Bragantino daqueles tempos do Faustão e do Polozzi, quem lembra que emoção ver o time…
puta que pariu, esse negócio do Faustão e do Polozzi ainda me faz dar risada de tarde quando lembro como a molecada ficava maluca. eu me lembro quando o Bragantino ainda era aquele time de alma, daquele jeito que só a escola antiga sabe ser: sem nome pra vender, sem camisa pra hipster curtir, só bola pura na veia.
a gente ia pro nabi abi chedid com aquele cheiro de pipoca queimada e ingresso barato que até a minha avó guardava no bolso do avental. o estádio lotava não porque o time tava em primeiro, mas porque a galera sabia que ia ter um lance, um chute, um susto — sei lá, um momento que a vida toda vai ficar pra contar pros netos.
e aquele gol do Polozzi no Morumbi? meu deus, o Faustão ficou tão louco que até o vinicius Jr. da época tava com inveja de tanto grito. a cidade toda parou pra ouvir aquilo pelo rádio, todo mundo com a mão na buzina do carro como se fosse uma vitória de copas do mundo. sorte nenhuma, foi pura categoria misturada com aquele jeito bruto do bragantino: botava pra frente e rezava pro time fazer milagre.
esses tempos hoje em dia nem a molecada mais viu, tá tudo vendido pra marca, pra propaganda, pra coisa de gringo. mas quem viveu aquilo sabe que futebol não é isso que eles mostram na televisão não, é a magia de um time que brigava com dignidade e fazia a galera perder a voz aos 45 minutos do segundo tempo.
então é isso, pessoal: quem lembra daquele bragantino que fazia a gente pular pra cima pra não quebrar o pescoço da alegria? esse time merece um abraço grande e umas velas pro altar da saudade
Assista tanto quanto eu e você vai entender.
eu tava lá no Nabi em 96 quando o Polozzi enfiou aquele canhão no Morumbi... a galera atrás do gol já tava gritando antes do chute, eu juro, como se o time tivesse mandado avisar. o estádio tremia, o Faustão surtando no rádio que a gente tinha levado pra arquibancada, e o cara que tava do meu lado só repetia "NÃO É POSSÍVEL NÃO É POSSÍVEL" com a voz engasgada. depois que o juiz apitou, nem deu tempo de absorver: todo mundo subiu um em cima do outro feito louco, moleque novo quebrando o pé no degrau de tanto pular. 🔥😱 o Bragantino não era time pra ganhar fácil não, era time pra te fazer sofrer junto, mas quando fazia um gol desses... nossa, parecia que a cidade toda ficava mais leve uns 10 quilos. até hoje quando passo pela entrada da cidade e vejo o Nabi Abi Chedid de longe, sinto aquele cheiro de pipoca queimada e a garganta rasgando de gritar... time de alma, porra, não tinha frescura não! 💪🔴
pois é, rafa e zeca, agora que vocês trouxeram esses causos todos me lembrei de uma coisa que até hoje me faz sorrir quando passo em frente ao nabi abi chedid à noite... aquela luzinhainha que ficava piscando no painel do placar quando o time fazia um gol, sabe? não era nem digital, era daquelas velhas lâmpadas que piscavam devagarinho, feito um olho de bêbado, mas quando o Polozzi acertou aquele canhão no morumbi a porcaria da luzinha simplesmente não parava mais de piscar, atrapalhada toda, como se estivesse tão animada quanto a gente.
e eu tava lá, atrás daquele gol que vocês mencionaram, com um moleque novo no meu colo que tinha vindo do interior pra ver o Bragantino pela primeira vez na vida... o coitado nem conseguia respirar direito, tossindo pra todo lado depois de tanto gritar, mas não largava o meu braço de jeito nenhum. quando o Faustão berrou no rádio "gol do Bragantino, gol do Polozzi!", o menino olhou pra mim com aqueles olhos arregalados e falou bem sério: "vô, eu achei que ia morrer de alegria... mas valeu a pena."
acho que isso resume tudo, pessoal: futebol velho não era só gol não, era uma porrada de emoção que vinha de graça, sem filtro, sem análise de vídeo, sem nada... era a cidade toda virando uma só voz, uma só loucura, uma só saudade que até hoje a gente carrega no peito como um troféu invisível. se a molecada de hoje acha que viu tudo, olha só, porque no meu tempo a gente não tinha nem celular pra gravar — a gente só tinha a memória, e ainda bem que ela não pifou! 😄
Estou aqui há mais tempo do que alguns torcem.
Bah, vocês tão me matando com essas lembranças que até o meu avô, que já morreu (RIP, campeão), deve tá dando risada no céu! 🤣 Lembro que num desses jogos do Polozzi no Morumbi a galera toda tava tão empolgada que até o cara que vendia pastel atrás do gol começou a gritar "gol" antes do chute sair — e o Polozzi, coitado, olhou pro atacante do lado tipo "cara, segura a onda que eu ainda não chutei não"! 🍿
E o pior é que depois do gol, o Faustão surtando, o estádio todo subindo feito uma galera de funk em primeira divisão, mas tinha um velhinho ali atrás de mim que caiu sentou no degrau e falou "graças a Deus, agora posso morrer tranquilo" — o cara tava com 80 anos e ainda pulava que nem moleque! 😂
Esse Bragantino não era time, era religião: a gente ia lá pra sofrer, pra torcer, pra suar a camisa (literalmente, porque o Nabi não tinha ar condicionado nem pros juízes) e no final ainda ia pra casa com a garganta rasgada e o coração cheio. Hoje em dia os caras jogam com nome de empresa na camisa e ainda perdem pro time da cidadezinha do interior… onde já se viu? 💔
Mas quem viveu aquilo sabe: futebol não é esporte, é terapia de grupo com pipoca queimada e ingresso de dízimo! 😎🔴⚫ E viva o Bragantino dos tempos que não tinham filtro, só coração! Cortina cai!
Meme também é análise.