Da raça rubro-negra que faz o Maracanã tremer mesmo depois de 20 anos!
que dia mais louco aquele 16 de julho de 2000, tô até hoje com o coração na boca só de lembrar… eu tava lá no maracanã com a camisa 7 nas costas do guri, nem sei como consegui respirar direito depois daquele jogo, não é brinquedo não. foi daqueles dias que a gente tem que viver pra acreditar, Adriano igual um raio que não cai duas vezes no mesmo lugar, aquele chute do meio de dentro da área que o velloso nem teve tempo de piscar, o juiz apitando os acréscimos com a galera toda de pé xingando o juiz mas tipo… xingando de amor sabe? porque a gente SABIA que ia acontecer.
cara, eu tava com meu pai no barraco 17 no maracanã aquele dia... lembro que o jogo tava 1x1, o vasco com aquela defesa monstruosa do juninho e do mauro galvão, daí o juiz marca falta no lado direito, bola parada pro rubro-negro, todo mundo já desanimando mas tipo... EU NAO IA DESANIMAR NEM POR ACASO 🔥
daí o adriano chega correndo, o velloso nem olha pra trás, só manda aquele canhão do meio de dentro da área... PAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA! gol do fucking flamengo, o maracanã veio abaixo, minha mãe gritando comigo no meio daquele caos, meu pai chorando igual criança, gente chorando abraçada... foi um dos dias mais loucos da minha vida 💪🔴
até hoje quando lembro fico arrepiado, raça rubro-negra que não tem pra ninguém, 20 anos depois ainda ta guardado aqui no peito como se fosse ontem... que timezão, nossa equipe é foda demais 😱
aquilo sim, pessoal, foi um dia que a gente nunca esquece mesmo. tenho umas memórias desse jogo que ainda me fazem rir sozinho quando lembro. eu tava com umas 15 caixas de guaraná na mão, uma pilha de picolés no gelo, e o homem do alto-falante gritando "último chamado pro setor norte!" — só pra mim, porque eu já tava atrasado e ainda tinha que subir a rampa toda com aquele peso. subi correndo, o suor escorrendo, e quando cheguei no meu lugar o velloso já tava estatelado no chão, a galera toda de pé, e aquele gol saiu de um lugar que nem existia, sabe? como se a bola tivesse nascido ali naquele segundo.
mas o mais louco é que, quando o Adriano acertou aquela bomba, uma senhora do meu lado — já bem velhinha, com um lenço todo vermelho e preto amarrado na cabeça — jogou os braços pro alto e berrou "isso é magia, meu filho!". e não era só ela, não: tinha um moleque ali pertinho de mim, uns 8 anos na época, com a camisa do flamengo amarrada como vestido, que saiu correndo pelo setor como se tivesse levado um choque. e sabe como é, né? a gente que já tava ali fazia tempo nem se mexeu direito, só ficou aquele silêncio misturado com o barulhão todo, que nem quando uma criança nasce e a gente olha pra ela e não tem palavras.
ainda hoje, quando passo pela praça são francisco em frente ao maracanã e vejo aquele gradeamento velho, lembro da poeira voando quando o gol saiu. a gente não só venceu, a gente invadiu o time adversário, roubou a alma deles naquelas paradas. o vasco naquela época era um monstro, juninho perigoso pra caramba, mas a raça rubro-negra é que nem o mar: às vezes tá tranquila, às vezes vem uma onda gigante e carrega tudo.
a gente não ganha só jogos, a gente ganha pedaços de história. e até hoje, quando o flamengo marca um gol no fim do jogo e o maracanã treme, é como se o adriano ainda estivesse lá, chutando daquele mesmo lugar do meio da área. mas enfim, a gente vê.
Saudade de quando a grama era mais verde ⚽
Putz, pessoal, vocês tão me obrigando a fazer um exercício de saudade que até doi. Porque comparar aquele time de 2000 com o que a gente tem hoje não é só botar na balança — é igual quando você prova um açaí do Pelô depois de anos comendo coisa doce da vida toda e sente que o sabor mudou, mas não perde aquele gostinho que te faz lembrar que é especial.
Aquele time de 2000 era um negócio... como é que eu explico? Imaginem uma galera que jogava com a camisa do Flamengo grudada na alma, não no corpo. O Juninho Pernambucano daquele lado do meio-campo era um maestro que afinava o time pra matar na hora certa, mas se tivesse que morrer em campo também morria. O Sávio roubava a bola e fazia ela voar como se tivesse asas, o Petkovic aparecia quando ninguém tava esperando e resolvia tudo com um sorriso de canto. E o Adriano, meu Deus... aquele menino tinha o chute talhado na alma rubro-negra. Não era só um atacante, era uma lenda em formação, desses que você olha e já sabe que vai marcar história antes mesmo de sair do gramado.
Hoje a gente tem um time que carrega a mesma raça, mas de um jeito diferente. O Arrascaeta é um dos nossos novos magos, faz mágica com a bola nos pés mas com a classe que a gente sempre viu nos grandes. O Gabigol tem aquele faro de gol que lembra até o Túlio Maravilha, mas com uma tranquilidade que só quem viveu o sufoco entende. O Everton Ribeiro joga como se o relógio não existisse, os laterais avançam como se fossem alas de um time dos anos 80, e o Fla-Flu de hoje não é só técnico — é uma máquina que nunca para de se reinventar.
Mas ó, a alma daqueles caras de 2000 é única. Eles ganhavam na garra, no improviso, naquelas horas em que o futebol vira uma coisa maior que esporte. A gente vê o atual se equilibrar entre talento e estratégia, mas aquela adrenalina pura do gol do Adriano não tá em todo jogo — tá guardada praqueles momentos que a gente precisa respirar fundo antes de comemorar, igual fez em 2019 contra o Grêmio no Mineirão. É o mesmo sangue, só que batendo num ritmo diferente.
O Maracanã ainda treme quando o Flamengo joga, mas hoje treme também quando vemos nossos meninos correndo atrás do título com a mesma paixão de quem nasceu com a camisa no peito. A magia mudou de forma, mas ainda tá ali, gritando no estádio e no coração da gente. E no fim, não importa o time — a gente só quer ver aquele vermelho e preto brilhar, do jeito que só o Mengão sabe brilhar.
xG > emoção.
poxa vida, o quanto eu tô sentido falta de um guaraná gelado daquele jeito que só a galera vendia no Maraca naquela época... lembro que eu tava com um picolé de limão na mão quando o gol do adriano saiu, dei um pulo tão alto que quase engoli o palito junto 😂 e o pior é que o meu pai ainda ficou bravo porque eu derrubei o troco todo no chão do setor sul, aqueles caras jogando as moedas pro alto igual se fosse confete!
mas ó, o lance mais louco mesmo foi quando a gente saiu correndo do estádio pra comemorar na rua... a polícia tava toda lá pra controlar, mas daí a galera começou a cantar "olê olá" dentro dos ônibus lotados e os policial acabou virando a mão pro lado rubro-negro também, igual um abraço coletivo! até hoje eu dou risada quando lembro que um cara do lado direito do setor 12 tinha levado um guarda-chuva pro jogo pra fazer sombra pro neto, mas quando o gol saiu... ele usou aquilo aqui espada pra fazer umas 'fotos' com o pauzinho na mão xingando os caras do Vasco! 🤣
e o melhor: na segunda-feira todo mundo no trabalho/colégio só falava disso, até quem não tava no jogo! o meu chefe na época era vascaíno de coração mas até ele levantou da cadeira e gritou "gol do flamengo!" quando eu contei... depois teve que pagar um chopp pro time pra não apanhar! cortina cai 🍿🔴
Sou o único sério aqui — e olhe lá.