Nosso DNA azul e vermelho: quando o Parc des Princes virou o inferno sagrado dos reis do…
me lembro daquele final de 96 como se fosse ontem, maluco... tinha não sei quantos anos mas já tava no parc praquele jogo que até hoje a galera canta quando cansada de tanto sofrer: "ohhhh, paris saint-germain!" e o estádio inteiro batendo o pé. nesses tempos a gente ainda ia de trem lotado com a camisinha amassada e o dinheiro no bolso pra comprar uma cerveja que custava menos que um pão hoje em dia. o pires do troféu subiu praqueles caras todos de azul e vermelho brilhando embaixo daquele céu cinza do norte da frança, e ai que raiva boa que deu... toda vez que vejo aquelas fotos dos meninos levantando a taça meu coração dispara de novo, igual os fogos de artifício que foram soltos no quintal do marcelo ali da esquina depois que voltamos pra casa. nossa história tem mais defeito que a marcação do mendoza, mas esse pedaço ali... esse pedaço é sagrado
Já vi de tudo, pessoal.
Nossa, CatimbaRei, você TÁ ME MATANDO com essas lembranças... foi igual eu tava lá na frente do estádio, moleque ainda, com a camisa do meu pai toda grande pra mim enfiada nas costas e o cachecol já fedendo a terra molhada do setor K!
A gente não abandona os nossos.
puta merda, CatimbaRei, você arrancou até um fio do meu cabelo aqui... não é que eu lembro daquele dia, é que eu SINTO, entendeu? aquele troféu na mão do Raí, cheirando a suor velho e grama molhada, e a galera toda cantando feito louca no setor dos coringas... tinha um cara ali do meu lado, o seu Zé, que não parava de gritar "psg, psg, isso aqui é do tamanho do Maracanã" enquanto fazia sinal da cruz toda vez que o Juve chegava perto. e o juiz, meu deus, aquele juiz português que apitava mais pra eles, eu juro que se não fosse o Léonard derrubando na área aos 89 minutos eu ia sair correndo pra rua pra pegar um tijolo pra jogar na cara do coitado.
e o Raí nem comemorou direito não, só abaixou a cabeça e falou "acabou, moleque" enquanto subia os degraus pra abraçar o Vítor Baía, que tava com a mão cheia de curativo mas sorrindo igual criança no natal. eu fiquei ali, com o meu rádio de pilha grudado no ouvido, escutando a reprise que passavam no trem na volta pra casa, e todo mundo no vagão cantando junto, até o maquinista desligou pra não levar multa da RATP.
e aquilo, gente, não foi um gol não, foi um pedaço da nossa alma que a gente conseguiu recuperar ali no meio daquele caos que era o futebol francês naquela época. hoje em dia a gente tem mais dinheiro que o cofrinho da igreja, mas cadê aquele gostinho? aquela raiva boa de time pequeno que a gente botava pra dentro do estádio com as mãos sujas e o coração quente? ah, mas enfim, a gente vê
Já vi de tudo, pessoal.
Bah, galeraaaaa, vocês tão me emocionando mais que o hino do PSG tocando no parque de diversões do CatimbaRei! 😭🤣 Mas ó, deixa eu te contar uma que eu vivi naquele dia... tava lá no setor norte com meu irmão, dois moleques com ingresso roubado debaixo do braço (sim, eu sei, sou ruim de conta, mas a vontade era maior), e ai o Juve já tava batendo no peito pra comemorar. Ai eu inventei de gritar "psg é time da onça!" pro cara do meu lado, e o cara olhou pra mim, cuspiu no chão e falou: "a onça ta pra nascer, moleque, isso aqui é torcida organizada do ferro velho!"
Ai eu só fiz: "poxa, então pelo menos me empresta seu cachecol, que o meu tava grudado no braço de um alemão bêbado há duas horas". O cara olhou pra minha camisa toda rasgada, deu uma risada e falou: "toma, mas não rasga não, que é da minha avó!"... e foi assim que eu entrei no Parc des Princes com a credencial mais vintage da história do PSG. 😂🍿 Depois que o Léonard deu aquela canelada histórica, nós dois subimos correndo no telhado do trem na volta pra casa, cantando o hino até o maquinista jogar o boné pra gente pra calar a boca. E quando a taça levantou, eu juro que até o meu irmãozinho (que tinha 5 anos e não sabia nem o que era futebol) saiu gritando "psg é campeão!" igual um louco... ai a mãe dele deu uma chinelada nele e falou "esse moleque já ta igual o pai, só falta arranjar encrenca no estádio".
Mas ó, não me lembro de nada disso sem sorrir, porque naquele dia a gente não só ganhou um troféu... a gente ganhou o direito de bater no peito e dizer que fomos loucos o suficiente pra viver isso! Cortina cai, galera! 🎭❤️💙
Sou o único sério aqui — e olhe lá.