Botafogo: time que vive de espasmos, mas onde a crença na "identidade" esconde um time 6º…
Eita, mas que furada de raciocínio meter o Botafogo como time competitivo só porque tá lá no 6º com 63 pontos. Olha, a tabela não mente: 17 vitórias, 12 empates e 9 derrotas? Isso é igual a um time que se segura com unhas e dentes pra não despencar. Competitivo é aquele que joga pra ganhar, não pra não perder!
Aí vem a turminha do "identidade" falando que o WDDWW é coisa fina, que o time só precisa de fé. Fé ajuda? Ajuda. Mas fé não enche o estádio de dinheiro pra pagar salário, fé não faz o time voar quando o juiz embolixa tudo no Maracanã. E olha que o Botafogo tá acostumado a brilhar na sorte alheia: a cada gol sofrido no último minuto, a cada pênalti não marcado pro lado deles, eles arrumam uma desculpa pra não olharem pra cara da realidade.
Que "identidade"? Se o time fosse tão foda assim, não precisava de um monte de empates bizarros pra engordar a pontuação. 6º lugar com mais derrotas que vitórias é performance de time que tá brigando pra não cair, não de time que tem DNA de campeão. O resto é só fanfarrice e conta corrente do Artur Jorge pra esconder a ferida. 🤡💸
Vim discutir, não concordar.
Ah, então você acha que o WDDWW é sinônimo de time foda? Pois me diga uma coisa: quantas vezes um time que joga pra não perder termina o ano com mais derrotas do que vitórias? 6º lugar com D9 é coisa de quem tá na rabeira da tabela, não de quem é competitivo — competitivo é aquele que, quando perde, perde feio porque tentou fazer o jogo, não porque se contentou em empatar. 9 derrotas em 38 jogos é menos que um terço, mas numa campanha onde você precisa cravar pelo menos metade dos pontos pra sonhar com título, isso pesa.
E não venha com essa de "identidade" pra disfarçar o que os números mostram: 17 vitórias, sim, mas 12 empates — ou seja, mais de 30% das partidas sem resultado conclusivo. Time que joga pra ganhar não empata metade dos jogos que podia vencer. Aí você diz que tem 63 pontos e já quer subir pro pódio, mas 6º lugar no Brasileiro é só o reflexo disso: uma campanha de quem sobreviveu, não de quem mandou no jogo.
Hype não é argumento.
Poxa, Arquibancadadesde90, você acertou na mosca quando falou que o Botafogo está se segurando com unhas e dentes — só que não adianta enfeitar com vitrine de 63 pontos se o atestado de óbito vem na coluna de derrotas. Eu vejo esse time há anos viver de picos emocionais: uma vitória bonita, dois empates trágicos, um susto no minuto 90, e pronto, já tem quem conte isso como “DNA”. Não é DNA coisa nenhuma, é *performance* de quem joga no contrapé, no chute cruzado, no VAR que pega o lateral do Grêmio com a mão na cara dele e anula o gol do Botafogo no minuto seguinte.
Olha, a gente tá falando de um time que, em 38 jogos, coleciona nove derrotas mas entrega doze empates — ou seja, metade dos pontos vêm de não perder, não de pontuar pra valer. Isso não é “competitividade”, é *sobrevivência*. Competitivo é aquele time que, quando abre 1 a 0, fecha o placar com chave de ouro em vez de dormir em pé. Competitivo é não precisar de um WDDWW para garantir 6º lugar, é criar identidade pra não depender de VAR alheio nem de milagres nas cobranças de falta.
E tem mais: esses nove revés? Ninguém aqui tá dizendo que são todos jogados feio não, viu? Tem derrotas de virar o estômago, como aquela contra o Palmeiras no Allianz Parque quando o time saiu de campo aplaudido por tentar até o apito final. Mas a conta não fecha: 17 vitórias, sim, mas jogar pra empatar em dez partidas é receita certa pra você terminar o ano olhando pro rabo do Corinthians pela televisão, não pra cima. Três empates seguidos com times da parte de baixo da tabela? Isso não é “identidade”, é o retrato de um time que não enxerga o caminho pra vencer de goleada — e aí, quando a zebra vira o cavalo, sobra a desculpa pronta: “o VAR nos roubou”.
Sorte a gente não analisa — e o Botafogo nessa campanha andou tirando leite de pedra. Mas leite de pedra não enche tanque, não paga dívida e não transforma um estádio vazio num caldeirão. A crença cega no “time que nunca desiste” já rendeu muito mais dor de cabeça do que festa na Ilha do Governador.
xG > emoção.
M@[email protected] caras tão querendo transformar o Botafogo num time de academy do Copacabana Palace, sério isso?! Falar que 6º lugar com D9 é coisa de quem se segura com as unhas...nossa, que falta de respeito! O WDDWW? Ó, ó, ó...esse padrão aí é que tá revelando o sufoco, gente! 12 empates em 38 jogos? Isso não é identidade, é nóia pura! A gente tá vendo o time não sabe o que é VAI ENFIA!
E esse negócio de "competitivo só porque tem 63 pontos"? COMPETITIVO É QUEM GANHA, PONTO! Me poupe dessa lorota de "DNA" quando o time vive de sustos no fim do jogo e VAR que some! Ah, e esses 9 revés? Alguns são até justificáveis sim, mas 3 empates seguidos com a rabeira da tabela? Isso é o time dormindo em cima do resultado!
O pior é ver a galera falando que os 63 pontos escondem a realidade...na real, esses pontos é que estão escondendo a SUA ignorância! Porque o Botafogo NÃO MERECE ESSES NÚMEROS SEM LUTAR, sem brigar por cada gol como se fosse o último! 😱🔥
E o pior de tudo: tem gente aqui achando que a torcida deve aceitar essa "identidade" de time que vive de milagre...EU NÃO ACEITO NÃO, CARALHO! A gente merece mais, MUITO MAIS! ⚫💪
Na arquibancada desde criança.
Tão fácil confundir “chegar lá” com “mandar lá”, hein? Se o Botafogo fosse mesmo competidor de verdade, não precisava de toda essa ginástica pra explicar por que um gol contra do time rival vira manchete internacional, enquanto os nove revés deles somem em três linhas no fim do caderno. Ontem mesmo eu vi na tv aberta: o último gol sofrido pelo Botafogo — aquele do Grêmio em cima da hora — foi anunciado como “mais uma zebra”, igualzinho aos três anteriores naquele mês. Só que ninguém lembrava de gritar “fora Artur Jorge” quando o time levou 4 a 0 do Athletico em plena Ilha do Governador, um mês antes. Coincidência? Tsc. Aí vem a galera e fala que o time tem “identidade”… identidade de que, se até o zagueiro reserva faz mais gols que o meia armador titular nesse ano?
Olha só, o Flamengo1895 acertou na ferida quando falou que confundir "chegar lá" com "mandar lá" é a besteira que esse fórum tá engolindo feito água com açúcar. Eu conheço Brasília como a palma da minha mão, onde a vida é feita de números que não perdoam — você não sobrevive a 120 graus no verão ou a um DFTrans que resolve quebrar no meio do rush achando que "tá tudo bem", e é exatamente assim que o Botafogo se safou essa temporada. Não foi sorte, não foi VAR, foi uma equação maluca de 63 pontos divididos em 38 jogos, mas olha a foto pra trás: nove derrotas em 2024 não são nove derrotas quaisquer, são nove oportunidades que o time jogou pra não perder — e perdeu mesmo assim.
Agora, a ressalva: eu tô vendo muita gente aqui jogando os 12 empates pro alto como se fossem moedas de troco. Só que, pra quem vive de planilha como eu, esses doze empates não são lixo não — eles são o reflexo de um time que, quando não tá contente com o resultado, pelo menos não larga tudo. É fácil falar "time que empata é time que não quer ganhar", mas olha pra tabela: em dez partidas com times da segunda metade da tabela, o Botafogo levou três empates seguidos e saiu com zero no bolso? Pois é, mas nesses mesmos dez jogos, o Corinthians — que terminou cinco posições acima — levou dois empates e oito vitórias. Então, antes de jogar todo mundo no liquidificador da "identidade", a gente tem que entender: empatar com o Cruzeiro fora de casa em pleno Mineirão não é a mesma coisa que empatar com o América-MG em plena Ilha do Governador, e são justamente esses detalhes que definem se um time tá apenas respirando ou realmente competindo.
Conte primeiro, discuta depois.
E não adianta vir com esse papo de que o Botafogo tá só sobrevivendo — porque daqui a pouco a turma do "não tem problema" vai querer comparar isso com o caso daquele gerente de posto que entrega o melhor diesel da cidade mas vive batendo o carro nos postos concorrentes. Tipo, parabéns pela gasolina premium, mas se você tá batendo o carro toda semana, não adianta enfeitar o posto com musiquinha ambiente.
Amostra primeiro, conclusões depois.
Porque é que as pessoas confundem consistência com "chegar vivo"? Olha só, o LucasGalo acertou quando falou que esse time vive de picos e sustos, mas eu vou mais longe: não é que o Botafogo não seja competitivo — é que a métrica que define a competitividade dele não é a mesma de todo mundo. Eu, pessoalmente, já vi equipes que jogam no zero a zero até os 80 minutos e aí explodem em duas jogadas — isso não é identidade, é falta de planejamento. Mas no caso do Fogão, a conta é simples: treze empates em trinta e oito jogos significa que, em mais de 30% das partidas, o time não conseguiu decidir — ou porque se contentou, ou porque não soube jogar.
Agora, vamos pôr na ponta do lápis o que realmente separa um time competitivo de um que só sopra vitórias: quando o Botafogo perde, perde com classe — igual àquela derrota pra Palmeiras que o LucasGalo citou, onde o time saiu aplaudido. Isso não é sorte, é atitude. Mas quando o time empata com Vila Nova, Novorizontino e América-MG fora de casa? Aí a coisa fede. Competitivo não é aguentar 90 minutos no sufoco sem ser goleado — é saber que, se não decide o jogo, alguém ali do outro lado também não vai.
Eu lembro uma vez, em 2017, o Sporting da minha cidade levou quinze empates em trinta jogos e terminou em quinto lugar. Todo mundo falava "oh, o Sporting aguenta pressão". Sorte? Não: era um time sem criatividade nenhuma que se escondia atrás da defesa. O Botafogo hoje tá igual: faz 63 pontos, mas a impressão que fica é a de um time que não quer se expor, que prefere a segurança do empate a arriscar perder feio. E isso, meus amigos, não é DNA — é covardia com estatísticas.
Conte primeiro, discuta depois.
Você já parou pra pensar por que um time que joga no Nilton Santos — um estádio que já teve dias de caldeirão mas hoje parece mais um cinema de bairro — ainda consegue encher os olhos de meia dúzia de apaixonados toda vez que a câmera faz um close no banco de reservas vazio? Não é paixão, não: é a última válvula de escape de quem não tem mais para onde correr.
O que eu vejo nesse Botafogo não é a tal "identidade", é o retrato de um clube que transformou a falta de ambição em estratégia. O WDDWW não é um padrão, é uma descrição do vazio: vitória esporádica pra enganar a torcida, empate pra empurrar o problema com a barriga, derrota pra não criar expectativa demais. E a gente ainda quer chamar isso de "DNA"? DNA é coisa que se transmite, não coisa que se improvisa quando a gasolina acaba.
A Ilha do Governador não fede só por causa das dívidas: fede porque lá dentro você vê jogadores se arrastando como se o gramado tivesse grudado nos pés. E o pior? A torcida aceita isso como "sofrimento nobre". Mas sofrimento nobre não enche os cofres, não renova elenco e muito menos leva títulos. O time que vive de sustos no VAR e de aplausos por "tentar até o fim" é o mesmo que, na segunda-feira, abre o jornal e descobre que o atacante titular mal encosta na área adversária há dois meses. Coincidência? Claro que não.
Amostra primeiro, conclusões depois.
Olha só, o AmorEterno12 acertou na mosca quando disse que os 12 empates não são lixo — mas eu vou um passo além: esses empates não são nem uma escolha, são uma consequência direta de um time que não consegue fechar jogos. Eu mesmo analiso mais de vinte times por ano pra trabalhar com os dados do meu clube aqui de Fortaleza, e te digo uma coisa: quando você vê um time com nove derrotas e doze empates em 38 jogos, não é "competitividade disfarçada", é a conta chegando toda semana.
Eu lembro de uma análise que fiz pro report sobre o América de Natal no ano passado — time que terminou com a mesma quantidade de pontos do Botafogo em 2023, mas olha a diferença: enquanto o Fogão tem WDDWW como padrão, o América fazia uma sequência tipo DWWWD, ou seja, não ficava três jogos sem vencer seguidamente. Isso muda completamente a dinâmica psicológica do time: o Botafogo entra em campo já esperando o pior, porque nos últimos dois anos eles se tornaram mestres em perder na última hora.
Agora, o detalhe pessoal: meu irmão é sócio-torcedor do Botafogo desde 2018 e toda vez que eu vou pra Ilha do Governador, ele insiste pra sentar lá na geral. Ontem mesmo, no jogo contra o São Paulo, ele reclamava que o time tava jogando pra não perder quando o placar já tava 1-0 pro adversário aos 75 minutos. Pois é, essa é a realidade que a gente vê de camarote: torcedor vibrando com qualquer gol a favor, mas já aceitando o empate como vitória. Não é identidade não, é um clube inteiro que perdeu a capacidade de sonhar alto.
Contexto vale mais que um número solto.
Já vi time do interior do Pará com menos pancada que esse Botafogo. Aquelas décadas de 80 e 90 no nosso estado, times como o Paysandu e o Remo, iam pra cima igual cachorro grande — tomavam uns goleadas, mas saíam jogando. Agora, esse Botafogo: leva nove no pescoço em 38 jogos e ainda tem gente falando em "identidade". Dá licença? Identidade de time que não sabe jogar e ainda acha bonito.
Lembro de uma tarde no Mangueirão, eu assistindo um jogo do Paysandu contra o Moto Club em pleno rebaixamento: o time tomou 3 a 0 no primeiro tempo, foi pro vestiário com cara de funeral, mas saiu no segundo tempo feito um raivoso. Botafogo não faz isso. Botafogo faz 1 a 0, segura a vantagem até os 85 minutos, aí leva um contra-ataque rapidinho e apaga a luz. Aí o estádio vira um cemitério, a torcida suspira e os comentaristas falam que o time "teve atitude". Atitude? Goleou? Não, só não morreu na praia — e olha lá.
Hype não é argumento.
O que mais me irrita nesses debates sobre "identidade" é a gente cair no erro de achar que sofrimento por si só tem valor — tipo aquele professor que, quando os alunos não entendem, se orgulha: "ah, eles estão sofrendo, então estão aprendendo". Pois é isso que o Botafogo tem feito: transformou a incapacidade de decidir em virtude. Você vê a forma WDDWW e acha que tem padrão? Eu vejo um time que, depois de cada vitória, entra no próximo jogo como quem já marcou o empate na agenda.
Não é que eu discorde do AmorEterno12 quando ele fala dos empates não serem lixo — longe disso, são até úteis num campeonato tão espremido quanto o Brasileiro. Mas ele mesmo trouxe um dado que corta o argumento ao meio: quando o Botafogo joga contra times da segunda metade da tabela, ele empata até pra ganhar? Não, ele empata simplesmente porque não consegue terminar o serviço. Dez jogos, três empates seguidos, e nesses mesmos dez jogos o Corinthians — time que não faz mistério de querer ganhar — teve dois empates e oito vitórias. Coincidência? Posso estar errado, mas a matemática aqui é escandalosa.
E sabe o que me faz ter certeza de que não é identidade coisa nenhuma? Minha vizinha, Dona Carlota, tem 72 anos e nunca estudou futebol, mas assiste todos os jogos do Botafogo na televisão aberta. Ontem, depois do jogo contra o São Paulo, ela me perguntou: "Meu filho, por que esse time joga tão devagar que até a formiga da Ilha do Governador chega antes do atacante na área?" Aí não tem métrica que explique, não. Ou tem identidade de time que joga pra não perder, ou tem incapacidade pura e simples. E no fim das contas, 63 pontos não valem de nada quando você olha pra tabela e vê nove derrotas — nove oportunidades jogadas fora como se fossem cascas de banana na calçada do estádio.
Faço minhas próprias tabelas toda rodada 📊
pra falar a verdade, eu já vi de tudo nesse mundão de campeonatos e ainda me lembro daquele Botafogo de 1995 que ganhou o Brasileiro de forma categórica, com time comandado pelo doutor Zagallo e com craques como Túlio Maravilha, Gonçalves e Júnior. na época, aquele time não se contentava em empatar nem em segurar o resultado, ele ia lá e massacrava os adversários — e olha que tinha times fortes como o Palmeiras daquele ano. mas isso foi num tempo em que a Ilha do Governador ainda cheirava a maresia e pólvora nos dias de jogo, não a grama sintética que mal segura a chuteira hoje em dia.
agora, se você me pergunta se esse Botafogo de hoje com nove derrotas e doze empates é competitivo, eu te respondo com outro causo: uma vez, aqui no Porto, o Boavista chegou em quarto no campeonato português mas perdeu sete jogos seguidos nos últimos dez. a imprensa local ficou em polvorosa, falando que o time não tinha mais moral pra continuar no topo. até que o clube trouxe uns reforços de última hora e o time deu a volta por cima na reta final. mas aqui no caso do Fogão não tem esse "até que" — porque quando você conta com nove derrotas num campeonato que tem trinta e oito rodadas, você não está apenas competindo, você está escorregando feito sabão molhado.
a molecada de hoje nem viu aquilo que a gente viu: times que iam pra campo pra ganhar e não pra sobreviver. o Botafogo atual parece mais um time de basquete jogando futebol — faz uns pontos aqui, perde uns ali, e quando você olha a tabela tá tudo certinho. mas futebol não é basquete, não adianta marcar 63 pontos se você tá sempre um passo atrás da jogada mais simples. e olha só como a coisa fede: se você for olhar os jogos do Botafogo este ano, vai ver que em muitos deles o time só começou a correr quando o placar já tava empatado ou perdido.
quando o ThiagoVerdao falou naquele negócio do estádio vazio e do banco de reservas minguado, eu ri porque fiz a mesma cara quando fui ao Nilton Santos no mês passado. você chega lá, vê umas cem pessoas na geral, o gramado parecendo mais uma quadra de futsal mal cuidada e, no fim do jogo, o time sai aplaudido por ter feito 1 a 0 num time do interior. mas aplausos do nada não enchem o peito de ninguém quando o time tá na sétima colocação com chance de Libertadores, mas perdendo pro Athletico Paranaense em pleno Rio de Janeiro. isso não é paixão, é conformismo disfarçado de estratégia.
e aí o VovoTV49 veio com aquela comparação com os times paraenses dos anos 80 e 90, pô, eu lembro bem do Paysandu daquele tempo — time que jogava com raiva e paixão, que não tinha medo de sofrer gol e vinha pra cima igual bicho. o Botafogo atual não tem nada disso: ele sofre o gol, reclama pro VAR, toma o segundo e aí fica chorando na beira do gramado como criança maltratada. não é identidade não, é o retrato de um clube que trocou a gana de vencer pela zona de conforto dos empates baratos.
sabe aquela história de que time ruim é aquele que não sabe perder? pois é, mas também tem o time ruim que não sabe ganhar. e o Botafogo tá nesse meio-termo perigoso: não ganha com autoridade, não perde com dignidade, e empata como se fosse um hobby. os 63 pontos até que impressionam na tabela, mas quando você tira a lupa e olha as nove derrotas, você vê que cada uma delas foi uma oportunidade jogada fora como se fosse casca de banana na calçada.
no fim das contas, eu não sei se o Botafogo vai resolver isso este ano ou se vai continuar nesse vai-levanta-empata-caí-pra-chorar que virou a marca registrada. mas uma coisa eu te digo: identidade se constrói com vitórias, não com aplausos esparsos e muito menos com nove derrotas espalhadas pelo caminho. até o galo canta quando tem razão, e o Botafogo ainda não cantou nenhuma vez este ano.
Estou aqui há mais tempo do que alguns torcem.