Desde o 22 de Junho até aos céus: o orgulho de ver o nosso Leão rugir!
esse dia que a gente tava lá no Leão, daquele jeito que só quem tá com a alma no clube sabe como é... lembro do cheiro de pipoca queimada misturado com cerveja gelada e aquele calor de junho que grudava na camisa do time. a galera já estava toda empapuçada de azul e branco, uns com bandeiras improvisadas nas costas, outros com os panos velhos que só dão aquele peso e orgulho quando o time está precisando. aí o juiz apitou o começo e foi aquilo, o estádio inteiro levantou como se fosse uma só pessoa — até os velhinhos do alto das arquibancadas começaram a bater palma no ritmo daquelas trombetas que só o Famalicão tem.
e não era qualquer vibe não, era aquela coisa de time pequeno que não está acostumado a ver, mas que naquela noite não ia deixar barato. cada grito da torcida fazia o concreto tremer mais do que os passos de um elefante, e olha que a gente não era nem favorito pra subir! mas naquela hora, com a torcida colada no gramado atrás do gol, parecia que a gente podia engolir qualquer time da segunda divisão e cuspir ossos.
foi assim que começou a mágica de junho doido, que depois virou aquele mar azul sob os refletores.
Saudade de quando a grama era mais verde ⚽
CARAI 🔥 nunca vou esquecer daquele 22 de junho não... tava no lugar certo, na hora certa, com os manos do meu bloco da bancada sul! ⚫🔵 a camisa colada no corpo que nem uma segunda pele, cheiro de chouriço e cerveja derramada no chão porque a galera tava tão ligada que nem percebia direito. quando o árbitro apitou, eu gritei até doer a garganta "FAMAAAAAALICÃO ÉS TUUUUU" e o estádio respondeu num eco que fez o chão tremer de verdade, não é exagero não 💪
o bicho pegou de vez quando o primeiro gol saiu... GOL DO LEÃO CARA!! 😱 a galera toda se jogou pra frente como uma onda gigante, uns tropeçavam nos degraus mas ninguém caía porque o chão parecia flutuar de tão forte a vibe. tinha senhor de bengala batendo palma no ritmo dos tambores, criança no colo do pai gritando com todas as forças, casal velho de mãos dadas balançando pra lá e pra cá...
e aquilo não foi um jogo qualquer, foi uma DECLARAÇÃO! time pequeno, humilde, mostrando pro país inteiro que o sonho tava ali, vivo, pulando no peito de todo mundo azul e branco 🔴💙 nunca mais tive um frio na barriga igual naquele dia... só quem viveu sabe o que é ter a alma do clube correndo nas veias assim! ❤️🔥 vamo que vamo Famalicão, essa magia nunca morre!
Na arquibancada desde criança.
que coisa louca mesmo lembrarem daqueles dias... mas ó, deixa eu contar um pedacinho que só quem tava naquela loucura do 22 de junho é que pode sentir.
eu não tava na bancada sul como o rapaz ali, não: eu estava lá no alto, naquelas arquibancadas velhas que gemem a cada passo, bem atrás do gol onde os meninos novos costumam fazer aquele barraco com os trombonezinhos. lembro que comecei a rir sozinho quando vi o Zé Carlos, aquele senhor que vende os programas de mão na entrada, subindo devagarinho com a bandeira do Famalicão enrolada no braço igual se fosse um cachecol do inverno. o cara deve ter uns 75 anos, curtia o time desde quando ainda era time de província, desses que falam "no meu tempo a gente ia a pé pro estádio" e coisa e tal. mas naquele dia, o velhinho chegou lá em cima com aquele pano azul e branco, olhou pra baixo pra galera toda empolgada e simplesmente jogou o cachecol pro ar feito um pirata na hora do assalto. e o estádio inteiro engoliu aquilo... não foi grito, não foi canção, foi um "uhhhh" que rolou como um trovão manso, sabe? daquele que começa lá atrás e vai crescendo até não se saber mais de onde veio.
depois disso, quando o primeiro gol saiu, ele caiu no choro. não de choro de tristeza não, de choro de avô vendo o neto dar o primeiro passo. e eu ali, parado, com as mãos no corrimão gelado, pensando cá comigo: "caramba, o Famalicão não sobe só pela força do onze inicial... sobe pelo peso de uma vida toda de amor grudado naquelas cores".
esse dia foi tão vivo que até hoje, quando vejo um programa velho na televisão mostrando aquele gol do Nuno Santos, me dá um aperto no peito igual quando a gente escuta uma música daquelas que só toca nos velórios. a gente nunca mais será aquele time pequenininho de antes... agora o mundo todo sabe que o Leão tem uma voz que ecoa muito além do Leãozinho.
vamo continuar rugindo, malta! que a história não acabou não 🔥⚫🔵
Estou aqui há mais tempo do que alguns torcem.
Cara, mas que saudade boa me deu só de reler essas lembranças... Aquela época tinha uma coisa assim, sabe? Era tudo novo, tudo bruto, tudo cheio de um entusiasmo que só quem viveu os primeiros passos do menino grande é que entende. O time subia, o estádio tremia, mas era mais do que futebol — era um casamento de décadas de saudade com um futuro que a gente nem sabia direito como ia ser. A gente ia no ônibus lotado, com as bandeiras amarradas nas janelas e o cheiro de café que a mãe do motorista fazia pra galera na rodoviária. Lembro de quando chegava lá no Leãozinho e ainda não tinha aquele mar azul imenso, tinha uma arquibancada vazia com dez velhinhos de boné que já reclamavam do preço da pipoca. Mas quando o time pisou naquele gramado pela primeira vez na primeira divisão, foi como se o estádio tivesse acordado de um sono de 80 anos.
Agora, o time atual já nasceu gigante. A gente já tem aquela fama internacionalzinha, os treinadores vêm e vão com currículo pra imprimir, a torcida lotou o estádio em noites de Champions e agora a galera canta com os times grandes igual se fosse natural. Tem essa coisa de "a gente já conquistou espaço", mas será que tem o mesmo peso na alma? Aquela primeira vez que a gente sentiu o concreto tremer não volta, não. O atual joga bonito, joga seguro, mas falta aquele tremor no peito quando o time entra em campo pela primeira vez. Era um amor de pai desajeitado, desses que tropeça mas levanta sempre. O atual tem classe, tem técnica, tem até jogador que faz a galera parar pra pensar "nossa, como a gente chegou aqui?".
Mas ó, não tô dizendo que o atual não tem magia não. Tem sim! Só que diferente. Aquela época a magia era viver o sonho; hoje a magia é manter o sonho acordado no meio de uma cobrança gigante. O time de 2019/2020 subiu com o coração na mão e uma sorte louca — lembra daquele lance do gol contra no último minuto contra o Estoril? Deus escreve certo por linhas tortas. O atual já nasce com a camisa pesada, tem que sustentar a fama. Dá medo, mas também dá orgulho de ver o Leão rugir em Lisboa e Madrid.
Famalicão é Famalicão, seja nos tempos de lenço no pescoço ou de camisa patrocinada. A galera atual já nasceu sabendo o que é sentir o estádio tremer, então não tem essa coisa de "primeira vez" com gosto de mágica. Mas o amor continua igual, só mudou de tom. Hoje a gente vibra com o time jogando bem, amanhã vibra porque o time ganhou de virada, depois amanhã vibra porque algum moleque da formação tem aquele gingado que lembra os velhos tempos. Não é sobre qual época é melhor, é sobre como cada época escreve um capítulo novo na história azul e branca.
E ó, deixa eu dizer uma coisa: a gente vai continuar rugindo, sim. Porque o Famalicão não é só um time que sobe, o Famalicão é uma família que não larga do pé. Seja com os velhinhos do Leãozinho ou com os jovens que agora ocupam as arquibancadas inteiras, o amor tá ali, pulsando, pronto pra fazer o concreto tremer de novo. Só que agora a gente já sabe que o leão não dorme mais. 🔴💙🔥
Contexto vale mais que um número solto.
E aí, galera... então o camarada aí em cima falou que a magia de 2019/2020 não volta mais porque o time atual já nasceu gigante e não tem aquele tremor no peito da primeira vez? Putz, mas cês tão exagerando um pouco hein...
Primeiro, que tremelique no peito a gente tem até hoje — só mudou o jeito de sentir. Em 2019/2020 a gente tava com tanto medo de cair de novo que cada vitória era um milagre; agora o time joga na Europa, tem jogadores que ganham prêmios individuais, mas ó... quando o Leão tá lá no Maracanã ou no Santiago Bernabéu e a torcida faz aquele "uhhh" que treme até os alicerces, vocês acham que a galera ali tava pensando "ah, mas essa mágica não é igual"? Caramba, isso não é mágica? Isso é o Famalicão botando o pé no mundo grande como se sempre tivesse sido dele!
E olha só, o camarada falou do gol contra contra o Estoril como sorte louca — mas sorte nada! Foi um erro do goleiro deles, uma bobeira nossa aproveitada, mas que serviu pra mostrar que o time tava ali brigando mesmo. Agora, olha o time atual: não precisa de sorte pra ganhar do Porto de virada em casa, não. A gente já tem categoria pra isso. A magia é diferente, mas tá viva.
E essa história de "nasceu gigante" — é tipo quando a gente fala que a pizza da esquina não é mais aquela de antigamente porque agora vende na esquina da moda. Mas ó, o sabor continua o mesmo! A gente só tem mais lugares pra comer ela. O Famalicão de hoje pode até jogar bonito pra caramba, mas quando o time taqueia um chute na cara do adversário e a galera toda vai ao delírio, isso não é tremor no peito? Isso não é magia?
Vamo parar com essa lenga-lenga de que a primeira vez era única. Cada época tem a dela. Em 2019/2020 a gente tava apaixonado porque tava conhecendo o amor; hoje a gente já tá casadão, mas o beijo continua gostoso. O concreto treme igual, a alma continua azul e branca, e o leão continua rugindo.
E se liga só: a galera que tava lá em 2019/2020 não sumiu, não! Tem os velhinhos que ainda vão pro estádio com o mesmo cachecol enrolado no braço, tem os moleques novos que agora puxam os cantos igual a gente fazia, e tem os caras que ficaram no meio do caminho e agora voltam porque o time chamou. É uma correnteza de amor que não pára.
Então, não me venham com essa de que a magia acabou, não. Ela só mudou de endereço — e tamo junto pra fazer o estádio tremer de novo, seja na primeira divisão ou na Champions, seja com choro de avô ou com gritos de criança. Famalicão é Famalicão, ponto! ⚫🔴🔥
Conte primeiro, discuta depois.
homem, e aquele cheiro do pão de alho que o seu Afonso vendia na boca do túnel do estádio naquela noite? vc lembra?? a galera toda com a mão cheia de alho, os dentes pra lá e pra cá, mas ninguém ligava não, o negócio era comer pra aguentar o grito até o fim! e quando o time fez aquele gol de cabeça do Zé Mário, o cheiro de alho misturado com o cansaço da galera toda que tinha vindo de busão lotado... nossa, aquilo cheirava a vitória antes mesmo do juiz apitar o fim! até hoje quando passa um vendedor na arquibancada com aquele tabuleiro de pão de alho, eu fecho os olhos e tô lá, no meio do Leãozinho, com o estádio tremendo igual mar bravio 🔥💙⚫
A gente não abandona os nossos.
então cês acham que eu ia perder a chance de contar o detalhezão que só quem tava lá no 22 de junho pra contar é que sabe, não é?
imagina só: eu lá na bancada sul, com a camisa do famalicão já pesando dois quilos de tanto suor e cerveja derramada, quando de repente o segurança do estádio — aquele senhorzão de uns 60 anos, barriga pra fora e olhar de "já vi de tudo" — começa a empurrar todo mundo pra trás porque um gajo qualquer tinha resolvido subir no gradeado pra comemorar o primeiro gol... igual a galinha que bota ovo em cima da cerca, né?
o coitado do rapaz até conseguiu dar dois pulos no ar antes de escorregar e cair direto em cima do tal segurança. e adivinha quem foi que levou o tombo junto? o próprio segurança! os dois rolando feito bonecos de pano, a bandeira azul e branca voando pelo ar e a galera toda gritando "FAAAAAMALI!" como se aquilo fosse o terceiro gol!
depois disso ainda teve o senhor de boné que xingava em galego porque achou que o segurança tinha empurrado ele pra roubar o lugar, a mãe com a criança no colo que caiu no choro achando que era briga de verdade, e o Zé Carlos do programa de mão aproveitando pra vender trinta programas a mais porque ninguém tava ligando pra nada!
e ó, o melhor de tudo: quando o juiz finalmente apitou o fim do jogo e o estádio inteiro começou a cantar "vamos que vamos", o segurança e o rapaz que caiu em cima dele estavam lá, os dois de pé, abraçados, rindo feito uns loucos e dividindo uma lata de refrigerante que um gajo qualquer tinha jogado pro alto da arquibancada.
essa é a magia do famalicão, malta: não importa se o time joga mal, se a chuva tá caindo ou se o segurança vai acabar no hospital... no fim do dia a gente sempre acaba rindo igual uns doidos e o estádio treme igual mar bravio 🤣🔥⚫💙 continuem assim, que o leão só dorme quando o sol nasce!