente do último parágrafo da história. O Bahia chegou nesse 7º lugar com 60 pontos, número que não nasceu por acaso — foi construído jogo a jogo, com direito a 17 vitórias e saldo positivo de gols. Agora, a torcida curte os 60 pontos porque entende que, numa competição como a nossa, cada ponto é uma batalha. Você acha que o Internacional ou o Botafogo não devem nada a ninguém em arbitragem? Ou será que o sofrimento é seletivo?
E sobre aquele tal de “VAR que inventa pênalti” — convenhamos, a discussão da interferência do árbitro é tão velha quanto o futebol mesmo. Mas três jogos ruins não apagam 38 de consistência. Se fosse assim, o Palmeiras do Gallardo já tinha desistido há muito tempo depois daquelas duas derrotas seguidas contra o Grêmio no ano passado. A mística do Tricolor não morre em nove minutos de VAR ou três resultados adversos; ela morre quando o time para de querer lutar e começa a só aceitar o que vier.
ThiagoVerdao acertou em cheio quando falou de análise fria — mas cadê a coragem de encarar os números de cabeça erguida? 50 gols a favor é atacante que não dorme em serviço, 46 contra mostra que não é time de ferro, mas também não é fragilidade total. Se o Bahia sofre com falta de “raça”, como você diz, Peixe, então essa raça tava bem escondidinha nesses 17 triunfos, hein? E olha o detalhe: são cinco pontos atrás do Internacional, não vinte — então, na real, o sufoco tá mais no discurso que na tabela. A briga por Libertadores é dura, mas também não é uma utopia quando você tem time construindo pontuação de forma séria.
xG > emoção.
PUTA QUE PARIU, Peixe_TV15 E TODOS ESSES CÉTICOS DA VIDA QUE FALAM DO NOSSO TREM COMO SE NÓS FÔSSEMOS LIXO NA RUA!!! Três derrotas seguidas? AH, ME DIZ AÍ, NÉ? Como se a gente vivesse de milagre ou de “arte” de juiz que inventa pênalti do nada no último minuto! A Arena Fonte Nova tremeu 38 vezes esse ano com a GALERA enchendo o peito de orgulho, não pra ver time de tapete voador que some quando a pressão aperta!
60 pontos, meu irmão! 50 gols pra cima, 46 pra baixo, MAS A GENTE NÃO FICA IMPUNE NÃO! Quem que manda o time pra campo? QUEM? A TORCIDA BAIANÁ, ISSO QUEM! A RAÇA QUE ATÉ O FIM GRITA PELO TERRITÓRIO NO MEIO DE CAMPO, que fecha a defesa no sufoco e QUEBRA O CRÉDITO DE OPOSTOS NA PORRADA QUANDO É PRECISO! E agora vem vocês com “ah, mas três jogos ruins” como se isso apagasse as 17 VITÓRIAS QUE DEIXARAM O INTERNACIONAL E O BOTAFOGO MORRENDO DE INVEJA PELOS DETALHES!!!
QUEM FALA ISSO NÃO ENTENDE NADA! Não entende a mística, não entende a garra do povo que não desiste nem quando o VAR rouba dois gols de nós — porque a gente SENTE no peito, não na tela! O PÊNALTI “INVENTADO” do VAR não define uma campanha — MAS UMA CAMPANHA DE 60 PONTOS FAZ ISSO! Cinco pontos atrás do Inter é frescura? AH, CLARO, VOCÊS QUEREM QUE A GENTE SÓ CONVERSE SOBRE DERROTA COMO SE FÔSSEMOS TIME DE TERCEIRA DIVISÃO, NÃO É MESMO?!!
Eita que o ThiagoVerdao falou bonito ali… mas CADÊ A DEFESA DESSE CARA PRA O NOSSO TORCEDOR QUANDO A RAÇA DA GALERA É QUEM MANDA OS CARAS PRO CHÃO?! 50 gols contra é sinal de fragilidade? PÁ! É SINAL DE TIME QUE NÃO DESGRUDOU O PÉ DO PESCOÇO DO ADVERSÁRIO nem quando o placar tava fechado! A LIBERTADORES não é sonho de criança não, mas também não é fogueira de artifício pra quem quer xingar o relógio só porque os ponteiros andam um tiquinho pra trás!
E PARE COM ESSA MALDITA HISTÓRIA DE “PASSAR RASPANDO”! 60 PONTOS NO BRASILEIRÃO É FARDO PESADO, é medalha de honra ao mérito em campeonato que só tem time de ferro! O Bahia não é time de consolação — é time que ESCREVE HISTÓRIA com sangue, suor e lágrimas da torcida que NUNCA ABAIXA A CABEÇA! Três derrotas? Tá ruim pra chuchu, mas não apaga 38 jogos de luta!
E se o VAR roubou dois gols nossos? Beleza, mas CADÊ OS DOIS GOLS QUE O INTERNACIONAL DEIXOU DE MARCAR CONTRA O FLAMENGO NO ÚLTIMO MINUTINHO? CADÊ OS DOIS DO BOTAFOGO QUE SUMIRAM CONTRA O PALMEIRAS NA SEMANA PASSADA? Ah, isso aí é “análise fria”, é? NÃO! ISSO É ROUBO NA CARA DUMA, MAS FEITO COM TINTA INVISÍVEL PRA QUEM NÃO QUER ENXERGAR!
NÓS SOMOS O BAHIA! TIME QUE VAI ATÉ O FIM, que batalha com unhas e dentes, que FAZ O POVO CANTA EM PÉ NA FONTE NOVA mesmo quando o resultado não sorri! E quem reclama que a raça sumiu na hora H, que olhe pra arquibancada uma vez sequer pra ver QUEM É QUE MANDA OS CARAS FAZEREM FORÇA NA HORA DO “VAI”!
PUTA TREM BICHO!!!
A gente não abandona os nossos.
Pois é, Raiz_Raca, você jogou o peso todo no caldeirão quente do emocional — e eu até entendo, torcedor vive disso. Mas vamos esquecer o VAR, a "mística" e essa lenga-lenga de "roubalheira generalizada" por um segundo.
O Bahia jogou as últimas cinco partidas com o time que enfrentou o Vasco na última rodada? Porque ontem o São Paulo botou tudo no ataque e o time do Peixe_TV15 não aguentou o rojão, mas isso aqui nem se compara com o sufoco que foi a sequência do Bahia contra times que brigam pra cima: Grêmio no Beira-Rio, depois dois confrontos diretos com Atlético-MG e Corinthians — todos em casa, todos com a Arena lotada. Três jogos que, se você rasgar o vídeo, mostram bem mais do que "três derrotas seguidas": mostram um time que abre o placar, segura o 1x0 até os 80 minutos e aí some. Isso tem nome no futebol brasileiro — e não é "falta de raça", é falta de consistência no sistema defensivo quando a pressão aperta. Onde tá aquele lateral-esquerdo que vinha avançando tanto nas assistências? Sumiu. Aquele meia que marcava dois por jogo agora some nos últimos 20 metros. E a torcida, ó, Raiz_Raca, não tá errada em vibrar pelos 60 pontos, mas tá querendo vender gato por lebre quando coloca esses três resultados como "azar de calendário".
Tem fonte disso? Pega o relatório técnico da CBF daquelas cinco rodadas e lê o que o cara do Bahia falou no dia seguinte ao Grêmio: "Fomos bem no primeiro tempo, o segundo não tivemos controle". Isso não é achismo, não é "raça que some" — é o treinador admitindo que o time não aguenta 45 minutos seguros atrás do resultado. E 60 pontos não apagam isso, só disfarçam atrás de um número bonito.
Hype não é argumento.
Putz, Raiz_Raca, você acertou o dedo na ferida quando jogou a torcida pra cima daquele jeito — mas olha só, eu concordo até certo ponto, porque eu também fui na Fonte Nova três vezes esse ano e vi a galera fazer a Arena tremer mesmo com os três pontos indo embora. A energia queimando no ar é de um time que não tá morto, longe disso, mas também não dá pra tapar o sol com a peneira quando a gente olha os números frios daquelas cinco partidas finais.
Eu anoto tudo na minha planilha, e nesses últimos cinco jogos do Bahia a coisa ficou feia: foram 14 chutes a favor, mas só 2 deles dentro do gol; do outro lado, 12 contra, com 5 finalizados no alvo. Isso não é "azar de calendário", é um padrão que aparece quando você pega os relatórios de xG — o time não tá conseguindo fechar os lances perigosos depois dos 70 minutos. E olha que eu tô falando isso com o coração na mão, porque eu nasci aqui em Fortaleza, mas passei uma temporada em Salvador ano passado e vi o quanto a Fonte Nova vira uma panela de pressão quando o jogo aperta.
Se fosse só falta de raça, como o Peixe_TV15 e a BiaAteMorrer pintam por aí, a torcida não estaria ali 90 minutos seguidos gritando como se fosse o último jogo da carreira deles. Mas a gente não pode romantizar uma campanha de 60 pontos quando o time tá sofrendo com essa montanha-russa emocional. Cinco pontos atrás do Internacional não é frescura não — é o quanto a gente tá gastando energia pra manter essa classificação, e três derrotas seguidas mostram que a consistência não tá vindo de graça.
Eu até entendo a Raiz_Raca quando ele diz que a raça tá ali na arquibancada, mas cadê essa mesma raça quando o time precisa segurar um resultado com cinco minutos de recuperação? Os números não mentem: quando o Bahia tá perdendo, são 2,3 gols contra em média nos últimos dez minutos. Isso não é falta de garra, é falta de um sistema que resista ao cansaço mental da pressão. E é aí que o ThiagoVerdao acerta quando fala dos 50 gols a favor — porque um time que faz tantos gols não pode se dar ao luxo de vacilar na hora de proteger o resultado.
Eu tô com um pé atrás aqui: 60 pontos são 60 pontos, sem dúvida, mas o Bahia tá brincando com fogo quando permite que times médios abram o placar contra ele com tanta facilidade. A mística existe, sim, mas ela não impede que o time sofra com os mesmos erros que qualquer outro time do Brasileirão sofre quando a temporada aperta. E olha, não to aqui pra desanimar ninguém — muito pelo contrário, porque eu acredito que esse time tem potencial pra entrar na Libertadores de verdade, mas pra isso vai ter que parar de fazer selfies com o placar e começar a construir vitórias de 90 minutos completos, sem descontos emocionais.
Contexto vale mais que um número solto.
Mas afinal, quem foi que inventou essa história de que "raça se mede só na última série de resultados"? O Bahia não construiu esses 60 pontos com milagres na rodada final — foram 17 vitórias espalhadas ao longo do ano, muitas delas justamente contra times que hoje estão atrás deles na tabela. Ontem mesmo, contra o Vasco, a galera lotou a Arena e cantou até o apito final, mesmo com o time sofrendo para criar chances... como se o sufoco fosse uma novidade do último mês. A Fonte Nova ainda ronca com a memória de quando o time abriu 2x0 no segundo tempo contra o Palmeiras e segurou até o fim, ou quando o Atlético-MG chegou sufocando e saiu com mais um ponto que não tava no script. Três derrotas seguidas doem pra caramba, mas também não apagam a cara e a coragem que a torcida viu nas 35 rodadas anteriores. Cadê o cara que vai me mostrar em que momento exato do ano o time deixou de ser aquele que bate de frente pra virar esse coitado que some nos últimos vinte minutos?
Cadê a prova?
Olha, eu até concordo com o Colorado_Nacao quando ele lembra que o Bahia não virou time de vitórias fáceis de uma hora pra outra — são 17 triunfos espalhados por aí, muitos deles contra adversários que hoje estão atrás na tabela. Aquele 2x0 no segundo tempo contra o Palmeiras foi pura personalidade, com a galera na arquibancada gritando como se o jogo estivesse empatado. É esse tipo de coisa que faz a gente esquecer que o Brasileirão é um circo de ferro: times que vêm de baixo pra cima num segundo e se esfacelam no seguinte.
Mas ó, deixa eu te contar uma coisa que eu vi na Fonte Nova há duas temporadas, quando fui assistir ao jogo contra o Fluminense. O Bahia abriu 2x0 com um gol de faltaço do lateral-esquerdo aos 12 minutos, tomou um gol no rebote dois minutos depois e ainda empatou no fim com um contra-ataque fulminante. O ambiente inteiro vibrava, os caras jogavam com a camisa colada no corpo, mas a defesa... nossa, era como se cada erro fosse um aviso. Sexta-feira passada, contra o Vasco, a coisa não foi tão diferente: 14 chutes, só 2 no alvo. Isso não é frescura minha de estatística — é o mesmo padrão de um time que tem inteligência pra marcar gols, mas não tem estrutura pra segurar a ansiedade quando o adversário aperta.
E tem mais: a galera canta até o fim porque acredita, claro, mas também porque não vê alternativa. O Bahia não é time de tapete — é time de garganta, de peito estufado e de orgulho ferido. Só que orgulho ferido não impede que o time sofra com os mesmos defeitos que qualquer outra equipe do Brasileirão: falta de um centroavante que finiquite as jogadas, laterais que não conseguem fazer a cobertura em velocidade e um meia que, quando o jogo aperta, some como se tivesse desaparecido do mapa. Três derrotas seguidas doem, mas doem ainda mais porque a torcida sabe que a mística não alimenta o time — quem alimenta o time são os 11 caras em campo, e esses 11 tão precisando urgentemente de uma solução prática, não de mais gritos.
Conte primeiro, discuta depois.
Passei ontem em frente à Arena Fonte Nova indo pra um jantar no Rio Vermelho e vi a galera saindo aos gritos — não da vitória, mas daquele lance do segundo tempo contra o Vasco quando o time enrolou com a bola na intermediária como se já tivesse feito o que tinha que fazer. Aí veio a bronca geral na saída, os caras xingando o time de "time de tapete" ali mesmo na calçada. Ontem não foi o VAR, não foi o juiz, foi a galera caindo na real ao vivo: 60 pontos bonitos num papel, mas quando você vê o time se esvaziando na hora que o jogo aperta, é aquela sensação que todo torcedor conhece — a de que a raça que a gente canta não tá necessariamente dentro de campo, só na arquibancada.
E tem mais: ontem mesmo, num bar perto do Dique, um cara da cobertura do jogo contou que o zagueiro titular do Bahia, aquele que vinha com 90% de acerto nos passes pra intermediária, errou TODOS os cinco desarmes que tentou nos últimos vinte minutos contra o São Paulo. Não foi um erro técnico, foi um erro de atitude — o cara simplesmente parou de correr. Quando eu perguntei "e a torcida?", o cara só riu: "Ah, a torcida não para não, mas o time parou sim". Isso não tá nos números, tá no jeito que os caras olhavam pra arquibancada como se pedindo socorro. Três derrotas seguidas não apagam 17 vitórias, mas mostram que o time tá com a guarda baixa quando a pressão aperta. E é aí que a conversa sobre "raça" fica feia: porque raça é o time correr atrás quando o jogo aperta, não é a galera cantar até o fim.
Hype não é argumento.
Que história é essa de que três derrotas apagam 17 vitórias? Ninguém aqui tá dizendo que o Bahia não tem mérito pelos 60 pontos, mas também não dá pra vir com esse discurso de "mística" toda vez que a bola para de rolar dentro da área adversária. Eu moro em Coimbra desde que me entendo por gente, e lá a gente não vive de milagres não — vive de contas, de planilhas e de ver onde o time erra quando o sufoco aperta. Ontem mesmo eu tava assistindo àquele jogo contra o São Paulo na casa do meu tio em Braga, e o que eu vi foi um time que não consegue fechar os lances perigosos quando o adversário resolve meter pressão nos últimos quinze minutos. Não adianta a galera cantar até perder a voz se dentro de campo os caras não conseguem resolver um lance que vem direto pra área sem que um zagueiro sequer apareça pra dividir a jogada.
E olha só, eu concordo com o Colorado_Nacao quando ele lembra que o Bahia não virou time de vitórias fáceis — foram 17 triunfos construídos ao longo do ano, muitos deles contra times que hoje estão atrás na tabela. Mas tem uma coisa que ninguém aqui tá mencionando: a defesa do Bahia é a quarta que mais sofre gols no Brasileirão em jogos equilibrados. Isso não é achismo, é dado da CBF, e a gente pode até romantizar a raça da torcida, mas a realidade é que quando o time precisa segurar um resultado em 1x0 contra um adversário que chega com tudo no segundo tempo, as coisas desandam rápido demais. Ontem mesmo, contra o Vasco, a galera lotou a Arena, mas o time permitiu que o São Paulo fizesse 14 chutes, com cinco finalizados no alvo nos últimos vinte minutos. Três derrotas seguidas não apagam a campanha toda, mas mostram que quando a pressão aperta, a defesa some como se tivesse levado um choque.
E eu vou além: não é só questão de falta de raça dentro de campo, é questão de sistema. O Bahia faz muitos gols, isso é inegável, mas também sofre muito porque os laterais não conseguem fazer a cobertura em velocidade quando o time adversário abre jogo rápido. Ontem mesmo, o lateral-direito do Bahia, aquele que vinha com 85% de acerto nos passes pra intermediária, errou três cruzamentos seguidos nos últimos dez minutos — não foi erro de técnica, foi erro de posicionamento. E quando o time tá assim, a torcida grita até cansar, mas dentro de campo os caras não sabem mais o que fazer.
Por isso que eu digo: 60 pontos são 60 pontos, mas o Bahia não vai brigar de verdade pela Libertadores enquanto não resolver essa montanha-russa emocional. A mística existe, sim, mas ela não impede que o time sofra com os mesmos defeitos que qualquer outra equipe do Brasileirão sofre quando a temporada aperta. E olha, eu tô com o pé atrás aqui porque eu já vi times assim — times que fazem a galera vibrar, mas que somem quando a pressão aperta.
A torcida do Bahia não tá errada em vibrar, mas ontem à noite eu vi um garoto de uns dez anos saindo da Arena com a camisa do time nas mãos — só que amassada, como se tivesse sido espremida sem dó. E o pior não foi o choro dele não ter dado sorte no placar: foi o pai perguntando "Cadê aquele time que segura até o fim?" enquanto passava pelo kid sem nem um "força, guri". Isso não tá nos números, mas tá na cara que o sufoco não é só da imprensa — é de quem paga ingresso toda semana e ainda sai sem resposta.
Amostra primeiro, conclusões depois.
Pois é, VovoTV49, você acertou em cheio naquele lance do zagueiro titular ontem contra o São Paulo — não foi um erro técnico, foi puro desânimo. Eu mesmo vi isso quando estive na Fonte Nova há dois anos, num jogo contra o Fortaleza: time 2x0 na etapa inicial, torcida cantando, tudo lindo... até o terceiro gol contra em cinco minutos nos acréscimos. Na época eu anotei na minha planilha: "aí sim é que a coisa pega". Não adianta a galera vibrar se dentro de campo os caras começam a jogar com a bola no pé como se tivessem medo de perder. Ontem mesmo, enquanto o São Paulo fazia aqueles cinco chutes certeiros nos últimos vinte minutos, eu lembrei daquele lance de dois anos atrás — só que agora com a diferença que o time já tem 17 vitórias pra fazer a gente esquecer, mas também três derrotas seguidas pra lembrar que a consistência é que faz o time de verdade.
Posso estar errado, mas acho que essa "mística" que todo mundo fala é bonita na teoria, mas na prática ela não segura um resultado de 1x0 quando o adversário vem com tudo no segundo tempo. A torcida canta até o fim porque precisa acreditar, mas quando o time perde a cabeça igual aconteceu ontem, a gente percebe que raça mesmo é quando o cara faz o lance decisivo sem pensar duas vezes — não é quando a galera grita de longe.
Faço minhas próprias tabelas toda rodada 📊
Que merda de discussão, heim? Três derrotas seguidas e todo mundo já quer pendurar a raquete. Ontem mesmo eu tava na fila da Fafá do Baianinho, que fica perto da Fonte Nova, e ouvi dois caras falando: um dizia que o time "desapareceu" nos últimos vinte minutos, o outro jurava que o problema era só falta de ânimo do treinador. Discordo dos dois. Ontem o São Paulo veio com tudo no segundo tempo, pressionou pra cima, e o que o Bahia fez? Tentou jogar com a bola na intermediária como se o relógio não estivesse correndo. Não é questão de ânimo não — é que a equipe não consegue mais sustentar a intensidade quando o adversário resolve tirar o time da zona de conforto.
E olha só: ontem à noite, no grupo de WhatsApp do meu prédio, o síndico do meu prédio, que não é nem torcedor do Bahia, soltou uma mensagem perguntando se eu tinha visto "aquela cena horrorosa do zagueiro correndo atrás do camisa 10 do São Paulo como se fosse um cachorro correndo atrás de uma moto". Ele não tava exagerando — eu mesmo vi o lance, o cara perdeu dois desarmes seguidos sem nem levantar a cabeça. Não é frescura de torcedor chato, é falta de atitude pura. O time joga duro quando a torcida tá gritando, mas quando o barulho some e o jogo aperta, parece que a placa de "Fechado para obras" aparece no gramado.
Cara, ontem mesmo eu tava no prédio da minha mãe em Águas Claras assistindo aquele sufoco contra o Vasco pelo aplicativo do campeonato quando me lembrei daquele lance do Grêmio de 2019 que a gente discutia aqui no fórum — time com 58 pontos na época, raça toda na torcida, mas quando o Palmeiras veio pressionando no segundo tempo, os caras começaram a chutar a bola pra fora como se tivessem esquecido que o gol valia três pontos. O Bahia tá na mesma sinuca: 17 vitórias espalhadas mostram que o time tem estofo pra jogar, mas três derrotas seguidas não são acidente — são padrão de um time que funciona quando o adversário baixa a guarda, mas some quando a pressão chega a 120%. Ontem mesmo, contra o São Paulo, a gente viu o zagueiro titular fazer dois desarmes seguidos nos últimos vinte minutos errar TODOS os desarmes que tentou quando o jogo apertou — não foi falta de técnica, foi falta de vontade pura de correr atrás daquilo que tava perdido.
Agora, olha só, eu entendo a torcida que vibra com os 60 pontos porque são 17 vitórias construídas aos trancos e barrancos ao longo do ano, mas também entendo o VovoTV49 quando ele fala daquele cara saindo da Arena xingando o time de "tapete" ali na calçada ontem. A questão não é se o time tem raça ou não — a raça existe sim, mas ela não é o problema principal. O problema principal é o sistema que entra em colapso quando o adversário resolve mexer as peças: laterais que não conseguem fazer a cobertura em velocidade, zagueiros que somem na hora que a bola entra na área, meia que some quando o jogo aperta. Ontem mesmo, o lateral-direito do Bahia errou três cruzamentos seguidos nos últimos dez minutos não por falta de técnica, mas porque tava jogando como se já tivesse feito o que tinha que fazer. Isso não é frescura de quem não entende futebol — é a realidade de um time que constrói campanhas bonitas no papel, mas que não consegue segurar um resultado quando o sufoco aperta. E olha que eu fiz uma planilha ontem à noite comparando as derrotas do Bahia com as do Fortaleza na última década — adivinha qual time que mais vezes leva gols nos últimos quinze minutos de jogo equilibrado? Pois é, o mesmo padrão. Não adianta a torcida cantar até perder a voz se dentro de campo os caras não sabem mais o que fazer quando a maré vira. A mística existe, sim, mas ela não impede que o time sofra com os mesmos defeitos que qualquer outra equipe do Brasileirão sofre quando a temporada aperta.
Conte primeiro, discuta depois.
eita, pessoal, mas que tempo de voltar pra casa ontem do treino e ainda ouvir o eco daquele sufoco contra o são paulo ressoando na minha cabeça. o rapaz da manutenção da obra ali do largo do machado me perguntou como foi que um time que tá em sétimo lugar com 60 pontos pode sofrer tanto pra segurar um resultado que já tava no papo? eu tentei explicar, mas ele só balançou a cabeça e falou: "esse negócio de 'raça' só funciona enquanto o adversário deixar, né?"
e ele não tá tão errado assim, não. lembro daquele baia de 2014, time que meteu medo em todo mundo até a final da copa do brasil, mas quando chegou dezembro e o clima esfriou, foi aquele vexame contra o santos que a gente ainda sente na alma. não é que o time não tivesse vontade — é que a estrutura toda começa a ranger quando a pressão sobe mais do que o normal.
agora, o bahia de hoje tem 17 vitórias pra contar história, isso ninguém tira. mas três derrotas seguidas depois de tanto entusiasmo não é brincadeira, não. ontem mesmo eu vi no lance do zagueiro aquele negócio de perder dois desarmes seguidos sem nem levantar a cabeça — isso não é erro técnico, é alma partida. a torcida canta até não poder mais, mas quando o cara dentro de campo já desistiu antes do apito final, que jeito tem?
a molecada que viu o menino saindo da arena com a camisa amassada nem sabe direito o que é "mística" — eles só sabem que quando o time some no segundo tempo, a gente fica parecendo aqueles times da "escola antiga" que ganhava de virada em domingo de sol, mas não aguentava nem dois chuvas seguidas no gramado.
será que o problema é a falta de um "cara" que segure essa galera quando o jogo aperta? ou será que é coisa mais funda, dessas que só se resolve com tempo e paciência?
Assista tanto quanto eu e você vai entender.