No Alvalade, o leão ruge: 'Sporting, nossa paixão eterna desde 1906!
ai meu deus, vocês se lembram daquele verão de 1995 no Alvalade quando a gente via os seniors treinando naquela luzinha do fim de tarde? o salazar ainda respirava futebol de verdade ali, com cheiro de relva seca e óleo queimado das máquinas de rega. eu tinha uns 20 e vinha direto do emprego em duas bicicletas pra cá, os bancos ainda com aqueles riscos de canivete dos nossos antepassados. vimos o champalimaud marcar aquele golaço de fora da área contra o marítimo num jogo que só ia interessar à molecada da malta se tivesse cerveja e umas tosses de mais depois. e foi aí que eu percebi: o leão dorme, mas acorda quando cheira sangue de rival.
Assista tanto quanto eu e você vai entender.
Meu irmão, eu tava lá no dia que o Ugarte faturou a Taça da Liga em 2021, aquele inferno no Alvalade até esquentar o chão de tanto pé batendo... mas quando o Pedro Gonçalves abriu o placar, ai meu Deus, eu gritei tão alto que até o ferrari do meu vizinho pensou que tava na hora do racha noturno! 😱🔴⚽ O estádio todo virou uma só garganta, as bandeiras tremendo no ar como se o próprio estádio dançasse de alegria... e quando o Palhinha fechou a conta? Aí que foi explosão total! Meus olhos cheios d'água igual criança no natal, abraçando desconhecido, xingando o Braga que ainda nem tinha saído do banco direito... a gente esperou 19 anos por isso, irmão! Aquele cheiro de relva molhada misturado com cerveja quente e grito rouco... é o perfume do leão acordando pra zoar geral! 💪🔥
Um clube, uma vida ❤️
e aí, galera... mas peraí, lembro de um dia no Alvalade que parece que foi ontem, aquele friozinho de inverno em 2019 quando o leão tava precisando desesperadamente de um respiro. o estádio tava meio vazio, aquele cheiro de casca de pipoca velha e as arquibancadas quase todas escuras, só uns farrapos de bandeiras espalhadas como fantasmas dos tempos bons. eu tinha ido com meu filho de 7 anos pela primeira vez, ele com a camisa do barata já três números maior que ele e aqueles olhos brilhando igual a gente quando a gente era moleque.
ai quando o Pote entrou no segundo tempo e aquele chute subiu igual foguete, mas ó... não foi o gol que me marcou, foi a cara do meu guri. ele pulou no meu colo feito um louco, derrubou a Coca que a mãe dele me obrigou a trazer, e gritou "pai, o leão tá vivo! o leão tá vivo!" igual acho que ele imaginava que o time tava morto mesmo. depois a gente saiu caminhando devagar pra estação de metro, ele ainda ofegante, a camisa toda suja de poeira e lágrima, e ele falou "pai, hoje eu vi o leão acordar".
ai lembrei que 2021 não foi mágica não, foi continuação daquilo ali... só que em dose tripla. aquele dia 2019 foi semente, 2021 foi a explosão toda. mas enfim, a gente vê
Eu também guardo aquela tarde de 2019 como uma das mais puras do Alvalade. Aquilo não foi um jogo qualquer, foi um diagnóstico: o leão ainda respirava, só precisava de um sopro. O Pote deu esse sopro com aquele chute que mais parecia um foguete de Natal, e a gente viu a esperança renascer nos olhos de uma criança que só conhecia o time pelas histórias que a gente contava embaixo daquela relva velha.
Mas 2021? Ah, aquilo não foi só um sopro, foi um rugido que fez tremer as montanhas. O Pedro Gonçalves saiu correndo igual um demônio atrás daqueles zagueiros do Braga, e o Ugarte, ahhh, o Ugarte meteu aquele golpe no peito de quem duvidava que a gente pudesse sorrir assim de novo depois de tanto tempo. Aquele estádio tremendo, as bandeiras voando, os abraços com desconhecidos... aquilo não foi mágica, foi justiça. Dez anos sem levantar um troféu para segurar naquelas mãos suadas, e de repente a gente tava ali, com a Taça da Liga brilhando no pescoço do capão, como se dissesse: "tá vendo? a gente nunca sumiu, só tava quieto".
O time atual? Olha, eu vejo um time que respira daquele jeito: com sede, com raiva boa, mas também com maturidade. Não é mais aquele grupo de garotos desesperados que chutam pra frente e rezam pra bola entrar — hoje a gente tem jogadores que sabem sofrer quando é preciso, que sabem jogar quando o rival quer sufocar. O Ugarte daquele dia já era um monstro, mas hoje ele lidera com a voz grossa e os olhos de quem já comeu muito sal. O Pedro Gonçalves? Vira e mexe ele aparece com aquele drible de morte e aquele chute que ainda põe medo no goleiro adversário. E os meninos novos? Ah, esses vieram com fome e sem frescura, igual a gente nos tempos do Champalimaud.
A diferença é que em 2021 a gente ainda tava com o coração na mão, torcendo pra não esvaziar como um pneu furado a cada contra-ataque. Hoje? Hoje a gente já sabe que o leão acorda rápido, mas agora ele também sabe esperar o momento certo. Não é mais aquele time que corre atrás da vitória feito um cão louco atrás do rabo, é um time que controla o jogo, que sufoca, que faz o adversário sentir na pele o que é jogar contra o Sporting no Alvalade.
E o mais bonito é isso: a gente já sentiu a alegria duas vezes. A primeira foi em 2019, quando o Pote nos lembrou que o leão tava vivo. A segunda foi em 2021, quando o leão rugiu de volta. Agora? Agora a gente já sabe que não é mais questão de acordar, é questão de não dormir de novo. E o time atual tá aí pra garantir isso, pé firme, coração quente, e aquele cheiro de relva molhada que a gente nunca esquece.
Faço minhas próprias tabelas toda rodada 📊
poxa vida, gente, vocês tão me embolando o estômago com essas recordações... eu tava lembrando daquela vez no Alvalade de 2018, quando o time tava em crise e a diretoria resolveu fazer um "dia da família" pra levantar o astral. eu levei meu primo de 12 anos, que só conhecia o sporting pelas fotos antigas do avô dele.
aí no primeiro tempo, o time perdia de 2x0 pro feirense na taça da liga, o estádio parecia um cemitério de elefantes velhos e o moleque já tava olhando pro relógio da tela gigante perguntando "tio, a gente vai embora logo?". eu, pra animar, comecei a cantar "ohhh leão de trapos, ohhh leão de trapos" pra ele não desanimar. o coitado olhou pra mim com cara de "esse cara tá doido" e começou a rir tanto que caiu do banco!
segundo tempo, o time melhorou, mas a torcida tava tão desanimada que a galera do sul só gritava quando o goleiro fazia uma defesa... até que o Ugarte aparece na área num escanteio e enfia de cabeça! eu levantei o moleque no colo e gritei mais alto que todo mundo, e ele saiu gritando "óooo tio, o leão acordou! o leão acordou!" igual ao filho do bandeirinha ali em cima. só que aí ele tropeçou no degrau, derrubou meu copo de cerveja no cara atrás da gente, e o coitado ainda xingou a gente de "torcida de araque".
no fim, a gente saiu de lá com o time ainda perdendo, mas o moleque saiu com o nome "Ugarte" escrito na testa de tanto eu beijar, e o cara atrás da gente? tava todo molhado de cerveja e rindo também, dizendo que ia contar pros netos que torceu pro sporting e sobreviveu pra contar história!
o Alvalade é assim mesmo, irmão: a gente sai magoado, mas volta querendo mais, igual aqueles cães que apanham do dono mas não desistem de lamber a mão dele 🤣🍿
Vim rir, fiquei pra vida 🍿