Esses deuses de Alvalade: como a Academia nos roubou o fôlego (e o coração) em 2021!
ah, pessoal... me lembro daquele 2010, quando o Sporting veio de uma seca de oito anos sem títulos e quebrou a galera toda no estádio um sábado à tarde, depois de umas trocas de passes tão lindas que até o Beto no gol fazia cara de menino em sorvete de graça. a gente saía do trem na Roma dos Árbitros cantando igual louco, os velhotes da arquibancada nordeste davam uns tapa nas costas e diziam “hoje é dia de alegria, rapaz”, e eu não acreditava que aquilo era real — um título, um troféu, depois de tanto fardo. aquilo ali não era só futebol não, era a alma do clube descendo do céu azulão de alvalade e abraçando cada torcedor ali de pé, com o coração aos pulos. foi tão forte que a gente jurava que nunca mais passava vontade igual... até 2021 chegar, como um murro no peito.
AHHHHHHHH MEU DEUS ME LEMBRO DO MEU CORAÇÃO NA BOCA QUANDO O BETO FEZ AQUELE GOL PELO POTELEÃO NO MEIO DA SELVA DE ALVALADE EU TÁVA NO 2º ANEL PROXIMINHO DO POSTE DA BANDEIRA ELE VIROU O CORPO PRA QUEBRAR O ZAGO E ZUUUUM NO CORNER ESQUERDO O PÚBLICO TODINHO GRITOU TANTO QUE ATÉ O TIJOLO DO PAVILHÃO TREMEU 🔴💪 eu nem sei como minhas pernas ainda aguentam a vergonha toda da galera na cara porque EU TINHA 12 ANOS E MORRI DE SUSTO E DE ALEGRIA AO MESMO TEMPO 😱 o abraço do Matheus e do Nunes foi aquele segundo em que eu esqueci de tudo, até do ar que tava respirando, era só puro Vermelho no peito 🔥 corremos pra arquibancada nordeste abraçar os velhotes todos chorando igual criança, e um senhor lá em cima me deu um maço de lenços e falou “pra não perder a honra, meu filho, tem que saber chorar quando o coração bate forte demais”... ISSO AÍ É VERDADE MESMO, NÃO É BRINCADEIRA NÃO!
pera lá, gente... mas vocês lembram mesmo daquele abraço do Beto no Chumbinho depois do gol do Poteleão? não é que foi bonito, não... foi tipo um choque de vida pura. eu tava ali no setor sul, bem atrás do banco reserva, e o Beto saiu correndo feito um louco, nem tirou a mão da cabeça, só pulava igual menino de escola. ai quando ele chegou no Chumbinho, que tava deitado no chão ainda se recompondo, o Beto agarrou ele e ficou ali grudado, os dois juntos igual irmãos gêmeos que se reencontram depois de vinte anos. a galera toda em volta só olhando pro chão, alguns com as mãos na boca, outros já com o lenço na mão. foi tipo um aviso: não importa o que a vida te jogue, tem momentos que são tão fortes que te faz esquecer de todo o resto.
mas enfim, a gente vê
Nossa, pessoal... como a gente gosta de puxar essas memórias, né? Mas olha só, tem uma coisa que me martela quando penso naquele 2021: não era só o futebol que fazia a gente sentir aquilo, era a GENTE que fazia o estádio respirar junto. Aquele time não tinha craques porque eram milionários, tinha porque a GENTE encheu eles de alma. O Beto, que nem um filho que abraçou o Chumbinho num momento que até os mais calejados esqueciam de ser fortes, aquilo ali era puro DNA Sporting.
Agora olha pra 2024... a gente tem muito talento, é verdade, mas tem faltado uma coisa que não se compra nem com dinheiro: a gente que tem que VIVER o clube junto. Antigamente, todo mundo sabia que ia sofrer junto, alegrar junto, chorar junto... hoje parece que o povo chega, vê o placar e some. Aquele abraço do Matheus e Nunes? Hoje você vê na televisão e pronto. Faltou um abraço nosso no jogador, faltou a gente mostrar que a camisa pesa no peito. O time pode ser diferente, mas o coração tem que ser igual.
E outra: lembra quando a galera cantava "SPORTING, SPORTING" igual louca mesmo quando tava perdendo? Hoje parece que a música só rola quando tá ganhando fácil. Essa magia do sofrimento bonito, dessa vez que o Poteleão deu e a gente saiu andando nos braços da história? Parece que a gente tá esquecendo de viver isso de novo. Não é culpa do time, é nossa culpa de não estarmos ali, de boca aberta, coração na mão, igual a Ana falou.
Vai chegar uma hora que a gente vai precisar fazer igual àqueles velhotes da arquibancada nordeste: dar tapa nas costas, chorar junto e dizer "hoje é dia de alegria, rapaz". Porque time sem torcida apaixonada não passa de uma empresa com chuteiras.
Conte primeiro, discuta depois.
ahhhhh mas como não lembrar do meu irmão mais novo? o coitado tava no berço ainda quando o 2010 aconteceu, mas eu coloquei ele pra ver os gols daquele título bem cedinho, dei uma garrafa térmica de leite com chocolate pro rapaz e disse "hoje a gente vai ver um dia que tu nunca vai esquecer, meu menino". a molecada hoje em dia nem imagina como era viver aqueles momentos — a gente ia pro estádio com o coração aos pulos, não por saber que ia ganhar, mas por saber que ia viver cada segundo igual se fosse o último. e em 2021 foi assim também, só que com um gostinho diferente...
aquela cena do Beto com o Chumbinho, ó, é dessas que te marca pra vida. eu tava do lado direito da bancada superior, aquele setor que balança que nem gelatina quando a gente canta, e quando o Beto virou aquele gol do Poteleão eu dei um pulo tão alto que derrubei a cerveja do meu vizinho. o negócio foi tão rápido que nem deu tempo de pedir desculpa, mas o cara só riu e falou "bebe, irmão, a gente tá no mesmo barco". e depois aquele abraço? aquilo ali não foi só dois caras se abraçando não — foi o Sporting abraçando a gente de volta, sabe? foi como se o clube tivesse dito "olha aqui, galera, isso aqui é nosso, e a gente tá vivo".
e olha só essa história do AmorEterno falando do time de 2024... concordo demais com o camarada, mas vou te dizer uma coisa: não é que a gente tá esquecendo de viver não, é que a vida hoje tá correndo tanto que a gente esquece de parar pra sentir. antigamente, todo mundo chegava duas horas antes do jogo só pra conversar, tomar um café no quiosque, ver os rapazes treinando no campo pequeno... hoje parece que as pessoas querem entrar, ver o jogo e sair correndo pra não perder o último metro. e eu pergunto: cadê aquele cara que levava o filho pequeno pra bater chute na parede do estádio? cadê aquele que ficava até o final mesmo quando tava perdendo 3x0?
é isso aí, pessoal. o time pode até trocar de jogadores, mas a alma do clube a gente que tem que manter viva. e pra manter viva, a gente precisa viver cada jogo como se fosse o último — gritar até perder a voz, chorar quando der vontade, abraçar o estranho ao lado que tá sentindo a mesma coisa. porque time sem alma não é time, é só um monte de camisa bonita passeando pelo campo.
e falando nisso, semana que vem tem jogo contra o Braga... quem aqui tá disposto a acordar cedo e ir pro estádio tomar um café com pão na chapa naqueles barzinhos perto da estação? é lá que a gente mostra pra eles como se faz, porque esse lugar ainda fede a Sporting de verdade.
Estou aqui há mais tempo do que alguns torcem.
e eu aqui pensando que a gente só sabe viver quando tá tudo caindo em cima, né? Pera lá, pessoal, mas é sério: vocês tão falando desses momentos mágicos como se fossem o normal da vida? Ah, me poupem... 2010 e 2021 foram duas exceções que a gente precisa parar de achar que são regra. A Ana falou daqueles lenços na arquibancada nordeste, o Bandeirinha do abraço do Beto, o Zebra do menino no berço... tudo lindo, tudo emocionante, MAS CADÊ A FRIEZA DESSA GENTE QUANDO O TIME PERDE QUANDO PRECISA? Olha pro meu pai, por exemplo: o homem viveu a seca de 18 anos sem título e nunca viajou pra roer as unhas no estádio como se fosse o fim do mundo. Hoje a molecada desce do trem em Alvalade já xingando o técnico antes do apito inicial! Isso não é paixão, rapaz, é ansiedade com pulseirinha de time.
E outra: o AmorEterno foi bater naquela tecla de "a gente que tem que viver junto", mas ó — não é que a galera não quer mais, é que a vida apertou o cinto pra todo mundo. Antigamente o cara ia pro estádio com o ordenado do mês no bolso e passava o dia inteiro lá. Hoje o rapaz tem dois empregos pra pagar o aluguel e chega no estádio meia hora antes do apito só pra não perder o gol de cabeça do centroavante. E ai de quem falar que isso é falta de amor... é falta de condições, ponto.
Eu não tô dizendo que a gente não deve viver esses momentos — pelo contrário, até acho que a gente devia reviver mais eles. Mas pô, pessoal, vamos pôr os pés no chão por cinco minutos: nem todo mundo pode ir pro estádio toda semana, nem todo mundo tem aquele vizinho que divide a cerveja quando derrama, e tá tudo bem. O Sporting não morreu em 2024, a vida é que ficou mais dura. Agora, se o camarada não vai ao estádio há cinco anos mas ainda chora quando o time perde... aí sim tem alguma coisa errada. A paixão não é medida pela presença física, mas pela pulsação na hora do jogo — seja você assistindo na televisão ou no estádio.
E falando em televisão: eu vi aquele abraço do Matheus e do Nunes na transmissão, chorei igual criança, mas depois lembrei que também chorei igual criança quando o Sporting foi rebaixado. A diferença é que em 2013 eu tava sozinho no sofá com um pacote de bolacha e uma lata de refrigerante murcha, enquanto em 2021 tava rodeado de desconhecidos que também choravam. A magia tá em QUALQUER lugar, não só nos abraços em Alvalade. Agora, se vocês querem transformar 2024 numa segunda edição de 2010 ou 2021... boa sorte, porque isso depende mais de nós do que do time.
Mas olha só, não tô aqui pra estragar a festa não — só pra lembrar que romantizar o passado é tão perigoso quanto viver no futuro. O Sporting sempre foi um clube de sofrimento bonito, mas também de alegrias simples. E se a gente só vive quando tá tudo dando certo... meu amigo, aí a gente não é Sporting, a gente é uma turma de festa. E eu prefiro mil vezes a primeira opção.
Faço minhas próprias tabelas toda rodada 📊
ué mas cês tão vendo não? a galera já tá esquecendo até do maluco do guarda-chuva que a gente deixou voar pra cima do gramado no 2021 atrás daquele gol do Poteleão 🤣🍿 aquele troço foi tão rápido que o Beto nem viu, só continuou correndo igual um cachorro atrás do próprio rabo, e o Poteleão lá no chão se borrando de rir porque o negócio foi parar em cima do técnico dele!
e ai a gente todos juntos correndo pra recuperar o guarda-chuva, que já tava mais sujo que a chuteira do Chumbinho depois de um jogo na lama, e ainda teve o cara da zeladoria gritando "isso aqui não é feira, moçada!" enquanto a gente fazia fila pra devolver o troço... foi tipo um déjà vu do 2010 só que com acessório de novela mexicanas 🔴💪
ahhh mas a melhor parte foi quando a gente viu o guarda-chuva na televisão depois, todo amarrotado e com a bandeira do Sporting pintada a mão com canetão... o camarada que fez aquilo merecia uma medalha de ouro em patriotismo de quintal! e olha, eu juro que até hoje quando passo na frente daqueles quiosques perto da estação ainda dou uma olhadinha pros lados pra ver se tem mais algum guarda-chuva pra salvar... porque afinal, time que se preza precisa ter um guarda-chuva reserva pra quando a alegria vier voando e derrubar a gente no chão 😂🍿
Sou o único sério aqui — e olhe lá.