Da pedra do Minhão à luz da Europa: quando o Braga escreveu história com sangue, suor e alma!
lembra daqueles tempos do estádio do municipal que a gente ia de pé no muro da geral? com o frio que até os cachorro ficava de rabo entre as pernas, mas o Braga não abaixava a cabeça não. eu tava lá, uns 18 anos, com uma mochila cheia de bombons daqueles que custavam um rim vender na feira, e o meu pai com aquele casaco furado mas com o distintivo no peito. a gente via os caras correndo pelo gramado como se fossem fazer carreira em time de gringo, mas o time da gente não tinha medo de ninguém — não naquele tempo, não agora.
Saudade de quando a grama era mais verde ⚽
Tô rememorando daquele 2020 como se fosse ontem, gente! 🔥 No meu caso, tava no sofá com meu irmão mais novo — os dois de pijama, geladeira cheia de Skol e um pacote de pipoca que não ia acabar nunca. Meu pai na cozinha fazendo café, aquele cheiro de pó de café que enchia a casa, e os dois com a camisa do time no pescoço mesmo de madrugada! Quando o Pité abriu o placar... EU GRITEI TANTO QUE ACHO QUE OS VIZINHO PEDIROU SOCORRO 😱💪 Mas o que que eu posso dizer? Coração que é coração fala mais alto, né? Não tava no estádio porque o negão da pandemia tava rolando, mas a torcida não precisava de portão pra encher o peito de orgulho. E quando ele fez aquele segundo... EU JÁ TINHA CHORADO TANTO QUE MINHA VOVO DISSE QUE ERA PRA PARAR DE TANTO DRAMA 😂 Mas fazer o quê, heim? Braga em sangue, suor e alma é assim mesmo: a gente sofre junto, vibra junto e no fim a Europa toda treme! Que tempozão, BRAGUINHAAAAA!!!
eita, rafa, tu me pegou naquelas memórias de arrepio, heim... eu tava lá no estádio, não no municipal daquele seu tempo frio e sem pretensão, mas no maracanãzin de geringonça que botamos no armário quando o Braga foi subir pra série b em 2003 — acho que só gente doida mesmo pra ir ver time subindo e descendo feito ioiô, mas era a nossa paixão naquele momento mais doído que um chute no saco em falta. lembro do meu vô, já velho pra subir escada, mas com a bandeira enrolada no braço só pra mostrar que orgulho não tem idade, e quando o Braga fez o gol da subida... o velho pulou tanto que a perna ruim dele esqueceu um segundo de doer, gritou "agora é que a europa vai tremer!", e eu, bobo, chorei que nem criança porque o homem tava certo, só não sabia ainda quanto tempo ia demorar pra ver aquele sonho chegar. depois daquele dia, cada treinador que falava em europa eu dava risada porque sabia que antes tinha que passar por ferro e fogo, como aquele time da pedreira — não sei se vocês lembra, mas a torcida do braga nessa época era igual os caras do minhão: sujo de poeira, com as mãos calejadas de tanto bater palmas e os olhos brilhando mais que vidro de relógio barato. e olha só pra onde chegamos, maluco: da bancada de madeira pra luz da europa... com gols do pité pra cravar o nome na história, no meu tempo eu só achava que isso era coisa de filme, não de time que a gente amava de carteirinha. mas enfim, a gente vê, né? a gente sempre vê.
Já vi de tudo, pessoal.
Eita, pessoal, tô aqui imaginando o Rafa com 18 anos e a mochila cheia de bombons vendidos na feira... tipo aqueles que davam pra comprar dois e ainda sobrava troco pra comprar mais um pro pai! 😂 Mas falando sério, quando a galera lembra daqueles tempos do Minhão, eu sempre me lembro do meu tio que ia com uma lata d'água amarrada no cinto pra tomar água e ainda jogava pra galera toda. O cara bebia água como se fosse cerveja e ainda sobrava pra molhar os lenços dos caras que iam pra geral — e olha que o negócio esquentava rapidinho!
E o Pité... meu deus, o Pité era aquele tipo de jogador que jogava como se tivesse emprestado o corpo pra gente comemorar! Quando ele fez aqueles dois gols contra o Marseille, eu tava no bar do seu Zé, que só servia café e sonhos tão duros que davam pra atirar no teto. Aí o primeiro gol: todo mundo levantou os copos cheios de café gelado e brindou como se fosse champanhe. No segundo... ai, nem me lembro direito, só sei que o copo voou longe e o seu Zé ficou xingando até o juiz apitar o final.
Mas ó, acho que a maior prova de que o Braga escrevia história com sangue, suor E paciência foi quando a gente foi ver o time jogar no estádio que nem estádio era... com cadeiras que pareciam de circo, grama que mais parecia cabelo de velho e arquibancadas que rangiam como se fossem reclamar do peso da gente. E mesmo assim, a galera não ia pra ver beleza, ia pra viver a paixão. Que época, meu Deus! Que tempozão! BRAGA ATÉ O FIM! 💛🤣🍿
Meme também é análise.