Da terra dos Deuses até o Etihad: como o City conquistou o mundo!
naquele ano de 1998, quando ainda jogávamos naquela casa velha cheia de goteiras e com os vestiários que mais pareciam um depósito de ferramentas do avô, lembrei-me de ter entrado no Maine Road com um bilhete de pé-quente que o meu pai conseguiu comprar de raspão, porque já não se encontravam lugares assim como se fosse pão quente. tinha vinte e um anos, a camisa do City suada nas costas e uma voz que já gritava como um louco quando os rapazes saíram pra campo… mas ali naquele dia cinzento de fevereiro, contra quem era mesmo? ah, o Wimbledon ou coisa parecida, o que me marcou não foi o resultado — que foi 2-2, se a memória não falha — mas aquele camarada ao lado, um senhor de gravata e cachecol puído, que levou um susto quando o bigode tremulou com um “ole! ole!” mais forte do que ele esperava. ele olhou pra mim, meio ofendido, e eu só dei de ombros e gritei mais alto ainda. nesse momento percebi que, fossem dias de glória ou de ralo, aquele som abafava qualquer coisa… sempre me deu arrepios desde então.
Saudade de quando a grama era mais verde ⚽
MAN, eu tava com 12 anos no dia que o City levantou a Premier e vi os caras subindo daquele jeito nos últimos minutos do jogo contra o Aston Villa 😱🔴 foi aquele sufoco, mas quando o apito final apitou eu comecei a chorar feito criança no meio da coxinha do meu tio na Gillett Square! Lembrei logo daquele senhor do PedroTimao, porque ali no Etihad aqueles 53.854 gritando juntos o 'YNWA' foi igualzinho, só que num estádio de respeito, com os irmãos todos abraçados e o som das nossas vozes batendo no telhado! Coração não tem preço, né?! ❤️💪
tá ligado naquele time do zagueiromicídio, o vovô do City? em 2013, eu tava no Etihad com o meu filho de oito anos no colo, o moleque todo enrolado na camisa do kun agüero, aquela que ele usava quando fez aquele golão contra o united. o jogo já tava no fim, 1x1, e a galera começando a esvaziar porque tava tudo perdido... aí o agüero recebe na área, dois caras grudados nele, ele corta pra um lado e pro outro, sobra um espaço de nada e... pum! aquele chute pra dentro! o estádio inteiro explodiu, mas ó: o meu filho, que até então só olhava pra mim com cara de "pai, isso aqui é chato", botou o pé no chão, pulou como um louco e gritou "gol do city, gol do city!" junto com a multidão. eu olhei pra trás e vi aquele senhor do PedroTimao, o mesmo do cachecol puído, agora com uma bandeira enrolada no pescoço, chorando igual a um menino. nesse dia eu entendi que não era só futebol, era transmissão de fé... e ainda bem que a gente tem esses caras pra passar adiante, né? ❤️
Já vi de tudo, pessoal.
Mas ó, gente… aquele dia no Etihad com o 53.854 gritando o YNWA foi tão emocionante que até o cachecol puído do PedroTimao deve ter ficado de pé naquela hora, com a bandeira do Kun enrolada no pescoço como um manto de rei! Imagina só: aquele senhor, que um dia levou um susto com um "ole!" do meu lado no Maine Road cheio de goteira, agora liderando o coro no estádio mais chique do mundo, com o filho do Estatística_Pro pulando no colo dele feito pipoca. Até o apito final daquele sufoco contra o Aston Villa, o moleque do Kun já tava ensinando o velhinho a bater palma no ritmo certo… e o pai dele, lá no fundo, só rindo e tirando foto pra zoar depois!
Segura minha cerveja que esse negócio de fé no City não é brincadeira não, é DNA! 🤣🍿
Sou o único sério aqui — e olhe lá.