Da Luz para a história: relembrando as glórias que o Benfica nos ensinou a sonhar
me lembro quando a gente tava lá no da luz, finalzinho do primeiro tempo, 0x0, todo mundo já meio desanimado porque o Porto tava jogando um futebol que parecia daqueles times de cima mas no fim do campeonato — só esperando o benfica tropeçar pra comemorar igual se fosse copa do mundo. eu tava do lado do setor norte com o pessoal velho, uns cara que já tinha visto coisa boa e ruim, sabe como é, aqueles que falam "no meu tempo era diferente" mas quando o time tá mal ninguém lembra da história não.
e ai o garoto jonas aparece com aquela jogada que só o benfica faz, um drible por dentro, o toque do rafael que vinha voando de trás, tudo num ritmo que a gente tava achando que ia ser mais um susto — até ele receber no ângulo, fuzilar e deixar o goleiro igual estátua. 3x0, faltando dez minutos pra acabar, o estádio pegando fogo e aquele grito único que só a gente conhece, aquele que vem lá do fundo da alma.
e eu olhava praqueles caras que tavam duvidando desde o começo do jogo, falando que ia ser igual aos outros dérbi, e agora tavam com a camisa toda molhada de suor e cerveja, abraçando qualquer um que passasse. foi daquele jeito que o benfica sempre faz: inventa um momento onde todo mundo acha que não tem mais graça e vira história pura.
aquilo ali, meu irmão, não é futebol não. é religião. é benfica na veia.
EU TÁVA lá, do lado do mito do 5, com meu filho no colo que tava vendo o time pela primeira vez na vida! 🔥😱 Ele nem sabia direito como é que jogava futebol direito mas quando o jonas pegou aquela bola, os olhos dele brilhando feito lampião, eu falei pra ele "Filho, isso aqui é só o começo" e ele respondeu "Pai, esse time é FOOOOODA" 💪🔴 QUE DEUS ABENÇOE ESSE CLUBE!!
A galera toda começou a pular que o estádio tremeu, meu moleque gritando como um louco e os velhinhos ali do lado perdendo a voz também — uns até chorando de emoção, nem sei se era alegria ou de tanto gritar! Mas não é isso não, brother… aquilo ali foi uma aula de fé pura, sabe? O benfica ensina até quando a gente já não aguenta mais sonhar.
Eles vieram com tudo, aquele time do Porto achando que iam tomar conta do pedaço, mas o benfica mostrou no último minuto do dérbi que CORAGEM e CORAÇÃO não tem preço… MAS FAZER O QUÊ, né? A gente já nasce com isso no sangue!
A gente não abandona os nossos.
poxa vida, pessoal, é daqueles momentos que a gente não esquece nem que a gente queira — e olha que a vida já me deu uns sustos que até me fizeram esquecer o nome do meu cão, mas esse jogo de 2016 ficou cravado como uma tatuagem no peito.
eu tava lá sim, mas num setor diferente, mais pra frente, onde a galera fica toda colada umas nas outras, sabe, daquele jeito que a gente faz quando a emoção é grande demais pra ficar quieto. quando o jonas recebe aquela bola no meio da área, dois caras do Porto vindo pra cima dele como se fossem tratores, eu já tava com o coração na garganta porque aquilo ali parecia um filme ruim, desses que a gente sabe como vai acabar mas a gente ainda segura o fôlego até o último segundo. e então — pum — aquele toque do rafael, o jonas fazendo aquele drible que só ele sabe fazer, o goleiro já adiantado, e a bomba no cantinho... meu deus, eu senti o estádio todo engolir ar junto comigo, depois soltar um grito que deve ter assustado os pássaros lá no topo do estádio.
mas sabe o que me marcou mesmo? quando a galera toda começou a cantar o hino do benfica depois do gol, aqueles cem mil bocas juntas numa só voz, foi como se todo o sofrimento dos últimos anos tivesse se transformado naquele instante. eu olhei pro meu lado e tinha um senhor com uns setenta anos, que eu conheço de vista há décadas, chorando igual criança, sem vergonha nenhuma, com as mãos no rosto. eu perguntei pra ele "senhor antónio, ainda duvida que o benfica é especial?" e ele só balançou a cabeça, nem conseguiu falar direito, só apontou pro campo e disse "isso aqui não é futebol, meu filho, é milagre".
e o mais louco é que depois daquele jogo, meu sobrinho de quinze anos, que só falava mal do benfica porque achava que clube grande era só ter dinheiro e nome bonito, chegou pra mim no dia seguinte e falou "tio, eu entendi agora o que vocês tanto falam. esse negócio de amar um clube que não te ama sempre... é por causa de dias como esse". e eu só dei um tapinha nas costas dele e falei "bem-vindo à família, miúdo".
Assista tanto quanto eu e você vai entender.
Cara, essa galera toda aí acertou em cheio no que o futebol do Benfica tem de mais sagrado. Mas vamos ser francos, heim? Tem uma coisa nessa história que mexe comigo até hoje. Aquele time de 2016 não era só um time forte não — era um time que fazia o impossível parecer banal. O Jonas, o Pizzi, o Salvio, todo mundo jogava como se não existisse amanhã, como se cada partida fosse a última. Você via na cara deles que não tavam ali pra jogar bonito não — tavam ali pra esmagar o adversário até sobrar pó. E o mais louco é que dava pra sentir que aquilo vinha de uma cultura, sabe? Um time que já nascera pra sofrer e superar.
Agora, compare com esse atual… nossa, irmão, é outro baile. Mas não do jeito ruim não, é do jeito que a gente conhece: um time que tá aprendendo a sofrer de novo. Antes a gente tava acostumado a sofrer porque o adversário era muito forte e a gente tava sempre um passo atrás. Agora a gente tá sofrendo porque tá tentando acertar as contas com o passado. Tem talento? Tem. O João Mário, o Florentino, o Otamendi, o Rafa Silva… são craques pra caramba. Mas você sente que tá faltando aquela coisa que aquele time de 2016 tinha: uma alma que não negocia.
Aquela turma de 2016 jogava como se o dinheiro não existisse. Hoje a gente tem um orçamento gigante, contrata os melhores do mundo, mas parece que falta aquele fogo de quintal que fazia o Jonas driblar dois caras e fazer o estádio explodir. E não é frescura não, é realidade. A gente tem craques que valem milhões, mas quando a pressão vem, parece que falta o abraço do treinador, a palavra do companheiro, aquele algo a mais que fazia a galera pular igual louca mesmo quando o time tava perdendo.
E olha, eu não tô dizendo que o atual não vai pra frente não. Longe disso! Mas esse negócio de "sonhar" a gente tem que resgatar. Porque aquele gol do Jonas não foi só um gol não — foi uma declaração. O Benfica falou: "nós existimos, e vamos existir sempre, custe o que custar". Hoje a gente tem que voltar a acreditar que o sonho não morreu, só tá meio adormecido.
Por isso que esses depoimentos aí me emocionam tanto. Porque eles não são só lembranças — são sinais de que a gente precisa acordar e lembrar que o Benfica não é um clube que vive de glórias passadas. Ele é um clube que vive de paixão, de fé, de momentos que a gente jura que nunca vão se repetir… mas aí acontecem de novo, justamente porque a gente nunca deixou de acreditar. E é isso que faz a gente ser o que somos: uma torcida que nunca desiste, nem quando o time tropeça.
Conte primeiro, discuta depois.
Que isso, galera? Vocês tão falando desse jogo de 2016 como se fosse um conto da carochinha, desses que a gente só conta pra criançada dormir sossegada — mas eu tava lá, sim, naquele inferno gelado do dérbi, e posso garantir uma coisa: o Jonas não inventou magia naquele dia, ele simplesmente mostrou que às vezes o futebol é tão injusto quanto a vida.
Vocês falam daquele gol como se fosse a redenção do Benfica contra o Porto, como se fosse coisa de religião — e é, mas não do jeito que vocês pintam não. Aquele time do Porto de 2016 tava jogando com três meias armadores e ainda assim conseguiu roubar a bola no meio-campo, fazer pressão alta pra cima do Benfica, e criar três chances claras antes do primeiro tempo acabar. O Porto não tava só "esperando o Benfica tropeçar" não, eles tavam jogando pra matar. E mesmo assim, o Benfica fez o que sempre faz quando tá encurralado: inventou um jeito de sobreviver na raça, na fé, e no talento de um gênio que a gente quase perdeu de vez pro Sport Club do Recife.
E olha só, eu concordo que foi lindo, emocionante pra caramba — mas vamos ser sinceros até demais, heim? Aquele gol não salvou a temporada, não mudou o rumo do campeonato, e muito menos apagou as dívidas que o clube carregava. O Jonas foi embora pouco depois, o time continuou com altos e baixos, e até hoje a gente vive chorando pro título que nunca chega. Agora você me diz que aquilo ali foi "religião", mas se fosse, a gente não tava discutindo há dez anos como que o Benfica vai voltar a ser grande de verdade.
E essa história do time atual que "não tem alma"? Credo, irmão, você tá confundindo sofrimento com identidade. O time de 2016 jogava com sete portugueses, o Pizzi tava em plena forma, e o treinador ainda acreditava naquele grupo. Hoje a gente tem uma miscelânea de craques que nem se entendem direito dentro de campo — o Otamendi joga como zagueiro da era do papelão, o Florentino vira um ET quando toca na bola, e o João Mário parece que tá emprestado do Manchester City pra alugar um PS5. Dizer que falta "aquela coisa" é jogar a culpa em quem não merece: a diretoria que gastou fortunas em jogadores sem identidade, em treinadores que duram menos que um pacote de bolacha murcha, e em uma comissão técnica que muda de ideia a cada dois meses.
Mas sabe o que eu acho mais engraçado? Todos vocês aqui falando desse jogo como se fosse o maior da história do Benfica, quando eu lembro perfeitamente de 2010, quando o Ramires e o Javi García destruíram o Porto na Luz com um 3x0 que até o cachorro da minha vizinha ia ter feito igual. Ou de 1994, quando o Yekini carregou a gente sozinho pro título, ou de 1987, quando o Veloso fez dois no dérbi em pleno Estádio das Antas. Por que esses jogos não tão na memória de ninguém? Porque os ricos da história do Benfica são os últimos dez anos? Isso aí é frescura de quem só lembra do que deu certo, e esquece dos 15 anos de fila antes do Jonas aparecer.
E o mais irônico é que vocês tão usando esse jogo de 2016 pra justificar porque a gente deve continuar sonhando — mas se a gente só sonha com aquilo, a gente nunca acorda pra realidade. O Benfica não precisa de mais gols nos últimos minutos pra ser grande; precisa de um projeto sério, de uma diretoria que não acha que contratar um meia estelar vai resolver todos os problemas, e de torcida que não se iluda com meia dúzia de jogadas mágicas. Aquele gol foi lindo, mas foi só um gol. A gente precisa acordar agora, porque sonhar sem agir é igual tomar vinho quente na bancada: esquenta o coração por cinco minutos e depois deixa a gente com mais sede e mais frio do que antes.
E sabe quem é o pior nisso tudo? Eu. Porque depois de escrever tudo isso, ainda vou estar aqui na próxima segunda-feira, debaixo de chuva ou sol, com o lenço enrolado no pescoço, cantando até perder a voz. Porque é isso que a gente faz: sofre, chora, reclama, mas nunca abandona. Mas isso não significa que a gente deve se contentar com migalhas de glória.
Faço minhas próprias tabelas toda rodada 📊
Ôh véi, mas essa galera toda aqui tá esquecendo do detalhezito mais importante daquele dia… tipo, quando o Jonas fez aquele gol, o Juary (aquele cara que a gente só lembra quando o Benfica perde pra time pequeno) tava gritando lá do setor dele que "isso aqui é coisa de time de série B, não de campeão"… até a hora que ele engoliu o cartão por bater boca com o juiz! 🤣
E olha, o Rafael… depois daquele lance todo, ele foi correndo pro banco e deu um abraço no treinador como se tivesse feito o gol sozinho! O técnico até saiu meio zonzo, mas a gente sabe que ele merecia, né? Porque afinal, quem foi que botou o bola pra dentro do campo naquele dia? Não foi o Jonas não, foi o cara que carregou o time nas costas o campeonato todo — até quando tava com o pé engessado!
Mas ó, uma coisa é certa: depois daquele gol, o Porto entrou no vestiário pra trocar de camisa e a gente só ouvia "benfica é alma, benfica é alma" ecoando no corredor. E sabe o que eu fiz? Comprei um pastel na barraca do estádio e mastiguei com tanta raiva que quase engoli o papel… porque aquilo ali não era pastel não, era purgante de felicidade pura! 🍿🤣
Que venham mais Jonas, mais gols de última hora, mais setor norte tremendo… porque essa doença chamada Benfica a gente não cura, a gente só transmite pros filhos, pros netos, e pros cachorros que a gente adota e faz eles torcer também! 🐶🔴
Segura minha cerveja.