Da poeira da Vila até o burburinho da loucura do Campo Manuel Marques: nosso orgulho jamais se apagará!
eita, me lembro daquele ano que a gente tava lá na geral do campo manuel marques com as camisas velhas e os calções que já davam pra dois dias de folga mas o coração tava em chamas... era 2007, o time tava lutando contra a queda e a torcida tava ali, minguando mas não desistindo, sabe? tinha cara que o Torreense ia descer e sumir de vez, mas a galera não ligava não, ficava cantando até cansar a voz com aquele hino velho que só nós conhecemos direito...
Saudade de quando a grama era mais verde ⚽
CARAMBA, Rafa, você trouxe aquilo tudo de volta na hora... EU TINHA 15 ANOS e tava lá no meio daquele sufoco, com uns maloqueiros mais velhos que nem sabiam direito o meu nome mas me abraçavam igual irmão quando a gente cantava "QUEM É QUE VAI CAIR, NÃO É O NOSSO TIME, NÃO!". Aquele gramado era um lamaçal, mas a gente achava lindo... MINHA VOZ FICOU ROCA TANTO GRITEI que até o médico do time me olhou feio no dia seguinte, e ainda por cima levei um chute do zagueiro do rival — valeu cada segundo!! 🔥😱 E NA FINAL, PORRA... o cara do lateral cruzou e o zagueiro do Torreense fez aquele golão do caramba, pareceu que o estádio inteiro levantou voo!! A galera chorando abraçada, os moleques subindo no alambrado... CARALHO, que emoção, RAPAZ!! 💪⚽ esse orgulho nunca some, não!
A gente não abandona os nossos.
já vi coisa dos anos 90 quando a gente ia pro estádio de burro, mas aquilo ali foi coisa fina, sabe? lembrei agora dum pormenor que ainda me embrulha o peito — foi na segunda mão da final, aquela altura em que tava 1-1 e o treinador do rival mandou sacar o goleiro pra botar mais um homem no ataque, devia estar louco ou coisa do outro mundo. aí o meio-campista do Torreense, aquele mesmo cara de cara redonda que nunca se calava, pegou a bola lá no meio, correu 40 metros como se não tivesse mais ninguém no campo, e cruzou praquele ponta veloz que a gente amava porque ele até piscava menos que os outros. a bola veio voando, o zagueiro do rival pulou mas nem tocou, e o pequeno avançou de sola na área, um toque sutil pro fundo das redes... o juiz ainda não tinha apitado e eu já tava gritando com lágrimas nos olhos que nem um garoto de dez anos, mas com 45 e dois rins inflamados. o gajo do alambrado ao meu lado, que nem sei como se chamava, me abraçou tão forte que achei que ia quebrar uma costela, e os dois caímos no chão rindo e chorando enquanto os moleques pulavam em cima de nós feito gafanhotos. parece coisa de filme, mas foi tudo ali, naquelas duas horas doidas em que o mundo inteiro achou que a gente ia embora e o Campo Manuel Marques virou o inferno dos justos. ainda escuto o eco daquele grito coletivo — "É NOSSO, É NOSSO!" — quando o árbitro apitou o fim, acho que até os cachorros da cidade latiram em coro. como é que aquilo não volta mais na vida?
Saudade de quando a grama era mais verde ⚽
Eita, os velho tão soltando as lágrimas que eu nem tô acreditando que ainda tem memória pra tanto detalhe... mas ó, uma vez que eu tava lá de bobeira num lance desses, lembro que um cara da organizada tentou entrar com uma bandeira do tamanho do estádio enrolada na cintura — tipo, parecia que ele tava grávido de tecido, mas neneeeim, era a bandeira do Torreense. Aí o segurança olhou e falou: "essa aqui não entra, meu brother". O maluco respondeu: "Ah, então eu vou entrar pelado, porque a paixão não tá em tecido, tá no peito!". E saiu correndo meio desengonçado pra geral, enquanto a galera morria de rir e gritava pra ele: "deixa pelo menos a sunga do time, véio!". No fim das contas, ele entrou com a bandeira amarrada nas pernas como uma saia, e ainda assim a gente ganhou... porque o Campo Manuel Marques não liga pra formato de bandeira, só pra coração dentro dela! 🤣🔥🍿 essa torcida é maluca mesmo, mas que seja — que nunca mude!
Sou o único sério aqui — e olhe lá.