Daqueles tempos em que o Allianz vibrava com o sangue alemão: quando a magia de…
ai, como não dá vontade de pegar o controle remoto, esticar as pernas na cadeira e voltar no tempo quando eu me lembro daqueles dias no Allianz, bem ali na primeira arquibancada, com os velhos do meu lado esquentando os dedos pra bater palma quando o nosso kaiser dava aquela paradinha pra pensar antes de mandar aquele passe que vinha de uma hora-luz?
fiquei tão moleque de novo quando vi aquele golão do Lucas Hernández no primeiro jogo contra o Benfica, parece que o estádio todo parou pra assistir direito, só pra gente ver que aquilo não era brinde não, era marca do Bayern mesmo — beleza que vinha de pai pra filho naquela época.
mas enfim, a gente vê
Já vi de tudo, pessoal.
mano, lembro como se fosse ontem do calorão que tava aquele dia no Allianz, tava todo mundo com a camisa do time amarrada no pescoço, suando até os óculos escorregar, mas ninguém tava nem ai não 🔥 a galera só gritando mesmo quando o Kaiser fazia aquele drible de corpo nos caras e passava tranquilo pro Gerd vim vindo 💪
e quando o Lucas soltou aquele chute do nada lá do lance do Hernández, nossa... o estádio inteiro tremeu, até os velhinhos da primeira fila levantaram assustados, ai eu soltei um "CARACA" tão alto que a mulher do meu lado achou que tava passando mal 😱
depois disso só vi marmanjo abraçando marmanjo, criança subindo no ombro do pai, véio chorando abraçado com o neto... foi naquele momento que eu entendi porque a gente é Bayern pra sempre, entendeu? ❤️🔴
aquele golo do Lucas Hernández no primeiro jogo contra o Benfica foi tão marcante que eu até me lembrei do meu pai, coitado, que já se foi mas tinha uma camisa do Bayern que vestia só em dias de jogo importante, aquela velha camisa número 25 com o nome do Gerd costurado atrás. ele nunca chegava antes da hora, sempre dizia que "quem chega cedo é pra ver o estádio vazio, e quem chega atrasado é pra ver o Kaiser a entrar" — mas naquele dia ele chegou meia hora antes, coisa que nunca fazia, e ainda assim sentou-se dois lugares à minha esquerda só pra não perder aquele momento. quando o Lucas bateu, o meu pai agarrou no meu braço com uma força que me deixou até com marca roxa, e os olhos dele brilhavam tanto que pareciam dois faróis na noite. depois, ele ficou calado uns cinco minutos, com um sorriso que não cabia na cara, e só me disse baixinho: "hoje a gente não é só torcedor, hoje a gente é Bayern também" — e aquilo ficou ali, pendurado entre nós dois como um troféu invisível.
mas enfim, a gente vê
Saudade de quando a grama era mais verde ⚽
Caramba, pessoal, será que hoje a gente tem algum golo daqueles que faz a alma tremer como o do Lucas Hernández naquela noite? Pensa bem: o time atual tem as mesmas pernas fortes pra correr atrás, o mesmo jeito de não desistir nunca, mas falta é aquela coisa que a gente via nos velhos tempos, sabe? Tipo, hoje tem mais brilho individual, mais dribles mirabolantes, mas quando o estádio inteira levanta e canta "Oy, oy, oy" com aquela voz que parece um trovão, eu ainda sinto um nó na garganta porque falta é o peso da história toda atrás de cada passo, daquele peso que só quem viveu os dias do Kaiser, do Gerd e do Hoeneß vai entender.
Lembro-me como se fosse hoje de quando o meu avô me levou pela primeira vez ao Allianz, todo orgulhoso com a entrada do programa do jogo na mão, aquela papelada velha que já cheirava a nostalgia. Ele apontou pro banco de reservas e disse: "Olha ali, miúdo, onde o Kaiser se sentava e pensava dez jogadas à frente. Hoje em dia até os treinadores pedem pra ir pro banheiro durante o jogo porque não aguentam a pressão". E tinha razão, não é? Porque aquele Bayern não jogava só com onze homens, jogava com uma lenda atrás de cada um deles.
Hoje a gente tem mais tecnologia, mais dinheiro, mais jogadores que parecem ter nascido com o pé esquerdo mágico, mas será que já deu tempo pra juntar o mesmo tipo de magia que fazia o estádio parar pra respirar junto com o time? Sei lá, às vezes vejo o atual a atirar porrada atrás de porrada de fora da área e penso: cadê aquele passe que vem de Marte, sabe? Aquele lance que fazia o Gerd chegar como um furacão vindo do nada? É diferente, claro, mas será que é melhor?
E depois tem a questão do abraço, do choro, daqueles momentos que unem gerações toda vez que o Bayern faz qualquer coisa grandiosa. Quando o meu avô morreu, a camisa dele foi guardada dentro do armário do meu pai, sempre impecável, sempre pronta pra outra noite de magia. Hoje a gente tem os coitadinhos dos nossos filhos que nasceram depois do final da era Hansi Flick, e perguntam "vovô, como era o verdadeiro Bayern?" — e a gente tenta explicar, mas sabe que palavras não chegam nem perto.
Cara, eu tava lá naquele Allianz quando o Lucas acertou aquele petardo no primeiro jogo, e juro que vi até um cara da limpeza do estádio fazer o sinal da cruz enquanto arrumava os copos. Depois do gol, o bendito do "Oy, oy, oy" começou e a galera toda tava tão animada que até os seguranças foram obrigados a bater palma junto, coisa que eles não fazem nem quando o time perde de 7x0 pro reserva. Aí meu irmão mais novo, que tinha uns 8 anos na época, saiu gritando pelo estádio "ELES VÃO PEGAR NO PÉ DO BENFICA!" como se a gente fosse jogar contra time de várzea amador — até hoje ele acha que todo jogo do Bayern termina em 7x1 🤣🍿
E olha, pra fechar com chave de ouro: quando o tempo passou e a gente tava indo embora, eu vi o segurança que tinha feito o sinal da cruz no começo do jogo agora tava vendendo ingressos pra próxima temporada escondido no banheiro dos deficientes. Cortina cai, segura minha cerveja, é por isso que eu venho aqui!
Vim rir, fiquei pra vida 🍿