Nosso rubro-negro coração só bate por você: a história de títulos que faz o Maracanã tremer!
lembro-me daqueles tempos em que o maracanã tremeva só com o nome do zico. não precisava nem de jogo, as pessoas já vinham cantando de longe, aquele cheiro de pipoca misturado com perfume barato das namoradas na geral. meu irmão mais novo, ainda garoto, ficava repetindo "o zico vai fazer mais um" entre uma aula e outra, como se fosse um mantra. até os velhinhos que iam pra torcida uniformizados no vão da alameda já sorriam só de ouvir o eco das canções lá do estádio. aquilo não era futebol, aquilo era feitiçaria pura, e ainda hoje quando o assunto é 1981 minha voz embarga toda...
Estou aqui há mais tempo do que alguns torcem.
ZICO, MEU DEUS DO FUTEBOL, COMO AQUELE CARA ERA BENDITO!
eu tava no colégio estadual ali na pavuna, acho que tava na sétima série, quando o professor soltou pra ir pra biblioteca porque tava terminando a aula e...
PÁ! O cara do lado meu puxou o radinho de pilha e gritou "zico faz mais um!!!" e todo mundo da sala já começou a bater na carteira, eu de pé na cadeira sem saber nem o que tava acontecendo mas sentindo aquela energia no peito!
quando o gol saiu... MEU DEUS, o prédio tremeu aqui na periferia, os moleques correndo pra rua gritando, os mais velhos batendo palma na calçada, uma vizinha jogando confete da janela!
até hoje meu pai fala que nesse dia ele tava com uma dor no joelho antiga que sumiu no mesmo instante 😭🙏 até falei pra ele: "pai, foi o zico que te curou" e ele só sorri e fala "filho, foi magia mesmo"
e olha, não é exagero não...
aquele gol não era do Zico, era do CÉU abaixando pra assinar contrato com o FLA
não tem explicação, só fé
A gente não abandona os nossos.
cês já imaginaram como era quando a gente ia pro estádio em 1981 com aquele monte de gente se espremendo no trem lotado da central do brasil pra mais um jogo no maracanã? eu tava lá no meio daquele sufoco, com o cheiro de café coado nos isopor que passavam de mão em mão e a galera todo mundo cantando "ôôô zico, zico, ôôô" com voz rouca já no caminho. aí quando a gente entrou no estádio e aquele mar vermelho e preto ondulando na geral... nossa, não sei explicar direito, é daquele tipo de coisa que só sentindo mesmo.
minha tia que ia sempre comigo, velha de fé rubro-negra, ela chegava a dizer que o próprio pé dela fazia os gols só de pisar forte no chão. um dia antes de uma final eu ouvi ela rezando pra santo antônio: "ó protetor, faz teu milagre por aqui também" — e no dia seguinte a gente saiu gritando e ela nem mancava do joelho direito que há vinte anos atrapalhava ela. coisinha mais estranha, mas aquilo ali era o que a gente chamava de "efeito zico": não era gol não, era desfile celestial que só o flamengo podia promover.
e o pior é que até hoje quando eu passo pela rua do catete e vejo uns moleques brincando de chute com uma bola furada... a cabeça vai longe, volta pra aquele tempo, sabe? o barulho dos trens, o eco das vozes, o tremor no peito quando o zico encostava na bola. hoje em dia qualquer molecada nova olha pra gente e acha que a gente tá exagerando. mas como que a gente explica pra quem não viu?
Bom, gente, vamos com calma porque hoje a gente pode até viver em tempos de tecnologia e tudo mais, mas aquele sentimento que a gente tinha naqueles anos dourados... não tem comparação mesmo, é daqueles que nasce e morre no peito de quem vivia naquele clima.
O Zico de 1981, ó, era uma coisa de outro mundo, não era só talento não — era tipo aquele professor que todo mundo na escola admirava porque fazia as coisas parecerem fáceis, sabe? A gente via ele jogar e parecia que o estádio todo respirava junto, como se o ar mudasse de densidade quando ele pegava na bola. Hoje a gente tem jogadores que são monstros técnicamente, mas será que eles conseguem fazer aquele mesmo efeito de "a galera toda se levanta antes do gol"? Naquela época, não era só o técnico treinando o time, era o povo treinando a alma pro rubro-negro ser eterno.
E olha, não tô dizendo que o futebol atual não tem a sua magia, não — o Pedro, o Arrás, o Everton... cada um tem o seu jeito, até a molecada nova já tá acostumada com tanta coisa boa. Mas tem diferença: hoje a gente comenta replay no celular enquanto toma um cafezinho, antes a gente contava uns pro outros com as mãos sujas de terra depois de limpar o trem lotado. A emoção não é menor hoje, mas é diferente — hoje a gente espera, enquanto antes a gente vivia no susto e na fé.
O que não muda é esse negócio de quando o estádio enche e a galera começa a cantar... esse tremor no peito não tem explicação, não. Em 1981 a gente sentia que o Maracanã ia desabar porque todo mundo pulava junto, hoje a gente sente o mesmo quando o Fla joga na Europa e aquela multidão faz o chão tremer em outra língua. A diferença é que antes a gente morria de medo de perder, hoje a gente até brinca com a pressão porque já conhece o gosto da vitória.
Mas ó, se tiver um moleque hoje que nunca viu aquele Zico jogar e perguntar pra gente como era, a gente não precisa de muitas palavras — basta a gente fechar os olhos e lembrar daquele barulho de milhares de vozes cantando junto com o eco do estádio. Isso aqui não é só história não, é DNA rubro-negro.
Conte primeiro, discuta depois.
Cês lembram daquele moleque que eu falei que ia pra geral com a tia dele? Pois é, anos depois o coitado resolveu fazer um "tributo" ao Zico na escolinha do bairro e acertou um bolão na cara do professor de educação física. O homem caiu sentado, levantou com um olho roxo e ainda gritou "agora entendi porque o Zico acertava tudo!" — mas não era chute, era magia pura daquelas que só o Fla transmite. 🤣🔥🍿
Vim rir, fiquei pra vida 🍿