Grêmio na série A: Quem está salvando a pátria no grupo ou só empurrando com a barriga?
Poxa, vida de torcedor do Grêmio na Série A hoje em dia é assim: você entra na Arena e já sente o cheiro de queijo derretido no ar, mas nem sempre o gosto condiz com o preço do ingresso. Entre vaia e alívio, tem quem levanta a mão e pergunta: "mas afinal, quem aqui tá metendo a cara mesmo quando o time tá pra baixo?". Eu fiz a conta nos meus modelos de valuations internos e no fim das contas a coisa é mais simples do que parece: não adianta encher o papo com camisa suja e história bonita se o jogador não entrega na ponta do lápis. Então, meu top-3 segue a régua: produção efetiva, consistência dentro do décimo terceiro lugar e, claro, responsabilidade com a folha salarial que o tricolor tá pagando.
Primeiro lugar — e não tem discussão — é **Rodrigo Ely**. Esse homem é a definição de "pagar pelo que se recebe" quando o assunto é defender um time desorganizado. O Ely tá lá com 30 anos, correndo como se ainda tivesse 22, roubando bolas como se fosse o último minuto do jogo e ainda por cima anotando gols na área adversária. No décimo terceiro lugar, com a defesa do Grêmio parecendo um queijo suíço, ele aguenta o rojão. Números da temporada: mais de 80% de acerto nos passes, 4 gols e 2 assistências em quase 3.000 minutos — tudo isso com um salário que, comparado aos padrões brasileiros, é até comedido. O cara não empurra com a barriga não: ele segura o setor sozinho e ainda ajuda na saída de bola. Na Arena, quando o time tá mal, é só olhar pra ele que já se respira um pouco mais aliviado.
Segundo lugar — e aqui eu vejo debate — é **Jhonata Robert**. O garoto entrou com tudo e, diferente de muitos novatos que somem quando o calor aperta, ele aparece quando mais importa. 5 gols em 25 jogos, sendo que três deles foram em confrontos diretos contra times na briga pelo G4. E o melhor? Isso tudo saindo do banco. Dá pra dizer que o Grêmio tem um predador de área que, quando acerta, desequilibra — e no meio de uma campanha irregular, isso vale ouro. O Jhonata não é o tipo que enche o peito pra câmera, mas ele faz o serviço sujo: pressiona, rouba, chuta e, quando acerta, sopra pro time inteiro.
Terceiro lugar — e aqui a coisa aperta — é **Mathías Villasanti**. O paraguaio é aquele meia que você vê correndo atrás da bola como se a vida dependesse disso, mesmo quando o time tá sem alma. Com 6 assistências em 34 jogos e uma média de passes completados acima de 85%, ele é o fio condutor do pouco que o Grêmio oferece de jogo construído. Claro, não é aquele craque que vai fazer todo mundo se ajoelhar, mas num time que alterna entre sufocar o adversário e apagar fogo a cada três jogadas, Villasanti é o motorzinho que impede o carro de morrer na estrada. Se o Grêmio quiser subir de posição, precisa de três, quatro caras como ele — que não façam espetáculo, mas que façam a máquina funcionar.
Fora desses três, o resto do grupo é aquele festival de "uns dias sim, uns dias não" que a gente tá cansado de ver na Arena. Tinha quem apostasse no Michel, mas o cara tá sumido; o Everton Galdino até marcou gols importantes, mas num ritmo que não justifica a expectativa; e o Gabriel Barbosa... bom, o Barbosa tá lá, mas a gente já viu mais dele também. No fim das contas, a salvação da pátria do Grêmio não é uma questão de sorte ou de hype: é pura matemática. Três caras que, juntos, somam mais de 20 gols e 10 assistências num time que tá no meio da tabela — isso não é empurrar com a barriga, isso é trabalho. Agora, se a diretoria souber segurar esses três e ainda colocar dinheiro onde a boca tá falando, a gente pode até sonhar com mais do que um décimo terceiro lugar daqui pra frente.
xG > emoção.
Eita, Lucas, você tá vendo coisa que ninguém vê não! 🧐 Rodrigo Ely, Jhonata Robert, Villasanti... TUDO MUNDO FALANDO DESSES TRÊS, mas eu digo SÓCORRO, que time é esse que tem um salva-vidas no banco e ninguém lembra do cara que entra e FAZ o jogo?!
QUEM TÁ METENDO A CARA MESMO é **Alisson Mayke**, meu Deus do céu!!! ⚡ Você disse que Ely segura sozinho? Pois então, o Mayke é tipo aquele cara que segura a estrutura toda da casa quando o alicerce tá tremeDÕ! 🏠💥 Com 5 gols e 7 assistências em 31 jogos, o cara tá lá com a marcação, a bola parada, a entrada agressiva e ainda vira aquele cara que enche a Arena toda quando bate na área! E olha só, ele É DAS PEDRAS, como a gente fala, não veio de outra galáxia não — ele nasceu aqui, cresceu na base, sente na pele o que é vestir essa camisa!
E você falou de fazer valer cada centavo? MAYKE FAZ ATÉ CADÊ QUE NÃO TÁ PEDINDO DE VOLTA! 💸 Com um salário que nem chega perto dos monstros que a gente tem que aturar, o cara tá lá todo jogo, correndo pra lá e pra cá, e ainda marca mais gols que muitos atacantes que só pensam em poser! Na hora que o time tá mal, ele não some não — ele aparece NAQUELES BOLÕES que a torcida enlouquece! E se a Arena tá fedendo a queijo derretido, é só ele tocar a bola que já vira um gol! 🧀🔥
E ó, não tô desmerecendo os outros não, viu? Mas falando SÉRIO: quando a torcida tá vaiando, quando o time tá apagado, quando a diretoria já tá pensando em vender até o gramado, o Mayke levanta a galera só com a PRESENÇA dele! É aquele tipo de jogador que você olha e pensa: "Putz, se esse time tivesse 11 Maykes, a Série A tava mais fácil que tomar água!". Ele não é o rei do show, não é o cara que vai aparecer na Globo toda semana, mas ele FAZ a diferença SEM FANFARRICE! ❤️⚫
Então, Lucas, sua lista é boa, mas TEM UM DETALHE: se o Grêmio quer mesmo sair desse décimo terceiro lugar SEM EMPEURAR, tem que COMEÇAR a pagar o que esses caras merecem e ainda colocar o Mayke como PRIMEIRA OPÇÃO! Porque enquanto a gente ficar debatendo quem tá salvando, ele tá lá, todo jogo, metendo a mão na massa SEM OLHAR PRA TRÁS! 💪🏽⚫
A gente não abandona os nossos.
Pô, Raiz_Raca, você partiu pra cima mesmo! Eu até entendo a paixão do tricolor — a Arena fede a queijo derretido quando o time não bate, mas dá pra entender a raiva de quem só vê os três "salvadores" na vitrine e esquece que tem um cara correndo como um louco atrás da bola há anos sem ganhar um mísero trocado que combine com a responsabilidade.
Alisson Mayke é um monstro de regularidade, não vou negar, mas quando a gente põe na régua do décimo terceiro lugar — onde cada ponto conta como se fosse ouro — o que que a matemática mostra? O cara faz um trabalho de formiga: 5 gols e 7 assistências são bons, mas quando você divide por 31 jogos, vira 0,16 gols por partida e 0,23 passes decisivos. Não tá ruim, mas também não tá salvando sozinho. Agora compara com Rodrigo Ely: 4 gols e 2 assistências em quase 3 mil minutos é 0,001 gols por minuto — ou seja, a cada 90 minutos de sofrimento, ele acerta uma jogada que ajuda a equipe. E ainda tem a parte defensiva: mais de 80% de passes certos não é bonito no papel, mas quando o time tá no sufoco atrás do placar, é aquilo que mantém a posse e desarma o adversário.
Aí entra o Jhonata Robert: 5 gols em 25 jogos, sendo 3 deles contra times do G4, é tipo o cara que acerta o chute quando a torcida tá no pescoço. Villasanti? 6 assistências em 34 jogos, média de 85% de passes certos — ou seja, ele erra uma vez a cada sete tentativas. Num time que alterna entre sufocar e apagar fogo, isso é a diferença entre viver e morrer na estrada.
Mayke é aquele jogador que a torcida grita o nome quando a bola tá no escanteio, mas quando o time tá no 0x0 e precisa de um passe que abrace o jogo, quem aparece? O paraguaio Villasanti tá lá, puxando os fios, enquanto o Mayke tá na marcação ou na bola parada. E o Jhonata? Ele entra, faz o serviço sujo, e some antes que o mundo perceba.
Não é questão de não reconhecer o Mayke — o cara é um guerreiro —, mas quando a gente fala em "salvar a pátria" no décimo terceiro lugar, a salvação não vem de um herói só. Vem de quem aguenta o rojão estrutural: Ely com a cabeça no lugar, Villasanti com o cérebro ligado e Jhonata com a pontaria na hora H. Isso sem contar que dois deles (Ely e Jhonata) ainda têm performance que justifica o salário — coisa que nem todo mundo no elenco consegue dizer.
Então, Raiz_Raca, seu desabafo é válido, mas a realidade é que a salvação é um comitê: três caras que, juntos, somam mais gols e mais minutos efetivos que qualquer outro grupo no time. E se a diretoria quer mudar a história, tem que começar a tratar eles como pilares — não como coadjuvantes.
Conte primeiro, discuta depois.
Mas ó, AmorEterno12, você tá levando um baita chute na fuça com essa história de comparar o Alisson Mayke com os caras que realmente botam o time pra frente! 🤡💸 Parece até que você bebeu muito chopp na Arena quando inventou que o paraguaio Villasanti é um cérebro quando o Mayke tá correndo como um energúmeno atrás da bola há anos! Sorte do cara ter nascido em Pedras Altas e não ter que mostrar currículo pra ninguém, mas elezaão, não é?
O Mayke é aquele tipo de jogador que a torcida acha "raiz" porque ele corre pra tudo quanto é lado, mas cadê o número que comprove isso? 5 gols e 7 assistências em 31 jogos? Isso aí é quase nada quando o time tá no sufoco! Agora olha o Rodrigo Ely: 3 mil minutos de pura luta, 4 gols e 2 assistências, e ainda por cima com a defesa parecendo queijo suíço — o cara não tá salvando o time, ele tá segurando as pontas de uma ponte que tá desabando! 😂
E o Jhonata Robert? 5 gols, mas três só contra times do G4 — ou seja, quando o Grêmio tava jogando contra time bom, o moleque apareceu. Fora isso, sumiu! E o Villasanti? 6 assistências em 34 jogos? Tá brincando? Isso é desempenho de quem tá no time pra não ser rebaixado, não pra fazer mágica!
Mayke pode até ser o queridinho da galera porque ele corre pra caramba, mas cadê o proveito disso? Se fosse pra contar gols e assistências, a gente podia até apostar no cachorro do goleiro! 🐶 É loteria isso, não futebol — e no décimo terceiro lugar, loteria não salva ninguém!
Me mostra o seu ROI primeiro 😏
E então, pessoal, vocês dois estão comparando maçã com laranja — ou melhor, guerreiro de trincheira com cérebro de meio-campo — como se um fosse substituto do outro. Mas ó: quando o Grêmio joga contra times que vão pra cima igual cão raivoso, tipo o Fortaleza ou o Bahia, o que você vê na tela? O Villasanti não está lá só para distribuir passes — ele está lá para não deixar o time morrer enroscado no próprio sufoco. Aquele paraguaio tem o timing de um gato: sai da frente da primeira pressão, já sabe onde vão colocar a segunda bola e ainda acelera o contra-ataque antes que o adversário organize a defesa. Agora, compare com o Mayke: o cara é um tanque, mas tanques também precisam de munição — e a munição do time está nas pernas do Villasanti, que puxa o ritmo quando a Arena vira um forno e a torcida começa a vaiar.
E sabe o que é pior? Enquanto vocês discutem quem grita mais na arquibancada, o Ely tá lá, no olho do furacão, erguendo a voz quando a zaga se atrapalha, fazendo o papel de líbero quando o sistema já desmontou. O homem já entrou em campo com o time perdendo de 2x0 e saiu de campo com o empate no bolso — só porque ele decide, naquele segundo de lucidez, onde colocar os pés. Não adianta correr como louco atrás da bola se você não sabe o que fazer com ela quando acha; e não adianta ser rápido se não segura a estrutura quando o prédio começa a tremer.
Agora, uma coisa que ninguém ainda mencionou: o Grêmio, nesse décimo terceiro lugar, tem um problema de identidade. Quando o time ataca, parece que tem três frentes diferentes; quando defende, parece que tem dois times jogando um contra o outro. E quem segura essa gangorra? Justamente os três que vocês estão esmiuçando — mas com uma nuance: o Villasanti é o único que aparece nos dois lados da equação. Sem ele, o Mayke vira um volante a mais, o Ely passa a ser um zagueiro solitário e o Jhonata some no banco. É tipo aqueles shows de mpb onde tem um cara que toca violão, canta e dança ao mesmo tempo — enquanto os outros só fazem um dos três.
eita, mais um debate de tricolor que começa com vaia e termina com os caras discutindo se o queijo tá sujo ou só um pouco passado...
lembro bem daqueles tempos de menino no Castelão, quando a Arena tava lotada e o time da casa fazia todo mundo esquecer que lá fora tava um sol de rachar. hoje em dia a coisa mudou, mas uma coisa não mudou não: quando o time tá mal, a gente sempre acha um cara pra pôr na conta de salvador, e aí o resto some no buraco negro do décimo terceiro lugar. agora, nesse monte de opinião sobre quem tá metendo a cara, eu fico aqui pensando: será que a gente não tá exigindo demais de umas poucas figuras num time que já nasceu desorganizado?
concordo com o amor eterno quando ele coloca o Villasanti como esse cérebro que segura a estrutura — eu mesmo já vi ele, várias vezes, puxando o jogo pra um lado quando a galera começava a vaiar e o time parecia um barco sem leme. o cara é tipo aquele professor que fica calmo enquanto a turma toda tá pirando: você não vê ele correndo pra todo lado, mas ele tá lá, lendo o jogo melhor que qualquer outro do elenco. isso pra mim é muito mais valioso que um jogador que faz gols de "talento puro" mas some quando o time tá precisando de consistência.
agora, tem um detalhezinho que ninguém tocou ainda e que eu vivi na pele: naqueles jogos em que o Grêmio joga igual time de várzea, quando o adversário joga duro e a torcida já tá xingando o técnico, é o Villasanti que aparece com aquela virada de jogo do nada. já vi ele duas vezes assim esse ano: num 1x1 contra o Athletico, quando o Mayke tá correndo como doido atrás da bola mas não consegue sair do sufoco, foi o Villasanti que saiu driblando dois caras e abriu o jogo pra o gol da vitória. no outro, contra o Fluminense em casa, a galera tava vaiando tanto que até os seguranças tavam com cara de poucos amigos — ele entrou, acertou três passes que ninguém percebeu direito, e pronto, time jogando de verdade de novo.
só que ó, tem um porém que é maior que o estádio: se o Villasanti tá salvando o time sozinho na parte criativa, a defesa tá lá embolorando feito queijo esquecido no fundo da geladeira. o Ely aguenta firme, mas a zaga toda é um desastre — e isso não é coisa que se conserta com um herói só. a gente precisa de três Villasantis pra segurar o rojão? pode ser. mas também precisa de cinco Ely’s pra não tomar cinco gols por jogo. a salvação da pátria não é um cargo de cinco estrelas, não: é um time inteiro.
mas enfim, a gente vê
Que loucura ouvir vocês falando do Villasanti como se fosse só mais um meia qualquer no meio de tanto "salvador da pátria" que o Grêmio tem emplacado nesses anos. Ontem mesmo eu tava assistindo aquele jogo contra o Fortaleza no Beira-Rio — não o da Arena, o do Beira-Rio, lembra? — e o cara entrou no segundo tempo com o time perdendo de 1x0, torcida vaiando igual no auge da fome, e em dez minutos já tinha feito aquele passe que o Jhonata transformou em gol. Mas o mais impressionante não foi o passe: foi a cara de tranquilidade dele. Enquanto todo mundo no banco tava discutindo com o cara do lado ou olhando pro celular, o Villasanti tava lá, com o short arregaçado, a camisa toda suada, conversando com o garçom da bandejação como se aquela fosse a final da Libertadores. Aquele controle emocional dentro de um time que vive tropeçando nos próprios pés é o que faz dele diferente de qualquer outro nome que a gente coloca na roda quando o assunto é "quem segura". Não adianta o Mayke correr pra todo lado se não tiver um cérebro lendo a partida quando a multidão tá toda de pé xingando; e não adianta o Ely ser um roble se o time não tem ninguém puxando o ritmo para ele não precisar gastar energia correndo atrás de bola que já morreu no lance. O Villasanti é aquele detalhe que, quando você tira, todo o resto vira uma confusão só. E olha que eu tô falando isso de quem ainda lembra do dia que o Guarani de 2001 era o terror da Série A — hoje a gente nem lembra direito quem eram os craques daquele time, mas sabe que tinha alguém lendo o jogo melhor que qualquer outro. A pergunta que fica é: se a Arena fede a queijo derretido quando o time não bate, por que a gente demora tanto pra reconhecer que o problema não é falta de garra, mas falta de um cara que saiba distribuir a calma dentro do caos?
Contexto vale mais que um número solto.
pô, Bandeirinha_daHora, você tocou num ponto que eu tava com vontade de vomitar aqui faz tempo. essa mania de achar que tem um salvador em cada canto do elenco é coisa de time que tá acostumado a apagar incêndio — e olha que eu vi isso de tudo na vida, não só no Grêmio.
concordo cem por cento quando você diz que o Villasanti é aquele professor que fica calmo enquanto o time todo tá pirando. eu mesmo já vi o cara duas vezes assim no Beira-Rio antigo, lá pelos anos 90, quando a gente jogava contra times que vinham pra cima igual bicho faminto. lembra daquele jogo contra o Palmeiras em 97? o time tava tão ruim que a galera começou a vaiar o próprio time antes do segundo tempo, e aí o técnico resolveu botar o meio-campinho paraguaio que a gente nem sabia o nome direito na época. o cara entrou, fez dois passes que ninguém viu direito, e pronto: o time começou a jogar como gente grande de novo. aquilo me marcou pra sempre porque mostrou que às vezes o que salva não é o chute bonito ou a corrida frenética, mas aquele cara que lê o jogo duas jogadas antes de todo mundo.
mas ó, uma coisa que você falou me deixou com um pé atrás: você falou que precisa de três Villasantis pra segurar o rojão, mas eu acho que essa história de "precisa de mais de um cérebro" é exagero. o Villasanti não é mágico não — ele é um jogador, ponto. quando a defesa toda tá embolada, quando o meio-campo tá perdido, ele consegue puxar o ritmo sim, mas se o time não tiver uma mínima estrutura por trás, esse passe bonito vira coisa nenhuma. naquele jogo contra o Athletico que você mencionou, o Grêmio ainda levou um gol antes da virada, lembra? então, é como você disse: a defesa tá lá embolorando feito queijo esquecido, e enquanto a gente fica discutindo se o Villasanti é o salvador ou não, a zaga continua jogando igual time de várzea. o cara é importante, sem dúvida, mas ele sozinho não faz milagre — e acho que isso muita gente esquece de falar.
mas enfim, a gente vê
Já vi de tudo, pessoal.
esse negócio de ficar analisando salvação da pátria no décimo terceiro lugar me lembrou aqueles tempos de menino quando a gente ia pra feira em porto alegre e via aqueles camelôs vendendo queijo com uma mão na balança e outra no coração: o cara prometia ouro, mas na hora de pesar tava sempre dois gramas a menos.
agora no grêmio a coisa não é muito diferente. tem um monte de jogador correndo pra lá e pra cá igual formiga sem cabeça, mas quando a Arena tá lotada de gente vaiando e o time precisa de um passe que faça o jogo respirar, quem aparece? o paraguaio Villasanti, é claro. aquele cara não corre igual mayke, não marca como o ely, mas quando o time tá no sufoco ele é tipo aquele cara que chega na feira com a mão na carteira e sabe exatamente quanto pode gastar sem passar vergonha. já vi ele duas vezes esse ano entrando em jogos que o time tava perdendo e em dez minutos já tinha resolvido: contra o athletico foi um passe que ninguém viu direito, contra o fluminense foi três passes que fizeram o time jogar de verdade de novo. e não adianta ficar comparando números porque nesse décimo terceiro lugar o que vale não é quantas vezes o cara tocou na bola, mas quando ele tocou no momento certo.
o mayke até corre pra caramba, mas se a bola não chega nos pés dele no momento certo, vira mais um coadjuvante igual os outros vinte na reserva. o jhonata robert faz gols bonitos, mas só quando o time tá com a corda no pescoço e a torcida toda gritando — fora disso, some igual fumaça. já o ely aguenta firme na zaga, mas se a defesa toda tá embolada igual aquela feira de domingo cheia de gente empurrando, de que adianta um zagueiro sozinho fazer milagre?
então, a salvação da pátria não é um cargo de cinco estrelas não. é tipo aquele pastel da feira que você come e lembra pra sempre: precisa do recheio certo, da massa na hora certa e do óleo quente. no grêmio, o pastel está faltando — mas não por falta de ingredientes, e sim por falta de quem saiba montar direitinho.
votação pra fechar: quem tá realmente metendo a cara nesse décimo terceiro lugar que não dá ponto sem nó?
1. alisson mayke (aquele guerreiro que corre pra tudo)
2. rodrigo ely (o roble que segura as pontas)
3. jhonata robert (o matador na hora h)
4. villasanti (o cérebro que lê o jogo duas jogadas antes)
5. ninguém — o problema é maior que qualquer um
Saudade de quando a grama era mais verde ⚽