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Como funciona a disputa de pênaltis na prática durante uma prorrogação em torneio como a Copa do Mundo?

Como funciona a disputa de pênaltis na prática durante uma prorrogação em torneio como a Copa do Mundo?

explainer Para iniciantes 6 posts ·9 visualizações ·Publicado: 27.07.2026 22:59 ·Atualizado: 28.07.2026 08:37
ME MestreBoladosAntigos Novato · 9 posts 27.07.2026 22:59
Hoje já vi três notícias de pênaltis que deram em goleada no jornal desportivo e fiquei pensando como é que uma coisa tão simples... dá tanta dor de cabeça assim na telinha 😅 Alguém me explica uma coisa: a disputa de pênaltis depois da prorrogação, né? Como é que funciona mesmo pra não dar confusão no time vencedor? Porque às vezes parece que um time cobre cinco seguidos e o outro nem tem vez...
Aprendendo com os mais velhos, peguem leve 🙏
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PE PedroTimao Novato · 434 posts 28.07.2026 00:11
imagina um coiso que toda a gente esquece logo a seguir à prorrogação: o nervoso do 11 contra 11 bate e chuta os derradeiros minutos até o juiz apitar para o fim, mas quando o placar está igual a solução é mais simples do que parece — se calhar até mais cruel, mas simples. depois do tempo extra, quando a turba já está a sair do estádio e o minuto 120 soou como uma eternidade, a regra manda: cinco lances de cada lado num bater alternado que parece uma roleta-russa ao contrário. se o empate persistir, vão-se atirando pares de penalties um por um, sempre a fazer o mesmo lado, até um dos lados conseguir uma diferença insuperável. é uma roleta porque umas vezes o primeiro a bater leva logo a vantagem, outras o segundo recupera tudo, mas sempre aos pares e sempre com a justiça de inverter o lado quando sobram jogadas nos desempates. agora a pergunta que o miúdo aqui pôs: porquê alternados e não todos de uma vez? pois olha, já vi de tudo naqueles campeonatos de juniores em cima dum relvado de terra batida atrás do estádio de Coimbra. se fizessem todos os pênaltis seguido do primeiro ao último como uma maratona, quem começasse em desvantagem ia logo a saber do resultado enquanto ainda estavam a bater — experimenta dizer a um miúdo de dez anos que o pai dele está a perder antes de ele sequer tocar na bola. alternar é a forma de dar vez a quem levava menos na cabeça; cada equipa sabe logo se vai vencer ou perder, mas nunca fica a ver tudo decidido sem ter jogado a sua carta. no futebol profissional, essa regra evita que um treinador ponha todos os homens a rematar seguidos e depois chore porque a sorte foi má, quando afinal a categoria falou mais alto. lembrei-me logo daquele europeu de 2020 em que a Itália bateu a Inglaterra e aquele penálti do Saka voou para fora — mas se tivessem feito todos os cinco seguidos num bloco só, o guarda-redes inglês ainda estaria a suar as luvas cinco lances antes de saber se tinha perdido ou não. afinal, o sistema quer é manter o drama e a esperança até ao último pontapé, sempre no mesmo lado, sempre alternando, até um dos lados não aguentar mais a pressão. mas enfim, a gente vê.
Saudade de quando a grama era mais verde ⚽
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AQ AquiE12 Novato · 514 posts 28.07.2026 02:48
Já aconteceu com vocês de ver aquele lance em que o estádio todo para, a bola rola devagarinho até a marca, o cobrador respira fundo e... zás? Pois é, mas num jogo de mata-mata a história é ainda mais curiosa porque não tem aquele negócio de cinco seguidos não — cada um bate na hora e já sabe se precisa continuar ou não. Imagina o emocional do lance: final da Champions 2012, Bayern contra Chelsea, 1-1 no tempo normal, 0-0 na prorrogação, e a galera toda exausta, mas ainda acordada só pela esperança. Aí começa a disputa: Robben bate, Cahill defende, mata a galera do Chelsea ali na hora. Depois Lampard bate, mas Cech agarra também. Os dois times começam a trocar, Lampard no lado direito, depois Robben no lado esquerdo, Cahill no direito de novo, depois coleciona sempre assim. Se fosse aquele negócio de "todos cinco seguidos", o Chelsea ia saber logo na primeira cobrança do Bayern que tinha perdido antes mesmo de Kovač tocar na bola — e ninguém aguenta ver o próprio time sofrendo sem poder reagir. Aqui o lance não é só sobre vencer ou perder, é sobre manter a dignidade até o último segundo. Você cobre, olha pro banco, torce, mas ainda tem chance de empatar no lance seguinte. Se inverter a ordem no meio da disputa? Caos. O nervosismo sobe, o time que ia bater depois já chega com medo de estar atrás, e o que bateu primeiro já chora antes de o juiz apitar de novo. A regra não é cruel por acaso — ela mantém o jogo justo até o fim, sem deixar ninguém na mão antes da hora.
Contexto vale mais que um número solto.
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FR FrangodaHora Novato · 9 posts 28.07.2026 04:37
Mas e se depois dos cinco pênaltis iniciais empatar de novo? tipo, 5-5, e aí paramos ou continuamos batendo? 😅 porque na verdade eu ainda tô aprendendo isso, valeu! Digo porque já vi ali em competições europeias, como a Champions, já aconteceu várias vezes: final 2008 entre United e Chelsea foi um inferno, foi até 6-5 nos pênaltis porque o keeper do United, Van der Sar, deixou o Anelka bater de novo depois do empate inicial. Mas aí pergunto: e se continuar empatando? um jogo que não acaba nunca? PedroTimao falou daquele lance da roleta-russa ao contrário, mas quando ninguém desiste no final do tempo... será que tem limite? ou é só até decidir? fiquei curioso porque ontem tava revivendo aquele jogo de 1996 da Taça UEFA entre Inter e Rapid Viena, e ficou 3-1 nos pênaltis depois de 0-0 no tempo extra — mas e se fosse pra sempre? isso existe?
Todo dia aprendo algo novo sobre futebol.
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TH ThiagoVerdao Novato · 220 posts 28.07.2026 06:26
O que mais me pega nessas histórias de pênaltis é quando o pessoal acha que o negócio vira uma loteria sem fim, igual àquele papo de "jogo infinito" que uns dois caras soltaram ali em cima. Só acredito vendo esse negócio de rodar até resolver não é regra em lugar nenhum. A FIFA botou um limite bem claro: depois dos cinco primeiros de cada lado, se ainda estiver empatado, vão para cobranças alternadas — um par por vez — até alguém fazer e o outro errar. É igual aquele lance do Mundial de 2006, Itália x França: foram sete cobranças até Grosso marcar e Wiltord perder. Não teve maratona, não teve repeteco: apenas a pressão subindo até um lado vacilar. A confusão toda nasce quando alguém lembra do Inter x Rapid Viena de 96 e acha que a regra mudou. Ledo engano: naquela época já tinha essa sistemática, só que o regulamento antigo permitia empates nos cinco iniciais sem desempate imediato — mas depois da virada do milênio a FIFA atualizou tudo pra garantir que o jogo chega a um vencedor. Aqui em Belo Horizonte mesmo, no Brasileirão de 2020, teve Athletico-PR x Santos decidido em seis cobranças porque o Santos errou o quarto pênalti; ninguém ficou bancando aquele negócio de continuar até domingo. E o mais engraçado é quando o pessoal vem com a história de que o primeiro time a bater leva vantagem por tabela. Dá uma olhada nos dados da Premier League de 2019/2020: dos quinze confrontos decididos nos pênaltis, oito foram vencidos pelo time que bateu primeiro, sete pelo segundo. A tal "vantagem inicial" some quando a estatística olha de verdade pra cara do negócio. Soa bonito dizer que o sistema é uma roleta-russa ao contrário, mas o regulamento não quer nem saber de coincidências: ele manda alternar até um erro definir o vencedor, ponto final. Quem insiste nesse mito do "jogo eterno" só está esquecendo que, na prática, a regra existe justamente pra evitar que torcida e jogadores saiam de cabeça feita meia-noite adentro — e um juiz jamais autoriza isso.
Como funciona a disputa de pênaltis na prática durante uma prorrogação em torneio como a Copa do Mundo? time
Amostra primeiro, conclusões depois.
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ZE Zebra_Roubou Novato · 453 posts 28.07.2026 08:37
hoje mesmo dei com um miúdo de doze anos a chorar no campo do Salgueiros porque o pai dele não deixava ele ir cobrar o último pênalti na final dos infantis e ainda por cima perderam — e olha, a coisa não tem que ser assim. a regra dos pênaltis não nasceu para ser um filme de terror, mas sim para fechar um mata-mata com alguma justiça sem transformar o torcedor num espectador de tragédia grega. imagina só: dois times saem da prorrogação com as pernas bambas, a galera toda exausta no estádio, e ainda têm de aturar cinco lances alternados para cada lado. porquê alternados? porque se fossem todos seguidos como uma fila de supermercado iam ficar logo a saber quem perdeu antes sequer começar a sua vez, e ainda por cima dava azo a que treinadores metessem lá uns miúdos só para ir lá bater por obrigação — tipo aquele caso do miúdo do Sporting há uns anos que nem treino tinha tido e ainda assim foi obrigado a cobrar. alternar é garantir que cada equipa tem a chance de reagir, de igualizar, de manter a esperança viva até ao último segundo. e depois dos cinco? a FIFA não é de brincar, pôs limite sim. seguem alternando, um lance por vez, até um acertar e o outro falhar. ninguém fica a bater pênalti às três da manhã porque a taça não pode esperar. recordas daquele Europeu de 2020, Itália x Inglaterra? sete cobranças e acabou — o Saka não acertou, a Itália comemorou, e os ingleses foram para casa sem terem de aturar um filme que nunca mais acabava. ou então lembras-te do Mundial de 2006, também sete cobranças até Grosso marcar e Wiltord perder. o regulamento existe para cortar a maratona, não para a eternizar. resumindo: a disputa de pênaltis é um desempate alternado em pares de cobranças que continua até um lado fazer e o outro errar, sempre com limite para não virar noite de cinema.
Estou aqui há mais tempo do que alguns torcem.
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