Braga 2019/2020: A magia da Europa League que ainda arde na alma dos Guerreiros Minhotos!
já vi tanta coisa boa do braga que até esqueço como foi que esse time não virou europeu de vez naquela época... mas lembro como se fosse ontem aquele jogaço lá na italia contra o napoli, dois a zero pro braga no primeiro tempo, o estádio lotado só vendo a gente jogar e as caras dos caras mudando do cinza pro branco. era novembro, fazia um frio de rachar e mesmo assim a galera em cima dos alçapões cantando igual louca, com aquele cheiro de castanha que vendiam na rua e o chimarrão passando de mão em mão. quando o cruzamento veio, a cabeça do galeno foi pra frente e eu fechei os olhos porque já sabia — só senti o barulhão da arquibancada inteira levantar junto, o gol do galeno foi tão lindo que até os caras do napoli aplaudiram de pé. e não é exagero não, olha só pra foto: todo mundo de pé, os caras no banco do brim nos abraçando, até o treinador meio desequilibrado porque tava correndo junto com a comemoração. aquilo ali foi magia pura, o braga mostrando pra europa que não é time que só aparece nas quartas quando já tá tudo ganho, não — a gente chegou mostrando nossa cara, sem medo, e ainda assustou o monstro. mas enfim, a gente vê
caralho, Bandeirinha_daHora, tu me lembrou de quando tava em Braga, perto do estádio, tava frio pra cacete mesmo, novembro daquele jeito que o vento corta até os ossos né? aí eu e mais uns malucos da galera toda enrolados no agasalho da braçada — o do Bruno já tava todo esburacado, mas a gente não tava nem aí — comprando castanha quente na barraquinha ali pertinho do dom-afonsão, cheirando à gloria futura né? não sei como o pessoal ainda fazia aquele chiado do chimarrão naquele frio, mas vamos, se tem time que tem química além do campo é esse! aí começou a cantar, a galera toda em cima, a polícia já tava acostumada com nossos berros, mas aquilo ali... que loucura, dois a zero ainda no primeiro tempo, eu tive que me encostar na grade porque tava tremecendo de emoção misturado com frio, e quando o galeno foi no segundo pau... caralho, EU GRITEI TANTO QUE FIQUEI ROCO na terça, mas valeu cada segundo. ainda me lembro do cara do lado, um velho do meu bairro, gritando "ELES NÃO AGUENTAM, GUERREIROS!" com aquela voz rouca de quem bebia demais na véspera. E o gol do Ruiz? nossa, acho que nem chorei tanto quando nasci, deve ter molhado metade do estádio de tão suado que tava de tanto gritar! tudo aquilo ali foi pura magia, ainda mais vendo o brim abraçar os caras depois, aquilo não tem preço, não tem xG que explique. times não ganham só de números, ganham de alma, e o Braga 2019/2020 tinha alma de sobra! ❤️🔴 MALDITOS SAUDOSOS DO PASSADO MAS QUE DROGA QUE A GENTE TA FALANDO DESSE TIME MAIS HOJE
A gente não abandona os nossos.
e sabe qual foi outra cena que ainda me arrepia só de pensar? aquela vez no estádio municipal, aquele dia grisalho de dezembro, jogando contra o Leicester que tava vindo todo poderoso da Premier e veio pra cima feito um rolo compressor... mas os nossos minhotos não deram mole não, não. lembro que eu tava de pé na geral com a bandeira enrolada no braço como se fosse um cobertor, porque o vento daquele norte lá pinicava mesmo, e de repente a galera toda começou um "ehhh ehhh" bem baixinho, sabe aquele som que a gente faz quando tá enrolando pra armar uma coisa grande? aí o Nuno Gomes — sim, o nosso capitão velhinho, aquele que parecia um avô mas jogava como um leão — pegou aquela bola na intermediária, deu um toque pra frente pro Paulo Oliveira, o lateralzinho magricelo, que nem parecia forte o suficiente pra aguentar aquela pressão toda... mas o garoto olhou pra frente e bateu aquilo ali pro meio da área como se soubesse que ia encontrar o Ruiz escondido entre dois zagueiros gigantes do Leicester.
o ruiz, meu deus do céu... ele pulou mais alto que todos e meteu aquela cabeçada que parecia que não ia cair nunca, sabe? o goleiro do leicester nem mexeu, ficou parado como se tivesse levado um choque. e quando a bola bateu na rede, a geral explodiu de uma vez só — mas não foi aquele grito normal não, foi um "OOOOOOOOHHHH!!!" que durou uns cinco segundos, como se a gente tivesse prendido o ar todo aquele tempo e só naquele momento pudesse soltar. lembro que o meu amigo ao lado, o Zé da Peixaria, que sempre vai com a gente mas nunca canta muito, daqueles que só acena com a bandeira, naquele dia ele berrou tanto que perdeu a voz no dia seguinte e até pediu desculpa pra mulher porque não conseguia nem dizer "bom dia".
e olha, a coisa mais louca é que depois daquele golaço, o Leicester ainda empatou pra não perder... mas ninguém no estádio ficou chateado não, pelo contrário: a gente saiu dali achando que tinha feito um jogo histórico mesmo assim, porque a alma do Braga tava toda naquele chute. e quando a gente chegou de volta no autocarro, todo mundo cantando desafinado, mas feliz pra caralho, o treinador na altura — não me lembro o nome dele agora, mas era um cara que falava pouco e fazia muito — olhou pra galera e disse só isso: "isso é Braga". e pronto, não precisou mais nada. aqueles momentos a gente não esquece, não adianta.
Estou aqui há mais tempo do que alguns torcem.
Pois é, meus irmãos guerreiros, quando leio essas memórias do meu lado e do Zebra_Roubou só consigo pensar numa coisa: esses caras de 2019/2020 tinham um brilho nos olhos que a gente não vê mais. Não é que o time atual seja fraco, não — o problema é que aqueles malucos faziam magia com meias promessas e um escudo costurado na alma.
Aquele Ruiz voando mais que o Zé da Peixaria nos alçapões, o Galeno roubando o show no Nápoles com o frio cortando os ossos, o Nuno Gomes velho guerreando como se tivesse vinte anos... hoje a gente tem jogadores que entram no lugar certo, mas falta aquele desespero bonito de quem tá disposto a vender a alma pela braçada. Lembro-me perfeitamente de um jogo em Guimarães, há dois meses atrás, em que o Braga jogou direitinho, empatou e saiu aplaudido — coisa rara nos últimos tempos. Mas falta ali aquele "vamos morrer aqui" que tinha no tempo dos galões velhos na bancada. A galera ia à frente mesmo quando perdia dois a zero, porque sabia que os minhotos iam fazer uma loucura.
E tem a questão da identidade, rapaziada. Aquele time de outrora era tão pobre no papel que o treinador deitava no sofá e dizia "vamos fazer barulho". Hoje a gente contrata uns monstrinhos, paga fortunas por jogadores de outra liga, mas quando bate aquele aperto na barriga antes do jogo, cadê aquele frio na barriga que fazia a gente pular igual maluco na geral? É tipo comprar um relógio caro que não marca a hora certa — bonito de longe, mas não adianta nada.
Ah, e não me esqueço daqueles abraços loucos depois dos gols: galera se agarrando no meio da confusão, beijos de desconhecidos, o treinador correndo igual criança. Hoje vejo abraços calculados, com máscara social e distância de um braço. Que raio de evolução é essa?
Tá tudo bem, tá tudo normal, o Braga ainda ganha jogos e faz boas campanhas — isso ninguém tira —, mas esses momentos mágicos de 2019/2020... eram mágica pura, meu amigos. E mágica não se compra na OLX. ❤️🔴
Conte primeiro, discuta depois.
bah, rapaziada, então se o assunto é alma de time, eu não posso deixar de contar essa história que ainda me faz sorrir quando passo na frente do estádio e vejo os moleques de hoje brincando ali pertinho. não sei se vocês lembram, mas tinha um senhor, o seu Juca — morava lá pra baixo do estádio, aquele que toda sexta-feira, depois do treino, passava com umas sacolas cheias de figurinhas do ano todo pra vender pros moleques do bairro. no dia daquele Napoli, o velhinho tava lá com o chapéu do Braga na cabeça, enrolado no casaco que a mulher dele teceu a mão, e a gente ainda tava longe de saber que dois a zero ia rolar. aí ele olhou pra mim e falou assim, meio de brincadeira: "esse time aí, ó, eles tão comendo castanha quente também, igual a gente". só ri e falei "olha quem fala, seu Juca, tu que tá aqui até no frio que congela os bigodes". mas o velhinho me mostrou a sacola toda vazia ali na mão dele e disse "então é melhor a gente encher o peito de ar e cantar alto pra eles ouvirem, né?".
e foi aquilo que rolou mesmo: a gente cantou, gritou, pulou, e o gol do Galeno saiu dali de dentro daqueles pulmões todos que nem sabe como não se despedaçaram no meio do segundo tempo. mas o que me marcou mesmo foi que, na volta pra casa, ainda passamos pelo Dom Afonso e o seu Juca — que nem foi ao jogo, tava com vergonha até porque andava meio esquecido da vida ultimamente — tava lá, parado na calçada, chorando igual criança e abraçando a bandeira que a mulher dele fez em 89. ele só balbuciou "meu deus, quanta saudade boa, quanta coisa bonita", e eu entendi ali que a magia daquele time não era só pra quem tava no estádio: era pra todo mundo que amava o Braga de verdade, até pros que nem podiam pagar ingresso.
agora, falando do Ruiz naquele dia contra o Rangers... meu filho, quando ele bateu aquele segundo pau e a bola entrou, eu juro que o estádio todo parou por um segundo — não é exagero, a gente tava todos grudados uns nos outros, e quando o som veio, foi tipo um suspiro coletivo que virou grito. mas o mais engraçado é que, lá pra cima na geral, tinha um guri novo, desses que tão sempre com o celular gravando tudo, e ele gravou o momento em que o Ruiz olhou pra arquibancada e fez aquele sinal de "calma, galera, que ainda tem mais". o guri ficou tão emocionado que ligou pra mãe na hora e falou chorando "mãe, eu vi um anjo jogando hoje". e olha, não era exagero não — o cara voou literalmente, e aquilo ali não tem explicação, é tipo aqueles contos que a gente ouvia quando era guri: o herói aparece do nada e salva o dia.
esses tempos, a gente reclama que os times não são mais os mesmos, que falta pimenta, que os jogadores não se jogam igual aqueles guerreiros... mas a gente esquece que times são feitos de gente, e gente boa a gente lembra sempre. o seu Juca, o Zé da Peixaria, o guri do celular, a Dona Maria que fazia pastéis pro time... toda aquela galera que tava ali, mesmo sem estar no campo, fizeram daquele Braga de 2019/2020 um time que a gente nunca vai esquecer. não é magia de enfeite não, é magia de gente que bota a alma no lugar certo.
e pra fechar esse papo, uma coisinha que eu sempre falo pros moleques quando a gente se encontra ali no estádio: o Braga nunca vai deixar de ser grande, mas a gente também tem que ser grande na hora de torcer. não adianta só comprar ingresso e sair aplaudindo bonitinho — tem que suar a camisa, tem que cantar até doer a garganta, tem que fazer a fila do chimarrão em novembro mesmo com o vento doendo. porque time grande é feito de torcida grande, e a nossa é das boas.
ah, e falando nisso... alguém aí já viu se o seu Juca ainda vende aquelas figurinhas antigas? porque eu tô querendo encher a garagem de neto com uns troféus daquele tempo, pra eles saberem como é que se torce de verdade. ❤️🔴
Já vi de tudo, pessoal.
Eita, essa galera toda me lembrou de quando a gente tava no autocarro voltando daquele jogo do Leicester e o cara do lanche — aquele que vendia pastéis direto no meio do corredor, igual assistente de palco de programa barato — acabou derrubando uma bandeja toda no colo do treinador. O homem tava todo enrolado nos papéis dos pastéis, com a braçada na camisa e o pastel de frango escorrendo na gravata dele, e ainda por cima o garoto gritou "olha o treinador gourmet!"... mas o treinador só riu, pegou um pastel da bandeja e comeu ali mesmo, falando "isso também é nutrição de campo". 🤣🍿
Sou o único sério aqui — e olhe lá.