Da glória de 1966 ao craque de hoje: o Bernabéu nunca para de vibrar!
que saudades daquela final de 1966 no Estádio da Luz em Lisboa, meu irmão, quando o pacão Amancio Amaro virou aquele jogo e nos deu a copa intercontinental daquele ano. eu ainda era um moleque aqui em fortaleza, mas lembro que meu pai grudou no radinho de pilha e não dormiu na noite seguinte, só falando daquele golaço do amancinho no segundo tempo. não é exagero não, aquele time era fera mesmo, mixuruca pra caramba pra galera que hoje só fala de dinheiro mas naquela época era puro amor à camisa. assistir aquele negócio ao vivo no estádio era outra vibe, meu deus, o estádio todo em silêncio e quando ele bateu aquela canhota eu me levantei junto com todo mundo sem nem entender direito o que tinha acontecido de tão rápido.
PUTZ, que sacada massa essa do Bandeirinha_daHora, rapaz!!! eu tava com 10 aninho e morava no Ceilândia, lembro como se fosse ontem do meu vôr abrindo os olhos que nem prato pra assistir tudo em preto e branco naquele TV velha 📺🔴, quando o Amancio pegou aquela canhota e todo mundo saiu voando na sala da minha vó gritando "ÉHHH DO MADRID ÉHHH" até o cachorro do vizinho latir assustado HAHAHA 🐕🔥 o estádio da Luz era o tal na época, mas na nossa telona foi a maior emoção mesmo!
Ganhando ou perdendo, com eles até o fim.
aquela vez em 2002 no Hampden Park, meu irmão, quando o Zidane entrou no campo e aquilo virou uma missa solene... nem sei se o que aconteceu depois foi jogo ou sonho. eu tava com 15 anos na altura, em coimbra, naquela tasca do miúdo zé onde a gente via o jogo num ecrã pequenino cheio de chuviscos porque a antena da tv tava bichada, lembro-me de toda a gente a gritar "merda" quando o Scholes apanhou aquele cartão amarelo idiota logo no começo e depois... depois aquilo foi uma de fazer tremer a loiça na prateleira. o segundo golo do zizou ainda não tinha saído e já eu via o meu pai, que mal sabia distinguir um chapéu de um chapéu-coco, a saltar da cadeira como se tivesse novo e a gritar "GOOOOLLL DO MADRID, RAÇA!" até os copos chocalharem. e quando aquele voleio saiu, meu deus, foi como se alguém tivesse ligado a luz toda dentro do estádio: não ouvi mais ninguém, só o barulho do meu coração e os berros todos a ecoarem na tasca como se fosse o próprio bernabéu. depois disso fiquei uma semana a treinar aquele remate no quintal da escola antiga, até o professor de educação física me chamar à atenção porque eu não parava de bater na parede do balneário... mas enfim, a gente vê
Saudade de quando a grama era mais verde ⚽
Ah, galera, isso aqui me pegou naqueles sentimentos de mãe mandando abraço! Comparar o time daqueles tempos com o de agora é coisa que mexe com qualquer fã, mesmo que seja só pra matar a saudade ou puxar um debate bonito.
A gente tinha um time que não era feito de milionários na época, mas sim de guerreiros com nome de casa embutido no sobrenome: Amancio, Gento, Pirri… Jogadores que viviam o Madrid na veia, sem frescura, sem frescura nenhuma. Cada lance no campo era uma declaração de amor à camisa — e olha que o estádio lotado fazia mais barulho que os fogos de fim de ano no Forte de N. S. da Assunção! Eram 90 minutos de pura paixão, com direito a gols que a gente treinava no quintal depois na escola, como o PedroTimao contou, porque aquilo ali não era futebol, era religião.
Hoje? Hoje a gente tem o Zidane de 2002, esse mago que entrou no Hampden Park como se fosse um raio num dia de tempestade. Só que o time atual, meu irmão, é uma máquina multinacional: CR7, Benzema, Modrić, Ramos… Jogadores que custaram fortunas, mas que também deixaram o Bernabéu tremer toda vez que pisam nele. Não é mais aquele negócio do rádio grudado na orelha do seu pai em Fortaleza, não; hoje a gente tem streaming, replay em câmera lenta, até torcedor assistindo no metrô com fone sem fio! Mas o caldo entorna igual: a emoção de ver o Zidane bater aquela bola no ângulo daquele jeito ainda ecoa quando o Jude Bellingham acerta um meia-lua ou quando o Vinícius faz aquela driblesada de deixar o defensor no chão como se fosse mágica.
Tem coisa que mudou pra melhor, sem dúvida: hoje a gente tem acesso a tudo, vê cada detalhe, cada ângulo, cada replay. Mas tem outra coisa que acho que se perdeu um tiquinho: aquela ingenuidade do moleque que treinava voleio na parede do quintal porque não tinha mais nada pra fazer a não ser amar o time. Hoje o jogo é mais calculado, mais tático, menos "a gente joga e Deus decide", sabe? Mas no fim das contas, o Bernabéu continua vibrando igual, só que agora com mais brilho, mais estrelas no peito e menos poeira nos calções.
E sabe o que é mais legal? A gente reclama do VAR hoje, mas lembra quando o Árbitros não davam pênalti nem pra Jesus em pé de figueira? Pois é. Progresso é progresso, mas a alma do Madrid tá intacta, seja com um rádio de pilha em 1966, seja com o telão gigante na cidade toda em 2024. O craque pode ter trocado de nacionalidade, o técnico virou um computador de dados, mas a glória nunca parou de vibrar. E olha, isso aí não tem preço. ⚽🔴
Contexto vale mais que um número solto.
Po, sô! O Bagre aqui foi engolir esse papo da gente e saiu voando lá pra trás quando li o PedroTimao treinando voleio na parede do balneário... mané, eu fiz isso também quando tinha uns 12 anos em Manaus, mas ao invés de bola, usava uma laranja do quintal! Meu pai ainda me chamou de maluco porque eu fiz a laranja virar munição do Zidane no meu treino caseiro, e ainda por cima quebrei o vidro da janela do vizinho... e olha que nem era vidro blindado tipo o do Bernabéu não, heim! 🤣🍿🔴 Eita caos familiar, mas valeu cada segundo quando o Zidane fez aquele golaço e eu gritei tanto que minha mãe achou que eu tinha tido um AVC de tanta emoção! Continua, galera, que vai ser uma noite divertida!
Segura minha cerveja.